Conscientização ONU pede um basta à comercialização de marfim

16-1

Nesse domingo (2), foi aprovada uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo aos seus países-membros que parem de comercializar marfim, medida cujo objetivo é preservar a vida de elefantes.

Os participantes da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaças (CITES, na sigla em inglês), reunidos em Joanesburgo (África do Sul), consentiram com o documento, que pede ações legais e regulatórias que combatam a caça aos elefantes para o comércio de marfim. O documento, embora não tenha força de lei, é uma ferramenta que pressiona os países que ainda permitem o comércio de marfim.

Conforme denúncia feita em matéria de O Globo, a comercialização de marfim mata entre 20 mil e 30 mil elefante africanos anualmente. Essa prática acontece porque tem mercado comprador do produto, muitas vezes, ilegal. Na China e no Japão, embora haja mercados legais, ocorre, também, a comercialização ilegal, que se dá via o canal legal. Segundo Sue Lieberman, vice-presidente da ONG Wildlife Conservation Society: “Quando existem mercados legais para o marfim, são criadas oportunidades para a legalização do marfim no país”.

Nunca mais compre objetos de marfim
Quantas vezes compramos coisas inúteis? Quantas vezes compramos um produto sem pensar na forma como são produzidos? Pois devemos estar atentos à cadeia produtiva dos produtos que adquirimos, porque eles podem fazer parte de uma rede de negócios geradora de violência a seres humanos e animais.

Fique atento a produtos como colheres, brincos colares, teclado de piano, budas, pentes, pois são alguns objetos que podem parecer muito bonitos mas que são feitos de chifres de elefantes. Alguns chifres chegam a medir quase dois metros e valem milhões de dólares.

O relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza afirma que a população de elefantes da África caiu 20% entre 2006 e 2015, em decorrência, sobretudo, da caça ilegal em busca de marfim. De acordo com Sue, o tráfico de marfim está fora de controle, por isso, algo precisa ser feito urgentemente.

Embora a medida da ONU seja importante, ela regula, apenas, o mercado internacional, e não o doméstico.

Fonte: ANDA

Anúncios

Os golfinhos são “pessoas não humanas”

Não só os primatas. Os golfinhos e as baleias também devem ser tratados como “pessoas não humanas”, com direito à vida e à liberdade, segundo propõem prestigiados cientistas reunidos na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, a maior do mundo, que se realiza em Vancouver, no Canadá.

Peritos em conservação e comportamento dos animais consideram que estes cetáceos são suficientemente inteligentes para que recebam as mesmas considerações éticas que os seres humanos, de acordo com o jornal espanhol ABC. Isto implica colocar um fim à sua casa, ao cativeiro e abusos.

Por este motivo, apoiam a criação de uma Declaração dos Direitos dos Cetáceos.

“A ciência tem demonstrado que a individualidade – a consciência de si próprio – não é uma característica única do ser humano. Isto levanta uma série de desafios”, disse, à BBC, Tom White, professor de ética na Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Os investigadores que estão de acordo com esta corrente de pensamento concluem que, embora não sejam seres humanos, os delfins e as baleias são “pessoas” no sentido filosófico, o que tem importantes implicações.

A declaração, primeiro aprovada em Maio de 2010, assinala que os cetáceos têm direito à vida, não podem ser obrigados a estar em cativeiro nem a ser objecto de maus tratos, nem a serem retirados do seu ambiente natural.

Da mesma forma, não podem ser propriedade de ninguém. A base de todos é que os golfinhos têm consciência de si mesmos, reconhecem a sua imagem ao espelho. Sabem quem são.

Fonte: Os Bichos

***

Um grande número de cientistas, em 2010, estiveram reunidos no Canada, durante um fim de semana. E no fim da reunião, declararam que os primatas, os golfinhos e as baleias, são pessoas não humanas.
Esses mesmos cientistas, a partir de então estão a trabalhar, junto da UNESCO, para que a UNESCO passe a declarar todos os animais não-humanos, como pessoas não humanas.

Mário Amorim

Foram mortos 144 mil elefantes desde 2007

O número dramático foi revelado no Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza que decorre em Honolulu.

Foram mortos 144 mil elefantes desde 2007

A cada 15 minutos morre um elefante em África e, desde 2007, foram mortos 144 mil, significando isto que, entre 2007 e 2014, o número de elefantes na savana desceu 30%, de acordo com o Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza, a decorrer em Honolulu até ao próximo dia 10.

“A vaidade de exibir colares e pulseiras com marfim está a gerar uma procura que faz disparar o assassínio de elefantes”, denuncia, citado pelo diário “El País”, Anthony Banbury, ex-alto funcionário das Nações Unidas e agora responsável pelos projectos filantrópicos do multimilionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft.

A caça furtiva a que se dedicam inclusive grupos terroristas como o Boko Haram, mas também a destruição do respectivo habitat natural, são algumas das causas para a morte de tantos elefantes. A actual redução atinge uma percentagem correspondente a 8% ao ano e, segundo o apuramento de dados em 18 países, restam 352.271 sobreviventes. Ao ritmo actual, refere a publicação espanhola, dentro de 15 anos não haveria elefantes na savana, enquanto os dos bosques também estão a desaparecer com uma rapidez assustadora.

O Botswana, com 130 mil elefantes de uma população estável, é o principal protector do referido animal, cujos dentes de marfim podem valer perto de 22 mil euros cada.

Fonte: Economico