Grande exemplo vindo dos Estados Unidos: CRUELDADE ANIMAL SERÁ CONSIDERADA “CRIME CONTRA A SOCIEDADE” PELO FBI

Estudos mostram que crianças que torturam animais
Podem repetir essa violência contra as pessoas quando crescerem.
Enquadrar crimes contra animais no mesmo nível de assassinatos
é uma forma de agir com mais rigor contra quem maltrata animais e,
indiretamente, impedir que essa pessoa aja com violência contra seres humanos.

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Crueldade animal será considerada “crime contra a sociedade” pelo FBI

 

(Foto: Divulgação)A partir de 2016, as pessoas que cometerem atos de maus-tratos contra os animais serão agrupadas na mesma categoria dos assassinos nos Estados Unidos. O FBI anunciou esta semana que o abuso de animais receberá uma nova categorização, sendo tipificado como “crime contra a sociedade”. As informações são do site Dog Heirs.

Essa nova categorização provavelmente ajudará as leis a favor dos animais e será uma melhor forma de rastrear os crimes de crueldade animal, já que atualmente eles são colocados na categoria “outros”, dificultando o rastreamento.

“A atividade criminal e informação de grupo será expandida para incluir quatro tipos de abusos”, lê-se em um comunicado oficial do FBI.

Haverão quatro categorias de abuso: a negligência simples, abuso intencional e tortura, abuso organizado e abuso sexual.

Segundo o FBI o conceito de crueldade se encaixa na “execução intencional, com conhecimento de causa ou de forma imprudente de uma ação que maltrate ou mate qualquer animal sem justa causa, tal como a tortura, mutilação, atormentação, envenenamento ou abandono”.

Essa nova classificação trará dois efeitos imediatos, como afirma o diretor de políticas de abuso contra animais da Sociedade Humana da América. O primeiro será o de mostrar à todas as agências policiais que esse problema deve ser encarado com seriedade, devido a sua gravidade. O segundo será a monitorização em tempo real de casos de abuso animal nos 50 estados norte-americanos, compilados em relatórios mensais pelas autoridades locais.

Estudos mostram que crianças que torturam ou matam animais podem repetir essa violência contra as pessoas quando crescerem. Sendo assim, enquadrar os crimes contra animais no mesmo nível de assassinatos é uma forma de agir com mais rigor contra quem maltrata animais e, indiretamente, impedir que essa pessoa aja com violência contra algum ser humano.

O diretor de aplicação da lei para o Monmouth County SPCA, Victor “Buddy” Amato, afirmou que o FBI está caminhando para um próximo nível e que as pessoas estão levando o combate à crueldade animal mais a sério. “Um crime violento, e se não for controlado, leva a coisas maiores”, disse.

Estudos comprovam

Segundo estudos do FBI cerca de 80% dos psicopatas começam seus crimes cometendo abusos contra os animais. Como já foi mostrado pela jornalista colaboradora da ANDA Fátima Chuecco na série “Matadores de Animais”, que aborda o universo dos serial killers, são inúmeros os exemplos, dentre eles o conhecido Caso Dalva, no Brasil, e casos como o dos assassinos Edmund Kemper e Edward Leonski, dos Estados Unidos.

Dalva Lima da Silva viveu 10 anos de sua vida se passando por protetora de animais, durante esse tempo, os matou fazendo uso de injeção letal, até que, em 2012, foi pega em flagrante, tentando se desfazer dos corpos de 37 cães e gatos. O laudo pericial atestou que todos os animais estavam saudáveis, inclusive uma cadela que teve sua região peitoral perfurada 18 vezes em uma tentativa cruel de localizar o coração para injetar o líquido que a mataria de forma extremamente dolorosa.

(Foto: Divulgação)Edmund Kemper foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de oito mulheres, dentre elas, sua avó. No entanto, antes de começar a matar pessoas, ele já praticava atos de extrema crueldade contra os animais, decapitando gatos e atirando em pássaros quando tinha apenas 13 anos de idade. Já Edward Leonski foi condenado à forca, em 1942, por ter estrangulado três mulheres, crimes justificados por ele como uma forma de conseguir as vozes delas. Mas, assim como Kemper, ele também treinou seus atos de psicopatia em animais, utilizando agulhas para cegar pássaros na infância, ato que poder ter ligação com o canto das aves.

De acordo com a jornalista Fátima Chuecco, os alvos prediletos dos psicopatas são “criaturas frágeis, ingênuas, indefesas, fáceis de enganar, capturar e manter sob seu domínio – e os animais se enquadram em todos os itens, assim como as crianças, mulheres e idosos que, numa segunda etapa da vida de um psicopata, podem se tornar seus alvos”. Sendo assim, é preciso olhar para essa questão de outra forma, tendo consciência da necessidade de punir severamente quem comete abusos contra animais e, além disso, ver essa punição como uma prevenção que impede posteriores vítimas humanas.

Fonte: http://www.anda.jor.br/06/04/2015/crueldade-animal-sera-considerada-crime-sociedade-fbi

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LIGAÇÃO ENTRE ABUSO ANIMAL, MAUS TRATOS A CRIANÇAS, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS

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A ligação entre a violência contra as pessoas e violência contra os animais está bem documentada e é objecto de pesquisa internacional desde há décadas. Na sua forma mais simples: a violência contra animais é um aviso de que o agressor pode tornar-se violento para as pessoas, e vice-versa.

The Link between violence to people and violence to animals is well documented by research. In its simplest form: violence to animals is a predictor that the abuser may become violent to people, and vice-versa.

Abuso é abuso não importa o género ou quem é a vítima.

Abuse is abuse no matter what the form or whom the victim.

Quando alguém maltrata um animal, a pergunta importante a fazer é: “Quem será o próximo?”

Os crimes contra as pessoas estão ligados a um conjunto de crimes contra os animais, e três tipos específicos de abuso de animais estão ligados a crimes contra as pessoas: agressão sexual contra animais (bestialidade), acumulação animal, e luta entre animais.

When someone harms an animal, the important question to ask is, “Who will be the next?”

Crimes against people are tied to a myriad of crimes against animals, and three specific types of animal abuse are linked to crimes against people: sexu­al attacks against animals (bestiality), animal hoarding, and animal fighting.

Quando múltiplas formas de violência ocorrem em casa, incluindo o abuso animal, a casa está em maior risco de violência contínua se todas as formas de violência não forem sanadas.

When multiple forms of violence happen at home, including animal abuse, the home is at increased risk of escalated and continued violence if all forms of violence are not resolved.

O abuso contra animais é mais prevalente em lares onde vivam crianças que tenham historial de abusos ou violência.

The animal abuse is more prevalent in homes where children who have a history of abuse or violence live.

A crueldade Animal está referenciada como um dos sintomas do transtorno de personalidade.

Animal Cruelty is referenced as one of the symptoms of “personality disorder”.

Os animais de estimação da família podem ser alvos de ameaças, maus tratos ou morte para se fazer “chantagem emocional” e forçar as vítimas humanas a obedecer e manter-se em silêncio sobre o abuso.

Family pets may be targets of intimidations, harm, or killing to “emotionally blackmail” and coerce human victims to comply with and remain silent about abuse.

Os membros da família que sofrem de violência doméstica, podem ser mais propensos a permanecer num lar abusivo, ou voltar para casa, se não tiverem um lugar seguro para colocar os seus animais de estimação.

Family members who suffer domestic violence may be more likely to remain in an abusive home, or return home, if they do not have a safe place to put their pet.

Quando as crianças testemunham a violência no lar, ficam em risco aumentado de demonstrar violência para com os animais.

When children observe violence in the home, they are at increased risk of displaying violence toward animals

Aqueles  que entendem essa relação de crimes em relação aos animais e as pessoas, estão em melhor posição para prevenir a violência futura e proteger a sua comunidade.

Those who understand this linkage of crimes towards animals and people are in a better position to prevent future violence and protect their communities.

Assim como as pessoas, também os animais de estimação podem ser vítimas de violência doméstica. Muitos donos, especialmente aqueles que são abusados, não podem querer separar-se do seu animal de estimação ao deixar o lar abusivo. Portanto, as vítimas humanas ficam propensas a permanecer no ambiente abusivo e expor-se aos seus filhos e seus animais de estimação para a continuação da violência. O treino dos socorristas às vítimas de violência doméstica deve incluir também a questão animal.

Just like people, pets can also be victims of domestic violence. Many pet owners, especially those who are battered, may not wish to be separated from their pet if they leave the abusive home. Therefore, they are likely to stay in the abusive environment and expose themselves, their children and their pets to continued violence. The training of first responders to victims of domestic violence should also include animal matter.

Um dos primeiros estudos internacionais que abordaram a relação entre o abuso infantil e o abuso de animais descobriu que 88% dos lares com crianças abusadas fisicamente também incluiu abuso ou negligência do animal de estimação da família.

One of the first studies to address the link between child abuse and animal abuse discovered that 88% of homes with physically abused children also included abuse or neglect of the family pet.

Crianças que crescem expostas à violência crónica podem desenvolver a crença de que lesar um animal, assédio moral, comportamento inadequado e outras atividades criminosas, são normais.

Children who grow up exposed to chronic violence may develop beliefs that harming an animal, bullying, misbehaving and other criminal activity is the norm.

O abuso pode incluir agressão ou violência contra a pessoa idosa e o seu animal de estimação, mas também podem incluir roubo de propriedade, dinheiro e informações financeiras. Se o animal de estimação está presente na casa da pessoa idosa, pode tornar-se um alvo para se exercer coerção sobre o ancião. Mas, devido a crenças geracionais ou isoladamente, o idoso não relata o abuso.

The abuse may include aggression or violence toward the elder person and their pet, but can also include theft of property, money and financial information. If a pet is present in the elder person’s home, the pet can become a target to exert coercion over the elder. But due to generational beliefs or isolation, the elderly person may not report the abuse.

Resumo do Guia escrito por Allie Phillips (Directora e Fundadora do National Center for Prosecution of Animal Abuse at the National District Attorneys Association).

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/826007704119635/

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/ligacao-entre-abuso-animal-maus-tratos-532055

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CRUELDADE ANIMAL SERÁ CONSIDERADA “CRIME CONTRA A SOCIEDADE” PELO FBI

Existem coisas que são tão óbvias para um ser humano minimamente racional que não necessitariam de estudos científicos, para serem provadas.

Mas neste caso, por acaso, até existem estudos…

Porém, em Portugal, há uma lei que exclui alguns animais do Reino Animal, e os psicopatas podem “treinar” nesses indefesos seres os seus instintos assassinos.

Depois é a violência que vemos contra os mais indefesos: crianças, mulheres e idosos que, diariamente, são assassinados, maltratados, torturados…

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(Foto: Divulgação)

A partir de 2016, as pessoas que cometerem actos de maus-tratos contra os animais serão agrupadas na mesma categoria dos assassinos nos Estados Unidos. O FBI anunciou esta semana que o abuso de animais receberá uma nova categorização, sendo tipificado como “crime contra a sociedade”. As informações são do site Dog Heirs.

Essa nova categorização provavelmente ajudará as leis a favor dos animais e será uma melhor forma de rastrear os crimes de crueldade animal, já que actualmente eles são colocados na categoria “outros”, dificultando o rastreamento.

«A atividade criminal e informação de grupo será expandida para incluir quatro tipos de abusos», lê-se num comunicado oficial do FBI.

Haverá quatro categorias de abuso: a negligência simples, abuso intencional e tortura, abuso organizado e abuso sexual.

Segundo o FBI, o conceito de crueldade encaixa-se na “execução intencional, com conhecimento de causa ou de forma imprudente de uma acção que maltrate ou mate qualquer animal sem justa causa, tal como a tortura, mutilação, atormentação, envenenamento ou abandono”.

Essa nova classificação trará dois efeitos imediatos, como afirma o director de políticas de abuso contra animais da Sociedade Humana da América. O primeiro será o de mostrar a todas as agências policiais que esse problema deve ser encarado com seriedade, devido à sua gravidade. O segundo será a monitorização em tempo real de casos de abuso animal nos 50 estados norte-americanos, compilados em relatórios mensais pelas autoridades locais.

Estudos mostram que crianças que torturam ou matam animais podem repetir essa violência contra as pessoas quando crescerem. Sendo assim, enquadrar os crimes contra animais no mesmo nível de assassinatos é uma forma de agir com mais rigor contra quem maltrata animais e, indirectamente, impedir que essa pessoa aja com violência contra algum ser humano.

O director de aplicação da lei para o Monmouth County SPCA, Victor “Buddy” Amato, afirmou que o FBI está a caminhar para um próximo nível e que as pessoas estão a levar o combate à crueldade animal mais a sério. “Um crime violento, e se não for controlado, leva a coisas maiores”, disse.

Estudos comprovam

Segundo estudos do FBI cerca de 80% dos psicopatas começam os seus crimes cometendo abusos contra os animais. Como já foi mostrado pela jornalista colaboradora da ANDA, Fátima Chuecco, na série “Matadores de Animais”, que aborda o universo dos serial killers, são inúmeros os exemplos, dentre eles o conhecido Caso Dalva, no Brasil, e casos como o dos assassinos Edmund Kemper e Edward Leonski, dos Estados Unidos.

Dalva Lima da Silva viveu 10 anos da sua vida fazendo-se passar por protectora de animais, e durante esse tempo, matou-os fazendo uso da injecção letal, até que, em 2012, foi apanhada em flagrante, tentando desfazer-se dos corpos de 37 cães e gatos. O laudo pericial atestou que todos os animais estavam saudáveis, inclusive uma cadela que teve a sua região peitoral perfurada 18 vezes numa tentativa cruel de localizar o coração para injectar o líquido que a mataria de forma extremamente dolorosa.

Edmund Kemper foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de oito mulheres, dentre elas, a sua avó. No entanto, antes de começar a matar pessoas, ele já praticava actos de extrema crueldade contra os animais, decapitando gatos e atirando em pássaros quando tinha apenas 13 anos de idade.

Já Edward Leonski foi condenado à forca, em 1942, por ter estrangulado três mulheres, crimes justificados por ele como uma forma de conseguir as vozes delas. Mas, assim como Kemper, ele também treinou os seus actos de psicopatia em animais, utilizando agulhas para cegar pássaros na infância, acto que pode ter ligação com o canto das aves.

De acordo com a jornalista Fátima Chuecco, os alvos predilectos dos psicopatas são “criaturas frágeis, ingénuas, indefesas, fáceis de enganar, capturar e manter sob o seu domínio – e os animais enquadram-se em todos os itens, assim como as crianças, mulheres e idosos que, numa segunda etapa da vida de um psicopata, podem tornar-se seus alvos”.

Sendo assim, é preciso olhar para essa questão de outra forma, tendo consciência da necessidade de punir severamente quem comete abusos contra animais e, além disso, ver essa punição como uma prevenção que impede posteriores vítimas humanas.

Fonte:

http://www.anda.jor.br/06/04/2015/crueldade-animal-sera-considerada-crime-sociedade-fbi

(Este texto foi transcrito para a Língua Portuguesa)

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E em Portugal? – Em Portugal, continua-se a permitir, que os Assassinos, Psicopatas, Sociopatas, Dutopatas tauromáquicos, continuem a agir impunemente, maltratando, assassinando seres sensíveis, nas praças de touros. Em Portugal, continua-se a permitir impunemente que Psicopatas, Sociopatas, Dutopatas, continuem a maltratar seres sensíveis, nos circos. Em Portugal continua-se a permitir impunemente que Assassinos, Psicopatas, Sociopatas, Dutopatas, continuem a Matar seres sensíveis na caça. Só para citar estes exemplos!

Este é o Portugal que temos! Este é o Portugal Incivilizado!

Mário Amorim

 

Este texto vai ao cuidado das autoridades portuguesas

Já tenho no meu blog este artigo, mas aqui fica novamente: Estudos Relacionam Violência a Agressões Contra Animais

Como entendo que vale muito a pena de ler este artigo, deixo-o aqui novamente!

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Assassinos em série mataram ou torturaram animais, quando crianças. Esta conclusão foi o resultado da análise da história de vida desses criminosos, realizada nos Estados Unidos pelo Federal Bureau of Investigation (FBI, a polícia federal norte-americana), na década de 1970. Pela primeira vez, a relação entre crueldade contra animais e crueldade contra pessoas foi reconhecida no país.

Hoje considerada como sinal de distúrbios psiquiátricos, a crueldade animal virou tema de livro para adolescentes. Publicado em julho de 2001, pela HSUS (sigla para Sociedade Humanitária dos Estados Unidos), uma das maiores organizações de proteção animal do mundo, Understanding Animal Cruelty (Entendendo a crueldade contra o animal) está disponível no website da entidade.

A publicação, dirigida também a professores, examina conceitos e causas associadas ao problema, leis sobre maus-tratos de animais e a relação entre esse tipo de crueldade e a violência doméstica. Há ainda questões que incentivam o pensamento crítico e sugestões de atividades a serem desenvolvidas pelo próprio leitor.

Um estudo nacional sobre o perfil dos casos de crueldade animal nos Estados Unidos, conduzido pela HSUS, em 2000, descobriu que 94% da crueldade animal intencional foi cometida por homens; 31% dos responsáveis tinham 18 anos ou menos.

“Agressores sexuais juvenis e suas experiências com pets”,  um estudo desenvolvido pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Erlangen, na Alemanha, também demonstrou a conexão entre violência contra animais e violência contra o homem. O trabalho foi apresentado durante a 9ª Conferência Internacional sobre as Interações Homem Animal, em setembro, no Rio de Janeiro, e deve ser publicado até o final do ano.

 

Quem Maltrata Animais Maltratara os Homens

 

Barnard (2000) refere haver várias razões psicológicas para a perpetuação do abuso: falha da inibição (crianças que não conseguem controlar seus impulsos agressivos contra animais, freqüentemente crescem e tornam-se adultos que têm dificuldade em inibir esses impulsos contra pessoas; tipicamente, ou seus pais falharam ao tentar controlar o comportamento agressivo ou realmente foram incentivados nesse comportamento com recompensas. Agressividade não é usualmente devido ao sadismo, pois pode-se ter um impulso agressivo, o problema é a deficiência em interromper a progressão da ação desse impulso.

O autor refere aqui participantes de rinhas de galo e de brigas de cães, e a maioria dos pesquisadores que utilizam animais, pois seus valores foram desenvolvidos em uma cultura cuja ciência não reconhece o sofrimento, e nutrem defesas contra o reconhecimento do sofrimento de seres sencientes não-humanos. O autor postula que, se fosse apenas sadismo, uma grande mudança de personalidade deveria ocorrer para que reconhecessem a crueldade de seus atos, mas aprendendo sobre as conseqüências de suas ações muitos foram levados à diminuição dos seus impulsos agressivos); racionalização (o autor cita que há uma forte tendência em defender o que é habitual, e racionalizar permite encontrar razões para explicar as ações. Nessa instância, dissecações são racionalizadas como uma simples e permitida experiência escolar. A racionalização piora quando há fatores econômicos envolvidos); animais como lembranças da fase infantil (crianças naturalmente reconhecem os fatores comuns entre diferentes espécies, sentem um vínculo com animais, e incorporam esse vínculo as suas brincadeiras e histórias.

Quando crescem, as crianças tendem a deixar as relíquias da infância para trás. Portanto, associações com animais podem trazer desconforto principalmente aos homens, pois se preocupar e cuidar do sofrimento de animais pode trazer de volta a infância que ele está tentando esquecer. Algumas pessoas usam perversamente a imagem de animais ou as envolvem em suas atividades cruéis como parte de sua luta no reconhecimento da fase adulta – como significado de masculinidade.

O autor reconhece que, felizmente, as pessoas aprendem sobre as complexidades dos não-humanos e seus papéis no desenvolvimento no mesmo plano que o delas, e uma apreciação das outras formas de vida rapidamente torna-se uma marca de sofisticação e não de infantilidade); dominação e estratégias entrelaçadas (machos humanos também são preocupados com a exibição de força que indique sua adequação genética. O jogo da dominação é importante na caça e especialmente em rodeios, onde virtualmente cada uma das modalidades envolve arremessar animais ao chão, amarrando-os, e imobilizando-os. Essas exibições de dominância são intencionais, talvez inconscientemente, para impressionarem as fêmeas e competir com os outros machos); protelando a autoridade (muitas pessoas assumem que doutores e cientistas possuem conhecimento, e julgamento moral, superiores à média humana); fantasias sobre animais (as pessoas projetam seus impulsos agressivos sobre os animais.

Felinos são geralmente vistos como furtivos ou indiferentes, provavelmente por causa de seus músculos faciais que não permitem tantas expressões como cães e primatas. O autor sugere não ser um sentimento óbvio, e para as pessoas para quem hostilidade é o maior problema tendem a imaginar esse sentimento refletido nos gatos, ou a projetarem seus impulsos agressivos sobre eles. Pessoas que torturam animais vitimizam gatos muito mais freqüentemente do que cães. E porque há uma associação entre felinos e mulheres, homens que são violentos contra mulheres geralmente abusam de gatos também.

Fantasias negativas sobre animais tendem a exagerar características relevantes e a conduzir ações contra eles);  pensando em apenas duas categorias (crianças tendem a categorizar o mundo em termos de extremos como bom vs. mau; nós vs. eles; claro vs. escuro; preto vs. branco. Uma maior maturidade é necessária para perceber as tonalidades de cinza. Pensamentos nós vs. eles podem ter continuidade na fase adulta – o que pode ser explorado por políticos e diretores de cinema. Diferenças entre homens e animais podem parecer oprimir similaridades e confina-os em uma categoria distinta da humana. Esse tipo de pensamento leva ao preconceito, mesmo que moralmente relevante, como base de decisões éticas).

Na infância ocorre um desenvolvimento da capacidade de agir sobre um impulso antes do desenvolvimento da capacidade de inibir ou modular essa ação. Nós renunciamos ao canibalismo, humanos escravos foram libertados, e depois de tudo pelo qual a humanidade passou e depois de tudo o que realizou, espancar a esposa e maltratar animais é inaceitável. A humanidade, como animais, está apenas emergindo da fase de balbuciar e destruir, e um dia olhará para trás com embaraço e vergonha do sofrimento que causou por tão longo tempo (BARNARD, 2000).Com a negligência no que se refere à sensibilidade dos animais anda-se meio caminho até a indiferença a quanto se faça a seres humanos (Ementário 1902 do STF – 03/06/97) (FALABICHO, 2001)

 

Existe uma relação entre crueldade com seres humanos e com animais?

Muitos assassinos em série começaram matando animais. Pesquisas norte-americanas mostram que a crueldade animal pode ser sintoma de uma mente doentia.

Em 1998, Russell Weston entrou no Capitólio, puxou uma arma e começou a atirar ao redor. Quando terminou, dois policias estavam mortos e um visitante ferido. Poucas horas antes, Weston já havia atirado numa dúzia de gatos de rua alimentados por seu pai.

Ally Walker, estrela da televisão norte-americana, tem certeza de que os dois acontecimentos estão relacionados e que Russel não é um caso isolado. Em um documentário na TV, ela procura esclarecer que a violência contra animais muitas vezes antecede a violência contra pessoas. “Segundo dados do FBI, 80% dos assassinos começaram torturando animais”, afirma Ally.

Relacionamos abaixo o nome dos criminosos, os crimes que cometeram e a crueldade anterior aos animais:

Albert de Salvo (O Estrangulador de Boston):

Assassinou 13 mulheres.

Na juventude prendia cães e gatos em jaulas para depois atirar flechas neles.

 

Brenda Spencer

Uma colegial que matou duas crianças nos EUA.

Costumava se divertir ateando fogo na cauda de cães e gatos e ninguém deu muita importância a isto.

 

David R. Davis

Assassinou a esposa para receber o seguro.

Matou dois poneys, jogava garrafas em gatinhos, caçava com métodos ilegais.

 

Edward Kemperer

Matou os avós, a mãe e sete mulheres.

Cortou dois gatos em pedacinhos.

 

Henry L. Lucas

Matou a mãe, a companheira e um grande número de pessoas.

Matava animais e fazia sexo com os cadáveres.

 

Jack Bassenti

Estuprou e matou três mulheres.

Quando sua cadela deu cria enterrou os filhotes vivos.

 

Jeffrey Dahmer

Matou dezessete homens.

Empalava sapos quando crianças e matava animais deliberadamente com seu carro.

 

Johnny Rieken

Assassino de Christina Nytsch e Ulrike Everts.

Matava cães, gatos e outros animais quando tinha 11 ou 12 anos.

 

Luke Woodham

Aos 16 anos esfaqueou a mãe e matou a tiros duas adolescentes.

Incendiou seu próprio cachorro despejando um líquido inflamável na garganta e pondo fogo por fora e por dentro ao mesmo tempo. “No sábado da semana passada, cometi meu primeiro assassinato. A vítima foi minha querida cachorra Sparkle. Nunca vou esquecer o uivo que ela deu. Pereceu algo quase humano. Então nós rimos e batemos mais nela”. Esta frase foi extraída do diário de Luke Woodham.

 

Michael Cartier

Matou Kristen Lardner com três tiros na cabeça.

Aos quatro anos de idade puxou as pernas de um coelho até saírem da articulação e jogou um gatinho através de uma janela fechada.

 

Peter Kurten (O Monstro de Düsseldorf)

Matou ou tentou matar mais de 50 homens, mulheres e crianças.

Torturava cães e fazia sexo com eles, enquanto os matava.

 

Randy Roth

Matou duas esposas e tentou matar a terceira.

Passou um esmeril elétrico em um sapo e amarrou um gato ao motor de um carro.

 

Richard A. Davis

Assassinou uma criança de doze anos.

Incendiava gatos.

 

Richard Speck

Matou oito mulheres.

Jogava pássaros dentro do elevador.

 

Richard W. Leonard

Matava com arco e flecha ou degolando.

Quando criança a avó o forçava a matar e mutilar gatos com sua cria.

 

Rolf Diesterweg:

O assassino de Kim Kerkowe e Sylke Meyer.

Na juventude matava lebres, gatos e outros animais.

 

Theodore R. Bundy:

Matou 33 mulheres.

Presenciava o avô sendo cruel com os animais.

 

Entretanto, mais assustadores ainda são os recentes tiroteios em diversos colégios dos Estados Unidos. Todos eles têm algo em comum: os adolescentes criminosos já se haviam destacado anteriormente por atos de violência contra animais. Encarregados da Proteção aos Animais estão cientes desta tendência. Em São Francisco os funcionários já são orientados para reconhecerem o abuso infantil baseado na sua relação com o abuso animal. Segundo dados da Comissão de Combate ao Abuso Infantil, os moradores da cidade muitas vezes denunciam com maior rapidez o abuso contra animais porque são visíveis.

Segundo Ally Walker, “o abuso contra animais é um crime a ser levado a sério com conseqüências graves para todos”. Em seu papel de apresentadora de TV a atriz espera ajudar a chamar a atenção da população para sinais precoces de comportamento assassino e, desta forma, salvar vidas — de animais e de pessoas.

Fonte: http://www.pea.org.br/curiosidades/curiosidades_estudo_01.htm

FBI Makes Animal Cruelty A Top-Tier Felony To Help Track Abuse

LOS ANGELES (AP) — Young people who torture and kill animals are prone to violence against people later in life if it goes unchecked, studies have shown. A new federal category for animal cruelty crimes will help root out those pet abusers before their behavior worsens and give a boost to prosecutions, an animal welfare group says.

For years, the FBI has filed animal abuse under the label “other” along with a variety of lesser crimes, making cruelty hard to find, hard to count and hard to track. The bureau announced this month that it would make animal cruelty a Group A felony with its own category — the same way crimes like homicide, arson and assault are listed.

“It will help get better sentences, sway juries and make for better plea bargains,” said Madeline Bernstein, president and CEO of the Society for the Prevention of Cruelty to Animals Los Angeles and a former New York prosecutor.

The category also will help identify young offenders, and a defendant might realize “if he gets help now, he won’t turn into Jeffrey Dahmer,” she said.

Law enforcement agencies will have to report incidents and arrests in four areas: simple or gross neglect; intentional abuse and torture; organized abuse, including dogfighting and cockfighting; and animal sexual abuse, the FBI said in statement. The bureau didn’t answer questions beyond a short statement.

“The immediate benefit is it will be in front of law enforcement every month when they have to do their crime reports,” said John Thompson, interim executive director of the National Sheriffs’ Association who worked to get the new animal cruelty category instituted. “That’s something we have never seen.”

Officers will start to see the data are facts and “not just somebody saying the ‘Son of Sam’ killed animals before he went to human victims and 70-some percent of the school shooters abused animals prior to doing their acts before people,” said Thompson, a retired assistant sheriff from Prince George’s County, Maryland.

FBI studies show that serial killers like Dahmer impaled the heads of dogs, frogs and cats on sticks; David Berkowitz, known as the “Son of Sam,” poisoned his mother’s parakeet; and Albert DeSalvo, aka the “Boston Strangler,” trapped cats and dogs in wooden crates and killed them by shooting arrows through the boxes.

It will take time and money to update FBI and law enforcement databases nationwide, revise manuals and send out guidelines, Thompson said, so there won’t be any data collected until January 2016. After that, it will take several months before there are numbers to analyze.

The new animal cruelty statistics will allow police and counselors to work with children who show early signs of trouble, so a preschooler hurting animals today isn’t going to be hurting a person two years from now, Bernstein said.

The FBI’s category will track crimes nationwide and is bound to give animal cruelty laws in all 50 states more clout. Many states are seeing more of those convicted of animal cruelty being sentenced to prison, in marked contrast to years past.

Whether talking about state laws or the FBI change, it is clear “that regardless of whether people care about how animals are treated, people — like legislators and judges — care about humans, and they can’t deny the data,” said Natasha Dolezal, director of the animal law program in the Center for Animal Law Studies at Lewis & Clark College in Portland, Oregon.

Fonte: http://www.huffingtonpost.com/2014/10/01/fbi-animal-cruelty-felony_n_5913364.html