Número recorde Centenas de lontras estão adoecendo e morrendo no Alasca

Foto: Divulgação

Tem havido uma cena triste e deprimente na região da baía Kachemak, no Alasca. Apesar dos funcionários de vida selvagem costumarem ver lontras doentes e mortas, eles nunca viram tantas delas e nestas condições, como agora. Diferente de outras no passado, essas lontras pareciam surpreendentemente saudáveis. As informações são da Care2.

200 lontras doentes ou mortas em apenas alguns meses

Conforme relatado pela KBBI, o que quer que esteja afetando as lontras está  atingindo-as de maneira rápida e dura. O vice-gerente do Refúgio de Vida Selvagem Marinha Nacional do Alasca, Marc Webber, descreve essas lontras doentes como estando em “condições deploráveis” e algumas delas mostrando “uma série de sintomas neurológicos”.

Os funcionários de vida selvagem sabem que a questão é generalizada. Essas lontras estão aparecendo por toda a região. Eles também sabem que a frequência não é normal – um número alarmante de 200 lontras doentes ou mortas em poucos meses. Esse padrão foi realmente ruim nos meses de agosto e setembro. Enquanto eles estavam acostumados a ver poucas carcaças de lontras por ano, eles agora estão sendo chamados para investigar mais de 20 animais doentes a cada semana.

Em um e-mail trocado com Andrea Medeiros, relações públicas do Serviço de Vida Selvagem do Alasca, ele disse que: “A maioria das lontras examinadas até então parece ter sucumbido a complicações (por exemplo, endocardite valvular, septicemia, encefalite) associadas a infecções de bactéria Streptococcus”. Embora contaminações de Streptococcus não sejam um fato novo – tem sido uma das maiores causas identificadas de mortandade em lontras encalhadas na baía desde 2002 – o aumento dos encalhes poderia ser atribuído a dois principais fatores:

1. Esta doença está se mostrando endêmica à população

2. Um rápido aumento na população de lontras associado ao esforço proativo da comunidade em reportar os encalhes

Outras ameaças às lontras

Esse golpe à população de lontras do Alasca é apenas mais um motivo a causar preocupação. Apesar das lontras serem consideradas seguras globalmente, a porção da população no sudoeste do Alasca está ameaçada. De acordo com o Departamento de Pesca do Alasca, “no sudoeste, as lontras marinhas têm experienciado um declínio acentuado de sua população nos últimos 20 anos”, enquanto as populações do sudeste e centro-sul se estabilizaram ou aumentaram.

As lontras têm uma história única no Alasca. Elas se recuperaram do comércio de peles no início do século XVIII, que quase levou ao seu extermínio. Atualmente, elas enfrentam outras ameaças. Além das doenças epidêmicas, as lontras continuam a sofrer pela caça, interações com pescadores – quando ficam presas em redes – e derramamentos de óleo no mar. Segundo a reportagem, ainda, as mudanças biológicas, geográficas e até mesmo psicológicas sofridas pelas lontras são uma resposta às próprias alterações ambientais do globo.

Fonte: ANDA

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