«VINHO, TOUROS E MULHERES»…

Um texto que escrevi em 2012.

Infelizmente está actualíssimo, o que significa que Portugal não evoluiu absolutamente nada, nesta matéria de crueldade, violência, estupidez e ignorância, que dá pelo nome de tauromaquia.

VINHO TOUROS E MULHERES.jpg
Cena do filme «Matador», de Almodovar

Por vezes deambulo pelas páginas dos tauricidas, no Facebook, para lhes “tomar o pulso”.
«tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade…»
Quando me permitem, provoco-os, porque “a alma não tem segredo que a conduta não revele” Lao Tsé), e é precisamente nessa revelação que podemos conferir o carácter dos tauricidas e dos aficionados.

É que é extremamente importante conhecer a mente deles, para avaliarmos da legitimidade que dizem ter para cometer o tauricídio, e aquilatarmos da permissividade e cumplicidade dos estéreis intelectos das autoridades deste nosso País.

Quase sempre sou bloqueada nessas páginas, talvez pelo modo nu e cru como digo as coisas que os outros também dizem sob uma capa dourada e bem cozinhadas.

Ser bloqueada não é coisa que me incomode, nem pouco mais ou menos.

Contudo, desta vez, talvez por ser a página de um evento («Eu vou defender a festa», da Prótoiro), e não poder bloquear-se ninguém (não sei se é possível, o facto é que não fui bloqueada), consegui ficar ali a “picá-los”, utilizando as palavras como “bandarilhas” (a palavra é a arma com que vou para as “guerras” que travo com os homens predadores do nosso Planeta, e não são só com tauricidas, e nem só com os portugueses).

E obtive resultados magníficos, precisamente os que esperava ter.

Entretanto já havia esgrimido com os torcionários limianos, devido à minha intervenção contra a “Vaca das Cordas” (um ritual também primitivo e irracional que me chocou) os quais me atulharam de matéria-prima, para este “estudo de carácter” a que me propus.

As conclusões a que cheguei resumem-se à frase que deu título a este texto, saída da boca de um forcado (mais do que uma vez) que tem o maior orgulho de o ser, como se pegar um Touro já exaurido, mas ainda com um forte instinto de defesa, fosse a maior proeza e a suprema honra do mundo.

Descobri que «VINHO, TOUROS E MULHERES» (por esta ordem, segundo o tal forcado) é o lema dos tauricidas e aficionados, e de todos os que gostam de “divertir-se” à custa da tortura de Touros, seja em que modalidade for (há muitas variantes do arcaico ritual taurino), tendo sido utilizado várias vezes, por vários indivíduos.

Primeiro é-lhes servido o vinho, pois sem ele não teriam “coragem” de ir para uma arena enfrentar um Touro, ainda que já meio depauperado, pela tortura preliminar a que é sujeito. O que chamam a “bravura” do Touro na arena é simplesmente o instinto de defesa comum a TODOS os animais, humanos e não humanos. Podemos comparar o que se passa numa arena entre um Touro e um tauricida, com o que se passava nos circos romanos entre os homens e os leões esfomeados, ou entre dois gladiadores, onde o instinto de sobrevivência dos intervenientes humanos e não humanos era o que fazia a diferença entre viver e morrer.

Já com o vinho a correr-lhes nas veias, mais do que o sangue, lá vão eles para a arena, de fatinho justo, a marcar-lhes a formas do corpo, e collants cor-de-rosinha, demonstrar toda a selvajaria de que são capazes, mascarando aquelas caras com expressões diabólicas e grosseiras (tenho várias fotos que o demonstram), ao mesmo tempo que desvendam o verdadeiro sentido do que os leva ali: a busca de uma “virilidade” perdida.

Depois de torturarem o Touro e o Cavalo (quando o tauricídio o requer) com requintes de malvadez, deixando os animais num estado absolutamente deplorável, em extrema agonia, o que lhes acende a chama da tal “virilidade” que buscam desesperadamente, os tauricidas deixam a arena, com ares de “heróis bonifrates”, a bambolearem-se, tipo aqueles “machos” dos filmes mexicanos de má qualidade.

Saem da arena, com florzinhas nas mãos, e vão para os braços das mulheres, porque só depois do vinho e de descarregarem sobre o Touro toda a imbecilidade que lhes corrói as entranhas, conseguem o que normalmente não lhes é acessível…

Pobres mulheres, aquelas que são casadas! É a única ocasião em que podem ser mulheres…

(Atenção! Isto não sou eu que digo. São elas.) As outras, bem… lá sabem…

Afinal, qual o perfil de um tauricida e dos aficionados? 

Todos têm algo em comum: pouca ou nenhuma instrução. Mesmo aqueles que se dizem “licenciados” ou “dourorados” não demonstram qualquer tipo de saber. O que sabem é que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade…» enfim, uma lengalenga aprendida em criança e que os seguiu até à fase adulta, sem terem questionado o que quer fosse…

Da Cultura Culta estão a anos-luz de distância.

Não têm noção alguma do que é a civilidade, a lucidez, o bom senso, e o QI deles é do nível mais baixo.

Possuem uma “coltura” tosca, pobre em pensamentos, palavras e obras. Vivem num mundo redondinho, fechadinho, que não vai além do quintalinho onde passam os dias. Os horizontes não estão ao alcance deles.

A mentalidade é extremamente rude e enlatada. Cristalizada. Naquelas cabeças não entrará mais nada. Nasceram e cresceram a ouvir que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo, blá blá blá blá blá…» e vão morrer com essas ideias impingidas logo à nascença.

Não sabem que o Touro é um animal como eles, porque eles também não sabem que são animais. Pensam que são outra coisa. O quê? Não conseguiram explicar.

Sabem também que o Touro nasceu para ser linchado com “honra”, numa arena, porque É DISSO QUE ELE GOSTA (o Touro). Uma conclusão bem patente nas expressões dolorosas que qualquer pessoa lúcida pode ver na fisionomia dos desventurados animais, no fim da lide, à excepção deles, que nem sequer conseguem distinguir um Touro vivo de um Touro morto.

Não conseguem fazer um raciocínio lógico, a partir do mais simples tema.

Não sabem argumentar, nem sequer conseguem alcançar o significado de determinadas palavras.

Misturam alhos com bugalhos, e andam ali às escuras e às voltinhas, sem darem com a saída.

Não são capazes de seguir um discurso que tenha mais do que meia dúzia de vocábulos.

Justificam o injustificável, com insultos, muitos deles dos mais ordinários e violentos que existem, o que não admira, pois condiz perfeitamente com a própria “coltura” deles.

Enfim, demonstram uma incultura crassa, que diz da pobreza do sistema de ensino em Portugal, que há tantos anos também combato.

Não interessa aos governantes portugueses um povo culto, ensinado, instruído, educado. Um povo que saiba raciocinar. Um povo que saiba distinguir o trigo do joio (é por isso que temos os governantes que temos).

Um povo culto é INSUBMISSO, naturalmente. O que não convém.

Um povo SUBMISSO não lhes faz frente. É mansinho. Diz que sim a tudo. E é disso que os governantes gostam.

Por isso, o nosso sistema de ensino é a POBREZA que se vê.

Por isso, a IGNORÂNCIA e o DINHEIRO são as palavras-chave de toda esta hipocrisia que anda ao redor do tauricídio, uma “tradição” degradante, envolta em rituais primitivos, cruéis e sanguinários, que colocam Portugal entre os países menos civilizados do mundo.

Lidar com esta gente não foi fácil, mas mais difícil é fazer com que os GOVERNANTES PORTUGUESES (quase todos senhores doutores e engenheiros) e a IGREJA CATÓLICA PORTUGUESA (que abençoa os tauricidas) consigam fazer um RACIOCÍNIO LÓGICO e acabem, de uma vez por todas, com algo que está alicerçado na IGNORÂNCIA e (pasmemo-nos!) também no VINHO

Isabel A. Ferreira

Posto isto, consegui chegar a muitas outras conclusões, bem patentes nos comentários que se seguiram às “bandarilhadas” que lhes mandava, na tal página do Facebook, e noutras onde consegui infiltrar-me, sem que eles se dessem conta de que estavam a ser “toureados”.

Neste “estudo” está incluída para cima de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, ligadas ao tauricídio (portuguesas e espanholas), com quem tive oportunidade de “esgrimir” ao longo destes dois últimos anos.

Fonte: Arco de Almedina

***

O que a Isabel refere, também foi o que se passou comigo, todos os dias, nos anos em que estive no Facebook. E isso ajudou e muito na minha decisão de lá sair. Estava farto de toda a retórica deles. Das mentiras deles. Das justificações deles, sem provas, com dados concretos, também provados cientificamente, incluindo com publicação, numa publicação cientifica internacional.

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Verdades

Violência... Dalai Lama

dalai-lama

O nosso propósito primordial na vida
é ajudar os demais.
Se não os podes ajudar,
pelo menos não lhes
causes sofrimento.

Dalai Lama

***

Estas são verdades que os defensores da tauromaquia, não metem cabeça deles, de uma vez por todas.

Eles exibem a sua violência sobre em touro, em resposta à suposta bravura do touro. E julgam que essa violência é sinal de força. Quando na verdade é sinal de desespero e de fraqueza.

Os defensores da tauromaquia, deveriam era ajudar o touro, a ser feliz, desde o seu nascimento à sua morte, longe da dor, do sofrimento, da tortura e da morte.
Mas já que não lhes querem dar essa ajuda, deveriam não lhes causar sofrimento. Deveriam não querer que eles sofram!

Mário Amorim

O que acontece II

Acontece que quando os defensores da tauromaquia, tentam justificar a tauromaquia, enviando documentação para a Assembleia da República, o quê que essa documentação contem? – Contem as justificações do costume. Contém, por exemplo frases de poetas, de filósofos sobre a tauromaquia. E diz que o pintor A, e o pintor B, gostavam de tauromaquia. E contem também pseudos dados científicos do falso veterinário Joaquim Grave, que é também Ganadeiro. Ou de outro como ele, chamado Ilhera.
A documentação recebida pela Assembleia da República resume-se a isso, nada mais.
Ou seja. Quando os defensores da tauromaquia enviam documentação para a Assembleia da República para justificar a tauromaquia, essa documentação não contem uma única alusão a provas sérias, éticas e cientificas, com indicação em que revista cientifica essas provas foram publicadas, que provem que touro nasceu para ser toureado; que o touro gosta de ser toureado; que o touro não sofre; e que com o fim da tauromaquia, o touro vai extinguir-se.

Os defensores da tauromaquia não metem da uma vez por todas nas suas cabeças, que só é veterinário; médico; enfermeiro, só para citar três exemplos, quem cumpre na integra o código deontológico que é obrigado a cumprir.
E também não metem de uma vez por todas nas suas cabeças que só os dados científicos, apresentados por científicos, que cumprem totalmente o código deontológico, são validos.
Por tanto; dar como credíveis os pseudo estudos científicos do Joaquim Grave, só dá para uma coisa, para rir.
O Joaquim Grave deveria ser, pura e simplesmente impedido de exercer veterinária, e expulso da Ordem dos Veterinários, por não cumprir o código deontológico, que é obrigado a cumprir.

Por tanto; a documentação que os defensores da tauromaquia, enviam para a Assembleia da República, para tentar justificar a tauromaquia, não tem validade alguma!

Mário Amorim

O que acontece?

O que acontece, é que os defensores da tauromaquia, só de lhes falar na possibilidade de terem de provar, cientifica e eticamente, que o touro nasceu para ser toureado; que o touro gosta se ser toureado; que o touro não sofre, e que com o fim da tauromaquia o touro vai extinguir-se, eles tremem como varas verdes. É óbvio que eles têm pavor de terem de provar cientifica e eticamente estas alegações.

Se não vejamos!
Quando uma das nossas televisões resolve debater a tauromaquia, e convida pessoas que são contra a tauromaquia, e pessoas que são a favor da tauromaquia para estarem presentes; quem é que normalmente está presente, em defesa da tauromaquia, quem é? – Joaquim Grave.
Ora esta atitude, não é séria.
É uma atitude que diz bem do pavor que os defensores da tauromaquia têm, de discutir séria, ética e cientificamente a tauromaquia, convidando alguém que cumpra na integra o código deontológico que está obrigado a cumprir, em defesa da tauromaquia.
Um veterinário que cumpra o seu código deontológico, defende a vida. Defende o bem-estar de seres sensíveis. Não defende e não compactua, com a dor, com o sofrimento, com a crueldade, com a brutalidade, com a tortura, com a selvajaria da tauromaquia. E este, não é o caso do Joaquim Grave e de outros como ele. É que este sujeito, para além de se considerar veterinário, é ganadeiro. Ora aqui é que está a questão. Um veterinário, para ser um veterinário, não pode ao mesmo tempo exercer veterinária e compactuar com a selvajaria da tauromaquia. Pois a tauromaquia, vai totalmente contra o bem-estar, e contra a vida de seres sensíveis. O que vai totalmente contra o código deontológico veterinário.

E depois o que acontece?
Acontece que a Ordem dos veterinários assobia para o lado, permitindo que o Joaquim Grave e outros como ele, exerçam veterinária, quando não cumprem o código deontológico que estão obrigados a cumprir.

Já sobre a minha petição; o que acontece?
– O que acontece é que estou cansado de ver Espanha a ser a Lebre, e Portugal ser a Tartaruga.

Depois; os vergonhosos e recentes acontecimentos no Parlamento, mexeram muito comigo. Nesse momento, cheguei á conclusão que a tauromaquia em Portugal só será abolida com um referendo nacional.
Ainda hesitei. Mas rapidamente cheguei à conclusão que hesitar, seria prejudicar o touro, o cavalo e as crianças e jovens. E que como tal, só tinha uma atitude a tomar. Criar a petição. E assim o fiz, na passada Quinta feira.

Peço, por tanto, que não deixem de assinar a petição e de a partilhar o mais que puderem, pelos touros, pelos cavalos e pelas crianças e jovens!

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81478

Mário Amorim

Uma das alegações dos defensores da tauromaquia

Imagem 35º

Dizem os defensores da tauromaquia, que o touro gosta de ser toureado.
Mas como é que eles sabem que o touro gosta de ser toureado?
Como conseguirão provar esta alegação?
– Esperem. Querem ver que a final o touro fala, (e nós não sabemos) e lhes disse isso?
Os argumentos que os defensores da tauromaquia têm, sobre o touro, nunca a jamais foram provados cientifica e eticamente, e com publicação numa revista cientifica e jamais o serão!
Os outros argumentos sobre o touro, são que o touro nasceu para ser toureado; que o touro não sofre e que com o fim da tauromaquia, o touro vai extinguir-se.
Esta gente não percebe que estes argumentos, não são validos. E que ao te-los, têm de os provar, cientifica, e eticamente, e têm que nos mostrar a revista cientifica onde essas provas foram publicadas.

Um dia engoliram um cd riscado. E é por essa razão, que os argumentos deles, são sempre os mesmos, mesmo não sendo válidos!

A mim os defensores da tauromaquia, fazem-me rir!

Mário Amorim

MAIS UMA PROVA…

O que se passou no Campo Pequeno com o activista holandês, Peter Jansen, que pode ser lido AQUI, é mais uma prova da maneira de ser da maioria dos defensores da tauromaquia.
A maioria dos defensores da tauromaquia, são gente sem princípios, são gente mal-educada, são gente que não tem limites nas suas acções. São gente perigosa. O mundo que gira em torno da tauromaquia, é um mundo onde impera a Máfia.
E toda essa maneira de ser vem ao de cima, quando um herói, como o Peter Jansen, faz o que fez. Nesses momentos a maneira de ser deles vem ao de cima de forma clara.

Mas a maneira de ser dos defensores da tauromaquia, tem uma causa. E essa causa, é a falta de argumentos científicos e éticos. É o não poderem provar cientifica e eticamente o que dizem. E como não podem provar o que dizem cientifica e eticamente, agem como agiram para com o Peter Janssen.

Quem tem argumentos sérios e válidos. Quem tem argumentos éticos e científicos, não precisa de agir da forma como o fizeram no campo pequeno, para com o activista holandês.

Depois, este acto, as imagens, vai correr mundo, e vai e muito bem, afastar, milhares e milhares de pessoas de Portugal. Com este selvático acto, o nome de Portugal, vai ficar ainda mais sujo, pelos quatro cantos do mundo. O mundo Mafioso da tauromaquia, suja o nome de Portugal, pelos quatro cantos do mundo!

Mário Amorim

ACTIVISTA HOLANDÊS FOI BRUTALMENTE AGREDIDO POR AFICIONADOS NO campo pequeno…

… depois de ter invadido PACIFICAMENTE aquela arena de tortura, onde um jornal carniceiro promovia uma sessão de selvajaria tauromáquica.

No dia em que o governo de Portugal aprova que as crianças podem assistir e participar nestas sessões de selvajaria tauromáquica, extensível também aos seres humanos.

Mas no campo pequeno não há lugar para delicadezas. No campo pequeno só há lugar para tortura, crueldade, violência e muita pancadaria, porque estes sãos os únicos (des) valores que os tauricidas conhecem.

Então Peter Janssen, um verdadeiro HERÓI, levou patadas, bofetadas e foi mordido, sem que ninguém o socorresse. Mas foi este pacifista, barbaramente espancado, que saiu do campo pequeno algemado, tendo passado a noite no hospital, a fazer exames, incluindo uma TAC, tal era o estado grave em que se encontrava.

Lamentável a atitude dos trogloditas.

Louvável a acção deste HERÓI. Porque Peter Janssen é um verdadeiro HERÓI, que caiu nas mãos dos COBARDES talibãs da tauromaquia.

***

Testemunho de Lisboa Anti-tauromaquia

«Peter Janssen, um activista de nacionalidade holandesa, invadiu a noite passada a arena da catedral de tortura de Lisboa, no Campo Pequeno, para passar PACIFICAMENTE uma mensagem à tauromaquia.

(…)

Peter saltou para a arena exibindo no peito a mensagem “Basta de Tortura” e nas costas “Respect for Animals”. Não o agrediram à frente do público mas assim que as portas se fecharam, no túnel, deram-lhe murros, pontapés no corpo e cabeça, morderam-no, ameaçaram-no de morte, ofenderam a sua mãe (…) teceram comentários xenófobos “Vai para a tua terra ó ‘cámone!’ e “Vai para a tua terra ó palhaço!”, entre muitas outras verbalizações ao nível a que já nos habituaram. Até a polícia conseguir chegar junto dele foi sempre a descarregar a violência natural de tauricidas (…).

É nisto que querem transformar as crianças e ainda são apoiados pelos nossos governantes.

(No final do protesto habitual junto à praça de touros do Campo Pequeno, ainda cá fora a conversar com amigos, ouvimos gritos e assobios que soavam dentro da praça e passados alguns minutos testemunhámos a saída do Peter seguido de dezenas de aficionados que o agrediam, ofendiam e ameaçavam “Deixem-no aqui connosco!” diziam à polícia. Aproximámo-nos para ver o que se passava e já protegido pela polícia, acabámos por conhecer pessoalmente alguém a quem só podemos chamar herói.)

Talvez a intervenção do Peter nos inspire a todos, já que os vários tipos de activismo cá praticados, dos menos aos mais políticos, não estão a ser eficazes.»

Esclarecimentos de Rui Silva (um activista bem informado)

«1 – A PSP nem sequer se preocupou em identificar os agressores deste activista, e é importante que se saiba que quando a PSP chegou ao local da agressão os agressores estavam todos aos murros, aos pontapé e a morder o activista à dentada. Portanto, se estivessem de facto preocupados em cumprir o seu dever teriam imediatamente identificado os agressores.

2 – O activista nunca foi libertado, como se diz numa noticia (“O activista de 31 anos foi de seguida libertado, sob notificação, e acompanhado pelas autoridades ao Hospital de Santa Maria(…)”]. Assim que a PSP chegou ao local onde estava a ser agredido, a PSP teve o cuidado de imediatamente agarrar, prender e algemar o activista, que estava a ser vítima de brutais agressões que o levaram a perder a consciência a certa altura, tendo-se no entanto “esquecido” de identificar os agressores.

3 – Depois de preso e algemado o activista foi levado para a esquadra da PSP para interrogatório e dado o grave estado em que se encontrava foi levado pela PSP para o Hospital de Santa Maria onde fez uma TAC, diversos Raios X e recebeu tratamento em relação aos graves ferimentos e contusões que apresentava.

4 – Portanto também não é verdadeira a afirmação da PSP de que “(…) Janssen apresentava “pequenas escoriações e hematomas” fruto das agressões.”

5- Pior ainda, o activista, vitima duma brutal agressão, foi tratado como um autêntico criminoso, tendo passado a noite numa cela da PSP e foi levado pela manhã para o Campus de Justiça para ser submetido a interrogatório perante o Juiz.

No Campus de Justiça foi nomeado um advogado oficioso e um tradutor de holandês para o activista.»

Fonte: Arco de Almedina