Abuso Animal por Crianças: Um Hábito Perigoso

Crianças maltratadas

Estas crianças estão em risco

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Quais os factores que empurram a criança para abusar um animal e o que ensinar, a fim de evitar a ameaça oculta e perigosa essa operação.

A correlação entre o abuso de animais por crianças com agressão a infância tem sido estudada extensivamente (Heather et al., 2003). É pesquisa confirmou a relação entre a exposição à violência familiar e abuso de animais por crianças, embora as crianças nem sempre reconhecem esta ligação.Também foi observado que as crianças que são viciadas em maltrata os animais são mais propensos a ser abusado mais tarde vulnerável quanto outras crianças, jovens ou idosos.

Por outro lado, as crianças que aprendem a cuidar de seus animais, são mais propensos a desenvolver a compaixão e empatia por outras pessoas. O que é menos explorada é a frequência com que as crianças e os animais abusar de tortura, não necessariamente por causa de experiências violentas, mas apenas “para se divertir”

Professor em sala de aula Quem levanta a questão do abuso de animais por crianças, vai notar imediatamente a maioria da classe para levantar urgentemente a mão e preciso falar, ou algo que ele fez, ou algo que você observa as outras crianças (ou adultos) para eles fazem. Esta forma de violência é, infelizmente, muito prevalente, mas pouco tem sido discutido, porque: 1) acreditamos que o abuso animal não é de “feedback”, 2) “conta” ainda menos quando cometem o inocente atira nosso

Ambas as hipóteses são certamente infundados. As crianças podem ser afetadas pela desvalorização dos adultos em relação aos animais e ignorância, curiosidade, más atitudes, por vezes experimentando com torturando. Isso cria grandes obrigações para com a criança, que precisa de falar, e ser orientado sobre como se comportar em animais.

O abuso de animais é definida como “a indução deliberada de dor não necessária, sofrimento, angústia e / ou morte de um animal» (Ascione, 2001). Em nossa sociedade, muitas vezes aceita hierarquia aristotélica dos seres vivos sobre a importância da vida, por exemplo, inseto

Além disso, vamos lembrar aos filhos que a humanidade progride em abordagens e valores em relação ao respeito à vida. Antes de um século, o abuso de crianças, como a escravidão infantil, considerado socialmente aceitável. Hoje, embora ainda existam claro-considerado repreensível. Talvez em alguns anos, as pessoas do futuro para estremecer com a ideia de que permitiu, por exemplo deixar cães morrem de fome nas ruas, quando o mundo ocidental jogando o terço da comida que produzimos.

O fenómeno do abuso de animais por crianças é multifactorial e complexa, mas factor crucial é a depreciação que os adultos falar com os animais ou os animais se comportam. As crianças aprendem a temer e desprezar os animais “impuros”, que têm “doenças” ea “mordida”.

Diante de todas estas ameaças imaginárias muitas vezes consideram o seu direito de vingar o animal, jogando por exemplo, pedras ou deixá-lo morrer de fome e sede. Um debate sério sobre os animais ajuda as crianças muito. Absorver todas as informações como esponjas, porque os animais são muito importantes para a psique das crianças (ao contrário dos adultos, que muitas vezes extirpada da natureza e da inocência que se expressa através do reino animal).

Por outro lado, quando a relação da criança e do animal tratado, a criança sente um grande alívio e podem ser aproveitados de maneira inesperada. Um exemplo típico é filho quatro anos de idade, que apesar de tratamentos específicos persistentes, não começou a falar. Seu discurso começou quando a família tem cachorro em casa, com quem a criança foi amarrado emocionalmente e se comunicar constantemente.

O levantamento de 2.000 alunos em Heather na Inglaterra mostrou que mais da metade das crianças tinha experiência directa de ver (mesmo quando não admitir a mesma acção) formas extremas de abuso animal, como voar tijolo na cabeça de um gato, gato voador fogo, jogando gatinhos no ar, para colocá-los no micro-ondas para bater o cão com sua pá nariz para retirar as suas asas de borboleta e um número ainda actos abomináveis, encheu uma lista triste. Nós não temos nenhuma razão para acreditar que resultados semelhantes não se aplica no nosso país. A descoberta mais interessante deste estudo, no entanto, foi a justificação das crianças.

Para a pergunta: “Por que maltrata os animais” A primeira resposta de frequência era ‘vingança’, o segundo ‘para se divertir’, e o terceiro “não sei, eu não posso pensar por que eu fiz isso.” Quando o pesquisador, a primeira resposta é, muito provavelmente, em defesa de culpa criança – de alguma forma deve culpar o animal! Os dois seguintes são os mais reveladora: “por diversão” ou “por que”. Aqui reside o enorme défice de educação.

As crianças devem ser ensinadas que os animais são seres vivos como nós, com o mesmo direito à vida na Terra, como nós, que sentem dor e agonia como nós, mas ao contrário de nós, eles têm malícia ou maldade e oferecer amor, sempre que solicitar, sem desejo de vingança. Ao falar com as crianças sobre os animais, desta forma, falar diretamente com seus corações. Tenho notado que as crianças recebam a mensagem imediatamente, imediatamente mudar atitudes, mostrar meditação e quero falar incessantemente sobre as suas experiências positivas com os animais. Isso demonstra a importância da relação criança-animal e quanto para proteger e guiar-lha com amor.

O terceiro achado interessante é o conselho de seus próprios filhos sobre como parar o abuso de animais daquelas. Uma esmagadora maioria das crianças propor educação, ao invés de punição (Paul, 1993). De acordo com as recomendações das próprias crianças:

“Cultive a compaixão em crianças ‘,’ Mostrar as crianças que os animais vivem e respiram como nós ‘,’ nos ajudar a entender os animais ‘,’ nos ensinar lições como cuidar dos animais”, “dizer que os animais são como ‘pessoas.

Consciência Assim, as crianças podem começar a falar com as crianças sobre o erro da Crueldade contra os Animais. Vamos estar dispostos a abrir nossas mentes para as ideias de crianças sobre as formas implicitamente aceitas de abuso sistémico que os animais em nossa sociedade, tais como as granjas onde os animais estão presos no espaço A4 para toda uma vida ou experiências de laboratório ferida em animais para produtos não-essenciais.

Ou até mesmo, caçando pessoas de alta tecnologia que não estão com fome, mas se entregam na morte de animais por hobby. O abuso de animais não é seguro, nem “engraçado” (“meninas que abusam de animais tem sido observado que morder e bater outros filhos mais do que a média, enquanto os meninos destruir os objectos dos outros e xingando”, Heather et al. 2.003).

Devemos proteger as crianças contra o sentimento devastador de omnipotência que oprime ao experimentar com a dor, o corpo e a vida de uma criatura viva.

As crianças devem ser ajudados a compreender a dor ao seu redor, mesmo quando isso acontece em uma organização com o corpo diferente do seu. A cultura de respeito e empatia vai ajudar você a ganhar uma relação saudável com eles mesmos, outras pessoas, e para aumentar satisfação mental real a partir da relação com o animal, que pode manter uma vida.

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CONTACTO ANIMAL CRIMINOLOGA

Acabei de encontrar este vídeo, que considero ser absolutamente essencial. Trata-se de uma muito importante entrevista à Dr. Nuria Querol.

“Entrevista con la maravillosa Dra. Nuria Querol donde nos habla de la relación del maltrato animal con la criminologia. Si quieren conocer mas sobre el tema siguanla en su Twitter – @nuriaq”

Volto a postar este vídeo aqui no meu blog: Los Niños que Maltratan o Matan Animales son Delincuentes en Potencia

“Las crueldad hacia los animales es uno de los componentes de tres elementos relacionados entre si junto a la piromanía y la enuresis. Que originan, forman y son características de un gran porcentaje de los psicópatas desde su infancia.”

Maltrato para com crianças

Crianças maltratadas

Olhem bem para esta imagem.

O quê que vemos nesta imagem? –Vemos um grupo de crianças a serem maltratadas.
Vemos nesta imagem um grupo de crianças que deveriam ter um crescimento como crianças. Um grupo de crianças que não deveriam ser maltratadas. Mas não. Estas crianças são maltratadas. E quem pugna pelos direitos das crianças em Portugal, nada faz, para que estas e muitas outras crianças, em Portugal, não sejam maltratadas na tauromaquia. Nada fazem para que estas e muitas outras crianças em Portugal, cresçam como crianças. Nada fazem para que estas e muitas outras crianças em Portugal se mantenham crianças sãs, e não crianças educadas para a violência, educadas para a barbárie.

A Medicina Forense, a Psicologia Forense, e o próprio FBI, já deixaram claro que quando se educa crianças para o maltrato para com animais, está-se a destruir psicologicamente essas crianças.

Costumo referir bastantes vezes este PDF e vou voltar a faze-lo. Trata-se de um PDF muito claro, escrito por uma Psiquiatra portuguesa: http://www.anadurao.pt/Files/Conteudos/Newsletters/PsicologiaClinica/Criancas_que_maltratam_animais.pdf

Não acredito que quem em Portugal, lesa pelos direitos das crianças, não saibam que as crianças que são incutidas no mundo tauromáquico, são psicologicamente destruídas. Não acredito que quem lesa pelos direitos das crianças em Portugal, não saibam que estas crianças serão, futuramente adultos problemáticos, ao serem ao serem educadas para o maltrato para com seres sensíveis. E que quem as educa para o maltrato para com seres sensíveis, abusa delas, abusa Psicologicamente delas.
E esta situação torna como muito mais grave, o nada fazerem para proibir o abuso psicológico que crianças são vítimas, em Portugal, na tauromaquia.

Por tudo isto, é muito importante assinarem esta petição: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72071

Não podemos mais permitir que crianças em Portugal, sejam Psicologicamente abusadas, por uma prática bárbara.

As crianças têm todo o direito a crescerem como crianças e a serem futuramente, adultos sensíveis. A serem futuramente, adultos com valores!

Mário Amorim

BETH TOMAS, O ANJO MALVADO

BETH TOMAS, O ANJO MALVADO

http://oaprendizverde.com.br/2012/10/12/documentario-beth-thomas-o-anjo-malvado/

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No artigo anterior, https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/04/24/documentario-sobre-factos-reais-a-ira-de-um-anjo-child-of-rage-documentario-completo-legendado-pt-br/ postei um documentário verdadeiramente assustador sobre esta criança de apenas 6 anos, chamada Beth Tomas.

E porquê que postei este vídeo, aqui no meu blog. Postei-o, porque nele está claro que quando se abusa de crianças, elas podem-se tornar em crianças como a Beth Tomas.

Autorizar que crianças torturem seres sensíveis na tauromaquia, é abusar delas. É destrui-las psicologicamente. É incentiva-las para a violência. É incentiva-las para a maldade. É autorizar que estas crianças, no futuro, se tornem em crianças Psicopatas, como a Beth Tomas.

Já de seguida, aconselho a lerem este obrigatório PDF: http://www.anadurao.pt/Files/Conteudos/Newsletters/PsicologiaClinica/Criancas_que_maltratam_animais.pdf, bem como a lerem este artigo:

Psicologia em Pediatria
Crianças que são cruéis com animais

Agnaldo Garcia
Biólogo. Mestre em Psicologia Social pela USP e pela PUC/SP. Doutorando em Psicologia Experimental pela USP. Aprovado em Concurso para Professor Assistente do Departamento de Psicologia e do Desenvolvimento da UFES.

INTRODUÇÃO
O relacionamento entre crianças e animais, fato comumente observado em nossa sociedade, é algo complexo e diversificado. As diferentes formas de interação entre a criança e um animal, geralmente um cão ou gato, têm chamado a atenção de psicólogos e psiquiatras, pela possibilidade de se conhecer melhor a criança e sua personalidade, através de como ela se relaciona com animais.
O relacionamento entre pessoas e animais tem gerado um grande número de pesquisas. Nos últimos anos têm sido criadas sociedades, instituições e revistas científicas voltadas para o estudo desse relacionamento.
O relacionamento entre a criança e o animal apresenta diversos aspectos, que merecem ser investigados. Na literatura se pode encontrar, por exemplo, estudos preocupados com o medo excessivo (fobias) que algumas crianças apresentam em relação a animais. Em outros casos, o estabelecimento de vínculos afetivos intensos tem chamado a atenção dos pesquisadores. Em casos específicos, animais têm sido empregados com sucesso até mesmo como recurso terapêutico para o tratamento de crianças com diferentes problemas.
Nos parágrafos seguintes procuramos apresentar uma forma particular de relacionamento entre crianças e animais, com implicações importantes para a compreensão e previsão do comportamento infantil: a crueldade exercida por parte da criança contra os animais. A crueldade contra animais é entendida como um conjunto de atos que deliberadamente, repetidamente e desnecessariamente ferem animais vertebrados, com a probabilidade de causar ferimento grave ou dor. Não são considerados atos de crueldade matar invertebrados, como moscas, baratas e aranhas. Também não é visto como cruel o ato moderado de disciplinar um animal, como no treinamento de um cão de estimação.
A crueldade contra um animal é, talvez, a maior distorção do relacionamento entre homem e animal. Um ponto que tem gerado interesse particular nesse tema é a possibilidade de que a crueldade da criança contra um animal não seja um fato isolado, mas revele e tenha valor preditivo em relação a uma condição anti-social do futuro adulto.
HISTÓRICO
Já no século XVIII, Hogarth, em “Os Quatro Estágios da Crueldade” (1750-1751), havia descrito a progressão da crueldade no desenvolvimento humano, que teria início na criança que tortura animais, passando pelo jovem que bate em um cavalo inválido até o adulto que mata outra pessoa.
A primeira menção na literatura científica a respeito da correlação entre violência contra animais e contra pessoas apareceu no “Tratado sobre a Insanidade”, de Philippe Pinel (1745-1826), autor francês, considerado um dos pais da Psiquiatria. Neste tratado, escrito em 1806, Pinel relata o caso de um paciente com vários episódios de violência dirigida contra pessoas, chegando, finalmente, a matar um homem. No relato do caso, Pinel escreveu que se um cão, um cavalo ou qualquer outro animal ofendesse o paciente, ele imediatamente o mataria.
John Bowlby, que se tornou conhecido por seus estudos sobre os fenômenos de apego e separação, considerou que a crueldade infantil dirigida contra animais e outras crianças seria um traço característico, embora não comumente observado, gerado por privação afetiva.
A imprensa norte-americana, nos anos 70 e 80, em vários momentos, chamou a atenção para o fato de criminosos perigosos também apresentarem episódios de violência contra animais durante a infância. O Los Angeles Times, em uma edição de 1973, descreveu um homicida múltiplo da Califórnia como tendo uma história de crueldade contra gatos e cães. Uma edição do Washington Star, de 1977, contava fatos da vida de um assassino que havia atuado em Nova York. O “Filho de Sam”, como era conhecido, odiava cães, tendo matado vários animais na vizinhança. O Washington Post, em uma edição de 1979, descrevia um homicida que havia cometido vários crimes e que, quando criança, teria imerso gatos em containers de ácido usado em baterias de automóveis. A American Humane, de maio de 1978, informava que Albert de Salvo, o famoso estrangulador de Boston, costumava pegar cães e gatos em armadilhas e depois os colocava em engradados para transportar laranjas e os usava como alvos para atirar flechas. Uma edição do Lowell Sun, de 1982, narrava o caso de um jovem criminoso homicida que havia admitido “matar por diversão”. O réu, quando jovem, teria colocado amoníaco em aquários para ver as tartarugas ficarem brancas e torturado outros animais. A literatura reúne dados sobre os mais famosos homicidas múltiplos, em cuja infância podem ser encontrados vários episódios de excessiva crueldade contra animais.
DA CRUELDADE CONTRA ANIMAIS PARA O CRIME
A crueldade contra os animais e sua relação com o comportamento agressivo dirigido a seres humanos tem despertado o interesse dos cientistas nas últimas décadas. Abaixo apresentamos, sumariamente, algumas pesquisas que encontraram uma relação positiva entre a crueldade contra animais e contra pessoas.
Hellman e Blackman (1966) foram os primeiros a encontrar apoio empírico, estatístico, para essa relação. Investigando prisioneiros acusados de crimes violentos e de crimes não violentos, a crueldade contra animais na infância foi relatada em 52% dos prisioneiros agressivos e apenas por 17% dos prisioneiros não agressivos. Pela primeira vez, havia dados concretos indicando a relação entre a crueldade contra animais na infância e a violência contra seres humanos na vida adulta.
Yudowitz e Felthous (1977) estudaram a violência contra animais e pessoas em homens e mulheres encarcerados. Matar animais quando criança era mais comum entre homens, mas torturar animais foi observado igualmente em ambos os sexos. A crueldade contra animais foi o único comportamento infantil que diferenciou as mulheres acusadas de crimes violentos daquelas sem acusação de violência. Assim, a crueldade direcionada a animais também seria preditivo de violência contra humanos, no caso de mulheres.
Felthous (1980) relatou um estudo com 429 pacientes psiquiátricos. Entre os homens agressivos, matar cães ou gatos e crueldade contra animais estavam presentes em sua infância. Os pacientes com episódios repetidos de torturas e ferimentos envolvendo cães e gatos também foram os que mostraram o maior nível de agressão contra pessoas.
Kellert & Felthous (1985) examinaram a relação entre crueldade contra animais na infância e comportamento agressivo contra pessoas entre criminosos (agressivos, moderadamente agressivos e não agressivos) e não criminosos na vida adulta, a partir de entrevistas com 152 criminosos e não criminosos em Kansas e Connecticut. A agressividade foi definida por critérios comportamentais e não simplesmente pelo motivo do encarceramento. Os resultados indicaram que a crueldade contra animais na infância ocorreu mais entre criminosos agressivos do que entre criminosos não agressivos e não criminosos. Os resultados demonstraram haver relação entre maus-tratos aplicados a animais durante a infância e atos violentos praticados contra pessoas na vida adulta. Os autores ainda descobriram que atos repetidos de crueldade grave contra animais socialmente valorizados (como cães) estavam mais intimamente associados com a violência contra pessoas do que atos isolados de crueldade, abusos menores e vitimização de espécies menos valorizadas socialmente (como ratos). Em termos proporcionais, 25% dos criminosos agressivos haviam maltratado animais cinco ou mais vezes na infância. Esta porcentagem caiu para 5,8% no caso dos criminosos não agressivos. Entre os sujeitos do grupo-controle, sem qualquer envolvimento com atos criminosos, nenhuma ocorrência contando com cinco ou mais casos de agressão contra animais na infância foi encontrada. A ocorrência de mais de 40 casos de crueldade extrema facilitou o desenvolvimento de uma classificação preliminar de nove motivações distintas para a crueldade animal (apresentadas abaixo).
Felthous & Kellert (1987) observaram que estudos utilizando entrevistas diretas para examinar sujeitos com múltiplos atos de violência apontavam para uma associação entre crueldade contra animais na infância e posterior agressão grave e recorrente contra pessoas. Propuseram, então, que o reconhecimento de tal relação poderia melhorar a compreensão da violência compulsiva e facilitar intervenção precoce e prevenção.
MOTIVOS PARA A CRUELDADE CONTRA ANIMAIS
Kellert e Felthous (1985) relacionaram nove motivos que estariam subjacentes à crueldade dirigida contra animais. Abaixo relacionamos os motivos e alguns exemplos de sua manifestação:
1. A criança seria violenta em relação a um animal com a finalidade de controlar, modelar ou eliminar características indesejáveis em seu comportamento com o emprego de uma punição física excessiva e cruel. Um dos sujeitos entrevistados havia chutado os testículos de um cão apenas por ter-se aproximado da mesa para pedir alimento. Outro sujeito batia no animal e utilizava choques elétricos para modificar seu comportamento. Estas práticas envolviam agressividade excessiva;
2. A crueldade também poderia visar a retaliação contra um animal que teria ofendido o sujeito. Um deles atirou e matou um cão que havia tentado acasalar-se com o seu animal. Outro sujeito afogou um cão porque seu hábito de latir muito o incomodava. Em outro caso, o indivíduo ateou fogo em um gato que o havia arranhado;
3. Atos violentos também foram praticados para satisfazer um preconceito contra uma espécie ou raça. Isto foi particularmente comum no caso de tortura e matança de gatos. Um sujeito admitiu uma série de atrocidades contra gatos por não gostar da espécie. Outro explodiu o gato de sua namorada em um forno de microondas. Outro, ainda, atropelou e matou um gato com um cortador de grama. Estes sujeitos geralmente descreviam os gatos como animais traiçoeiros ou com outros defeitos. Nenhum deles, contudo, apresentou um ódio categórico contra cães, mas o preconceito extremo contra cobras, roedores e insetos era comum e esses animais eram indiscriminadamente alvos de tiros, mutilações ou eram queimados;
4. Alguns indivíduos utilizaram animais para ferir outros animais ou pessoas, como meio de expressar sua própria agressividade. Podiam, por exemplo, utilizar um cão para atacar e matar outros animais, sem provocação. A crueldade ocasionalmente ocorria como um recurso para instigar tendências violentas em um animal ou para fazê-lo atacar outros animais ou pessoas. Um sujeito chegou a dar pólvora para seu cão comer para torná-lo mais “duro”, valente;
5. A busca do aperfeiçoamento das próprias aptidões agressivas e a tentativa de impressionar outras pessoas com sua capacidade destrutiva também serviram de motivo para atos cruéis. Assim, alguns disseram ter maltratado e mesmo matado animais como um meio para aperfeiçoar seu poder de destruição ou para impressionar outras pessoas a respeito de sua capacidade de violência. Um sujeito, gratuitamente, atirava e mutilava animais para praticar tiro ao alvo, enquanto outro relatou matar animais de modo feroz para impressionar os companheiros de seu grupo de motociclistas;
6. Em outros casos, a crueldade visava simplesmente chocar outras pessoas por diversão. Um dos prisioneiros relatou ter colocado gatos em uma fronha, tê-los mergulhado em fluido de isqueiro e ateado fogo para, depois, deixá-los em um bar. Outro relatou ter colocado pombos em embalagens de leite para depois soltá-los em um restaurante. Outro, ainda, cortava as patas e explodia sapos para divertir-se e para o entretenimento de seus amigos;
7. Os motivos ainda podiam estar relacionados à vingança contra outra pessoa, quando animais pertencentes a outros seriam torturados ou mutilados. Em um caso, o indivíduo cortou fora os testículos de um mão-pelada e os pendurou na porta de sua vizinha, a dona do animal. Em outro caso, o sujeito colocou os gatos de um vizinho em um saco e os espancou com um bastão;
8. Alguns atos cruéis ainda representavam o deslocamento da hostilidade de uma pessoa para um animal. A agressão frustrada contra uma pessoa era deslocada para um animal. Esta agressão deslocada, tipicamente, envolvia figuras de autoridade que o sujeito odiava ou temia, mas tinha medo de agredir. É frequentemente mais fácil, na infância, ser violento em relação a um animal do que contra um dos pais, irmãos ou um adulto. Muitos sujeitos agressivos haviam sido criados em famílias caóticas e eram fisicamente submetidos a maus-tratos. Um sujeito relatou ter sido cruel com animais como um meio de compensar a dor causada pela rejeição dos pais e colegas. Outro disse ter batido em animais como uma vingança para os maus-tratos que havia sofrido. Os casos citados, geralmente, envolviam pessoas próximas que não poderiam ser atingidas. Como o sujeito não podia agredi-las, voltava-se contra os animais, exprimindo de forma deslocada a violência recebida;
9. Finalmente, o sadismo não específico estaria na base do desejo de infringir ferimentos, sofrimento ou morte a um animal, na falta de qualquer provocação ou sentimentos hostis em relação a ele. O objetivo primário era o prazer gerado ao causar ferimentos e sofrimento ao animal. A gratificação sádica, algumas vezes, estava associada ao desejo de exercer poder total ou controle sobre um animal e podia servir para compensar sentimentos de fraqueza e vulnerabilidade. Um sujeito relatou ter arrancado asas de andorinhas e rompido o abdome de anfíbios apenas para observá-los morrer lentamente. Outro disse ter eletrocutado um animal e amarrado as caudas de dois gatos por diversão. Outros se divertiam decepando pequenos animais, como pintinhos, ou cortando e apunhalando peixes.
FATORES RELACIONADOS À CRUELDADE CONTRA ANIMAIS: O COMPORTAMENTO INCENDIÁRIO
Um dos fatores que mais comumente tem sido encontrado como estando associado à crueldade contra animais é o comportamento incendiário ou a prática de atear fogo de modo descontrolado, em crianças. Felthous (1980) verificou que o comportamento incendiário estava significativamente associado com crueldade contra animais. Heath, Hardesty e Goldfine (1984) também encontraram relação entre crueldade contra animais em crianças e comportamento incendiário na infância de pacientes psiquiátricos.
Neste caso, a crueldade para com animais estava associada com incendiários que não apresentavam enurese (mas não com aqueles que apresentam enurese). Sakheim, Osborn & Abrams (1991) também identificaram uma correlação positiva entre crianças incendiárias de alto risco e a crueldade contra crianças e animais.
O que se pode concluir destes estudos é que podemos esperar que crianças que maltratam animais possam manifestar, também, tendências incendiárias que, em última instância, também são manifestações de comportamento destrutivo.
A FAMÍLIA DAS CRIANÇAS CRUÉIS EM RELAÇÃO AOS ANIMAIS
A crueldade dirigida contra animais durante a infância não é um acontecimento isolado, desvinculado do meio social da criança. Vários autores encontraram correlação positiva entre famílias com problemas e crianças que maltratavam animais.
Felthous (1980) apontou como um traço associado à crueldade contra animais o fato da criança ter sofrido uma separação da figura paterna por mais de seis meses. A presença de uma figura paterna, sofrendo de alcoolismo, também estava associada à crueldade. Kellert e Felthous (1985) também apontaram correlações encontradas entre os indivíduos com história de maus-tratos contra animais e as condições familiares nas quais cresceram. A violência doméstica era comum nas famílias dos criminosos agressivos investigados que eram cruéis com animais.
Tal violência assumia muitas formas, embora a violência extrema por parte do pai e o alcoolismo fossem especialmente comuns. No caso de crianças incendiárias cujo comportamento estava correlacionado com crueldade contra animais, Sakheim, Osborn & Abrams (1991) destacaram a importância do relacionamento com os pais, especialmente a mãe, na origem do problema. Todos os casos graves de crianças incendiárias investigados apresentavam fortes sentimentos de ira e ressentimento contra rejeição materna, abandono, maus-tratos ou privação emocional.
O fato de uma criança maltratar animais pode ser um indicativo de que as condições familiares estejam profundamente alteradas, tornando necessário algum tipo de intervenção.
O QUE FAZER QUANDO A CRIANÇA MALTRATA ANIMAIS?
A criança que, repetidamente, pratica atos de violência contra animais deve ser acompanhada por pais, professores, médicos e psicólogos. Deve-se estar atento para a importância da crueldade contra animais, como um indicador potencial de relacionamento familiar alterado e futuro comportamento anti-social e agressivo. Outros atos de crueldade podem ser esperados em uma criança que já tenha demonstrado episódios de violência contra um animal.
A conquista de uma sociedade humana mais pacífica e harmoniosa também depende da promoção de uma ética mais positiva entre crianças e animais. Se a agressão contra animais pode generalizar-se e envolver seres humanos, uma postura ética de compaixão e de respeito por essas criaturas implica em respeito, também, pelos seres humanos. Nosso compromisso ético não se limita a nosso relacionamento com outras pessoas dentro da sociedade. O respeito pela natureza, pelas plantas e pelos animais tem reflexos em nossa atitude em relação a outras pessoas e os crimes contra a natureza constituem crimes contra a humanidade.

Fonte: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=798

Crianças que maltratam animais

Dr. Ana Durão

Recomendo quem não conhece este PDF a lê-lo, do inicio ao fim, pois é bem esclarecedor. O link do PDF é http://www.anadurao.pt/Files/Conteudos/Newsletters/PsicologiaClinica/Criancas_que_maltratam_animais.pdf

Recomendo, em especial que quem permite que crianças se envolvam na tauromaquia,  leiam este PDF com ainda maior atenção!

Childhood Cruelty to Animals: Breaking the Cycle of Abuse

Maldade 2º Maldade

An educator’s guide to reporting abuse and intervening on behalf of children and families at risk

The Humane Society of the United States

eachers, daycare providers, humane educators, youth group leaders, and others who work with children may come across a young person who has witnessed or perpetrated an act of animal cruelty. Here, you can learn more about childhood cruelty to animals, the link between animal cruelty and violence toward people, and find out how to report animal abuse and intervene on behalf of children and families at risk.
As an educator, why should I be concerned about childhood cruelty to animals?

It is well documented that animal cruelty is a sign of serious psychological distress. It often indicates that a child has either experienced violence firsthand or is at risk of becoming violent toward people. Many studies in psychology, criminology, and sociology have demonstrated that violent offenders frequently have childhood and adolescent histories of serious and repeated animal cruelty. As early as the 1970s, the FBI’s analysis of the lives of serial killers revealed that most had, as children, killed or tortured animals Other research has shown consistent patterns of animal cruelty among perpetrators of more common violence, including child abuse, spouse abuse, and elder abuse. As educators, we must recognize that children who deliberately abuse animals—or talk about animal abuse in the home—are crying out for help and need immediate attention.
What is animal cruelty?

The term “animal cruelty” is used to encompass a range of behaviors harmful to animals, from unintentional neglect to intentional abuse. Intentional cruelty is abuse by which a person knowingly deprives an animal of food, water, shelter, socialization, or veterinary care or maliciously kills, tortures, maims, or mutilates an animal. According to most state laws, failing to provide a pet with adequate food, water, and shelter or using physical force sufficient to leave a mark or otherwise cause injury constitutes cruelty to animals.
How can I tell the difference between innocent exploration and intentional animal cruelty?

Many children go through a stage of exploration during which they might harm insects or other small animals. With guidance from parents and teachers, most eventually develop empathy for animals and understand that they can feel pain. Still, some children persist in harming or tormenting animals well past the age of curious exploration. Such behavior is seen more often in boys than in girls and may appear as early as age four. Without intervention, those children can become locked into a lifetime pattern of violent behavior. It is particularly important to intervene when a child’s actions are motivated by a desire to harm (as opposed to simple curiosity), or a child continues to harm animals despite adult correction. These are signs that the child might be suffering from a psychological problem, such as conduct disorder or psychopathic thought processes.
How can I find out if a child has witnessed or perpetrated animal cruelty?

A child who has witnessed animal cruelty might recount an incident that took place at home or in the neighborhood. Some abused children will not talk about their own experiences but will reveal what is happening to their pet. Abused children often “act out” their own experiences on pets or release their fear and frustration by harming animals. A child who abuses animals sometimes boasts about it, either in conversation or in a story. Engaging children in storytelling, role playing, creative writing, or drawing can help you find out if a child is in distress. Other factors that coincide with childhood cruelty to animals can help you identify children at risk as well. Children who deliberately hurt animals typically have poor grades and tend to be more involved in bullying, vandalism, and more serious crimes, such as arson.
What should I do if I suspect a child has abused an animal? What should I do if a child reports that a family member has abused an animal?

Discuss your suspicions with a school team comprised of the principal, psychologist, and the law enforcement officer assigned to your school. Together, review the child’s behavior, including attendance, peer relations, and academic performance. Hold a parent/teacher/principal consultation and communicate your concerns and findings. Explain to the child’s parents why it’s necessary to alert authorities regarding animal cruelty. Report suspected animal cruelty to the humane investigator at your local animal welfare agency. If no such organization exists, report the incident to the police department. Based on the student’s history and your school’s findings, you may need to file a report with the local child protective services agency. Children who abuse animals are often victims of abuse themselves or have witnessed domestic violence. If you suspect child abuse or neglect, report it immediately to your child protection agency. All states require this of teachers and provide reporting teachers with immunity. Document conversations and evidence and be ready and willing to testify in cases of abuse and neglect.
How else can I help break the cycle of abuse?

Educate others about the connection between animal cruelty and other violent crimes, including child abuse. Speak to your local PTA, child protective services agency, animal shelter, clergy, school counselor and psychologist, veterinarians, judges, police, and others. Learn about violence prevention programs and coalitions in your area. Make your classroom a kind one. Teaching by example is a teacher’s most powerful tool. Your efforts to rescue a spider, feed birds, or start a collection for your local animal shelter will make a lasting impression. Consider establishing a humane education program in your school that helps students develop empathy and compassion for people and animals.
Additional Resources

Online Course

Tales Kids Tell: The Humane Educator’s Role in Breaking the Cycle of Abuse – In this online course, you’ll explore the problem of childhood/family cruelty to animals, how to recognize that cruelty is happening in a child’s home, and proactive solutions including youth outreach, humane education, and community partnerships.

 

Fonte: http://www.humanesociety.org/parents_educators/childhood_cruelty_breaking_cycle_abuse.html