DIREITOS ANIMAIS Homem abandona tudo para fundar santuário para animais silvestres

O Hakuna Mipaka é destinado a animais feridos ou mutilados

Dean Schneider, de 26 anos, abriu mão do trabalho como consultor financeiro na Suíça e se mudou para a África do Sul para fundar um santuário de animais silvestres. O Hakuna Mipaka é destinado a animais feridos ou mutilados.

Por conta de sua paixão por esses animais, Schneider se envolveu nesse universo e hoje é capaz de criar um vínculo especial com a vida selvagem, respeitando cada ser resgatado por ele.

No santuário, são levadas em consideração o respeito a cinco valores: liberdade, lealdade, apreciação, irmandade e ousadia.

“Minha missão é alcançar o maior número de pessoas e educá-las sobre a vida selvagem e a beleza do reino animal. Eu acredito que a paixão e o poder do conhecimento podem mudar a percepção das pessoas acerca da proteção dos animais”, disse Dean.

No Instagram, o rapaz publica imagens da sua rotina de cuidado aos animais.

Fonte: ANDA

DIREITOS ANIMAIS Câmara aprova projecto de lei que proíbe zoológicos e aquários em SP

Além de proibir a instalação de novos estabelecimentos que aprisionem animais, a proposta também estabelece novas regras para os zoológicos e aquários existentes na cidade


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira (12), um projeto de lei, de autoria do vereador Reginaldo “Xexéu” Trípoli (PV), que proíbe a criação de novos aquários e zoológicos no município.

Com a aprovação, a proposta segue agora para análise do prefeito Bruno Covas, que decidirá pela sanção ou pelo veto.

Além da proibição, o projecto estabelece regras para o funcionamento dos zoológicos e aquários existentes na cidade, como a proibição da captura animais na natureza e de reproduzi-los em cativeiro. A medida determina ainda que esses locais eliminem progressivamente a exposição de animais e separem machos de fêmeas.

No que se refere à presença de visitantes nos zoológicos e aquários, a proposta torna obrigatória a presença de um monitor para acompanhá-los com o objectivo de promover educação ambiental e minimizar o stress dos animais.

“A população precisa entender o sofrimento dos animais encarcerados para entretenimento humano. Não dá mais para a gente trazer animais exóticos para expor no Zoológico de São Paulo, como rinocerontes, girafas, tigres e leões. E também não podemos mais deixar a procriação desses animais”, afirma o parlamentar à coluna Poder SP, da Veja.

Fonte: ANDA

DIREITOS ANIMAIS Activistas lutam na justiça para libertar elefanta cativa há mais de 40 anos

Capturada ainda um bebé na selva, tudo que Happy conheceu da vida foi o cativeiro, após a morte de seu companheiro, a elefanta vive há treze anos sozinha e apresenta sinais de depressão e apatia
Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

Advogados que actuam pelos direitos animais em Nova York, nos Estados Unidos, estão pedindo no tribunal por personalidade jurídica para sua cliente, Happy, uma elefanta. Segunda-feira (21), ele argumentaram perante o juiz que ela está muito infeliz vivendo cativa no zoológico do Bronx.

Seu advogado principal, Steven Wise, presidente do Nonhuman Rights Project (Projecto de Direitos Não-Humanos), um grupo sem fins lucrativos, acredita que a elefanta de 48 anos é um ser autónomo que foi detido ilegalmente em cativeiro – devido à sua personalidade – e deve ser libertado imediatamente.

Como resultado, Wise está argumentando que a personalidade jurídica é uma “capacidade de direitos” e está pleiteando um habeas corpus – ou o direito de contestar o confinamento de um indivíduo no tribunal.

Foto: Corbis/Via Getty Images
O Nonhuman Rights Project espera que, através do caso de Happy, possa ocorrer um avanço legal que elevará o status dos elefantes, que o grupo chama de seres complexos e extraordinários, e assim como seres humanos, deveriam ter o direito fundamental à liberdade.
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Esta não é a primeira vez que o grupo busca conseguir personalidade jurídica para o animal, tendo falhado em várias ocasiões diferentes nos últimos anos.

Tentativas semelhantes incluíram argumentar que os cães também podem ser “pessoas jurídicas”, além de dois chimpanzés.

Neste último caso, um tribunal de apelações de Nova York decidiu em 2017 que Kiko e Tommy, dois chimpanzés de 30 anos mantidos em cativeiro no estado, não poderiam ser considerados pessoas para invocar o habeas corpus.

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

O juiz decidiu que, embora os chimpanzés compartilhem características fundamentais com os humanos, seria quase impossível responsabilizar qualquer macaco por sua personalidade, prendendo e processando-o por um crime, por exemplo.
Outro golpe para a campanha ocorreu em um caso em Connecticut, em agosto, onde, assim como o caso de Happy, um juiz decidiu que três elefantes – Beulah, Minnie e Karen – não poderiam ser considerados pessoas.

Mas indiferente às sucessivas falhas, Wise agora está lutando em nome de Happy, determinado a ver a elefanta se mudar para um santuário depois de passar quase toda a sua vida fechada em um recinto de um hectare no zoológico do Bronx. Happy foi capturada junto com outros seis filhotes – Sleepy, Grumpy, Sneezy, Doc, Dopey e Bashful – na Tailândia na década de 1970, todos eles trazidos posteriormente para os EUA.

Happy e Grumpy viveram juntos até 2002, quando foram realocados para um outro cativeiro com outros dois elefantes, Maxine e Patty. No entanto, o novo arranjo habitacional provou ser um erro fatal, já que Grumpy foi morto por Maxine e Patty em um ataque.

Happy nunca foi capaz de conviver com a dupla a partir de então, com uma recente tentativa de reconciliação falhando terrivelmente.

Advogado de Happy Steven Wise | Foto: AP
Advogado de Happy Steven Wise 

Nos últimos 13 anos, ela vive sozinha, separada dos outros elefantes por uma barreira.

Wise está argumentando que o arranjo é prejudicial porque os elefantes são criaturas sociais e Happy deve ser transferida para um santuário muito maior na Califórnia, que tem outros elefantes com quem ela pode conviver.

“Isso não seria como uma prisão maior?”, disse Alison Tuitt, juíza da Suprema Corte do Bronx, acrescentando que Happy mora no recinto há décadas e nunca parou de comer, o que seria um sinal de depressão.

“É um pouco como dizer que a Terra é uma prisão”, respondeu Wise, continuando: “Para enfiar um elefante em 1 hectare de terra, é como viver na cela de uma prisão”.

Wise disse que em um santuário os animais são livres para escolher amigos e viver a vida como um ser autónomo.

Fonte: ANDA

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro | Foto: AP

Durante um longo testemunho, Wise comparou a situação da elefanta à dos escravos nos EUA, que não eram considerados totalmente humanos, e apontou que partes da floresta amazônica foram protegidas por direitos humanos.

“Ela é um elefante deprimido”, disse Wise sobre Happy. “E está sendo prejudicada todos os dias”.

Uma porta-voz da Wildlife Conservation Society, que é responsável pelo zoológico do Bronx, disse que Happy não está definhando, nem isolada.

Jim Breheny, diretor do zoológico, chamou o processo de “ridículo” em depoimento ao jornal Guardian e disse que o Projeto de Direitos Não-Humanos está “explorando os elefantes do zoológico do Bronx para promover sua própria causa”.

Por enquanto, o juiz Truitt ordenou que Happy ficasse no zoológico do Bronx, os próximos argumentos serão ouvidos na audiência do dia 6 de janeiro de 2020.

Wise disse que é do interesse do elefante permanecer lá por enquanto, para que os procedimentos sobre o habeas corpus possam continuar.

Wise acrescentou que o Nonhuman Rights Project está pronto para agir com eficiência se Happy for transferida para o santuário de animais determinado pelo grupo na Califórnia ou, alternativamente, outro no Tennessee.