DENÚNCIA Investigação revela a crueldade das competições de caça de animais selvagens

Um investigador disfarçado registrou imagens assustadoras de uma competição de matança de animais selvagens, onde homens riam em frente a animais mortos

Um investigador disfarçado, da Humane Society dos Estados Unidos, conseguiu registrar imagens chocantes de um grupo de homens rindo e posando na frente de cerca de 15 raposas mortas penduradas pendurada pelos pés.

As fotos foram feitas na fase de pesagem e julgamento do quarto Torneio Anual de 24 Horas de Caça do Parlin Buck Club em Barnegat, Nova Jersey (EUA).

O mesmo investigador já havia registrado, semanas antes, participantes na caça do Estado de Nova York no Coyote Club, na Macedônia. Os caçadores colocaram os animais que haviam matado em fileiras, diante de um restaurante, em uma espécie de exibição. Cerca de 200 animais foram empilhados para serem contados, pesados ​​e exibidos.

São chocantes as cenas de indiferença ao sofrimento e à morte dos animais capturadas. O vídeo da investigação secreta aconteceu no início de 2018, e as imagens das competições de matança de animais selvagens no estado de Nova York e Nova Jersey mostram a realidade e exemplificam as razões de ser necessária a luta contra a caça a as exigências para penalidades mais rígidas às caças de animais selvagens.

Os espetáculos assustadores que são os eventos de caças baseiam-se em participantes competindo por premiações para quem conseguir matar mais animais, e as imagens secretas são uma chance de testemunhar o que acontece nesses eventos cruéis e depravados.

Os animais que se tornam vítimas mais comuns desses concursos de matança são carnívoros nativos como coiotes, raposas e linces, mas outras espécies como corvos, porcos selvagens, esquilos, cascavéis, guaxinins, coelhos, porcos-espinhos, texugos, gambás e até lobos e lobos monteses também pode ser alvejados.

A organização desse tipo de evento afirma que fornece um serviço aos caçadores, equilibrando os problemas ecológicos que a caça traz à natureza. Porém, como a maioria das vítimas são carnívoros nativos e que fornecem serviços ecológicos vitais, os organizadores acabam por controlar populações de outras espécies, beneficiando o crescimento das culturas e de madeira.

A crueldade dos eventos de caça foi denunciada por filmagem secreta feita pela Humane Society (Foto: HSUS)
A crueldade dos eventos de caça foi denunciada por filmagem secreta feita pela Humane Society

A Humane Society é a responsável pela investigação, e é uma instituição que luta a favor da proibição e do fim desses eventos horríveis e cruéis, e legislações nos estados da Califórnia, do Colorado e Maryland já foram implantadas, restringido ao menos parte das ocorrências brutais dos eventos de caça.

Além disso, há uma petição pedindo à agência de gerenciamento de vida silvestre dos Estados Unidos que ponha um fim às caças contraproducentes que matam os animais selvagens.

Fonte: ANDA

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conteúdo anda Denúncia: Orcas do Seaworld agridem umas às outras por estresse

orca-ferida

Parece que a violência no SeaWorld ainda está longe de acabar.

A convidada do Seaworld Ashley Miller foi a um show da baleia Shamu no sábado e viu mais do que gostaria. A apresentação incluiu duas jovens orcas – as gêmeas Sakari e Kamea – que demonstraram não estar nem um pouco interessadas em participar do “espetáculo”.

“Esperavam delas que fizessem vários truques, mas as duas decidiram que preferiam brincar ao invés de obedecer ordens,” contou Miller ao The Dodo. “De repente elas ficaram entediadas e começaram a brigar, atingindo uma à outra de forma violenta.”

“Foi ficando cada vez mais agressivo, mas os treinadores apenas deram risada e disseram que estavam brincando e não fizeram nada para impedir,” relatou.

Até que as duas baleias desapareceram da superfície e continuaram as agressões. Quando emergiram novamente, Sakari estava com o queixo sangrando.

Foto: Reprodução/Ashley Miller

“Não sei dizer se ela foi mordida ou bateu na parede, mas imediatamente o treinador tentou esconder o que estava acontecendo,”explicou Miller.

As fotos provam que Sakari estava realmente ferida, apesar dos esforços da equipe para omitir a crueldade.

No mês passado o SeaWorld anunciou que deixaria de criar orcas para explorar em seus shows, mas a nova polêmica é se a geração de baleias atual será enfim libertada do cativeiro – e de episódios violentos como esse.

O SeaWorld admitiu que Sakari se machucou, mas providenciou cuidados veterinários e alegou que ela já está se recuperando. “É normal que as orcas causem pequenos ferimentos umas às outras,” declarou a diretora Aimée Jeansonne Becka.

Mas vários especialistas já disseram ao The Dodo que as brigas entre orcas não são normais na natureza. As baleias presas no SeaWorld estão confinadas em tanques minúsculos em comparação ao seu habitat e vivem sob intenso estresse, tendo como consequência o aumento da violência entre os animais.

E os incidentes vão muito além de arranhões. Dr. Heather Rally, um veterinário especializado em animais marinhos e afiliado ao PETA, já relatou ter visto orcas com grandes marcas de mordidas quando visitou o SeaWorld.

Há até mesmo episódios fatais. Em 1989 uma orca chamada Kandu quebrou sua jaula violentamente, teve um rompimento arterial e morreu de hemorragia na frente do seu filhote.

Enquanto o SeaWorld insistir em manter orcas aprisionadas em seus tanques, a violência vai continuar. Infelizmente, os direitos animais estão bem distantes dos valores do parque, assim como qualquer estabelecimento que lucra em função da exploração animal.

Fonte: ANDA