ANIMAIS Países decidem controlar comércio de girafas para garantir sobrevivência da espécie

A população mundial de girafas caiu entre 36% e 40% nos últimos 30 anos. ONU aponta o dedo ao comércio excessivo e à perda de uma parte do habitat natural.


Várias espécies de tartarugas, lagartos e lagartixas também foram adicionadas à lista das proibições pela CITES

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES, na sigla inglesa) decidiu que o comércio de girafas tem de ser controlado para evitar excessos que coloquem em causa a sobrevivência da espécie.

A decisão foi tomada na 18.ª reunião da CITES, que terminou esta quarta-feira em Genebra, na Suíça, e na sequência de uma redução da população mundial de girafas entre 36% a 40% nos últimos 30 anos.

“O objectivo é evitar uma utilização incompatível com a sua sobrevivência”, adianta o ONU News, órgão de informação das Nações Unidas, no seu ‘site’, apontando o comércio excessivo e a perda de uma parte do habitat entre as pressões que esta espécie tem enfrentado nas últimas décadas.

Pelas mesmas razões, a CITES proibiu igualmente o comércio de todas as espécies de lontras de garras lisas e pequenas garras da Ásia. Várias espécies de tartarugas, lagartos e lagartixas também foram adicionadas à lista das proibições pela CITES, devido ao crescente comércio de animais exóticos para serem vendidos como animais de estimação.

Na reunião que terminou esta quarta-feira, os países criaram uma força-tarefa para actuar no domínio dos animais felinos, a fim de se melhorar a fiscalização, combater o comércio ilegal destes animais e promover a colaboração na conservação de tigres, leões, chitas, onças e leopardos.

Em relação aos elefantes, na terça-feira, a CITES tinha tomado a decisão de proibir a venda da espécie africana para fora do seu habitat natural. Esta prática será permitida apenas em “circunstâncias excepcionais” e apenas para reservas, não incluindo zoos ou parques de lazer.

Além disso, foram alteradas regras comerciais para dezenas de espécies selvagens ameaçadas pelo comércio ligado à exploração, pesca ou caça excessiva. Entre essas espécies, estão peixes e plantas com valor comercial, mamíferos, anfíbios e répteis vendidos. No total, foram consideradas 56 propostas abrangendo 36 mil espécies, refere o ONU News.

Assim, também foram acrescentadas à lista da CITES mais 18 espécies de tubarões, cuja venda passa a ficar sujeita a quotas comerciais.

Na reunião da CITES foi ainda destacado o comércio de árvores de madeira tropical, outro mercado de espécies selvagens de alto valor comercial. Por isso, a CITES determinou que é preciso obter licenças de comércio para madeira prensada e outras formas de comercialização de todas as espécies de cedro da América Latina.

Neste contexto, também foram revistas as regras sobre o comércio de roseiras e espécies de plantas relacionadas.

Fonte: OBSERVADOR

 

Diário 183 países querem controlar o comércio de girafas, tubarões e cedrelas


Elefantes, lontras, girafas, tigres e tubarões são algumas das espécies cujo comércio internacional é restringido

O reforço da protecção de elefantes, girafas, lontras, tubarões e cedrelas, entre 30 mil espécies da fauna e da flora ameaçadas globalmente, será definido até quarta-feira, em Genebra. Representantes de 183 países da convenção CITES têm de decidir se querem ou não restringir o seu comércio para ajudar a salvá-los da extinção

Faltam menos de dois dias para o mundo se comprometer com o reforço da protecção de pouco mais de meia centena de espécies de animais e plantas que integram a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES).

A 18ª convenção começou no sábado passado, em Genebra, e termina na quarta-feira. Sobre a mesa estão 107 documentos e 56 propostas que envolvem o comércio de espécies como o elefante africano, a girafa, a lontra-asiática, o tubarão-mako, a raia-guitarra, o tigre, ou a árvore brasileira Cedrela fissilis, mais conhecida como cedro-rosa. Algumas delas contam já com aprovações quase garantidas, mas precisam da ratificação do plenário.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. Pode usar a app do Expresso – iOS e Android – para descarregar as edições para leitura offline)

Fonte: Expresso

CITES impõe limites a captura de elefantes para zoos

A Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Selvagens Ameaçadas (CITES, na sigla original em inglês) adoptou hoje limites estritos à captura de elefantes selvagens para fornecer zoológicos.

CITES impõe limites a captura de elefantes para zoos

O texto da nova resolução do organismo das Nações Unidas foi adoptado, depois de alterações introduzidas pela União Europeia (EU), com 87 votos a favor, 29 contra e 25 abstenções durante uma sessão plenária da reunião da CITES que decorre em Genebra até quarta-feira e deu de imediato origem a diferendos entre os defensores das restrições e países que são contra, como o Zimbabué, que obtêm receitas significativas com aquela actividade.

A resolução proíbe a exportação de elefantes selvagens para fora de África e limita a sua captura e comércio a situações em que são destinados a programas de conservação na própria região onde são capturados ou para relocalização em áreas seguras onde possam continuar a viver como animais selvagens.

De acordo com organizações de conservação da vida selvagem presentes na reunião e citadas por agências internacionais, as alterações introduzidas pela UE moldaram a linguagem do documento no sentido de alcançar um compromisso entre a proibição da exportação de elefantes selvagens para fora de África e a introdução de excepções como a possibilidade de circulação entre países europeus de animais que já se encontrem em território da UE.

As organizações de defesa dos animais presentes em Genebra consideraram a resolução “um marco importante” na protecção da vida selvagem, apesar de considerarem que o texto aprovado deveria determinar a proibição completa do comércio de elefantes selvagens.

Segundo a agência Associated Press, antes da aprovação da resolução muitas celebridades, como a atriz Judy Dench ou a primatologista Jane Goodall, subscreveram uma carta endereçada ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerando que seria “obsceno” se a UE não tomasse posição para acabar com o comércio de elefantes.

Contra as restrições decididas hoje, manifestou-se o porta-voz da Autoridade dos Parques e Vida Selvagem do Zimbabué, Tinashe Farawo, que considerou que a resolução priva países como o Zimbabué, Botsuana e Namíbia de um recurso valioso.

“O Governo (do Zimbabué) tem canalizado muito dinheiro para a conservação da vida selvagem sem ter retorno desse investimento. Os nosso animais são uma oportunidade para a economia, devemos ter o direito de vender os nossos elefantes”, afirmou Tinashe Farawo.

“Não podemos continuar a ser limitados e a ouvir outros dizerem o que devemos fazer com os nossos recursos. Não podemos continuar a permitir que países poderosos e organizações não-governamentais ditem as normas quando os elefantes são nossos”, adiantou o porta-voz, referindo também que o Zimbabué e outros países do sul de África irão reunir-se para consultas sobre posições a adotar na sequência da resolução da CITES.

Criada há mais de 40 anos, a CITES estabelece as regras do comércio internacional de mais de 35 mil espécies de fauna e de flora selvagens, através de um mecanismo que permite impor sanções aos países que não respeitem as regras.

Esta reunião acontece após a publicação, em maio, de um relatório da ONU que indicava um risco imediato de extinção para um milhão de espécies.

Fonte: SAPO24

Notícias Vitória para tubarões e raias em conferência internacional de protecção às espécies

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção | Foto: AFP/Sayllou
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção

Uma proposta para fortalecer as protecções dos tubarões-mako, caçados por sua carne e barbatanas, foi adoptada no último domingo (25 de Agosto) por 102 países-membros na Cúpula Mundial de Comércio de Vida Selvagem da CITES, em Genebra, na Suíça.

Os tubarões-mako, conhecidos como as espécies de tubarões mais velozes do oceano, praticamente desapareceram do Mediterrâneo e o seu número declinou muito nos oceanos Atlântico, Pacífico Norte e Índico.

O México apresentou uma proposta para listar os tubarões-mako no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), o que significa que eles não podem ser comercializados a menos que se prove que sua pesca não ameaçará suas chances de sobrevivência.

Peixe seco e barbatana de tubarão à venda em uma loja de Hong Kong | Foto: Anthony Wallace
Peixe seco e barbatana de tubarão à venda em uma loja de Hong Kong

Os tubarões-mako costumam ser alvo por causa de suas barbatanas – usadas na sopa de barbatana de tubarão -, um prato “de status” nos países asiáticos, especialmente na China, onde é frequentemente servida em casamentos.

“A pesca é a principal ameaça enfrentada pelos tubarões”, disse um delegado da União Europeia, que apoiou a proposta.

“Precisamos de medidas muito mais fortes” do que as iniciativas nacionais para evitar a extinção da espécie, disse ele durante um acalorado debate.

Os países que se opõem à medida, como o Japão e a China, argumentam que não há dados científicos suficientes para mostrar que os tubarões-mako estão declinando como resultado de seu comércio. Quarenta nações votaram contra a medida.

Delegados de mais de 180 países que se reuniram em Genebra por 12 dias também votaram pela inclusão de um total de 18 espécies de raias e tubarões no Anexo II.

“Há um verdadeiro impulso global para salvar essas espécies. Agora há esperança para essas 18 espécies de tubarões e raias”, disse Megan O’Toole, do Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW).

“Agora há esperança para essas espécies”, acrescentou Luke Warwick, da Wildlife Conservation Society.

A votação ainda deve ser finalizada na sessão plenária ao final, quando todas as propostas de mudança de apêndice aprovadas em comité forem adoptadas oficialmente.
A CITES pode impor sanções a países que não aderem às suas regras.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em Março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção.

Fonte: ANDA