Dados alarmantes Lixo marinho representa risco para a vida de animais

O lixo que está no mar representa um grande risco à vida dos animais marinhos. De acordo com dados do Instituto Argonauta, em São Paulo, 1.200 tartarugas marinhas morreram desde janeiro de 2016 e, destas, cerca de 25% por causa da ingestão de lixo marinho.

Hugo Gallo, presidente do Instituto Argonauta, diz que 99% das manchas de lixo nos oceanos é formada por plástico descartado pelos humanos, que causam mortes, como a de uma tartaruga marinha que ingeriu bexigas, em junho deste ano, no litoral norte de São Paulo.

A costa marinha brasileira tem extensão de 8,5 mil quilômetros, mas ainda não há estudos sistemáticos sobre a quantidade de lixo no mar e de quantos animais os dejetos matam por ano.

De acordo com nota do Ministério do Meio Ambiente enviada à reportagem, o combate ao lixo no mar deverá constar no plano de gerenciamento costeiro que está em processo de elaboração.

A nota informa que cabe a todos os setores públicos – municipal estadual e federal – o papel educativo na conscientização da população e do setor privado.

O ministério prevê a realização do 1° Seminário sobre Lixo Marinho, em novembro, em Brasília, com o objetivo de organizar dados e estratégias para combater o problema.

O biólogo João Alberto dos Santos faz um alerta, lembrando que o lixo marinho chama a atenção quando se divulga morte de animais grandes, como as tartarugas marinhas.

Ele ressalta que a poluição das águas, por produtos cosméticos como pasta de dentes ou esfoliantes que contêm microplásticos, também matam seres menores, como crustáceos, afetando toda a cadeia natural do mar.

Por isso, a defesa da vida marinha também envolve a conscientização dos consumidores na hora de escolher os produtos.

No litoral de São Paulo, o Instituto Argonauta orienta para que as pessoas, ao encontrarem animais feridos ou mortos na praia, entrem em contato com institutos de monitoramento da vida marinha da região. No caso do litoral norte de São Paulo o número é 0800 6423341.

Fonte: ANDA

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