CRUELDADE Investigação expõe o uso descontrolado de drogas pela indústria de corridas de galgos

As corridas de galgos são abusivas e historicamente permanecem relativamente sem controle e são pouco estudadas

Diversos ativistas trabalham para conscientizar as pessoas sobre a crueldade da prática e resgatar galgos feridos ou “aposentados”. As campanhas de conscientização pública desses grupos ajudaram a proibir o esporte em 40 estados dos EUA. Porém, as 18 pistas de corrida remanescentes obrigam os cães enfrentarem a exaustão para ganhar as competições. Como cavalos de raça, os galgos recebem drogas para melhorar seus desempenhos.

Embora os órgãos reguladores nos EUA realizem testes de drogas em cães explorados em corridas desde a década de 1930, um relatório da Grey2K mostra que o uso de drogas ilegais para melhorar o desempenho dos animais, também chamado de “doping”, ocorre em um ritmo alarmante na indústria de corridas de galgos. O documento diz que o doping é “endêmico” na indústria. De 2007 a 2017, ocorreram em torno de 900 testes positivos para medicamentos e mais de 80 violações relacionadas a drogas.

Infelizmente, as associações que defendem as corridas em vários estados conseguiram evitar a exposição da prática antiética. Por exemplo, a indústria desafia as políticas de testes de drogas com meios legais e alguns estados possuem somente testes de drogas subfinanciados.

Os tipos de medicamentos administrados aos cães variam de relaxantes musculares e anestésicos (utilizados para tratar e esconder ferimentos) a estimulantes e drogas ilícitas.

Dos testes positivos para medicamentos, mais de 70 revelaram exposição à cocaína, um narcótico ilegal que “não tem utilização médica geralmente aceita” em animais de corrida. Ainda assim, as penalidades para as violações relacionadas às drogas são mínimas: a maioria dos treinadores e pistas recebe multas tão baixas quanto $ 50 por um teste positivo de cocaína. O uso da cocaína pela indústria da Flórida se alastrou em 2017, quando mais de 30 testes positivos foram registrados, revelou o Faunalytics.

Embora o relatório Grey2K recomende reformas políticas para combater o doping, os ativistas lutam para acabar com a exploração dos animais. Nos EUA, eles devem aumentar a conscientização sobre a crueldade da indústria de corridas de galgos. A divulgação de informações sobre o doping expõe a crueldade do esporte. Incentivar as pessoas a parar de frequentar as corridas é outro modo efetivo que pode ajudar a libertar os animais.

Fonte: ANDA

Anúncios

CONTEÚDO ANDA Milhares de galgos explorados em corridas são assassinados na Espanha

Foto: Les Lee / Stringer

Em muitas partes do mundo, os cachorros são os melhores amigos do homem. No entanto, na Espanha, os cães galgos têm sido terrivelmente abusados; milhares são mortos e muitos mais são abandonados.

Antes os galgos, conhecidos por serem leais,  gentis e carinhosos, costumavam criados exclusivamente por nobres no país. “Eles são grandes cães, bem-humorados, um pouco mais atrevidos”, disse a fundadora do Colorado’s Galgo Rescue International Abigail Christman.

Talvez seja por isso, além da lealdade e inteligência da raça, que estes cães são explorados cruelmente em corridas. Infelizmente, isso ocorre em outras partes do mundo, mas a reprodução e o treinamento dos cães para essa indústria é terrivelmente abusiva na Espanha.

Existe uma reprodução em massa de animais e muitos cães são forçados a viver em terríveis condições: acorrentados em pequenas jaulas e quase sem receber alimento. “Vimos adestradores que exploravam 70, 120 galgos que comiam aqueles que morriam”, revelou  Christman.

Os cães são amarrados a um pacote preso a uma moto ou um  automóvel e obrigados a correr. Muitos deles ficam feridos ou morrem. Porém, não é apenas este terrível método de treinamento que provoca a morte em massa de galgos. Aqueles que são considerados fora do padrão dos criadores são assassinados após uma ou duas temporadas de corrida.

Cerca de 50 mil a 100 mil cães morrem anualmente por causa dessa indústria. Alguns são jogados dentro de poços ou em rios enquanto outros são queimados ou mortos com ácido.

Houve casos de cães abandonados em florestas com  as pernas quebradas e até um encontrado com um pino em seu crânio. Regularmente,  aqueles que não têm um bom desempenho também são enforcados.

É difícil processar os criadores pela violação de leis nacionais de crueldade animal, em parte, porque é difícil pegá-los em flagrante.

Tina Solera, da organização Galgos del Sol, explica que a educação pública continua a ser a maior esperança para estes cães. A organização pretende espalhar a mensagem sobre o bem-estar dos galgos por meio das mídias sociais e de outras plataformas, segundo  o Nature World News.

Nota da Redação: É desolador ver tantos cães explorados e mortos por essa indústria, que promove essa tortura chamada de esporte, em várias partes do mundo. Recentemente, o estado australiano de Nova Gales do Sul, reverteu sua proibição de corridas de galgos, que enfrentam métodos de treinamento cruéis e sequer têm suas necessidades básicas atendidas. Esta decisão representa um enorme retrocesso para todos os cães vítimas desta exploração.

Fonte: ANDA