CONSCIÊNCIA AMBIENTAL Rihanna doa 15 milhões de dólares para ajudar no combate às mudanças climáticas

Rihanna está usando sua plataforma e sua riqueza considerável para tentar combater mudanças climáticas e também apoiar comunidades afectadas. A cantora, que alcançou o status de bilionária no ano passado, doou 15 milhões de dólares por meio de sua Fundação Clara Lionel, fundada em 2012.

Na terça-feira, a cantora anunciou que o dinheiro será distribuído entre 18 organizações de justiça climática que trabalham em sete países incluindo a Climate Justice Alliance, a Indigenous Environmental Network e o Movement for Black Lives, de acordo com a agência americana Associated Press.

“Desastres climáticos, que estão crescendo em frequência e intensidade, não afectam todas as comunidades igualmente, comunidades negras e nações insulares enfrentam um impacto maior”, disse Rihanna em comunicado.

Famílias de baixa renda e pessoas negras são desproporcionalmente afetadas pelas mudanças climáticas. Pessoas negras são mais propensas a sofrerem doenças relacionadas ao clima e, em comparação com suas contrapartes brancas, são mais propensas a viverem em lugares que são impactados por desastres provocados pelo clima, como enchentes, por exemplo.

As doações, que foram feitas em parceria com o fundo #StartSmall, do cofundador do Twitter, Jack Dorsey, são focadas em grupos com lideranças femininas, LGBTQ e negras e indígenas.

“Os financiadores devem construir parcerias com organizações de base, reconhecendo sua profunda compreensão do que é necessário para alcançar a justiça climática em suas próprias comunidades”, disse Justine Lucas, diretora executiva da Fundação Clara Lionel.

Até o momento, a Fundação Clara Lionel arrecadou 80 milhões de dólares para financiar mais de 150 outros projetos em mais de 20 países.

Várias outras celebridades lançaram iniciativas destinadas a combater o aquecimento global. O ator Leonardo DiCaprio criou sua fundação em 1998 para lidar com questões como as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade em todo o mundo.

Em 2006, Matt Damon criou a H20 Africa Foundation, uma organização para aumentar a conscientização sobre iniciativas de água potável na África.,que mais tarde se fundiu com a Water Partners para fundar a Water.org.

Até o príncipe William está chamando a atenção para a crise climática. Ele lançou o Prêmio Earthshot em 2020, que premia empresas que trabalham para combater as mudanças climáticas e promover esforços de conservação.

Fonte: ANDA

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL França quer introduzir ecocídio na constituição

Os cidadãos franceses encarregados de fazer propostas em favor do clima votaram a favor da organização de um plebiscito para introduzir a luta contra a mudança climática na Constituição francesa e criar o delito de ecocídio (sobre-exploração de recursos não-renováveis)

ANDA

A Convenção do Cidadão pelo Clima (CCC), encarregada de propor medidas destinadas a reduzir em 40% das emissões de gases de efeito estufa, adotou pela maioria pedir em plebiscito à introdução no prefácio e artigo 1 da constituição as noções de proteção do meio ambiente, a biodiversidade e a “luta contra a desordem climática”. Entre as propostas, também pensam em criar o delito de ecocídio.

Os participantes, escolhidos por sorteio, rejeitaram a mudança. A ideia de utilizar o plebiscito para interrogar os franceses sobre outras medidas específicas, o que parece contrariar ao presidente Emmanuel Macron, que mostrou esta semana que deseja organizar na medida do possível uma consulta sobre diferentes assuntos.

A CCC rejeitou assim a ideia de submeter o plebiscito 10 series de medidas sobre assuntos que vão desde a renovação térmica obrigatória aos edifícios à limitação da publicidade ou medidas para reduzir o espaço dos veículos.

“Constituição, ecocídio, ok para um plebiscito. Para o resto, o poder que assuma suas responsabilidades”, disse um dos participantes, antecipando resumidamente os argumentos pela maioria dos participantes.

Macron havia decidido organizar este exercício de democracia participativa inédita na França à raiz da crise dos “coletes amarelos”, activada precisamente pela introdução de uma taxa de carbono aos combustíveis. O dia 29 de Junho foi a previsão de receber os participantes para dar a eles as “primeiras respostas”.

A CCC não voltou a introduzir imposto aos combustíveis, mas propôs outras 150 medidas. Uma das mais polémicas é a redução do tempo de trabalho a 28 horas por semana, que foi descartada com 65% dos votos.

Uma medida que sem dúvida dividirá a opinião pública é a redução da velocidade na auto-estrada de 130 a 110 km/h, que recebeu 60% dos votos. A proposta irritou as associações de automobilistas, que ainda não havia se recomposto da redução de 90 a 80 km/h nas estradas nacionais.

Fonte: ANDA