Ativismo Grupos sem unem pelo fim de rodeios no Brasil

rodeio 1

Pela primeira vez na historia do ativismo brasileiro, grupos de proteção e conscientização da causa animal, como Coletivo Anti Especista VOZES EM LUTO, Vegan Brazil e 269life Brasil, juntam forças se unindo a vários outros órgãos de proteção ao meio ambiente para fazer com que sejam ouvidas as vozes dos sem voz, e seja através de petições já lançadas como de ações programadas para o ano de 2016

Na terça-feira (01) a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, a proposta que concede status de manifestação da cultura nacional ao rodeio e à vaquejada, competições com animais praticadas principalmente no interior do Brasil, causando a revolta de vários internautas que mostraram sua indignação através de postagens nas redes sociais.

A conscientização sobre o tema vem crescendo de forma gigantesca mundo afora e muitos municípios já aboliram essa pratica que causa tanto sofrimento aos seres sencientes usados e abusados física e psiquicamente nos rodeios. Já foi mais do que provado e comprovado pela ciência que os animais possuem uma estrutura orgânica sensível e uma complexa configuração morfofuncional do sistema nervoso. Assim, os sinais fisiológicos e comportamentais exibidos pelos animais nos treinamentos e provas de rodeios são coerentes com a vivência de dor e sofrimento. Infelizmente a exploração de animais para o entretenimento é ainda rodeado por controvérsias e justificativas que apelam para um suposto direito que o ser humano possui para explorar os seres de outras espécies

Divulgação

Mesmo tendo o Estado de São Paulo editado a Lei Estadual n° 11.977/05, que institui o Código de Proteção aos Animais do Estado, dispondo expressamente em seu artigo 22 que “são vedadas provas de rodeio e espetáculos similares que envolvam o uso de instrumentos que visem induzir o animal à realização de atividade ou comportamento que não se produziria naturalmente sem o emprego de artifícios, alguns defensores de rodeios insistem em dizer que tais instrumentos não causariam dor, mas apenas “cócegas” ou, quando muito, “incômodo” na tentativa desesperada de continuar lucrando e alto com o sofrimento dos que não tem voz.

Mesmo que houvesse uma possibilidade de “mero incomodo” (não é o caso) essa hipótese deveria ser afastada pelo principio da precaução tal princípio impõe que, em caso de incerteza científica, não se pratique a atividade danosa. Cuida-se de princípio in dúbio pro natura.

“A menos que fôssemos capazes de diagnosticar algum tipo de inclinação masoquista nestes animais, jamais poderíamos dizer que eles ‘gostam’ de estar em constante estresse, sofrerem mutilações, maus-tratos e até mesmo serem mortos.” – Alex Peguinelli, graduado em direito e participante de uma investigação do grupo V.I.D.A. (Veículo de Intervenção dos Direitos Animais) nos rodeios de Assis e Tarumã, em São Paulo.

De acordo com Julia Maria Matera, “A utilização de sedém, peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais, em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além de dor física, esse estímulos causam também sofrimento mental aos animais, uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua integridade”

Divulgação

“A identidade de organização morfo-funcional existente entre o sistema nervoso do homem e dos animais é altamente sugestiva de que os animais vivenciem sofrimento físico e mental, quando submetidos aos procedimentos do chamado rodeio completo” – Irvênia Luiza de Santis Prada

(Sobre calf roping):“O laço que atinge o pescoço do animal o faz estancar abruptamente, sendo tracionado para trás, em sentido contrário ao que corria. Ele então é erguido do solo até a altura da cintura do peão, que o atira violentamente ao chão, sendo três de suas patas amarradas juntas”.

(Sobre team roping): “Um peão laça a cabeça de um garrote enquanto outro laça suas pernas traseiras; em seguida, os peões o esticam entre si, resultando em sérios danos à coluna vertebral e lesões orgânicas, já que o animal é tracionado em sentidos opostos”.

(Sobre bulldogging)“O peão desmonta de seu cavalo em pleno galope, atirando-se sobre a cabeça do animal em movimento, devendo derrubá-lo ao chão, agarrando-o pelos chifres e torcendo violentamente seu pescoço. Ocorre assim, deslocamento de vértebras, rupturas musculares e diversas lesões advindas do impacto”.

Divulgação

No que se diz respeito a manifestações culturais brasileiras rodeios por seres importados de culturas estadunidenses não podem ser levados em conta, até os nomes das provas são em língua inglesa.

Nem mesmo vaquejadas podem ser consideradas patrimônios culturais pois não faz parte do cotidiano do homem do campo brasileiro a realização de montarias voltadas, única e exclusivamente, a conferir o desempenho de um humano em se manter sobre animal que se contorce e pula de dor ao ter um sedém contraindo a virilha e esporas cravadas na região do pescoço, e nem a prática de laçadas de bezerros de poucos dias de vida fazem parte da cultura do homem do campo brasileiro, Alias isso não seria necessário nem se fosse pra curar doenças, fazer curativos ou aplicar vacinas pois bois e vacas são animais extremamente dóceis, tanto que são tratados por muitos autores como gigantes gentis, imagine então o quão doce não é um bezerrinho.

Imagine então o tradicional homem do campo brasileiro chamando uma atividade de época de “team roping” onde ele laçará o animal que será “esticado” podendo vir a óbito, imagine um sertanejo fazendo isso na roça, colocando em risco a incolumidade física e a vida do animal, e por favor tente imaginar um “porquê” para o tradicional homem do campo brasileiro fazer isso. Tampouco faz parte do cotidiano do homem do campo derrubar o animal no chão e se jogar em cima dele apenas para imobilizá-lo.

Divulgação

“Os argumentos históricos devem ser levados em conta para compreensão da história de nosso povo e não para determinar uma conduta futura. Assim fosse e estaríamos a defender golpes de Estado e guerrilhas, situações já registradas por nossa história”. (TJSP, Agravo de Instrumento n. 77.320-5/7, Rel. Des. Lineu Peinado).

A abolição da pratica de crueldade com os animais de rodeio não afetaria de forma nenhuma a movimentação da atividade econômica das regiões em questão e nem o meio se sustento das pessoas principalmente porque “festas de peão” envolvem, além dos rodeios, inúmeras outras atividades: shows musicais, feiras agroindustriais e comerciais, parques de diversões, “barracas de prendas”, exposições de animais e casas noturnas, dentre outras. De tais atividades citadas, avultam em importância, no que diz respeito à captação de público, os shows musicais. As referidas festas, pois, podem plenamente se manter – com igual público – ainda que haja exclusão da “atração” rodeio. Em diversos Municípios há já a realização de festas congêneres sem rodeios e sem que isso tenha implicado em redução de público e prejuízos econômicos.

E, para se observar o quão frágil é o “argumento econômico” em defesa do rodeio como captador de público para a festa, basta verificar que, no próprio material oficial de divulgação dos eventos todo o destaque fica, em regra, por conta dos shows musicais, merecendo as “provas”, especificamente, nada mais que mera referência em letras bem pequenas.

Divulgação

“Queremos deixar bem claro que nossa luta é pela abolição da escravidão animal e pela vida digna dos mesmos, não somos contra festas populares” – C.V. Ativista dos direitos animais

“Demonstrado que pela Constituição Federal foram vedadas práticas que impliquem em crueldade contra animais, bem como que imposto ao Estado o dever de proteção a tais animais, não sendo dado a este (Estado) autorizar, ainda que por lei, práticas cruéis contra animais. Assim, inevitável reconhecer que inconstitucionais as Leis Federais e a Lei Estadual apontadas, “autorizadoras” da atividade do rodeio.”

“E, se inconstitucionais, são como que inexistentes, não produzindo qualquer efeito, quanto mais o de autorizar a prática de rodeios:

“Um ato ou uma lei inconstitucional é um ato ou uma lei inexistente; uma lei inconstitucional é lei aparente, pois que, de fato ou na realidade, não o é. O ato ou lei inconstitucional nenhum efeito produz, pois que inexiste de direito ou é para o Direito como se nunca houvesse existido” Cf. Francisco Campos, Direito Constitucional, v. I/430, apud José Afonso da Silva, Direito Constitucional Positivo, São Paulo, Malheiros, 2009, p. 55.”

Assine a petição conjunta dos grupos ativistas aqui.

Fonte: ANDA

(ツ) Mais uma vitória para todos nós, que lutamos contra a tauromaquia, vinda de Espanha! Valldemossa 21º municipio antitaurino en Baleares

Aprobada la moción para declarar el municipio antitaurino, Valldemossa se convierte en el 21º municipio antitaurino de la isla. AnimaNaturalis

Valldemossa 21º municipio antitaurino en Baleares

En el pleno celebrado el lunes 7 de septiembre , se aprobó la moción para declarar el municipio de Valldemossa como antitaurino. La moción fue presentada por el grupo político La Valldemossa que Volem ( LVQV)  y fue aprobada por 8 votos a favor y 3 abstenciones. Votaron a favor La Valldemossa que Volem (3), PP (2), y GIV (3). Las abstenciones (3) fueron por parte de regidores del GIV. Cabe destacar las votaciones a favor del Partido Popular que al igual que en Deià votaron en positivo.

La campaña Mallorca Sense Sang hace historia en la isla sumando ya 21 municipios antitaurinos en apenas un año  y más de 135.000 firmas pidiendo el fin de la tortura.

”Mallorca sigue avanzando hacia la abolición de las corridas de toros en toda la isla.Tras conseguir que Palma se declare antitaurina, han sido varios los contactos con diferentes consistorios para aumentar  la lista de municipios antitaurinos en Mallorca. Estamos convencidos que en pocas semanas más de la mitad de municipios mallorquines serán antitaurinos. Valldemossa se suma a los 20 municipios que anteriormente ya han pedido al Parlament que se ponga fin a la tauromaquia en Baleares.   Este es un paso más en nuestro objetivo para que Mallorca  se declare antitaurina en su totalidad. Estamos seguros que las pocas corridas de toros que se han llevado a cabo  este año en Mallorca, serán las últimas en tierras mallorquinas”, declara Guillermo Amengual, coordinador de la campaña Mallorca Sense Sang.

Primeros contactos con el Parlament para abolir las corridas de toros en Baleares

El portavoz de la campaña Mallorca Sense Sang anuncia que se han iniciado los primeros contactos con los diferentes grupos parlamentarios del Govern para iniciar los trámites para la abolición de la tauromaquia en todas sus formas en todas las Baleares. “Estamos satisfechos con estas primeras tomas de contacto con los diferentes grupos parlamentarios y estamos convencidos que la tauromaquia tiene las horas contados en Baleares”, declara Amengual.

La campaña Mallorca Sense Sang, formada por AnimaNaturalis y CAS International, nace en 2014 con el objetivo de prohibir las corridas de toros en la isla. Ya cuenta con más de 135.000 firmas a favor de la abolición de la tauromaquia en Mallorca, y ahora 21 municipios declarados como antitaurinos.

Uno de los objetivos de esta campaña es la declaración de municipios ‘antitaurinos’.Palma, Son Servera,Mancor de la Vall, Ariany,  Deià, Sant Joan, Campanet,  Manacor, Santa Margalida, Lloseta, Porreres, Algaida, Capdepera, Santa María del Camí, Sencelles y Artà han votado recientemente para declararse antitaurinos, uniéndose así a Costixt que lo hizo en 2006 mientras que Esporles y Puigpunyent en 2009. Consell en 2011.

Fonte: ANIMANATURALIS

( ͡° ͜ʖ ͡°) Decisão histórica Animais poderão ser considerados vítimas do ponto de vista jurídico nos EUA

Foto: Flickr/EmmyMik

A Suprema Corte do Estado do Oregon, EUA, aprovou, mês passado, uma lei que é um marco sem precedentes na jurisprudência daquele Estado e que irá mudar de forma positiva o tratamento dispensado aos animais, concedendo-lhes um novo enfoque legal. Essa importante decisão irá proporcionar direitos básicos aos animais, protegendo-os, uma vez que agora cada animal será considerado como “vítima” em caso de abuso.

A resolução foi tomada a partir de um caso em que um homem foi condenado pelo crime de deixar 20 animais, entre cavalos e cabras, morrer de inanição em sua propriedade. O juiz aplicou a pena de negligência animal em segundo grau para cada indivíduo em separado, contando cada animal morto como vítima.

A distinção feita pelo juiz pode parecer óbvia, mas não era legalmente aceita à época em que Arnold Nix, o réu, foi condenado, pela primeira vez, em 2009. Durante esse processo, Nix argumentou que a lei definia animais como propriedade de seus tutores e que, portanto, a palavra “vítima” não se aplicava a eles, mas a partir da audiência desse mês o termo “vítima” já pode ser formalmente usado.

“Reconhecer que animais são vítimas de crimes é senso comum para nós”, disse Lora Dunn, advogada e membro do Animal Legal Defense Fund (ALDF) em Portland, e cuja missão é atuar no âmbito jurídico em defesa dos direitos animais. “A resolução poderia, também, aumentar o tempo de prisão dos condenados por cometer crimes contra animais no Estado.”

Essa não é a primeira vez que o assunto é abordado do ponto de vista legal, como bem demonstra um texto da Universidade Estadual de Michigan:

“Não é novidade o fato de que a legislação permite que outras entidades, além dos humanos, possam ser consideradas vítimas de crime, como por exemplo, empresas, corporações, associações de bairro e órgãos governamentais. Incluir proteção jurídica para animais, para que possam ser considerados vítimas de criminalidade é a evolução natural das leis.”

Defensores de animais sempre buscaram elaborar e aperfeiçoar leis de proteção que fossem cada vez mais abrangentes. Recentemente, uma organização chamada Nonhuman Rights Project tem travado uma luta para que um chimpanzé seja considerado “personalidade jurídica”. Em uma publicação para o site The Dodo, o grupo diz:

“Tradicionalmente, a Senhora Justiça é retratada usando uma venda nos olhos e segurando uma balança na mão. O significado do símbolo é o de que a justiça deve ser cega, imparcial e distribuída para todos igualmente, sem distinguir a classe a que pertencem as pessoas que estão diante dela. No entanto, a justiça, de forma irônica, é também cega em outro sentido: cega para todos os seres vivos, com exceção dos humanos. Até hoje, os animais não humanos permanecem invisíveis para o sistema jurídico.”

Fonte: ANDA

Dentista acusado de matar leão no Zimbábue já foi condenado por caça ilegal nos EUA

Paula French

Uma ONG do Zimbábue afirma que Cecil foi alvejado por arco e flecha e depois, por tiros.

 

Dois homens acusados de participar da caçada e da morte de Cecil, o leão mais famoso do Zimbábue, compareceram a um tribunal do país africano nesta quarta-feira, onde responderão por caça ilegal.

O caçador profissional Theo Bronkhorst e o fazendeiro Honest Ndlovuum podem pegar até 15 anos de prisão no Zimbábue caso sejam condenados.

O dentista norte-americano, Walter Palmer, também acusado de estar envolvido na morte de Cecil, poderá responder pelo mesmo crime.

Leia mais: Dentista americano é acusado de matar leão mais famoso do Zimbábue

Apesar de declarar ‘desconhecimento’ sobre a área de caça ilegal, o dentista já respondeu por crimes similares nos Estados Unidos.

Em 2006, ele foi condenado a pagar uma multa de US$ 3 mil após ter matado um urso-negro no Estado de Wisconsin.

Palmer havia caçado o animal fora de uma região autorizada e chegou a alegar que tinha matado o urso em outra região.

Outros registros no Conselho de Odontologia de Minnesota dão conta de que Palmer já foi acusado de assédio sexual no passado. Sua recepcionista alegou que ele fez ‘comentários indecentes’ para ela em 2006. O dentista não admitiu o crime, mas concordou em pagar a ela mais de US$ 127 mil.

Walter Palmer também tinha um histórico de caça a grandes animais e costumava publicar fotos deles mortos no Facebook, exibindo-os como troféus. Em uma delas, ele posa ao lado de um colega com um leão morto após um dia de caça.

Caso

Segundo ambientalistas do Zimbábue, o dentista pagou US$ 50 mil (cerca de R$ 170 mil) para matar o leão mais famoso do país.

De acordo com a Força de Preservação do Zimbábue (ZCTF, na sigla em inglês), Palmer alvejou o animal com flechas lançadas por uma besta e um rifle.

Leia mais: Quem matou o leão símbolo do Zimbábue?

Em declaração divulgada na terça, Palmer admitiu participação na caçada, mas disse que pensava que tudo estava legalizado.

O leão, chamado Cecil, foi depois degolado e teve a pele arrancada, segundo a ZCTF.

Palmer afirma ter pensado que “tudo estava legal e devidamente gerenciado” e disse que confiou na experiência de guias profissionais para “garantir uma caça legal”.

“Eu não tinha ideia até o final da caçada que o leão que abati era conhecido e estimado localmente e que usava um colar como parte de um estudo”, afirma.

“Eu me arrependo profundamente que minha busca por uma atividade que amo e pratico de forma responsável e legal tenha resultado no abate desse leão.”

Reação furiosa

O consultório de Palmer estava fechado na terça-feira, e um aviso na porta direcionava os visitantes a uma empresa de relações públicas, segundo a imprensa local. A página do dentista no Facebook foi apagada após ser alvo de comentários raivosos, e o site do consultório também saiu do ar.

Ainda assim, outras páginas surgiram nas redes sociais para condenar a atitude do dentista. Um grupo público no Facebook com mais de 500 membros foi criado com o nome “Walter Palmer deveria ser processado” e tem comentários de pessoas indignadas com o ocorrido.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150729_cecil_leao_zimbabue_dentista_rm

 

Unchainmee: esta campanha quer abolir os animais dos circos

Campanha realizada por Teresa Ramos e protagonizada por actores portugueses mostra em 12 filmes histórias de animais explorados no circo e posteriormente resgatados. Cidadãos pedem lei que regule sector

 

Lucky passou quase toda a vida a ser treinada. Tinha dois espectáculos por dia. Não era feliz, mas não sabia que era uma escrava porque não conhecia outro mundo. Ficou cega pelas luzes fortes dos palcos. Will não sabe como foi apanhado. O chicote e o fogo eram uma constante. Quando não estava a trabalhar era encarcerado numa cela onde mal se mexia. Kira não teve escolha. Dava lucro e era forçada a trabalhar. Até quando lhe batiam achava que tinha feito alguma coisa mal. Lucky, Will e Kira são animais — um elefante, um leão e uma cadela. Mas esta narrativa podia bem ser sobre humanos. É essa “raiz do problema” que a realizadora Teresa Ramos quis abarcar nos 12 filmes da campanha pela abolição de animais no circo Unchainmee: “É errado. Ponto. Independentemente do sujeito, a tortura, a exploração e a diversão à conta de outro, são erradas.”

São os direitos — sejam humanos ou animais — a grande causa de Teresa Ramos. No currículo da realizadora tanto se encontram momentos de parceria com associações de defesa dos animais, como a Animal, como se descobrem materiais feitos para a Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA). Mas foi por estar atenta à realidade animal que se apercebeu de uma lacuna na protecção deles: “Foi aprovada a lei que criminaliza os maus tratos a animais de companhia. Mas ficaram de fora as touradas e os animais de circo. As luta contra as touradas tem sido grande, mas parecia-me que os animais de circo estavam algo esquecidos”, disse ao P3.

A campanha Unchainmee é uma resposta a isso. Em 12 curtos filmes, são contadas histórias verídicas de animais, selvagens e de companhia, que depois de uma vida de exploração e maus-tratos no circo foram libertados. Os textos foram escritos pela própria realizadora, com base em notícias e artigos online, e interpretados pelos actores Rita Blanco, Adriano Luz, Maria João Luís, João Lagarto, Carla Bolito, Filipe Duarte, Ana Brandão, Ruben Alves, Mitó Mendes, Marcello Urgeghe, Manuela Couto e Diogo Amaral.

Cada um dos 12 actores interpreta um animal explorado num circo e já resgatado entretanto — e alguns casos tiveram como inspiração vídeos de resgate do circo ou da vida pós-circo. Como Will, um leão que pisou a relva pela primeira vez depois de 13 anos de encarceramento, Pepe, um macaco resgatado que descobre a felicidade quando encontra a macaca Valery, ou Shirley, que depois de 23 anos encontra e reconhece imediatamente a ex-companheira de circo Jenny (vê aqui e aqui).

“O que defendemos é a abolição da utilização de animais nos circos. Fazem-se regulamentos e reformas, mas elas não servem os direitos dos animas. Enquanto houver animais nos circos isto continua errado”, defende a criadora desta campanha que conta o apoio da Fundação José Saramago, autor que sempre defendeu os direitos dos animais. A realizadora e os actores ressalvam ser “admiradores do circo enquanto arte e espectáculo com humanos”, mas consideram “inaceitável que animais de tantas espécies continuem a ser encarcerados e forçados a actuar nos circos”.

O nono vídeo foi divulgado esta terça-feira, dia 21, e o próximo estará disponível já no dia 23, quinta-feira. Na próxima semana serão revelados os dois restantes, interpretados por Marcello Urgeghe e Rita Blanco. Para já, a campanha está confinada ao online, com uma aposta na divulgação a partir das redes sociais (Facebook, Twitter, Google+), mas há parcerias a serem fechadas para divulgação noutras plataformas.

Além disso, a realizadora tem já acertada a gravação dos mesmos 12 depoimentos em Espanha, em França e nos Estados Unidos da América, com actores locais. E a possibilidade de o fazer no Brasil, apesar de ser um país onde a utilização de animais no circo já está proibida por lei: “Continua a fazer sentido, porque esta é uma defesa e um conceito global, pelo qual nos devemos juntar uns pelos outros.”

Os animais encarcerados nos circos apresentam uma série de comportamentos “muito bem documentados por médicos veterinários e biólogos especializados em etologia” — como movimentos repetitivos, as estereotipias e a coprofragia, por exemplo — que “demonstram bem a vida de escravidão a que são forçados”, lê-se no texto de apresentação da campanha.

Em Portugal, a lei proíbe apenas a reprodução de espécies selvagens. O que, mesmo assim, não é cumprido, acusa o grupo de cidadãos que se associou a esta campanha: “Na altura do Natal (época mais forte dos circos), continua a ser comum ver os circos apresentarem leões e tigres bebés, para oportunidades fotográficas com espectadores, quando isso é ilegal.” Na ausência de uma lei específica, a regulamentação da utilização fica a cargo das câmaras municipais. “Tem havido avanços e câmaras como Évora e Funchal recentemente proibiram os animais nos circos. Mas o que queremos é que exista uma lei.”

Fonte: p3.publico

***

8a30a15eb40870d874dd9f27199b46da

 

BASTA de tortura de animais!!!!!

Caros companheiros/as de luta,

Somos um grupo de cidadãos preocupados com a existência da Praça de Touros na cidade de Albufeira, com a existência de touradas no nosso país, com a existência de touradas no Mundo.
Temos estado a batalhar, organizando protestos junto a esta Praça.
Não sei se sabem, mas a Praça de Touros de Albufeira é a Praça de Touros onde se fazem mais touradas no país!!!!!!
Precisamos da voz de todos os defensores dos animais para acabarmos com esta tortura de touros e de cavalos, pois eles não têm voz. Por isso contamos com a vossa presença nos nossos próximos 2 protestos autorizados e protegidos pela GNR (autoridade policial)  esta 4ª feira dia 16/07 e na 6ª feira dia 22/08 (a tourada de  dia 22/08 será transmitida em directo pela a RTP 1, pelo que temos que estar mais unidos que nunca!).
Em ambos os protestos o ponto de encontro é às 20:00, junto á rotunda da Corcovada,próximo da Praça de Touros, em Albufeira.
Tragam cartazes, faixas, apitos. Se pertencerem a alguma Associação ou Colectivo tragam faixas, T shirts, etc., que identifiquem a vossa associação.
Queremos fazer muito barulho.
Temos que dar voz aos pobres touros e cavalos  e gritar bem alto BASTA de tortura de animais!!!!!
Podem seguir-nos na nossa página do FACEBOOK “Cidade de Albufeira  Anti-tourada“:
Cá vos esperamos dia 16 de julho e dia 22 de Agosto 🙂
Yesssssssssssss !!!!!!!!!!!!!  Juntos vamos acabar com as touradas !