Associação contesta tourada em Amarante, que “não tem cultura tauromáquica” – Cultura tauromáquica? -Se fosse a barbaridade tauromáquica, aí estaria correto!

A Associação Ajuda Animais em Amarante reprova que as entidades públicas apoiem a corrida de touros do próximo domingo.

A Associação Ajuda Animais em Amarante (AAAAMT) manifestou hoje “total reprovação” ao apoio de “várias entidades públicas” a uma corrida de touros anunciada para domingo, garantindo que o concelho “não tem cultura tauromáquica”.

“O Estado e o dinheiro público não devem financiar a exposição do sofrimento desnecessário infligido aos animais, e nenhum motivo é válido para manter a tortura prolongada, sangrenta e cruel dos mesmos”, sustenta aquela associação, em comunicado.

Em causa está a corrida de touros marcada para domingo às 17.00, na cidade de Amarante. O cartel é composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Sónia Matias e António Maria Brito Paes e pelos forcados amadores de Coruche e Aposento da Chamusca. A AAAAMT adianta que “os apoios públicos e privados” concedidos aquela tourada “colidem com o trabalho solidário de parceria, e de ajuda animal que se pretende continuar a realizar em Amarante”.

“Os apoios públicos e privados que nos têm garantido e disponibilizado têm, infelizmente, sido escassos comparativamente ao trabalho árduo que os voluntários têm vindo a realizar neste último ano”, frisou. A AAAAMT afirma “respeitar todas as opiniões”, mas adianta que “acima de tudo respeita a vida e a boa conduta com os animais”.

“Só assim nos tornamos num concelho mais civilizado e mais evoluído, destacando-se apenas pelas boas práticas sociais. A incivilidade jamais pode justificar arte, cultura ou tradição”, sublinhou aquela associação.

 

Fonte: DN.PT

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Mais uma notícia muito triste e bastante revoltante! Irmão do leão Cecil foi morto por caçadores furtivos

Irmão do leão Cecil foi morto por caçadores furtivos

Governo de Harare interditou a caça a espécies de grande porte nas imediações do parque onde os dois animais foram abatidos.

O leão Jericho foi atingido e morto por atiradores em um parque no Zimbábue, na tarde de ontem. Jericho protegia as crias de Cecil quando foi abatido, informaram os serviços de proteção da natureza do Zimbabwe através da sua página no Facebook.

“É com grande desgosto e tristeza que acabamos de ser informados que Jericho, irmão do leão Cecil, foi morto às 16.00 horas. Estamos de corações partidos”.

A morte de Jericho sucede cerca de um mês após a morte do irmão às mãos do dentista americano Walter Palmer. A morte de Cecil causou uma vaga de indignação no mundo inteiro.

Após a morte de Cecil havia a preocupação de que Jericho não conseguisse manter o território das crias de Cecil e que o grupo poderia ser expulso por rivais e as crias mortas por estes.

Depois destes dois acontecimentos, o Zimbabwe anunciou ontem que vai fazer restrições imediatas à caça de animais de grande porte como leões, elefantes, leopardos, nas cercanias da reserva de Hwange, onde sucederam as mortes.

Sexta-feira, o governo de Harare já havia exigido a extradição do americano Walter Palmer, que matou o leão Cecil, considerado um símbolo nacional, no começo de julho, depois de atraí-lo para fora dos limites do Parque Nacional Hwange.

Palmer encontra-se neste momento em parte incerta e, perante as repercussões da morte de Cecil, divulgou um comunicado em que afirmava desconhecer a fama do animal e lamentou ter tirado a sua vida.

“Eu acreditei na experiência dos guias profissionais locais para ter certeza de uma caça segura. Mais uma vez, lamento profundamente que o exercício de uma atividade que amo, pratico com responsabilidade e dentro da lei, tenha resultado na morte desse leão”,lê-se na nota do dentista, que é considerado um caçador experiente.

Os Estados Unidos abriram um inquérito sobre a morte do felino. O leão Cecil tinha 13 anos e liderava um bando de três fêmeas e seus descendentes.

Neste momento, uma petição que pede o julgamento de Palmer pela morte do leão Cecil tem mais de 700 mil assinaturas e a associação americana de defesa dos direitos dos animais PETA defende que caçador deveria ser enforcado. Ao mesmo tempo, está a aumentar a pressão sobre EUA para proteger leões africanos e interditar a entrada no país de troféus de caça de exemplares de espécies mortos no estrangeiro.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4711279&page=-1