DESESPERO Leão desnutrido se autoflagela por causa do sofrimento em zoo

Um leão desnutrido e explorado por um zoológico mastigou o próprio rabo após ficar preso em um poço água congelado

Os turistas que visitaram o Taiyuan Zoo, na província chinesa de Shanxi, durante o Ano Novo chinês observaram o leão ferido, que estava extremamente desnutrido.

O animal era mantido em uma jaula juntamente com uma leoa, que parecia igualmente desnutrida. Os visitantes acusaram o zoológico de abusos e maus-tratos e exigiram saber o motivo de o leão não ter metade do rabo.

De acordo com o Mirror, o porta-voz do zoo disse que o animal adormeceu com o rabo dentro de um poço. Segundo ele, a água congelou e o rabo sofreu danos nos tecidos e sangrou. Ele acrescentou que o leão mordeu o rabo.

O funcionário alegou que o leão recebeu medicamentos. Porém, o estabelecimento não se manifestou sobre as acusações de que os dois leões são privados de alimento. Os usuários do serviço de microblogue semelhante ao Twitter Sina Weibo descreveram os leões como deprimidos enquanto caminhavam repetidamente em torno de seu recinto estreito.

Fonte: ANDA

Anúncios

CONTEÚDO ANDA China fecha todas as lojas e fábricas que comercializam produtos feitos com marfim

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/ma-e1490884256564.png

Em um grande passo para seu compromisso de proibir o comércio de marfim, a China fechará 67 fábricas de esculturas e lojas de varejo em todo o país na sexta-feira (31), informou a organização WildAid.

A primeira fase de fechamentos irá impactar cerca de um terço de todas as lojas oficiais e fábricas, de acordo com documentos divulgados pela Administração Florestal do Estado da China.

No final de 2016, a China anunciou planos para acabar com todas as vendas internas de marfim até o final deste ano. O país é atualmente o maior mercado mundial de produtos feitos com marfim de elefantes. Embora o comércio internacional seja proibido, até 30 mil elefantes são mortos anualmente por suas presas.

“Esses fechamentos provam que a China está comprometida em acabar com o comércio de marfim e ajudar o elefante africano”, disse Peter Knights, CEO da WildAid.

“O preço do marfim teve queda de dois terços frente aos números anteriores, por isso, hoje é um investimento muito ruim. Esperamos mais quedas à medida que o fechamento total se aproxima no final do ano”, completou.

Um novo relatório publicado pela Save the Elephants descobriu que o preço de atacado das presas de marfim na China tinha caído para US$ 730 por quilograma, abaixo de US$ 2.100 em 2014.

De acordo com a investigação, alguns pontos de varejo já fecharam devido à diminuição no ritmo de vendas. “As campanhas de conscientização pública expuseram muitos potenciais compradores ao impacto que a compra de marfim tem sobre os elefantes africanos”, declarou a organização em um comunicado para a imprensa.

Atualmente, existem 34 fábricas oficiais de marfim, localizadas em toda a China. Doze delas estão programadas para fechar nesta semana. Além disso, 45 das 130 lojas de varejo licenciadas pelo governo para comercializar marfim encerrarão suas vendas até esta sexta-feira.

“Os efeitos positivos da proibição já estão ocorrendo. As apreensões de marfim que entraram na China caíram 80% em 2016 e 67 elefantes foram caçados no Quênia em relação a 390 três anos antes”, disse Knights.

Enquanto isso, Hong Kong e o Reino Unido ainda não aprovaram a proibição do comércio de marfim e o mercado japonês permanece aberto. A WildAid insta os legisladores a endossar o plano do governo de fechar o mercado de marfim de Hong Kong e pede ao Japão que se junte à comunidade global para acabar com este terrível comércio.

Fonte: ANDA