Ao cuidado da SIC, das outras televisões portuguesas, de pais de crianças, psicólogos, professores e educadores!

Começo este texto, com a seguinte pergunta; quando é que as nossas televisões vão debater seriamente as crianças de hoje?

Ontem à noite deu na SIC um debate, sobre o Supernanny.
E na minha opinião, não foi um debate sério.
Foi uma desilusão.
Foi frustrante.

Não se pode debater seriamente as crianças de hoje, seja em que televisão for, sem se falar nas crianças Índigo; Cristal; Diamante, e outros grupos de crianças diferentes, que estão e que vão nascer na terra, cada vez mais e mais.

Nos Estados Unidos, e no Brasil, por exemplo, estas crianças são debatidas nas televisões. Nestes dois países, não há tabu em falar destas crianças nas televisões. Mas cá em Portugal não é assim, como ontem à noite na SIC foi absolutamente evidente.

Já de seguida, vou transcrever para este artigo aqui no meu blog, um artigo.
Mas antes de o fazer, quero pedir aos Pais de crianças, Psicólogos, Professores, Educadores, que o leiam com toda a atenção.

Mário Amorim


as CRIANÇAS INDIGO E CRISTAL

 

Fala-se cada vez mais hoje em dia de um certo tipo de crianças denominadas “Indigo”, termo aplicado pela primeira vez por Nancy Ann Tappe, uma parapsicólopa americana que, dotada de visão mediúnica, observava que a aura dessas crianças é predominantemente de cor azul. Não sei até que ponto é possivel comprovar esta sua observação, mas penso que através da câmara Kirliam se pode tirar alguma conclusão, embora as variações de tonalidades das aura humanas  sejam conforme o estado da alma dos indivíduos e das emoções de cada momento.

A verdade, porém, é que a experiência de Nancy Tappe (em 1970) interessou aos pesquisadores norte-americanos que se debroçaram sobre o assunto, atribuindo depois uma tipologia aos  “índigo” que hoje servem para orientar pais, professores ou educadores.

Efectivamente, o fenômeno índigo vem sendo reconhecido mundialmente como uma das grandes mudanças na natureza humana que renovará  os velhos sistemas ou perfis da humanidade actual. O termo índigo descreve o padrão de comportamento que existe em mais de 95% das crianças nascidas nos últimos 10 anos… “Esse fenômeno está acontecendo globalmente e os índigos vão acabar por substituir todas as outras cores. Como são crianças pequenas, os índigos são fáceis de se reconhecer pelos olhos incomumente grandes e claros. Extremamente brilhantes e precoces, com uma memória surpreendente e um forte desejo de viver por instinto, essas crianças do próximo milénio são almas sensíveis e privilegiadas, com uma consciência evoluída, que vieram para ajudar a mudar as vibrações de nossas vidas e criar uma única terra, um único globo e uma única espécie. São nossa ponte para o futuro”, diz Nancy Tappe.

Existem pois inúmeros livros que falam destas crianças com determinadas características que normalmente podem parecer anti-sociais, muito rebeldes ou hiperactivas, que a maioria dos pais não está preparada para lidar com estes filhos e pode até os prejudicar. De resto, não se confunda também temperamento agressivo ou superexcitado pelo modo errado de alimentação que as crianças fazem hoje em dia e que influi no seu comportamento e personalidade. Muita carne, sal e doçarias, por exemplo, torna as crianças excessivamente irrequietas ou violenta nas escolas ou infantários, sem que os pais ou educadores saibam o que devem fazer. É preciso analisar bem esta questão e não confundir as coisas para se tirar uma verdadeira conclusão.

Uma das teses sobre as crianças “indigo” parece ser a de que muitas sendo diagnosticadas apresentam transtorno do ‘déficit’ de atenção (TDA) ou TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperactividade) e então inicia-se um tratamento médico, como se de doença se tratasse, utilizando-se muitas vezes a Ritalina(um medicamento que pode atrasar o próprio crescimento das crianças – tal como refere um artigo  do mês de Agosto de 2007 no Jornal de Psiquiatria da Academia Americana da Criança e do Adolescente),, em vez de aconselhar um treinamento e orientações especiais.

Existem, pois, vários tipos de Índigos, mas os padrões de comportamento mais comuns, são os seguintes:

  • sentimento de realeza e frequentemente agem dessa forma.
    • sentimento de rejeição ou de inconformismo pelo que é ‘normal’ ou ‘habitual’
    • dificuldade de relacionamento com crianças que não tenham o mesmo nível de consciência.
    • dificuldade de adaptação a sistemas ritualizados que não necessitam de pensamento criativo.
    • encontram sempre uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, fechando-se no seu mundo quando não são compreendidas ou respeitadas pelos adultos.
    • não respondem à pressão por culpa ou por ameaças do tipo: “Espera, quando teu pai chegar ele vai ver as asneiras que fizeste” ou “se não te portares bem logo não vês o teu programa preferido”.
    • não são tímidas, fazem questão de explicar bem tudo o que pretendem ou precisam do adulto.

Por fim, A Drª Doreen Virtue, doutorada em psicologia, descobriu uma geração nova, ainda mais evoluída, que estaria surgindo mais recentemente: as crianças cristal. Estas quando nascem são geralmente bébés grandes e frequentemente têm cabeças um pouco desenvolvidas ou desproporcionais para seus corpos, possuindo olhos grandes e penetrantes fitando as pessoas por longos períodos. Parece pretenderem fazer uma leitura da alma do adulto ao olhá-lo desse modo e normalmente ficam muito contentes se o adulto fizer a mesma coisa. É a sua maneira ‘cristal’ de comunicar, olhando mais para a alma do outro com quem se vai relacionar.

As auras destas crianças são geralmente claras como o cristal, mas também podem ter tons de dourado, azul-índigo ou púrpura. Parece serem dotadas também de capacidades psíquicas, desde mover objectos mentalmente (telequinesia) até ler livros sem abrí-los e ainda têm uma grande habilidade de comunicar-se telepaticamente, sendo por isso que às vezes não falam até que tenham 4 ou 5 anos de idade.

Tudo isto dizem os autores que escrevem sobre esta nova geração de crianças que estão encarnando na Terra desde o ano 2000, enquanto as ‘indigo’ vêm nascendo desde 1970.

Umas e outras, terão sempre grande dificuldade em enquadrar-se nos velhos padrões de educação da Sociedade onde vivemos, pois segundo se crê trazem já consigo caracteristicas próprias no seu ser que carrega muita sabedoria espiritual, sendo a nova geração do futuro, numa Nova Era Universal.

Fonte: Nova era-alvorecer

 

 

 

 

 

 

 

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QUE EM 2018 A PROIBIÇÃO TOTAL DO ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS NA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL, SEJA DECRETADA!

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Que em 2018, quem pode decretar, perceba, de uma vez por todas, que o envolvimento de crianças na tauromaquia, prejudica-as gravemente. Torna as crianças pequenos monstros. Torna as crianças psicopatas, tanto as crianças que participam, na arena de uma praça, como as que assistem.

Quem 2018 signifique a abolição total do envolvimento de crianças na tauromaquia, em Portugal!

Mário Amorim

ALGO QUE OS FILHOS DOS TAURICIDAS DEVIAM APRENDER NUM CONSERVATÓRIO PARA SEREM HOMENS A SÉRIO

Os filhos dos tauricidas, aprendem dos pais, a arte da Psicopatia, da Sociopatia, da tauromaquia.

Se os pais deles, fossem pessoas minimamente conscientes, dos males mentais que aprender a arte da psicopatia, sociopatia da tauromaquia, provoca aos seus filhos, jamais permitiriam tal monstruosidade par eles.
Mas estes pais, já têm a mente tão danificada, que não lhes permite perceber isto!

O lugar dos filhos dos tauricidas, não são as praças de touros, onde são educados, a se tornarem monstros, criminosos, assassinos, psicopatas, sociopatas. O lugar deles, é o teatro, os conservatórios de musica, o desporto!

Mário Amorim


Em vez de andarem em antros de toureio a aprender a ser monstrinhos… e a atacar com fúria desumana indefesos bezerros

Senhores Governantes, Ministro da Cultura, promovam e apoiem as Escolas de Música, ao invés de subsidiarem “escolas” de toureio, mais antros do que escolas, que transformam as crianças em carrascos, sádicos e cobardes.

As crianças, filhas dos aficionados de selvajaria tauromáquica, merecem melhor sorte do que aquela que o Estado Português lhes proporciona.

Fonte: Arco de Almedina

Autoridades investigam participação de duas crianças em tourada em Elvas

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) estão a investigar a participação de duas crianças, de nove e 10 anos, num espetáculo tauromáquico realizado em Elvas, no Alentejo.

A denúncia foi feita pela plataforma Basta, que defende a abolição das touradas, referindo, em comunicado, que as duas crianças “participaram num espetáculo tauromáquico ilegal (não licenciado pela IGAC)”, organizado em Vila Boim, no concelho de Elvas, distrito de Portalegre, pela Associação de Romeiros de Vila Boim com a designação “Fiesta do Toureio 2017” no dia 14 deste mês.

Contactada hoje pela agência Lusa, a ACT confirmou que está a “averiguar a situação”, com vista à “adoção dos procedimentos legais”, no âmbito das respetivas competências.

A IGAC também recebeu a queixa e adiantou à Lusa que está a fazer uma “avaliação de todos os elementos” que lhes estão associados.

No comunicado enviado à Lusa, a Plataforma Nacional para a Abolição das Touradas, que junta, sobretudo, organizações de defesa dos animais, relata que a iniciativa, realizada numa praça de touros portátil, “envolveu a participação de crianças lidando animais de raça brava”, uma delas filha de um cavaleiro tauromáquico e outra de um bandarilheiro.

Contactados pela Lusa, os pais dos dois menores e o responsável do evento taurino, Luís Fernando Carvalho, escusaram-se a comentar o caso.

“Esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho, pelo que foi denunciada às autoridades competentes que agora estão a investigar o caso”, escreve a plataforma Basta, salientando que, “segundo a lei, a participação de crianças em espetáculos que envolvam contacto com animal, substância ou atividade perigosa, constitui uma contraordenação muito grave imputável à entidade promotora”.

A plataforma Basta adianta que também denunciou o caso à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, “aguardando uma intervenção firme das autoridades na punição dos responsáveis”.

A mesma organização, através da campanha “Infância sem violência”, promete também fazer chegar ao Comité dos Direitos da Criança da ONU “um relatório com todos os casos de violação da lei” para a próxima avaliação da Convenção de Direitos Humanos, que irá decorrer em Genebra em 2019.

“Até lá, espera-se que o Estado português adote medidas legislativas e de sensibilização para este grave problema, e atue na punição dos responsáveis”, lê-se no mesmo comunicado.

Fonte: SAPO24

A ESTUPIDEZ FALOU MAIS ALTO EM ANGRA DO HEROÍSMO (AÇORES)

Façam este vídeo correr mundo, para que se saiba que em Portugal as crianças são incentivadas a aplaudir a crueldade, a violência, o SOFRIMENTO de um animal.

Sinto VERGONHA do governo português, liderado por um PS arcaico, aficionado e completamente fora da modernidade, da civilização, da evolução.

Isto é mórbido, patológico, doença mental grave.

(PARA VER O VÍDEO ABRIR ESTE LINK:)

 

«Jun 30, 2017 — Governantes, autarcas, deputados e toda a classe política têm as mãos sujas. É a deseducação das crianças e o sangue de seres vivos que é derramado para satisfazer o vício de alguns e encher os bolsos de outros.»

Fonte:

https://www.change.org/p/presidente-do-governo-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-%C3%A0s-touradas-para-crian%C3%A7as-n%C3%A3o-aos-apoios-p%C3%BAblicos-para-a-tauromaquia/u/20694772

Fonte: Arco de Almedina

«PAN APELA À CÂMARA MUNICIPAL PARA RETIRAR APOIO INSTITUCIONAL A EVENTO TAUROMÁQUICO COM CRIANÇAS»

VERGONHA!

Lisboa, uma capital que se diz europeia, e que pretende viver do Turismo Culto, acolhe e promove um evento (BullFest) que não dignifica a Humanidade, ao esmagar a dignidade das crianças. (IAF)

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«No seguimento do anúncio público sobre o apoio institucional que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a atribuir à primeira edição do festival tauromáquico BullFest, já no próximo fim-de-semana, através do Turismo de Lisboa, entidade presidida pelo Presidente Fernando Medina, o PAN contactou hoje a CML para manifestar a sua enorme surpresa e preocupação em relação a esta decisão do executivo municipal.

Muitos lisboetas têm contactado o PAN por não entenderem o porquê deste apoio institucional à indústria tauromáquica que tem comprovadamente um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espectáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada pelos eventos de Folclore, segundo o Instituto Nacional de Estatística. De acordo com o parecer da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) sobre a discussão das consequências da exposição e participação das crianças em eventos e actividades tauromáquicas, “Quando as crianças assistem a uma tourada podem interpretá-la como uma forma de violência (e uma violência real, embora limitada à arena) que ocorre numa relação explicável como desigual (uma vez que é perpetrada pelos homens em animais coagidos a estarem presentes) e que tendencialmente serve apenas o prazer de uma das partes. O comportamento lido como agressivo que observam nas touradas recebe um aval social forte, podendo ser visto como apropriado e tolerável (e portanto, repetível ou perpetrável noutras circunstâncias).”

Também o Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão máximo a nível internacional para esta matéria, recomendou ao Governo Português a proibição de participação de crianças em touradas e a adopção das medidas legais e administrativas necessárias para proteger as crianças envolvidas neste tipo de actividades, tanto como participantes como enquanto espectadoras.

Para além disso este não será um apoio às tradições portuguesas, à ruralidade e à cultura realizando-se o designado BullFest, num shopping repleto de boutiques e de cadeias de fast food.

Num email escrito dirigido ao Presidente da CML, o Deputado André Silva explicou que no programa deste evento se pode ler que “este é um momento perfeito para os mais pequenos terem uma introdução à tauromaquia em família.” Esta frase diz tudo sobre as intenções de doutrinamento dos mais jovens pela indústria tauromáquica.

Na mesma comunicação, o PAN pede uma nova atitude política e apela a um posicionamento que vá ao encontro da vontade e sentimento geral da maioria dos cidadãos portugueses e dos lisboetas. A longa exposição termina com um pedido de André Silva: “Não posso deixar de lhe pedir que ouse ser diferente e que pondere tomar a única atitude consentânea com os mais altos valores éticos e civilizacionais através dos quais a cidade de Lisboa se deve reger, retirando o seu apoio institucional a esta iniciativa baseada na cultura da violência.”

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1166-pan-apela-cml-retirar-apoio-evento-tauromaquico.html

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando oficialmente em vigor em Portugal, e atenta contra a legítima Língua (Oficial) Portuguesa, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

Fonte: Arco de Almedina

EM PORTUGAL HÁ DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS QUE CORREM AS CRIANÇAS NAS MÃOS DOS PROGENITORES

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A propósito de um texto que publiquei, e que pode ser recordado aqui

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-696884

no qual Hélder Milheiro, que preside à federação portuguesa de tauromaquia, diz que numa escola de toureio «o que se aprende é a coreografia (afinal sempre há uma coreografia para as bailarinas de collants cor-de-rosa). Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor», um jurista meu amigo, referiu o seguinte:

«Acho muita graça dizerem que pedem o “visto prévio” da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) para as criancinhas actuarem em tais pseudo-espectáculos… Pois então das duas, uma: ou a CPCJ é duplamente motivo de censura (porque dá assentimento a práticas que, no mínimo, fariam qualquer pai ou mãe ficar sem os seus filhos, por exposição gratuita ao risco de vida, o que nos termos do Código Penal é crime; e porque perde o seus preciosíssimos tempo e recursos a avaliar práticas que logo deveriam ser comunicadas ao MP e Tribunais – isto se estivéssemos num País decente…), ou o dito cujo inventou semelhante desculpa para camuflar um comportamento mais que condenável!…

Em todo o caso, descartada a estupidez dos intervenientes, impunha-se um esclarecimento público da respectiva Comissão sobre o assunto…».

Devo referir que várias vezes denunciei à CPCJ casos flagrantes de incumprimento da lei, no que diz respeito à exposição de crianças de tenra idade a estas práticas violentas e cruéis, e numa dessas vezes até fui parar a tribunal, como arguida num processo.

Os outros é que levam as crianças para as arenas e ensinam-lhes a “arte suprema” de torturar bezerrinhos, e eu, que denuncio tal crime, é que sou levada a tribunal.

Isto só acontece num país que ainda brinca à justiçazinha.

A análise que este meu amigo jurista fez está correctíssima. Na verdade, e uma vergonha que a CPCJ dê (como dá) pareceres favoráveis a este crime de exposição de crianças em espectáculos violentos, como são as touradas, permitindo que menores assistam à tortura de touros, ainda que ao colo das progenitoras, que se fossem MÃES não as levariam para um tal lugar; e também dão permissão para que aprendam a torturar bezerros, pois se não permitissem as escolas estariam encerradas. E não estão.

A CPCJ terá dois pesos e duas medidas? aliás como quase todas as “autoridades” portuguesas?

É que em Portugal todas as crianças são iguais, mas umas são mais iguais do que outras, e os filhos dos aficionados de selvajaria tauromáquica estão fora dessa “igualdade“. É como os Touros e os Cavalos, que nas leis portuguesas não são considerados animais, por isso, podem ser torturados barbaramente até à morte.

E as crianças, filhas dos aficionados, também não são consideradas crianças, em Portugal. Se fossem seriam protegidas.

Sabemos que a ONU alertou Portugal para os riscos das escolas de toureio para crianças, e considerou que as crianças em touradas são «uma das piores formas de trabalho infantil», e o Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas, com vista à eventual proibição da participação de crianças em touradas, até já recomendou a Portugal que «adoptasse as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores». E, entre outras observações, acrescentou: «O Comité, insta também o Estado Português para que adopte medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças».

Mas tudo isto deveria ser tão-só recomendado pelo bom senso, pela racionalidade e pela sensibilidade (se os houvesse) dos progenitores, em primeiro lugar, e dos políticos e dos organismos que têm a seu cargo a função de defender as crianças dos predadores (incluindo dos próprios progenitores), em segundo lugar.

Mas neste mundinho da crueldade e violência tauromáquicas quem manda é o um rei chamado Vil Metal, ao qual todos prestam muiiiita vassalagem.

No portal da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, podemos ler o seguinte:

Conceito de criança

O artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos da Criança define criança como todo o ser humano até à idade de 18 anos, salvo se atingir a maioridade mais cedo, de acordo com a legislação de cada país.

Esta noção coincide com a lei portuguesa, já que considera ser menor quem não tiver completado 18 anos de idade (artigo 122.º do Código Civil).

Ao atingir a maioridade o jovem adquire plena capacidade de exercício de direitos e fica habilitado a reger a sua vida e a dispor dos seus bens (artigo 130.º do Código Civil).

Depois temos o Conceito de Risco/Perigo

Entre outros (que para aqui não interessam) estão:

– Sofrer maus tratos físicos ou psíquicos;

– Ser obrigada a actividades ou trabalhos excessivos /inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;

Estar sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhe oponham de modo adequado a remover essa situação.

Isto é o que se lê nesse portal, mas não é o que se pratica, pois os filhos dos aficionados até aos 18 anos, são obrigados a frequentar escolas de toureio, e a aprender a “arte” de torturar bezerros, e são também obrigados a ir às arenas, assistir à tortura.

Dizem os adultos: «A nós, não nos fez mal nenhum

Mal sabem eles que esse mal é a insensibilidade com que hoje assistem à tortura de um animal, e a aplaudem com muiiiiito prazer. Numa palavra: esse mal chama-se SADISMO, que faz parte de uma psicopatologia grave, e ataca desde o analfabeto, até aos mais letrados professores catedráticos, presidentes, ministros, juízes, doutores, deputados, etc…

Sabemos que Portugal tem doze escolas onde crianças, dos 3 aos 18 anos recebem aulas teóricas e práticas com gado vivo, pondo em risco a sua integridade física e mental, e, deste modo, aprendem a tourear, ou seja, a torturar bezerros, nalguns casos também a matar touros, e como em Portugal não é permitido matar touros, excepto nas primitivas localidades de Barrancos (legalmente) e de Monsaraz (ilegalmente), as crianças portuguesas vão matá-los para Espanha, e há quem diga que em PRIVADO, em Portugal, também se mata muitos touros, para divertir os sádicos.

Concluindo:

A ONU (que bem poderia recomendar a abolição desta prática selvática, porque também perturba mentalmente os adultos que a praticam, aplaudem e apoiam) recomendou que Portugal poupe as crianças desta selvajaria.

Porém, em Portugal, os nossos políticos não sabem interpretar as recomendações da ONU, e nem sequer os psicólogos, nem os pedopsiquiatras saem a público para defender estas pobres crianças, destes maus tratos psicológicos e deste abandono às “feras” a que estão votadas.

Já vi retirarem crianças a pais com problemas económicos. E em vez de resolverem os problemas económicos dos pais, retiram-lhes as crianças… para mostrarem serviço?

No que respeita à selvajaria tauromáquica, as crianças vivem com progenitores portadores de graves deformações mentais, os quais as obrigam a aprender a crueldade, violando deste modo um dos mais sagrados direitos das crianças: o de viverem uma vida mentalmente e fisicamente saudável.

Contudo, estas crianças, “aficionadas à força”, estão abandonadas a um destino cruel, sem que ninguém lhes valha.

Por isso aqui deixo um repto público à CPCJ: porquê estas crianças são menos crianças do que todas as outras?

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina