Conteúdo anda Elefante órfão está dando seus primeiros passos de volta à natureza

Foto: Elephant Orphanage Project

Um elefante órfão de 6 anos está dando seus primeiros passos de volta à natureza. Tafika foi resgatado pelo Projeto Orfanato Elefante (EOP) em Zâmbia quando tinha apenas 9 meses, após ser separado de sua manada em uma área chamada South Luangwa. As informações são do The Dodo.

“Sua manada causou alvoroço em um vilarejo, e no tumulto, Tafika caiu em um buraco e foi deixado para trás enquanto a manada fugia,” explicou Ulrica Hansson, gerente de relações públicas da Game Rangers International, uma organização anti-caça. Infelizmente, os moradores começaram a jogar pedras no elefante bebê até que a EOP interveio. Eles conseguiram amarrar um sling embaixo de seu corpo e o retiraram do buraco.

Eventualmente, Tafika, que significa “ter chegado” na linguagem local Nyanja, foi enviado ao Parque Nacional Kafue, onde a EOP tem um local de soltura onde os elefantes são, pouco a pouco, soltos de volta à natureza. Há 10 órfãos no local, de acordo com Hansson, divididos em 2 grupos: a Manada Órfã e a Manada de Soltura. A Manada Órfã caminha dentro do Parque todos os dias escoltados pelos seus cuidadores e um guarda. De noite, eles retornam para proteção contra predadores, como leões. A Manada de Soltura é mais independente, explica Hansson: “A maior distinção é que eles podem passar a noite fora da área de proteção e então são essencialmente independentes da EOP: eles não recebem comida, abrigo ou segurança – assim voltando a ser animais silvestres,” ela disse. “Portanto é importante que eles sejam grandes o suficiente para se defender contra leões, ou que estejam em um grupo que vai os oferecer a proteção da qual precisam.”

Há uma outra ameaça: a caça. De 2010-2012, 100.000 elefantes foram assassinados na África. Alguns dos que sobreviveram são os órfãos cuidados pela EOP. A Manada de Soltura atual é composta de quatro elefantes: Chodoba, 10; Chamilandu, 9; Batoka, 7; e Kafue, 6. Chodoba é o líder e porque “ele conduziu o caminho, parece mais fácil para os outros elefantes o seguirem.” E essa foi a última façanha de Tafika: alguns dias atrás, por conta própria, ele decidiu deixar os seus amigos da Manada Órfã e começou a andar com os garotos grandes da Manada de Soltura. “Esse é um grande passo para ele na sua jornada para viver uma vida independente na selva,” diz Hansson.

Todos os órfãos já tiveram contato com os elefantes selvagens dentro do Parque. Às vezes durante a caminhada diária da Manada Órfã, mas geralmente acontece com a Manada de Soltura “porque estão andando livremente à noite, que é quando os elefantes selvagens estão se movimentando mais.” Interações com esses elefantes são cruciais para a Manada de Soltura. Eles irão “desenvolver suas habilidades sociais e isso irá encorajar comportamentos naturais assim como ensinar conhecimento local que elefantes normalmente passariam de geração em geração,” explica Hansson.

O Parque Nacional Kafue tem 22.400 km² mas a Manada de Soltura provavelmente não se moverá para muito longe do centro. No entanto, conforme os elefantes crescem, eles irão aumentar o seu território. “Nós entendemos que enquanto os elefantes vão passar mais e mais tempo longe da instalação, é provável que voltem de vez em quando,” diz Hansson. Ela acrescenta que ser selvagem não significa que vão esquecer de onde vieram. “É provável que eles sempre voltem para visitar – para interagir com os órfãos mais novos ou com seus cuidadores que os criaram e ajudaram a se recuperar de um começo de vida traumático.”

 *É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

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