EXPLORAÇÃO E MAUS-TRATOS Ursos fantasiados são forçados a dançar e pular corda em circo norte-coreano

Foto: Mark Woodman

Imagens perturbadoras mostram ursos covardemente explorados, obrigados a dançar e fazer truques anti-naturais, como pular corda e saltar sobre obstáculos, em um circo norte-coreano.

O australiano Mark Woodman, de 42 anos, foi levado ao circo em Pyongyang, na Coreia do Norte, como parte de uma excursão de cinco dias pelo país.

Enquanto ele assistia ao “show”, os ursos eram cruelmente ordenados a saltar sobre seus treinadores, dançar, dar piruetas, e pular corda antes de se curvar agradecendo a plateia pelos aplausos. Woodman disse que ninguém se atreveu a reclamar ou sair durante o show.

“Foi apresentada uma série de performances clássicas de circo, realizadas por artistas excepcionalmente talentosos e bem treinados – trapezistas, malabares e equilibristas – intercalados com actos cómicos”, disse ele.

“Os ursos dançarinos eram a única apresentação com animais. Eu fiquei inicialmente chocado e paralisado, o que me fez filmar essa performance em particular. Era diferente de tudo que eu tinha visto, absolutamente assustador”.

Woodman conta que embora eu tenha ouvido dizer que os ursos ainda eram usados em apresentações na Ásia Central e na Rússia, ele confessa que nunca pensou que veria uma coisa dessas.

“Tudo o que podíamos fazer era observar e absorver a cena tétrica. Não havia espaço para reclamações ou para deixar a apresentação”

Woodman, que é Perth, na Austrália Ocidental, disse que o comportamento dos ursos era tão anti-natural que alguns espectadores pensaram que eram pessoas fantasiadas de animais.

Foto: Mark Woodman

“Depois de assistirmos ao espectáculo no circo, enquanto esperávamos pelo nosso ónibus, eu estava conversando com nosso guia turístico e outro companheiro de turné”, lembrou ele.

“Uma mulher que fazia parte da excursão de turismo disse que pensou o todo que os animais vistos no show eram pessoas vestidas de ursos! O guia turístico e eu tivemos que dizer a verdade a ela”.

Fotografias de outros espectáculos recentes usando macacos provam que eles também foram submetidos ao mesmo tratamento cruel.

O grupo que actua em defesa dos direitos animais, Animal Defenders International (ADI), disse que animais de circo como estes foram treinados a este ponto vindos de uma vida inteira de sofrimento.

Foto: Mark Woodman

O presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Forçados a se apresentar em shows de circo, esses pobres animais sofrem uma vida inteira de tortura e privações”.

“Sem o estímulo normal, social e mental que eles desfrutariam com suas famílias na natureza, a resignação desses animais inteligentes e sensíveis é conseguida através de violência, ameaças e privação de comida, água e afecto durante o treinamento.

O público pode ajudar a acabar com o sofrimento desses animais, evitando shows desse tipo e deixando que os circos saibam porque eles estão indo se divertir em outro lugar.

Woodman disse não ter se arrependido de sua viagem à Coreia do Norte.

“Desde uma viagem que fiz ao Oriente Médio, a partir de 2009, passei a visitar países que são cultural e religiosamente distintos do que eu estava acostumado”, disse ele.

Woodman se define como um ateu gay que se concentra em viajar para países que “amam a Deus e odeiam os gays”. “É um estilo de viagem desafiador, mas infinitamente gratificante, que me levou a conhecer pessoas LGBT e outros locais em todo o mundo”, disse ele.

“Isso ajuda a superar os estereótipos e as narrativas divulgadas pela mídia e/ou pelo governo e distinguir as pessoas dos regimes”.

Exemplos pelo mundo

Segundo informações da PETA esses 26 países já proibiram circos que usam animais selvagens: Áustria, Bolívia, Bósnia Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, El Salvador, Estônia, Grécia, Guatemala, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Romênia, Escócia, Singapura, Eslováquia e Eslovênia

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em Novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

Fonte: ANDA

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POR FAVOR, NÃO DEIXEM DE VER E DE PARTILHAR ESTE VÍDEO!!!

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Um amigo, fez-me chegar este vídeo.
Trata-se de um vídeo verdadeiramente revelador, e muito triste.

Não deixem de o ver, e de o partilhar.

Pelos direitos-humanos, na Coreia do Norte, e no mundo, partilho-o aqui no meu blog!

 

Obrigado Nelinho, por me teres feito chegar, este vídeo!

Mário Amorim


Nota: Acabei de descobrir o mesmo vídeo no youtube:

Sem palavras! CONTEÚDO ANDA Rinocerontes são assassinados para financiar construção de armas nucleares na Coreia do Norte

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Hong Soon-kyung, que abandonou seu trabalho na embaixada tailandesa da Coreia do Norte em 2000, admitiu que o regime havia infringido a lei internacional e comercializado chifres de rinoceronte.

Segundo ele, embaixadas na África estavam comprando as lembranças terríveis dos caçadores e depois as contrabandeavam para a China em malas diplomáticas, que raramente são revistadas.

Uma vez na Ásia, os “troféus” eram vendidos a US$ 40 mil (£ 32.500) por quilo – tornando-se uma valiosa fonte de moeda estrangeira para os chefes do partido em Pyongyang.

O problema não se limita à África; Hong afirmou que o mercado negro estava financiando embaixadas norte-coreanas em todo o mundo.

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“O que eles fazem é participar do comércio. Na África, eles vendem materiais como chifres de rinoceronte para a China e é assim que ganham dinheiro”, completou.

Em uma reportagem recente, o Global Initiative Against Transnational Organised Crime detalhou um incidente no qual dois norte-coreanos foram presos em flagrante.

O diplomata Pak Chol-jun e o mestre de Taekwondo Kim Jong-su foram detidos em Maputo, Moçambique, com 4,5 quilos de chifre de rinoceronte avaliados em US$ 180 mil no mercado negro.

Eles foram libertados apenas 24 horas mais tarde e seu veículo foi devolvido a eles. Ambos retornaram à Coreia do Norte e sequer enfrentaram acusações criminais.

O autor da reportagem, o jornalista sul-africano Julian Rademeyer, descobriu 29 casos em que diplomatas contrabandearam chifres de rinoceronte – 16 envolvendo norte-coreanos.

Ele disse ao Daily Star Online que nenhum desses casos terminou em julgamento, fazendo com que o tráfico de chifres de rinoceronte se tornasse o “crime perfeito” para diplomatas desonestos do regime de Kim Jong-un que arrecadar dinheiro para a construção de armas nucleares.

“[Chifre de contrabando] é menos arriscado do que algumas das outras atividades ilegais de que Pyongyang foi acusado no passado como o tráfico de drogas”, declarou.

“Em alguns aspectos, é um crime mais suave e, para diplomatas com uma inclinação criminal, é em muitos aspectos o crime perfeito, porque eles estão protegidos pela imunidade diplomática. Também é improvável que você encontre policiais que estariam dispostos a despertarem a ira de seu governo ou a se envolverem em um incidente revistando uma mala diplomática”, adicionou.

Quando Rademeyer confrontou a embaixada norte-coreana em Pretoria, os diplomatas o atacaram e também seu cinegrafista e jogaram pedras pequenas em seu carro: “Eles tentaram arrancar a câmera e pegar documentos da minha mão. Acho que a reação foi bastante extraordinária – são diplomatas”, contou.

O comércio de chifres de rinocerontes raramente fica encoberto; hoje os chifres são tipicamente vendido na China e no Vietnã – inteiros ou esculpidos – como um símbolo de status.

“O custo para a África é que uma de nossas espécies mais icônicas enfrenta a possibilidade de extinção em um futuro não muito distante. Há também um custo humano muito real, pois guardas-florestais perderam a vida e você também tem um grande número de suspeitos de caça sendo mortos”, finalizou Rademeyer.

Fonte: ANDA