Coimbra Gatos bebés largados em saco à beira da estrada

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Quatro gatos bebés foram encontrados, este sábado, dentro de um saco, à beira da estrada, em Condeixa-a-Nova. Só dois sobreviveram, porque uma mulher que passava de carro se apercebeu da sua presença. Os outros, presume-se, foram atropelados.

Fontes ligadas à associação Agir pelos Animais, que partilhou o caso no Facebook, admitem que os animais possam ter sido atirados de um automóvel. Estavam no interior de um saco de plástico preto, numa zona de mato, junto à estrada que liga Condeixa-a-Nova e Taveiro, em Coimbra.

Uma popular que passou de automóvel viu um gato, parou, recolheu-o e levou-o a uma clínica veterinária, parceira da Agir pelos Animais.

Segundo contou ao JN Márcia Cardoso, que ficou como família de acolhimento dos animais, a popular estava “muito impressionada” por ter visto o saco “cheio de sangue” e pediu para voltar ao local, mas desta vez acompanhada. Quando regressaram, encontraram outro gato vivo mas os restantes estavam mortos.

Os gatos resgatados, que são macho e fêmea, têm pelo menos dez dias e estão a abrir os olhos.

O primeiro recolhido vai ser adotado por quem o encontrou e o segundo vai ficar disponível para adoção no Pet&Tea, o “cat café”, na Baixa de Coimbra, onde Márcia é relações públicas.

A maioria dos animais com que os clientes do Pet&Tea confraternizam pode ser adotada, no âmbito de parcerias com a Agir e outras associações, além do gatil municipal.

Fonte: JN

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Abandono “Sou um cão, embora tratado como objeto”: animal sofre com o abandono em Portugal

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“Os dias passam todos iguais, neste mundo que escolheram para mim, solitário e grotesco. Nada de bom existe, a não ser a esperança de em um dia poder brincar e correr num imenso campo verde, onde eu possa esticar minhas pernas e dar grandes saltos. Neste lugar em que me encontro desde sempre, os dias são extremamente quentes, pois a temperatura chega a 40 graus e à tarde, o sol é causticante, porque não há ventos que possam arrefecer o clima e minimizar o inferno em que estou neste pequeno quintal”.

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Se pudesse falar, essas seriam as palavras desse pobre cão que vive em situação de extremo maltratado e abandono. Ele está em Souselas, vila integrante de Coimbra, em Portugal. O caso já foi denunciado às autoridades competentes, mas até o momento nada foi feito. Precisará que esse olhos que suplicam pela compaixão humana se fechem para que alguma providência seja tomada?

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Quem puder ajudar de alguma forma, entre em contato com a Evely através do tel (WhatsApp): 351- 910498850.

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Fonte: ANDA

Gata estrangulada com fio de pesca e pendurada num pau motiva queixa-crime

Associação de defesa dos animais de Coimbra diz que a queixa vai ser feita “contra conhecidos”.

A associação de defesa dos animais Gatos Urbanos vai apresentar uma queixa-crime “contra conhecidos, com identificação do suspeito e das testemunhas” pela morte de uma gata em Coimbra que foi encontrada estrangulada com um fio de pesca na passada quinta-feira. A gata, de nome Camila, tinha dez anos.

Na sua página no Facebook, a associação com sede em Coimbra diz que o crime foi cometido “contra um animal frágil, pacífico e indefeso” e “está a merecer a condenação geral por parte dos cidadãos”, que lhes têm feito “chegar mensagens de indignação e repulsa”.

“Quando moradores viram o macabro cenário, deram o alerta e foram tentar socorrer o animal. Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas inúteis, pois o animal estava já cadáver”, relata a Gatos Urbanos, recordando o sucedido

“O Grupo Gatos Urbanos prestou apoio à dona do animal vítima do cruel e cobarde acto e está a fazer as diligências necessárias para que a participação já feita à PSP — na 1.ª Esquadra de Coimbra — seja seguida das devidas investigação, acusação e condenação”, relata a Gatos Urbanos.

A associação diz ainda que não se pode permitir que a cidade de Coimbra “seja manchada” por “actos de revoltante crueldade como o de estrangular um animal e o exibir pendurado num pau”.

“Uma gata adulta, frágil e muito dócil foi estrangulada com fio de nylon com um laço de correr — tipo fio de pesca — e deixada pendurada pelo pescoço, suportada por um pau erguido (onde estava atado o fio), exibindo o seu corpo enforcado em local visível. O crime aconteceu e Coimbra, na rua da Casa Branca. Quando moradores viram o macabro cenário, deram o alerta e foram tentar socorrer o animal. Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas inúteis, pois o animal estava já cadáver”, relata a Gatos Urbanos, recordando o sucedido.

O grupo de defesa dos animais promete “apoiar integralmente a dona desta malograda gatinha, que teve este fim de vida tão trágico”, na “busca por justiça e condenação do indivíduo que cometeu tal crueldade gratuita e inusitada”.

Fonte: Publico

Fim da Garraiada na Queima das fitas de Coimbra

Mensagem sugerida pelo Movimento Queima das Farpas:
 
A única tradição de que a Universidade deve orgulhar-se e pela qual deve lutar acerrimamente, é a do seu papel como baluarte do conhecimento e da ética.
É por isso que deve questionar regularmente as suas práticas e os seus valores para que estes sejam sempre consentâneos com o papel de charneira que a sociedade lhe imputa.
Pelo seu percurso histórico, a Universidade de Coimbra tem neste campo uma responsabilidade acrescida e não pode, assim, continuar a permitir-se promover actividades que violam o princípio básico de não provocar sofrimento desnecessário.
Devemos contribuir para a difusão de valores como a ética, a solidariedade, a excelência académica, não precisamos nem devemos vitimizar animais em garraiadas e actividades similares para celebrarmos os nossos sucessos.
Por estes motivos manifesto a minha total solidariedade com o movimento Queima das Farpas e apelo a que não seja incluída na maravilhosa festa estudantil que é a Queima das Fitas uma actividade anacrónica e cruel como a garraiada.
Com os melhores cumprimentos e elevada consideração,
(Nome)

ANA CLÁUDIA BORDALO, QUEIMA DAS FARPAS: «80% DOS ESTUDANTES DE COIMBRA NÃO SE REVÊEM NA GARRAIADA»

«É de estudantes com esta elevação moral, cultural e social que a Academia de Coimbra precisa. E ao que se vê, 80% dos estudantes não se revêem na barbárie, que também é a garraiada, além da tourada.

Bem-haja Ana Cláudia Bordalo, por ser um exemplo de jovem que vive a modernidade de que Portugal tanto precisa) (I.A.F.)

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09/04/2015

Há 86 anos que a Queima das Fitas de Coimbra organiza uma garraiada no Coliseu da Figueira da Foz, mas há cada vez mais vozes – dentro e fora da academia – que combatem esta “tradição bárbara em pleno século XXI”, nas palavras de Ana Cláudia Bordalo, uma das organizadoras do movimento Queima das Farpas.

Há umas semanas, a Queima das Farpas lançou uma petição para abolir a garraiada e todos os espectáculos com touros da Queima das Fitas de Coimbra, uma acção que lhe garantiu um invulgar palco mediático nacional e que colocou a organização da festa académica entre a espada e a parede. O Green Savers falou com Ana Cláudia Bordalo sobre o movimento, a petição e os espectáculos tauromáquicos, em geral.

Como surgiu a ideia para esta iniciativa e quem a desenvolveu?

A ideia de abolir a tauromaquia é antiga e transversal na sociedade portuguesa. O seu patrocínio pela Universidade – uma instituição que deve representar novos modelos de pensamento – é absolutamente anacrónico, porquanto a única razão apresentada para que se constitua como excepção à lei que protege os animais de serem maltratados é a tradição. Ora o facto de se fazer algo há muito tempo é inaceitável como justificação para se continuar a realizar uma actividade repugnante em termos éticos. A pergunta deveria ser antes: porque ainda não foi abolida esta tradição bárbara em pleno século XXI?

A tradição da garraiada existe, na Queima das Fitas de Coimbra, desde 1929. Na vossa opinião, que hipótese terá a vossa iniciativa de ser levada em conta pelas organizações responsáveis pela queima?

Que quem ganha a sua vida a maltratar animais para fins de entretenimento, se empenhe em assegurar a sua actividade, é compreensível. O que não podemos compreender é que os estudantes do ensino superior se recusem a questionar a legitimidade das actividades que promovem. Entendemos que é difícil exercermos pensamento crítico sobre práticas consideradas comuns na sociedade em que vivemos, mas não é impossível. Acreditamos que, trazendo este debate à comunidade estudantil, a abolição é inevitável.

Ponderam pedir aos estudantes para boicotar o evento ou preparar alguma acção específica para o dia da garraiada?

De acordo com uma sondagem levada a cabo, 80% dos estudantes da Universidade de Coimbra não se revê na garraiada, ou seja, de todas as actividades que fazem parte do programa da Queima das Fitas, a garraiada é, de longe, que reúne menos vontades. Pensamos que é só uma questão desses 80%* fazerem valer as suas razões e deixarem de ser a “maioria silenciosa”.

Acredita que se o tema for discutido a nível nacional – e com o apoio de entidades pró-animal nacionais – ele poderá mais facilmente chegar aos organizadores da Queima das Fitas?
Achamos que é tempo de iniciar o debate a todos os níveis. No entanto, o ensino superior é um mundo autónomo e deve servir de charneira, definir o espírito dos tempos, e não o contrário.

Muitas destas iniciativas, para serem bem-sucedidas, têm de ter consistência temporal. Se não conseguirem acabar com a garraiada este ano, voltarão “à carga” nos próximos?

O nosso movimento só acabará com a abolição de espectáculos de massacre de animais no contexto das festas académicas.

O que poderia substituir a garraiada no mapa de eventos da Queima das Fitas?

Não nos compete a nós apresentar alternativas, pois o objectivo é acabar com o que consideramos inaceitável. No entanto, estaremos abertos a contribuir para a criação de um qualquer outro evento, se todos entendermos que beneficiará a nossa festa.

Coimbra já tinha estado nas notícias, por razões menos abonatórias, devido ao envio de carrinhos de supermercado para o Mondego, depois do desfile da Latada. Por que razão a mais reputada universidade portuguesa continua com tradições tão insustentáveis?

A irreverência estudantil deve manifestar-se de formas menos lesivas.

Qual o seu passado enquanto estudante, idade e a sua ligação a associações ou entidades pró-animais?

Sou estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tenho 25 anos. A minha única ligação é ao Grupo Ecológico, secção cultural da Associação Académica de Coimbra, do qual sou sócia e através do qual tento fazer algum trabalho de sensibilização na área dos direitos dos animais.

Que outras pessoas fazem parte deste movimento?

Este movimento engloba pessoas de toda a comunidade, não apenas do meio académico/estudantil, é um movimento de vontades de diferentes pessoas que não se revêem neste tipo de práticas completamente desenquadradas daquele que é hoje o nosso conhecimento em relação aos animais.

*(Dados da pesquisa Culturas Juvenis e Participação Cívica: diferença, indiferença e novos desafios democráticos, coordenada por Elísio Estanque e Rui Bebiano e realizada no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2006. Projecto financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia/ Ministério da Ciência e do Ensino Superior, no POCTI/SOC/45489/2002)

Fonte: http://greensavers.sapo.pt/2015/04/09/ana-claudia-bordalo-queima-das-farpas-80-dos-estudantes-de-coimbra-nao-se-reveem-na-garraiada/

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/ana-claudia-bordalo-queima-das-farpas-526415

EMBORA COIMBRA TENHA MAIS ENCANTO SEM SANGUE NA DESPEDIDA, A ABOMINÁVEL GARRAIADA MANTER-SE-Á NA QUEIMA DAS FITAS EM 2015

A selvajaria tauromáquica é a “arte” dos imbecis, a “tradição” dos broncos e a “identidade cultural” dos incultos, não se ajustando, de modo algum, a uma prática de estudantes que frequentam o Ensino Superior.

O secretário-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas e o Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra já nasceram velhos, por isso vivem com os pés fincados no passado.

Que pode esperar o nosso País de tanto atraso mental?

Coimbra precisa de livrar-se urgentemente desta praga, para poder viver plenamente e civilizadamente a modernidade.

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Fotografia © Arquivo / Bruno Pires

Ler esta sinistra notícia, que não dignifica a academia coimbrã, aqui:

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4479159&fb_action_ids=1026836590663766&fb_action_types=og.comments

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A “Estrela de Ferro” é atribuída a todos os municípios, empresas, associações, organismos e estabelecimentos de ensino que apoiam a selvajaria tauromáquica

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/embora-coimbra-tenha-mais-encanto-sem-523751

Petição pela abolição da garraiada e de todos os espectáculos com touros da Queima das Fitas de Coimbra

Atendendo a que:

1. a tauromaquia é uma aberração legislativa, uma vez que a lei portuguesa proíbe expressamente maltratar animais para fins recreativos, exceptuando os espectáculos tauromáquicos por se constituírem como tradição;

2. a universidade deveria ser o baluarte no questionamento de tradições e convenções, propondo caminhos alternativos aos que se conhecem e trilham, promovendo uma cultura de valores como a justiça, a solidariedade, o respeito e o civismo; não uma cultura que ritualiza e glorifica exercícios de domínio, de subjugação e de violência;

3. na sociedade actual o bullying é a forma mais comum e encapotada de violência, contaminando transversalmente as suas estruturas;

4. cerca de 80%* dos estudantes universitários não concordam com a existência da garraiada no contexto das festas académicas;

5. as verbas utilizadas na organização da garraiada poderiam ser canalizadas para actividades mais consensuais, como actividades culturais, desportivas, dinamização dos núcleos e secções da Associação Académica de Coimbra bem como o apoio à saudável integração de todos os estudantes na vida académica;

Entendemos que chegou a altura da Comissão Organizadora da Queima das Fitas deixar de promover essa actividade obsoleta.

Que seja Coimbra, a primeira capital nacional da cultura, em 2003, também a primeira a abolir práticas que obscurecem a aura de uma cidade com nove séculos de história e uma Universidade que se orgulha de ser das mais antigas e prestigiadas da Europa.

Nesse sentido, apelamos à Comissão Organizadora da Queima das Fitas que erradique os espectáculos tauromáquicos do programa da Queima das Fitas de Coimbra.

Coimbra tem mais encanto sem sangue na despedida.

Queima das Farpas, Coimbra, 20 de Março de 2015

* dados da pesquisa Culturas Juvenis e Participação Cívica: diferença, indiferença e novos desafios democráticos, coordenada por Elísio Estanque e Rui Bebiano e realizada no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2006. Projecto financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia/ Ministério da Ciência e do Ensino Superior, no POCTI/SOC/45489/2002

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