Quem sofre numa corrida de touros

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Quem sofre numa corrida de touros, é o touro.

Sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente ou morre, é duas coisas. Primeiro, é o touro, no seu pleno direito a defender-se da crueldade que é vitima. Depois, é a lei do karma a acontecer. E ela não perdoa. Sempre que prejudicamos outro ser sensível, mais tarde ou mais cedo, retornará a nós. E de tal não escapamos. E é isso que acontece, sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente, ou morre.

E a culpa não é do touro.

A culpa é do toureiro, ou do forcado.

O toureiro, e o forcado, nunca são obrigados a estar numa arena de uma praça de touros, a serem cruéis para com o touro.
Mas tal não acontece com o touro.
O touro, não quer lá estar, mas é barbaramente obrigado a lá estar.

E já agora, deixo umas perguntas: quem defende a tauromaquia, se estivesse no lugar do touro a levar com umas bandarilhas no lombo, na arena de uma praça de touros, não se iria defender? Iria ficar quieto?

Pois é!
Pimenta no cu dos outros é refresco!

O touro pode ser cravado de bandarilhas, pode sentir dor, pode sofrer. Mas quem defende a tauromaquia; isso, nem pensar. Que seja o touro!

Por todas estas razões, sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente ou morre, não fico com pena nenhuma.

Só me preocupo com o touro, que é barbaramente torturado, física e psicologicamente, numa praça de touros. Sou sempre por ele!

Sobre o toureiro, e sobre o forcado, como diz outro ditado; quem semeia ventos, colhe tempestades!

Mário Amorim

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Petição quer impedir tourada marcada para domingo em Leiria, Portugal

Foto: Hugo Rainho
Foto: Hugo Rainho

Mais de 800 pessoas assinaram até às 14h00 de segunda-feira uma petição na internet contra a primeira corrida de touros de Santa Eufémia, Leiria, iniciativa que pretende combater a “tortura em nome do entretenimento”.

Na petição, dirigida ao presidente da Câmara de Leiria e ao presidente da União de Freguesias Santa Eufémia e Boa Vista, lê-se que a “ciência reconhece, inquestionavelmente, a maioria dos animais – incluindo cavalos e touros – como seres sencientes, capazes de sentir dor e prazer, físicos e psicológicos, bem como sentimentos de medo, angústia, stress e ansiedade”.

Em causa está uma corrida de touros agendada para domingo, naquela freguesia. Além disso, os subscritores dizem que, em Portugal, as touradas gozam de um “injustificado regime de exceção legal, uma vez que o n.º 2 do artigo 3.º da Lei n.º 92/95 admite que ‘é lícita a realização de touradas, sem prejuízo da indispensabilidade de prévia autorização do espetáculo nos termos gerais e nos estabelecidos nos regulamentos próprios’, contradizendo, frontalmente, com o n.º 1 do artigo 1.º da mesma lei, que declara que ‘são proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os atos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal’ – o que é, manifestamente, o caso das touradas”.

Perante isto, as 800 pessoas que já assinaram a petição requerem àqueles dois presidentes que “não permitam que estas práticas aconteçam nas freguesias/município que representam, pois, ao contrário de as dignificarem, as denigrem aos olhos dos cidadãos leirienses e portugueses, pois violam deveres elementares no que respeita ao relacionamento com os animais, além da própria dignidade e evolução humana”.

Os subscritores recordam ainda que a “maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, conforme mostra um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE” e salientam não existir um “único argumento que permita validar que a tortura em nome do entretenimento seja aceitável em termos éticos ou morais”.

“Em pleno século XXI, as touradas são tradições que não são aceitáveis em termos de evolução de um povo”, concluem.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Correio da Manhã

Fonte: ANDA