Papa Francisco fala em defesa dos direitos animais

Foto: Reprodução Internet

Em uma carta recente, o papa implorou ao mundo que reconheça as tristes verdades sobre a interferência humana no meio ambiente e sobre os danos terríveis causados aos seres vivos, incluindo os animais, segundo informações de reportagem do site The Dodo.

O papa afirma que seres humanos e animais estão todos interconectados:

“Temos um só coração, e as mesmas mazelas que nos levam a maltratar um animal logo se manifestarão no nosso relacionamento com outras pessoas. Todo ato de crueldade contra qualquer criatura é contrário à dignidade humana.”

Mais adiante, o papa Francisco aborda temas graves como a devastação ecológica:

Seres humanos causam a extinção em massa de animais

“Por nossa causa, milhares de espécies cessarão de dar glória a Deus pelo simples fato de existirem, deixarão de levar sua mensagem até nós. Não temos esse direito.”

Menções divinas à parte, a mensagem do papa ressoa entre cientistas e quaisquer pessoas que apreciem a biodiversidade do planeta e que estejam cientes dos efeitos da atividade humana. O papa pede que as pessoas e governos demonstrem respeito pelas espécies, levando em conta a maneira como as tratamos.

Os seres humanos precisam assumir responsabilidade pelas consequências de suas ações

“Quando se avalia o impacto ambiental de um projeto, normalmente se preocupam com os efeitos sobre o solo, água e ar, mas poucos estudos cuidadosos são feitos acerca do impacto sobre a biodiversidade, como se o prejuízo a espécies de plantas e animais fosse de pequena importância. (…) Como resultado, algumas espécies enfrentam o risco de extinção.”

O papa diz que os empreendimentos econômicos da humanidade sobrepujam as necessidades básicas de animais e plantas. O sumo pontífice repudiou aqueles que priorizam ganhos financeiros em relação ao bem-estar dos animais.

Animais são seres sencientes, não são propriedade

“Não é o bastante encarar espécies diferentes como ‘recursos’ em potencial para ser explorados, sem enxergar o fato de que eles têm valor por si mesmos. ”

Apesar de os animais serem muito explorados pelos humanos, o papa distingue entre usos apropriados e violações flagrantes da dignidade animal.

O papa, cujo nome de nascença é Jorge Mario Bergoglio, explica também porque escolheu Francisco como nome pontifício.

Todos podemos aprender com o inspirador do nome do papa: São Francisco, o santo padroeiro dos animais

“Sua reação ao mundo que o cercava ia muito além da apreciação intelectual ou do cálculo econômico, para ele, toda e qualquer criatura era uma irmã, com quem estava unido por vínculos de afeto… Tal convicção não pode ser descartada como romantismo ingênuo, pois ela afeta as escolhas que determinam nosso comportamento.”

As fábulas contam que São Francisco pregava para animais silvestres, especialmente pássaros. O papa espelha essa reverência por todos os organismos terrestres e defende a seriedade da posição do santo.

Estamos todos conectados uns aos outros

“Tudo está relacionado, e nós seres humanos estamos unidos como irmãs e irmãos numa peregrinação maravilhosa, unidos pelo amor que Deus tem por cada uma de suas criaturas e que também nos une numa calorosa afeição com os irmãos sol, lua, rio e com a mãe terra.”

Humanos, animais e o planeta são um só. Se a opinião do papa soa familiar, deve ser porque ele não foi o primeiro ser humano a transmitir essa mensagem tão importante. Em 2015, o papa Francisco aderiu a uma tradição de pregadores que sentiram amor pelos animais.

Fonte: ANDA

***

A igreja católica portuguesa, apoia a Tauromaquia. Espero que estas palavras do Papa Francisco, venham a fazer com que a igreja católica portuguesa, deixe de apoiar, a selvática, assina e psicopata prática, chamada Tauromaquia!

Anúncios

O atentado terrorista na França representa grande perda para os Direitos Animais

Charge: "Eu tenho um sonho", Autor: Charbonnier, Bernard (Tignous) O mundo todo recebeu com grande tristeza as duras notícias vindas da França, quando no último 7 de janeiro atiradores invadiram a sede do jornal Charlie Hebdo em Paris, deixando 12 mortos, entre eles, os cartunistas John Cabut (Cabu), Stéphane Charbonnier (Charb), Bernard (Tignous) e Georges Wolinski, 4 grandes ativistas e colaboradores da causa animal.

Poucas horas depois da tragédia, o fundador, ativista e Capitão da ONG Sea Shepherd, Paul Watson, declarou nas redes sociais: “A perda da Charlie Hebdo é também um golpe para os direitos dos animais”, destacando os importantes trabalhos dedicados ao movimento animalista.

“Ainda na terça-feira, dia do ataque, Charlie Hebdo tinha contribuído com um de seus cartoons para a organização ativista L214 que faz campanha na França pelos direitos animais. Conhecendo o povo francês, eu duvido que eles agora irão deixar Charlie Hebdo morrer. A liberdade de expressão se tornará mais forte. A liberdade nunca deve submeter-se à tirania da intolerância religiosa fanática. Além de não existir nenhuma justificativa para este ataque violento, ele terá consequências muito negativas para os muçulmanos na França e na Europa. Esses assassinos são bandidos intolerantes simplesmente ignorantes que fizeram um desserviço para os muçulmanos franceses”, completa ainda o Capitão.

Ricamente ilustrado, o jornalismo de Charlie Hebdo se diferencia das outras publicações francesas precisamente pela sua forma de satirizar e fazer humor.

Desde a sua fundação na década 1970, o editorial se define como libertário e publica crônicas e relatórios sobre política, economia e a sociedade francesa, além de reportagens estrangeiras sobre a extrema-direita, o Catolicismo, Islamismo, Judaísmo, cultura e etc. Temas que atraíram a fúria do radicalismo religioso.

O atentado que chocou o mundo logo nos primeiros dias de 2015 levou além de seus colegas, Jean Cabut, um protetor dos animais e vegetariano. Entre os seus trabalhos estavam assuntos sobre causas de justiça social, incluindo a dificil situação que vivem os animais. É importante lembrar que o Charlie Hebdo é o único jornal francês que dedica uma coluna semanal para os direitos animais, abordando questões como as touradas e foie gras.

Na sua página oficial do facebook, a ONG Francesa Code Animal prestou homenagem aos jornalistas mortos escrevendo: “Pensamentos e apoio aos nossos amigos de Charlie Hebdo, que sempre nos apoiaram em nossas campanhas contra animais em cativeiro”. Poucos minutos depois ainda em agradecimento, a ONG posta um dos desenhos oferecidos pelo jornal, produzido por Charb onde um personagem Elefante diz em francês “Não somos palhaços”, uma denúncia que convida à reflexão sobre o confinamento animal pela espécie humana.

A organização ativista francesa L214 também postou um comunicado: “Acabamos de ouvir a terrível notícia do ataque que ocorreu nas instalações da Charlie Hebdo. Pelo menos 12 pessoas morreram, incluindo artistas como Wolinski, Charb, Tignous e Cabu que tinha feito de presente um desenho ao L214 ontem. Luce Lapin, uma jornalista e ativista pelos animais, colega dos cartunistas assassinados está em choque, mas sem ferimentos. Nós não temos palavras para expressar nossa consternação e tristeza. Nada pode justificar o ódio e os atos de tal violência, Charlie Hebdo é o único jornal francês que dedica uma de suas colunas a cada semana para os direitos dos animais.”

Sobre o trabalho da equipe é possível facilmente observar o posicionamento referente à liberdade dos animais. Vivissecção, touradas, cativeiro, testes em animais e o uso de peles são alguns dos mais abordados. Sua relação com os grupos locais é uma forte evidência disto, e mostra que mais do que desenhos, representa toda sua contribuição para o movimento animalista mundial.

Após o ataque, François Hollande, presidente da França, decretou a quinta-feira “dia de luto nacional” e renovou seu pedido de união ao país.

“Nossa melhor arma é nossa união. Nada pode nos dividir, nada deve nos separar”, declarou o chefe de Estado, durante discurso curto e solene à Nação, transmitido por emissoras de televisão.

É inaceitável a violência sofrida pelo jornal francês, a liberdade de opinião não se discute. As notícias que somos obrigados a assistir na França nesta semana é um sério ataque à liberdade de expressão e nós, equipe de jornalismo da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), prestamos toda a nossa solidariedade às doze pessoas mortas e as outras 11 que ficaram feridas na sede da publicação, onde homens armados realizaram o ataque, antes de fugir.

Aos colegas jornalistas oferecemos nossos sentimentos, neste momento gostaríamos dizer a todos que sim, certamente, #EuSouCharlie, #JeSuisCharlie !

Confira abaixo alguns trabalhos realizados pelos cartunistas assassinados:

66
Charge: Touradas – Autor: Stéphane (Charb)

 

44
Charge: Touradas – Autor: Bernard (Tignous)

 

Fonte: ANDA