Elefantas são reintegradas à natureza na Índia

Foto: Divulgação

As jovens elefantas Tora e Rani são os primeiros exemplos de reabilitação bem-sucedida do projeto IFAW-WTI, e puderam ser reintegradas às manadas selvagens de Assam, Índia. Depois de 60 dias acompanhando as elefantas em sua reinserção na natureza, especialistas comemoraram o sucesso da missão.

A história começou em fevereiro de 2007, quando foi iniciado o Projeto de Reabilitação de Elefantes IFAW-WTI, em colaboração com o Departamento Florestal do Estado de Assam, Índia. Nesses oito anos, o programa transferiu 19 jovens elefantes resgatados para uma reserva, onde seriam reabilitados. Atualmente, nove elefantes devolvidos à natureza estão sendo monitorados por radiotelemetria, por períodos que variam de nove a 38 meses. As informações são do site One Green Planet.

A complexidade do processo de reabilitação desses filhotes de elefante é fato conhecido, e a taxa de êxito é de apenas 47.3%.

Alguns afirmam que o monitoramento efetuado após a reabilitação seja a fase mais desafiadora, mas a emoção de ver as manadas selvagens acolhendo jovens elefantes cuidados por seres humanos desde o nascimento é extremamente gratificante para os especialistas envolvidos no processo de reabilitação.

A assimilação e integração desses jovens elefantes criados por seres humanos é essencial para que aprendam habilidades de sobrevivência e reprodução, já que foram privados da vida social normal de um elefante durante a infância.

Nos últimos oito anos, o projeto IFAW-WTI documentou esses encontros quatro vezes, mas grande parte das assimilações são temporárias, e os jovens elefantes reabilitados acabam sozinhos na natureza.

Tanto Rani, quanto Tora tinham apenas dois meses de idade quando foram resgatadas. Depois do processo, foram libertadas juntas. Após uma tentativa frustrada de associação, as elefantas encontraram em abril desse ano um rebanho selvagem receptivo à sua assimilação, e com ele permanecem até hoje.

A família de elefantes que integrou as duas fêmeas possui entre 10 e 15 indivíduos, e pelo menos quatro deles são filhotes. Isso ajuda os cientistas a acompanhar seus rastros, já que uma família com membros tão jovens não consegue se movimentar rapidamente.

 

Fonte: ANDA

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