De olho no planeta Notícias

Fundo foi anunciado em discurso realizado na Assembleia Geral da ONU.


Por Heloiza Dias


O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na Assembleia Geral da ONU em New York um fundo de 220 milhões de libras, destinados a protecção de animais ameaçados de extinção, como o rinoceronte-preto, o elefante africano, o leopardo-das-neves e o tigre de Sumatra.

O novo Fundo Internacional para a Biodiversidade do Reino Unido não só será utilizado para proteger esses animais, como apoiará projectos que visem interromper a destruição dos habitats naturais. Esse investimento de 220 milhões de libras é só o primeiro passo, o governo britânico afirma que existem outros fundos a serem revelados.

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Primeiro-ministro britânico discursando em Assembleia Geral da ONU.

“A população global de animais está despencando mais depressa do que em qualquer momento da história da humanidade. Agora há mais pessoas na Câmara dos Lordes do que tigres de Sumatra. E corremos o risco de não haver mais tigres quando o próximo ano do tigre chegar, em 2022”, afirmou o Primeiro-ministro.

Em seu discurso, o Primeiro-ministro também deixou claro que as mudanças climáticas e a preservação da biodiversidade, são causas que precisam ser abordadas em conjunto para que haja uma efectiva mudança que promova a preservação do planeta.

“É um privilégio compartilhar nosso planeta com animais majestosos como o elefante africano, o rinoceronte preto e o belo pangolim. Não podemos simplesmente nos sentar e observar como as espécies ameaçadas de valor inestimável são varridas da face da terra por nosso próprio descuido e criminalidade.”, declarou Johnson.

Fonte: ANDA

De olho no planeta Notícias Amazónia perde metade de sua capacidade de reciclar água

A devastação da Amazónia nos últimos anos teve grandes consequências: as mudanças climáticas provocaram um aquecimento nos últimos anos e a floresta perdeu grande parte da sua capacidade de reciclar água. O problema foi publicado em um relatório denominado “Mudanças Climáticas: Impactos e Cenários para a Amazónia”, que foi produzido por órgãos de pesquisa.

Uma foto de cima da floresta devastada pelo incêndio

O estudo explica que a interferência humana é decisiva nos problemas actuais da floresta. “Devido ao desmatamento actual, que já cobre quase 20% da Amazónia brasileira, e a degradação florestal que pode estar afectando uma área muito maior, a Amazónia já perdeu de 40% a 50% da sua capacidade de bombear e reciclar a água”, diz o relatório.

“É como se o coração de uma pessoa tivesse a metade de suas células mortas ou doentes e, portanto, não conseguisse mais impulsionar o sangue pelo corpo todo. Isso é o que aguarda os pampas úmidos argentinos e as terras Actualmente mais produtivas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil, além da Bacia do Prata”, acrescenta.

Dados indicam que o ano de 2017 foi o mais quente desde o século 20. Entre 1949 e 2017, a temperatura aumentou em média 0,6°C a 0,7°C. José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), explicou ao Uol que o aumento é o bastante para causar consequências. “Talvez a população se adapte, ligando um ar-condicionado, se refrescando mais com a água. Mas a vegetação não consegue: ela morre e queima”, afirmou.

O pesquisador disse que as queimadas actuais na Floresta Amazónica aumentam as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, o que impulsiona o aquecimento global.

Marengo acrescentou que a previsão não é boa. O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) indica um aumento de até 4°C até o final do século 21, além de uma redução de 40% nas chuvas da Amazónia. “Essa mudança na temperatura do ar tem potencial para gerar grandes desequilíbrios em ecossistemas vitais para a sobrevivência da humanidade”, afirmou.

O pesquisador também adverte sobre as consequências do aumento de temperatura: acima de 4°C, a floresta pararia de trabalhar. Ou seja, o CO2 absorvido actualmente seria liberado no ar. “Basicamente, chegaríamos a um ponto de não retorno, e não só a floresta, mas outros sistemas poderiam colapsar. Haveria alterações no ciclo hidrológico global e haveria a possibilidade de extinção das espécies”, disse ele.

“Seria um caos, um mundo diferente, com todo o sistema muito afectado. Os recursos naturais também estariam bem comprometidos. Teríamos doenças, queda na qualidade da água, dos alimentos”, completou.

Marengo acredita que dados, como os fornecidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) são essenciais para ajudar a prevenir mudanças ambientais graves. As evidências científicas fornecem os dados para que o governo possa analisar e tomar as decisões mais razoáveis para solucionar o problema.

“O Inpe faz isso há mais de 30 anos, mas não só ele: a comunidade científica também publica revistas científicas, faz relatórios. Tudo isso produzimos. É o que nos compete, como cientistas, fazer. Ao governo cabe tomar a frente nas questões de prevenção, fiscalização, controle e criar as leis”, concluiu.

Fonte: ANDA

De olho no planeta Alemanha pode oferecer transporte público gratuito para combater a poluição

“Estamos considerando o transporte público gratuito para diminuir o número de carros particulares. A luta contra a poluição do ar sem mais atraso é a maior prioridade da Alemanha”, escreveram três ministros em uma carta ao comissário ambiental da União Europeia (UE), Karmenu Vella, em Bruxelas.

Um julgamento da proposta está previsto para as cidades de Bonn, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim até o final deste ano.

A carta foi assinada pela ministra alemã do meio ambiente, Barbara Hendricks, pelo ministro da Agricultura, Christian Schmidt e pelo chefe de gabinete da Chancelaria Federal, Peter Altmaier.

Segundo a AFP, que informou sobre a carta, outras ações propostas são restrições sobre as emissões de frotas de veículos, como ónibus e táxis, zonas de baixas emissões e apoio para compartilhamento de automóveis.

A DW disse que algumas das cidades escolhidas para os testes de transporte público gratuito não foram esclarecidas quanto aos detalhes da proposta, segundo o Ecowatch.

A proposta ocorre pouco mais de dois anos após o escândalo das emissões de diesel da Volkswagen. A empresa alemã teve que pagar biliões em multas e acelerar seus planos para electrificar grande parte da sua frota. Outros fabricantes de automóveis, incluindo a marca alemã Daimler, já foram envolvidos em escândalos de emissões.

Em 2017, a Volkswagen, a Daimler e a BMW anunciaram um plano de € 500 milhões (US$ 593 milhões) para actualizar mais de cinco milhões de carros diesel na Alemanha e oferecer descontos comerciais em modelos mais antigos. Eles também concordaram em contribuir com um fundo de tráfego público para diminuir a poluição causada pelo diesel.

Fonte: ANDA