EM PORTUGAL: «AFINAL OS GALGOS NÃO SÃO CÃES!»

Mais uma vez ficou demonstrado que os únicos partidos, com assento parlamentar que se preocupam com o bem-estar, com a felicidade, de TODOS os seres sensíveis são o BE, o PAN, e OS VERDES!

Mário Amorim


Apesar dos incontáveis apelos que se fizeram, o Parlamento português rejeitou, hoje, os dois projectos do PAN e do BE que pretendiam proibir as corridas de cães, especialmente de Galgos, em Portugal.

Os diplomas foram rejeitados com votos contra do PS, do PSD, do PCP e do CDS-PP. A favor votaram, além do PAN e do Bloco de Esquerda, o Partido Os Verdes e 12 deputados, a maioria da bancada socialista.

Prova-se, uma vez mais, que o Parlamento português está cheio de mofo. Cheira mal. Precisa de ser arejado. Esperemos que nas próximas eleições esse arejo aconteça.

Portugal merece coisa melhor. Merece governantes mais racionais, mais humanos, mais sensíveis, mais responsáveis, mais civilizados, mais evoluídos. Menos servis a grupos económicos de baixo nível moral e cultural.

Deixo-vos com o excelente texto de Teresa Botelho, no seu Blogue «Retalhos de Outono», fazendo minhas todas aas suas palavras.

jaen-galga-abandonada-kgEG-U70489010561tfE-624x385
O Parlamento português acaba de condenar os Galgos a este miserável destino.

Origem da imagem:

https://www.ideal.es/jaen/jaen/mundial-galgo-animal-20190201123146-nt.html

Texto de Teresa Botelho

«Afinal os galgos não são cães»

«Conseguiu-se finalmente em Portugal, uma legislação que defende alguns animais e permite que se explorem outros, porque pelos vistos, tal como acontece com o povo desta terra, nem todos merecem ser bem tratados!

“O cão é o melhor amigo do homem”, mas não é assim que pensam alguns deputados da nossa Assembleia e por incrível que pareça, são sempre os mesmos carrascos insensíveis, cujos interesses pessoais se sobrepõem às leis e à visão honesta de certas situações condenáveis, sujas e mais que evidentes.

Sempre me pareceu que um Galgo era um cão com necessidades semelhantes a qualquer outro, cuja constituição física tem limites, mas cujo abuso da sua resistência, lhes limita a saúde, o bem-estar e a própria vida.

Quando um cão é abusado pelo seu detentor, chama-se a polícia, coisa que nesta terra de impunidades pouco resolve na maior parte dos casos, mas para certas classes altas, amigas do poder e cujas responsabilidades se perderam no lodo da corrupção e do compadrio, os Galgos não são cães, mas sim objectos úteis à especulação das apostas ilegais e dos interesses de minorias abastadas, interesseiras e das já bem conhecidas e frequentes trocas de favores

No secretismo dos “clubes” de caça que agora também viram o proveitoso furo de treinarem cães para corridas, vale tudo, mas se os ditos “atletas”, não cumprirem os objectivos, não aguentando os choques eléctricos, drogas e todas as “técnicas” desumanas de que são alvos, deixam de prestar e tornam-se pouco rentáveis, tal como acontece aos mais “incompetentes” das matilhas de caça que por aí se vão encontrando mortos, ou espalhados a monte por terras de ninguém.

Assim funcionam os “representantes” de um povo amorfo, analfabeto e alheio a tudo o que não sejam os seus umbigos, mas que ao contrário dos cães, faz gosto nos treinos a que o sujeitam!

Assim se compôs, com a colaboração deste povo cego e domesticado, a tal Casa da “Democracia” que há muito exige reforma e assim perduram e sobrevivem os dinossauros que dão lustro a certas bancadas, espoliando os nossos já parcos recursos e enxovalhando descaradamente, toda uma nação!

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/

Fonte: Arco de Almedina

 

***

FIM DAS CORRIDAS DE GALGOS – REJEITADO

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852/2409375119123569/?type=3&theater

 

65763378_2409375132456901_8122951645538549760_n.jp

 

Contra – PCP, PSD, CDS e PS (menos 12 deputados que votaram a favor)

Apesar do reconhecimento de um novo estatuto para os animais, que pretendeu robustecer a protecção e bem-estar destes seres sencientes, a maioria dos partidos fecham os olhos à brutalidade desta actividade, que não tem tradição em Portugal, com motivações puramente económicas e de entretenimento.

Sim, queríamos que acabasse este vergonhoso e cruel processo de selecção, manutenção, treino e destino dos galgos usados na competição profissional.

Diploma a diploma, a máscara vai caindo aos partidos que pretendem ter uma agenda de protecção animal. Não por sensibilidade, não por equidade, não por bondade, mas apenas para ganhar mais uns votos.

Consulta aqui o nosso Projecto de Lei:

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=43361

Anúncios

CORRIDAS DE GALGOS: CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS DO PS, PSD, PCP E CDS/PP, SEMPRE OS MESMOS, QUANDO SE TRATA DE APOIAR A BARBÁRIE

gp_pcp@pcp.parlamento.pt

gp_ps@ps.parlamento.pt 

gp_psd@psd.parlamento.pt

gp_pp@cds.parlamento.pt

Galgo.jpg
É neste estado que deixam os Galgos, quando não servem para mais nada.

Deputados (PS, PSD, PCP E CDS/PP) da minha desventurada nação,

Eu, Isabel A. Ferreira, exercendo os meus direitos e deveres de cidadania, venho repudiar a V/ posição contra o fim das corridas de Galgos, e exigir que expressem a vontade dos Portugueses que já evoluíram, e não os V/ interesses obscuros.

As corridas de Galgos constituem uma prática cruel e condenável e inaceitável numa sociedade que se quer evoluída. Como cidadã portuguesa deixo a qui expressa a minha vontade para que votem, como é da civilização, a favor do «Projecto-lei n.º 1095/XIII/4ª para a proibição das corridas de cães mais conhecidas por corridas de galgos», prevista para amanhã, dia 5 de Julho de 2019.

Tenho a acrescentar que repudio as inaceitáveis e irracionais intervenções do deputado do PSD, Nuno Serra, que, inacreditavelmente, comparou corridas de galgos a brincadeiras no parque, mostrando uma total insensibilidade e até ignorância sobre o tema; assim como a da deputada do CDS/PP, Patrícia Fonseca, que se apoiou num relato de uma “veterinária” que pode ser tudo menos MÉDICA VETERINÁRIA, para dizer as barbaridades que disse; e como a do deputado do PCP, João Dias, que consegue atribuir características humanas, aos Galgos, como brincalhões ou frustração, e que até gostam de um sofá quentinho, mas não reconhece o sofrimento que lhes infringem nessas corridas diabólicas, nem a exploração de que são alvo; e finalmente, como da intervenção do deputado do PS, José Manuel Carpinteira, que reconhece inteligência, dor e sofrimento nos Galgos, mas não os direitos comuns aos outros CÃES.

E isto é inconcebível e só acontece num país com um pé no terceiro-mundo.

Veja-se a vergonhosa defesa do SIM à corrida de Galgos, que para esta gente NÃO SÃO CÃES:

Envergonho-me destes que se dizem representantes do meu País.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

Nota: Tem um vídeo do Facebook, que não pude meter. Uma vez que não tenho facebook!

PROJECTO PAN – PELO FIM DAS CORRIDAS DE GALGOS EM PORTUGAL, VOTADO ESTA SEXTA-FEIRA

A ver vamos como se comportam os deputados da Nação!

Sabemos que o PS, PSD, PCP e CDS/PP não consideram os Touros e os Cavalos  animais, mas consideram que os Cães e os Gatos são animais.
 A ver vamos se consideram que os GALGOS não são CÃES!

Os portugueses sabem que para o PS, o PSD, o PCP e CDS/PP o bem-estar animal não tem lugar no Parlamento. Talvez por isso, e cada vez mais, esses partidos sejam candidatos a também não terem lugar no Parlamento.  Algo que será contabilizado, e tido em conta, nas próximas eleições.

A ver vamos se os Galgos são ou não são CÃES, para os deputados dos partidos referidos!

Galgos.jpg
Indústria das corridas de galgos continua a matar milhares de animais

Origem da foto, onde pode ler-se um texto sobre a maldição que caiu sobre estes nobres cães:

https://www.doglink.pt/noticias/industria-das-corridas-de-galgos-continua-a-matar-milhares-de-animais

Intervenção de André Silva

«Apesar do reconhecimento de um novo estatuto para os animais em geral, e de protecção penal para os cães em particular, tem-se verificado que continuam a aparecer actividades, como a corrida de galgos, com motivações puramente lucrativas, que perpetuam a exploração dos animais, que os sujeitam a treinos particularmente difíceis, que sujeitam ao abandono e a condições de vida indignas.

Os animais são sujeitos a treinos violentos, doping e são utilizadas coleiras electrificadas. Também é comum o recurso a esteróides para que se verifique aumento de massa muscular e mais energia durante as corridas.


Quando o “espectáculo” acaba, os animais que já não suportam mais as corridas ou não são suficientemente bons devido às mazelas provocadas pelas brutalidades da actividade, são muitas vezes abandonados ou mortos.

E nesta actividade, nem sequer têm a desculpa esfarrapada da tradição.

“A tendência mundial é, portanto, para se ir proibindo este tipo de actividades. Tendência essa a que Portugal não deve ficar alheio, especialmente porque esta nem sequer é uma actividade que se diga fortemente implementada em Portugal nem tão pouco que seja uma actividade tradicional”, defende André Silva.

O diploma do PAN que determina a proibição das corridas de cães mais conhecidas por corridas de galgos, será votado esta sexta-feira.

O diploma pode ser consultado aqui: https://bit.ly/325zUkC

Fonte: Arco de Almedina

CRUELDADE Investigação expõe o uso descontrolado de drogas pela indústria de corridas de galgos

As corridas de galgos são abusivas e historicamente permanecem relativamente sem controle e são pouco estudadas

Diversos ativistas trabalham para conscientizar as pessoas sobre a crueldade da prática e resgatar galgos feridos ou “aposentados”. As campanhas de conscientização pública desses grupos ajudaram a proibir o esporte em 40 estados dos EUA. Porém, as 18 pistas de corrida remanescentes obrigam os cães enfrentarem a exaustão para ganhar as competições. Como cavalos de raça, os galgos recebem drogas para melhorar seus desempenhos.

Embora os órgãos reguladores nos EUA realizem testes de drogas em cães explorados em corridas desde a década de 1930, um relatório da Grey2K mostra que o uso de drogas ilegais para melhorar o desempenho dos animais, também chamado de “doping”, ocorre em um ritmo alarmante na indústria de corridas de galgos. O documento diz que o doping é “endêmico” na indústria. De 2007 a 2017, ocorreram em torno de 900 testes positivos para medicamentos e mais de 80 violações relacionadas a drogas.

Infelizmente, as associações que defendem as corridas em vários estados conseguiram evitar a exposição da prática antiética. Por exemplo, a indústria desafia as políticas de testes de drogas com meios legais e alguns estados possuem somente testes de drogas subfinanciados.

Os tipos de medicamentos administrados aos cães variam de relaxantes musculares e anestésicos (utilizados para tratar e esconder ferimentos) a estimulantes e drogas ilícitas.

Dos testes positivos para medicamentos, mais de 70 revelaram exposição à cocaína, um narcótico ilegal que “não tem utilização médica geralmente aceita” em animais de corrida. Ainda assim, as penalidades para as violações relacionadas às drogas são mínimas: a maioria dos treinadores e pistas recebe multas tão baixas quanto $ 50 por um teste positivo de cocaína. O uso da cocaína pela indústria da Flórida se alastrou em 2017, quando mais de 30 testes positivos foram registrados, revelou o Faunalytics.

Embora o relatório Grey2K recomende reformas políticas para combater o doping, os ativistas lutam para acabar com a exploração dos animais. Nos EUA, eles devem aumentar a conscientização sobre a crueldade da indústria de corridas de galgos. A divulgação de informações sobre o doping expõe a crueldade do esporte. Incentivar as pessoas a parar de frequentar as corridas é outro modo efetivo que pode ajudar a libertar os animais.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Milhares de galgos explorados em corridas são assassinados na Espanha

Foto: Les Lee / Stringer

Em muitas partes do mundo, os cachorros são os melhores amigos do homem. No entanto, na Espanha, os cães galgos têm sido terrivelmente abusados; milhares são mortos e muitos mais são abandonados.

Antes os galgos, conhecidos por serem leais,  gentis e carinhosos, costumavam criados exclusivamente por nobres no país. “Eles são grandes cães, bem-humorados, um pouco mais atrevidos”, disse a fundadora do Colorado’s Galgo Rescue International Abigail Christman.

Talvez seja por isso, além da lealdade e inteligência da raça, que estes cães são explorados cruelmente em corridas. Infelizmente, isso ocorre em outras partes do mundo, mas a reprodução e o treinamento dos cães para essa indústria é terrivelmente abusiva na Espanha.

Existe uma reprodução em massa de animais e muitos cães são forçados a viver em terríveis condições: acorrentados em pequenas jaulas e quase sem receber alimento. “Vimos adestradores que exploravam 70, 120 galgos que comiam aqueles que morriam”, revelou  Christman.

Os cães são amarrados a um pacote preso a uma moto ou um  automóvel e obrigados a correr. Muitos deles ficam feridos ou morrem. Porém, não é apenas este terrível método de treinamento que provoca a morte em massa de galgos. Aqueles que são considerados fora do padrão dos criadores são assassinados após uma ou duas temporadas de corrida.

Cerca de 50 mil a 100 mil cães morrem anualmente por causa dessa indústria. Alguns são jogados dentro de poços ou em rios enquanto outros são queimados ou mortos com ácido.

Houve casos de cães abandonados em florestas com  as pernas quebradas e até um encontrado com um pino em seu crânio. Regularmente,  aqueles que não têm um bom desempenho também são enforcados.

É difícil processar os criadores pela violação de leis nacionais de crueldade animal, em parte, porque é difícil pegá-los em flagrante.

Tina Solera, da organização Galgos del Sol, explica que a educação pública continua a ser a maior esperança para estes cães. A organização pretende espalhar a mensagem sobre o bem-estar dos galgos por meio das mídias sociais e de outras plataformas, segundo  o Nature World News.

Nota da Redação: É desolador ver tantos cães explorados e mortos por essa indústria, que promove essa tortura chamada de esporte, em várias partes do mundo. Recentemente, o estado australiano de Nova Gales do Sul, reverteu sua proibição de corridas de galgos, que enfrentam métodos de treinamento cruéis e sequer têm suas necessidades básicas atendidas. Esta decisão representa um enorme retrocesso para todos os cães vítimas desta exploração.

Fonte: ANDA