Número de animais abandonados é cada vez menor

Chip tem ajudado a essa diminuição, mas ainda há muito a fazer. Todos têm de perceber que “um animal é para toda a vida”.

A lei que obriga a utilização do chip nos animais tem vindo a diminuir o número de abandonos. É a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animal (LPDA) que o confirma no dia em que se assinala o Dia Internacional do Animal Abandonado.

Em declarações à Renascença, a presidente da LPDA, Maria do Céu Sampaio, refere que isto “não quer dizer que já está tudo bem mas, gradualmente, esta diminuição tem vindo a ser significativa”.

Maria do Céu Sampaio reconhece que “a legislação está muito melhor desde que as pessoas que abandonam e maltratam os animais são punidas”.

A líder da LPDA acrescenta que a castração e esterilização são acções que poderiam contribuir ainda mais para a diminuição do número de animais abandonados. “Não se devem deixar nascer animais que venham a aumentar as filas de abandono”, explica.

Segundo Maria do Céu Sampaio, “as Câmaras Municipais, em vez de investirem na apanha e abate, deviam investir na esterilização de todos os animais”.

A dirigente acredita que, “se todas as Câmaras cumprirem esta regra de esterilização-identificação, daqui por uns anos, o número de abandono é menor”.

“Um animal é para toda a vida”

Em relação aos motivos que levam ao abandono dos animais, Maria do Céu Sampaio realça que “as pessoas pensam que eles não crescem e que não se portam mal, mas os animais são como as crianças, não sabem o que fazem”. E é este – em sua opinião – o principal motivo que, muitas vezes, leva ao abandono.

A presidente da LPDA reforça uma mensagem: “Quando se tem um animal na família é para toda a vida”.

A lei que obriga à identificação electrónica de todos os animais entrou em vigor a 1 de Julho de 2008. Os cães e os gatos devem ser identificados e registados entre os três e os seis meses de idade.

Fonte: Renascença

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Será que esta notícia corresponde à realidade?!

CONTEÚDO ANDA Dublin proíbe definitivamente exploração de animais selvagens por circos

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“Estou radiante com a aprovação da moção. Esta é uma prática ultrapassada e cruel que não deve ocorrer na Irlanda hoje”, declarou Reilly.

“Treinar e torturar animais para executar truques para o nosso entretenimento em um ambiente não natural é desumano e degradante. Não só isso, mas os animais ficam acorrentados ou enjaulados por até 24 horas por dia e só são soltos para as apresentações”, adicionou.

John Carmody, um porta-voz do grupo Rede de Ação pelos Direitos Animais completou: “Graças à votação a favor da lei, agora estamos mais perto de uma proibição nacional sobre o uso de animais em circos irlandeses”.

“Com os países em todo o mundo introduzindo leis semelhantes, a Irlanda ainda tem muito a fazer para superar nossos pontos de vista ultrapassados sobre o uso de animais para o entretenimento na modernidade”.

Fonte: ANDA

Exclusivo ANDA Programa Esporte Espetacular da Rede Globo promove crueldade contra animais

Foto: Ney Douglas

O programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, estreou ontem (28) a série internacional “Jogos do Mundo”, produzida em parceria com a Pindorama Filmes, e que mostra práticas esportivas ao redor do mundo com forte significado cultural.

Projeto interessante, se atendesse ao que se propõe. O problema começa ao revelar-se o “esporte” escolhido para representar o Brasil: a “pega de boi no mato”, um simulacro de vaquejada praticado em meio à caatinga nordestina.

A pretexto de enaltecer a competitividade do homem desde os seus primórdios, a mensagem, no que se refere ao Brasil, é que por aqui ainda pratica-se crueldade gratuita, com aval do Estado e da mídia, por diversão. Um banho de água fria para quem achava que podia estufar o peito para criticar as sangrentas e decadentes touradas na Espanha.

Se a imagem de todo um país fica prejudicada perante o resto do mundo, há um desserviço gigantesco em âmbito doméstico contra o nordestino, povo trabalhador e hospitaleiro, cuja cultura é reduzida pela série a pequenos grupos que violentam animais por diversão.

Todos sabemos que os milionários rodeios proporcionam um festival quase institucionalizado de maus-tratos a animais. Prova disso é que inúmeros municípios já proibiram essas práticas em seus territórios, além de que a jurisprudência crescentemente reconhece a incompatibilidade de rodeios e afins com a proteção devida pelo Estado.

Muito além da violência a princípios éticos, espancados à luz de valores morais duvidosos, há elementos técnicos suficientes para afirmar que causam sofrimento físico e psicológico indiscutivelmente desnecessário aos animais explorados, e que, portanto, são criminosos, ao ferirem a Lei de Crimes Ambientais.

Laudos demonstram que, durante as vaquejadas, bovinos sofrem fraturas nas patas, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, traumatismos e deslocamento da articulação do rabo ou até o arrancamento deste, resultando no comprometimento da medula espinhal e dos nervos espinhais, dores físicas e sofrimento mental. Quanto aos cavalos, comumente são acarretados problemas graves como tendinite, tenossinovite, exostose, miopatias focal e por esforço, fraturas e osteoartrite társica.

A propósito, ao se pretender qualificar eventos dessa natureza como “culturais” ou “esportivos”, impõe-se enfrentar um aparente conflito entre direitos fundamentais garantidos pela Constituição. A esse respeito, definiu o Ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal e Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983/CE: “Quanto a se fazer presente essa via de mão dupla, não existe nem pode existir controvérsia. O dever geral de favorecer o meio ambiente é indisputável”.

Na Ação mencionada, em que se discute a validade da Lei nº 15.299/2013 do Estado do Ceará,que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural, o Relator assim se posicionou: “O argumento em defesa da constitucionalidade da norma, no sentido de a disciplina da prática permitir seja realizada sem ameaça à saúde dos animais, não subsiste. Tendo em vista a forma como desenvolvida, a intolerável crueldade com os bovinos mostra-se inerente à vaquejada. A atividade de perseguir animal que está em movimento, em alta velocidade, puxá-lo pelo rabo e derrubá-lo, sem os quais não mereceria o rótulo de vaquejada, configura maus-tratos. Inexiste a mínima possibilidade de o touro não sofrer violência física e mental quando submetido a esse tratamento.”

O que dizer então de competições realizadas de forma clandestina, à margem de qualquer publicidade, tampouco fiscalização?

Longe de cogitar que eventual regramento ou fiscalização abrandaria a ilicitude descrita, mas urge realçar que os atos de crueldade praticados às escuras podem superar as piores narrativas.

O que mais assusta na nova produção Globo/Pindorama é que alça uma prática ilícita, cruel e restrita à condição de símbolo nacional, inserta em grade de programação disponibilizada para cerca de 130 países pela Globo Internacional, a envergonhar qualquer brasileiro de razoável discernimento, expondo ao ridículo uma nacionalidade já tão rotulada negativamente por seguidos escândalos de corrupção – isso sem falar nas denúncias de corrupção ligados diretamente ao mundo dos rodeios. A exibição do episódio dedicado ao Brasil tratar-se-á de flagrante incentivo à prática de crime ambiental: o de maus-tratos.

Questionada por ativistas, a Pindorama Filmes argumentou que a “pega de boi no mato não é só um esporte, mas uma profissão regulamentada”. Grave ficção jurídica, se considerarmos que a Lei 10.519, que regulamenta os rodeios veda que os apetrechos causem “injúrias ou ferimentos aos animais”, o que inviabiliza de plano as provas, não havendo sequer a necessidade de se avançar à questão de sua inconstitucionalidade.

Resta uma ponta de esperança de que “nosso” episódio, já integralmente gravado em Serrita, Pernambuco, deixe de ir ao ar, em prol da dignidade dos brasileiros, humanos ou não.

Fonte: ANDA

FESTA DE SANTO ANTÃO, PADROEIRO DOS ANIMAIS… E NO FIM COMEM-SE OS CHOURIÇOS!

(Recebido via-email)

Esta é uma festa pagã realizada em Óbidos, onde se lembra o culto a Santo Antão como padroeiro dos animais, conhecida como a Romaria do Santo dos Chouriços…

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Origem da foto:

http://www.cm-obidos.pt/News/newsdetail.aspx?news=11e946bb-a97a-4d20-8d91-a4c81c7cfe44

«A tradicional Festa de Santo Antão, em Óbidos, decorre no dia 17 de Janeiro. Este festejo que mistura a componente religiosa com uma outra profana, junta milhares de pessoas, todos os anos, que comem, bebem e divertem-se à volta de diversas fogueiras espalhadas pelo recinto.

Trata-se de uma romaria à ermida de Santo Antão, o santo que protege os animais, no cimo de um cabeço com o mesmo nome, com cerca de 80 metros de altura.

A difícil subida de 150 degraus até à ermida não demove os romeiros que, num misto de religião e profano, se juntam a esta festa em busca de bênção para os seus animais. Numa região onde a agro-pecuária assume um papel importante, esta romaria adquire grande importância.

Durante este dia são feitas promessas com vista à recuperação de um animal doente, ou pedidos de boas ninhadas. Estas promessas são pagas na casa de esmola, ou na sacristia, recebendo em troca uma vela enrolada numa fita de nastro cor-de-rosa previamente benzida. O costume de pagar as promessas em géneros têm-se vindo a perder ao longo dos anos. Esta é a filosofia base das cerimónias.

As velas e fitas benzidas, símbolo de promessas do ano anterior, são oferecidas ao Santo e colocadas junto aos seus pés. Já outros devotos optam por queimar as velas no tabuleiro.

No mesmo local, vendedores de pinhões, laranjas, chouriços, cavacas e outros produtos tradicionais dão origem a uma feira. Os romeiros fazem fogueiras, onde assam os chouriços, que são depois acompanhados por vinho.

À animação, junta-se a música dos acordeões trazidos de casa, prolongando a festa até ao pôr-do-sol

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Resta saber de que são feitos os chouriços…

Serão os tradicionais chouriços de carne de porco?

O Porco não será um animal?

Santo Antão protegerá os animais, excepto o Porco?

Fonte: Arco de Almedina

Animais explorados em circo causam comoção ao serem devolvidos à natureza

Vida nova/Peru

Animais explorados em circo causam comoção ao serem devolvidos à natureza

Foto: Divulgação/ADI
Foto: Divulgação/ADI

Pepe, um macaco-aranha (coatá) passou oito longos anos sendo explorado em um circo. Para viver no circo, Pepe teve seus dentes caninos arrancados para tornar-se “inofensivo” ao domínio dos exploradores, e era mantido todo o tempo acorrentado e isolado de outros animais da sua espécie.

Mas, agora, Pepe e outros 38 animais vítimas da exploração ganharam um novo destino: a liberdade. As informações são do The Dodo.

Num esforço conjunto com o governo peruano para combater a utilização de animais em circos, os 39 macacos, quatis e juparás (da mesma espécie dos quatis) foram resgatados nos últimos meses pela Animal Defenders International (ADI), em uma ação chamada Operation Spirit of Freedom (Operação Espírito da Liberdade). A utilização de animais em circos no país é proibida desde 2011.

Esses animais foram arrancados de suas mães ainda filhotes e depois mantidos em cativeiro. Para quem não sabe, os filhotes são capturados em condições altamente traumatizantes, presenciando muitas vezes a morte da mãe antes de serem aprisionados.

Após serem resgatados, esses animais passaram por um período de reabilitação em um centro de resgate, em Lima. Durante esse tempo, animais como Pepe receberam cuidados para superarem os horrores vividos em seu passado de cativeiro.

“Nesses últimos seis ou sete meses, ele (Pepe) aprendeu que poderia ter uma vida diferente e ser livre – e o mais importante: que nunca mais seria maltratado novamente”, declarou Jan.

Na semana passada, os animais foram transferidos de Lima para seu novo lar: um santuário da vida selvagem localizado próximo a Iquitos, no Peru.

Membro da equipe da ADI segura na mão de macaco para acalmá-lo durante transporte para santuário (Foto: AP Photo/Rodrigo Abd)

Membro da equipe da ADI segura na mão de macaco para acalmá-lo durante transporte para santuário (Foto: AP Photo/Rodrigo Abd)

A vida no novo lar

Essa era a primeira vez, depois de muitos anos de vida em cativeiro, que os macacos tiveram contato com seu habitat natural. Muitos deles reconheceram imediatamente que estavam em casa. Eles simplesmente sabiam que pertenciam àquele lugar. Cada esforço valeu a pena.

Foto: Divulgação/ADI

Foto: Divulgação/ADI

“Quando a ação terminou, todo mundo chorou”, declarou Jan Creamer, presidente da ADI. “A reação deles foi maravilhosa. Eles corriam, dançando e balançando entre as videiras – eles estavam absolutamente fascinados com as árvores”.

“Suas expressões eram de plenitude e alegria”, declarou Jan.

Uma macaca, em especial, chamada Cindy, teve uma reação muito comovente. “Ela subiu numa árvore e a abraçou”, disse Jan. “Nós choramos muito nessa hora”.

Pepe, por sua vez, já estava mais desconfiado, por conta de seu longo tempo de vida em cativeiro. Ele só se sentiu seguro quando a equipe da ADI o acompanhou. Ele então abraçou Jan e correu para sua nova casa.

O novo lar desses animais é uma area natural imensa localizada na floresta amazônica, próxima à cidade de Iquitos, no Peru, onde a biodiversidade foi totalmente preservada.

Adaptação: reaprendendo a ser livre

Foto: Divulgação/ADI

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Divulgação/ADI

 

Como muitos animais após muitos anos em cativeiro perdem a memória instintiva de como viver em liberdade no ambiente selvagem, infelizmente eles não podem ser devolvidos para viver em liberdade sem algum tipo de acompanhamento e proteção – com algumas exceções.

Mas a ADI vê nesse santuário o melhor dos dois mundos: qualquer coisa que pudesse ser perigosa para os novos “moradores” foi removida, garantindo uma vida livre em seu habitat natural, mas ao mesmo tempo protegida dos perigos de uma vida completamente livre, pois esses animais – sequestrados ainda bebês de suas mães – não aprenderam a se virar sozinhos na natureza.

Considerando a necessidade desse cuidado, a ADI introduziu alguns recursos para encorajar os animais a viverem na natureza. “Como eles não sabem construir abrigos, pusemos redes e palhas, como meio de estimulá-los a perceber que podem construir também”, disse Jan.

A nova casa proporcionará também aos animais a chance de conviver e interagir com animais da mesma espécie. Como muitos foram retirados das mães ainda filhotes e depois mantidos por muitos anos isolados em cativeiro, eles ainda sabem muito pouco sobre conviver com outros animais – e esse é um fator chave para garantir a sobrevivência no meio selvagem.

“Apesar de ser um desafio, eles têm gostado bastante dessa experiência de viver com outros animais”, contou Jan.

Apesar do elo criado entre os animais e as pessoas que cuidaram deles durante o período de recuperação, agora a equipe da ADI está, aos poucos, saindo de cena, para que os macacos aprendam e se adaptem à nova vida na natureza – com o maior grau de autonomia possível.

“É claro que nós os amamos e nos importamos muito com eles. Mas eles não precisam mais de nós…”, disse Jan, referindo-se à fase de adaptação e integração dos macacos no santuário.

Outros animais como leões, tigres e um urso, todos resgatados da exploração em circos, estão sob os cuidados da ADI e devem ser transferidos para um santuário nos EUA em junho deste ano.

O custo total de todo o processo de resgate e soltura dos quase 80 animais está previsto em 1 milhão de dólares. Quem tiver interesse pode contribuir com o projeto acessando este link.

No ano que vem, a ADI pretende voltar seu foco para a Colômbia e o México, onde circos com animais também são proibidos.

Fonte: ANDA

O GOVERNO PORTUGUÊS ANDARÁ MERGULHADO NAS TREVAS MEDIEVAIS PARA CONSIDERAR TAURICIDAS E AFINS PROFISSÕES DO SÉCULO XXI DA ERA CRISTÃ?

Eu recuso-me a acreditar nisto.

Mas li que o «novo regime das profissões ligadas à tourada tem acordo no Parlamento» e que tal “coisa” foi aprovada, na passada Sexta-feira.

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Diz a notícia que as “actividades” ligadas à selvajaria tauromáquica vão ter um novo regulamento, cuja proposta, submetida pelo governo português, obteve concordância na Assembleia da República.

Isto soa muito mal.

Diz que a troika exigiu mais regulamentação no que respeita às profissões, e ao que parece os governantes portugueses entendem que a tortura que os tauricidas praticam contra bovinos para diversão se encaixa numa “profissão”, como se isso fosse decente e honesto.

Ora os tauricidas e afins não passam de carrascos, e a profissão de carrasco já foi extinta há alguns séculos. Mas os governantes portugueses ainda não se aperceberam disso.

Então o que fizeram?

Apresentaram o regime de acesso e exercício da actividade de artista tauromáquico (como se os tauricidas pudessem alguma vez ser artistas) e de auxiliar de espectáculo tauromáquico, em Março do ano passado, e pelo que se lê, depois de várias audições com os representantes da tauromáfia, e realizadas algumas variações ao redor da tortura, ajustadas entre a maioria PSD/CDS, PS e PCP, a declaração de carrasco como “profissão”, seria votada em plenário.

E veja-se o que andaram a discutir os governantes, como se a selvajaria tauromáquica fosse algo que dignificasse o governo e o País e merecesse alguma discussão que não ma da abolição:

«As alterações à proposta inicial do Governo de Passos Coelho foram poucas, mas segundo João Figueiredo, deputado do PSD e presidente do grupo de trabalho da Comissão de Segurança Social e Trabalho que trabalha o documento há quase um ano, o objectivo foi “não provocar touradas fora das arenas” e “não deixar pontas soltas”. Para isso, os deputados quiseram, segundo disse João Figueiredo ao Observador, acautelar que todas as actividades que intervêm na “festa” brava são “dignificadas”, como se torturar e matar bovinos numa arena para divertir pacóvios e sádicos pudesse pertencer ao mundo da dignidade, da respeitabilidade, da decência, do decoro e da sanidade mental.

Isto é inacreditável!

Diz a notícia ainda que ao diploma original foi acrescentada a diferenciação entre os “profissionais” e os amadores (como os cobardes forcados) e foi reforçado o facto de não ser possível a um menor de 18 anos participar na “festa” brava (a nível amador, porque a nível profissional até uma criança de 10 anos pode matar um touro para divertir pacóvios e sádicos que não tem a menor importância).

A participação de menores nesta prática selvática está sujeita a autorização e comunicação à Comissão de Proteção de Menores, que arranca crianças a mães que não podem pagar uma casa, porque estão desempregadas, mas não arranca crianças a progenitores que lançam os filhos a uma arena para torturar e matar bovinos, incitando-os à violência e à crueldade.

Ainda segundo o deputado, o grupo de trabalho, que ouviu toureiros, grupos de forcados e criadores de touros “funcionou de forma aberta e franca” e por isso, todos os grupos parlamentares que participaram (PSD, CDS, PS e PCP) acordaram as alterações.

Isto só demonstra que os deputados desses partidos não fazem a mínima ideia do que andam ali a fazer, ou melhor, andam a fazer fretes ao lobby tauromáquico, como se estivessem hipnotizados.

A existência de um regulamento tauromáquico já prova a inferioridade mental de quem o aprovou…

Mas depois de aprovarem a “profissão” de cobardes forcadinhos, menores de idade… bateram completamente no chão.

QUE VERGONHA!

QUE BAIXEZA!

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-governo-portugues-andara-mergulhado-514403

«SORTE DE VARAS OU TEIMOSIA AZARADA?»

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Por José Manuel Santos Narciso

Mais uma vez, está na primeira linha das preocupações de milhares de cidadãos dos Açores a questão da “sorte de varas”, mais comumente chamada de “touradas picadas”. É já a terceira tentativa, em pouco mais de dez anos, para legalizar nos Açores aquilo que muitos consideram de retrocesso civilizacional e de barbárie contra os touros.

Tudo pode ter a força de uma opinião. Os interesses económicos e a luta de poderes e satisfação de caprichos estão no seu direito de apresentar as propostas que quiserem. Desta feita contavam fazê-lo de forma sub-reptícia, intercalando uma excepção sempre negada num projecto abrangente em que ela (a excepção da sorte de varas) iria aparecer disfarçadamente e disfarçadamente poderia ser aprovada.

Mas, felizmente, os tempos mudaram muito, desde 2002 e mesmo desde 2009. Se em 2002, e como muito bem se lê na peça jornalística a este propósito publicada pelo Diário dos Açores, foi o Tribunal Constitucional que obstou a consumação de tal sorte, em 2009 terá pesado a opinião do então presidente do Governo regional.

Agora, os deputados que quiserem deixar o seu nome ligado a tão polémica decisão, terão de confrontar-se com um fenómeno novo, ou pelo menos com muito mais força, que são as redes sociais e os movimentos de cidadania que envolvem sensibilidades suprapartidárias e que não podem ser esquecidas ou desprezadas, sob pena de graves consequências e sequelas.

Para os defensores do NÃO, a questão que se põe é fundamentalmente a do respeito pelos animais, neste caso, o touro, por sinal constante dos símbolos heráldicos da Região. Num momento em que por todo o Ocidente se intensifica a luta anti-taurina, torna-se no mínimo inoportuno este novo esboçar de retrocesso que pretendem introduzir.

Mas há uma coisa mais grave que tudo isto. Uma eventual aprovação de excepção da sorte de varas para os Açores seria uma machadada mortal na aspiração de inscrever as touradas à corda na lista do património mundial da Unesco. Independentemente de se concordar ou não com tal classificação, uma coisa são as touradas à corda, essas sim essencialmente populares e outra é querer fazer valer aquilo que se pode considerar de “pseudo-arte, falsa cultura e inventada tradição”.

Mesmo que surja a proposta, mesmo que não seja aprovada, ou sendo, seja chumbada pelo Tribunal Constitucional, com os mesmos argumentos com que o foi em 2002, para os ambientalistas, para os defensores dos direitos dos animais e para o bom nome dos Açores, ficará sempre o labéu consubstanciado nesta pretensão. Há coisas que o evoluir da mentalidade e da sensibilidade humana não perdoa. Uma delas é a forma como se pode usar o sofrimento de outros seres vivos para gáudio dos humanos, cobrindo-os com a capa da tradição ou da cultura. A luta, a bravura e arte do ser humano perante a nobreza de um animal como o touro não devem fazer-se com o sofrimento do animal, porque é possível fazê-lo de forma diferente.

Manda a evolução que muitas coisas aceitáveis há séculos passados hoje sejam repudiadas, como execráveis e abjectas. E é nesta visão humanista que esperamos o bom-senso que venha fazer arrepiar caminho neste processo que iria criar clivagens muito profundas e perigosas na sociedade açoriana, porque isto não é questão de uma ilha, e se calhar, nem é de uma Região. Aqui estamos perante o dilema de ser ou não consequentes com o que pensamos sobre o direito dos animais em que se inclui o do não sofrimento. E todas as formas que ainda existem de os fazer sofrer não são justificação para a criação ou retorno de mais uma. Seria uma teimosia muito azarada!

Santos Narciso

Fonte

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Corridas picadas” nos Açores Nunca

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/sorte-de-varas-ou-teimosia-azarada-507840