Caribe ONU declara que devemos agir rápido para proteger animais de espécies ameaçadas

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O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Erik Solheim, pediu nesta sexta-feira para agirmos “mais rápido e melhor” para proteger a os animais e a biodiversidade do planeta.

O objetivo da Conferência das Partes do Convênio sobre Diversidade Biológica (COP13) que começou nesta sexta em Cancún, no Caribe mexicano, é “proteger a Mãe Terra e prevenir a destruição das espécies como elefantes, tigres, orangotangos, jaguares e águias”.

“Temos que nos levantar e protegê-los”, afirmou o norueguês em entrevista à Agência Efe no marco da reunião de alto nível na qual participam mais de 120 titulares do Meio Ambiente e das pastas agrícola, florestal, pesqueira e turística.

Solheim reconheceu que há grandes avanços na criação de áreas naturais protegidas no planeta, mas destacou a necessidade de acelerar a marcha e melhorar as ações. “É um apelo para a economia global porque os ecossistemas e a natureza são a base de todas as atividades econômicas”, afirmou.

Em nível de conservação, avaliou que um dos principais desafios está nos recifes de coral, “um dos ecossistemas mais importantes da natureza”, que sentiu o impacto direto da poluição, e se reflete em fenômenos como o branqueamento.

“Temos um imenso desafio no recife de coral, talvez porque são menos visíveis e estão debaixo da água não tinha sido dada a importância que têm, mas é um ecossistema muito afetado”.

O titular do Pnuma destacou que o mundo está em dívida com as comunidades indígenas em matéria de conservação de espécies animais e vegetais.

“Eles protegeram plantas e animais dos quais nos beneficiamos agora; por exemplo o abacate, o tomate, o milho, todas estas plantas desenvolvidas pelos povos indígenas do México”.

“Os povos indígenas mantiveram os ecossistemas, o caminho agora é proteger a vida e a situação que vivem, ao mesmo tempo ajudá-los a conseguir um desenvolvimento econômico rápido; o turismo é um dos setores que pode se beneficiar da melhor maneira a ambos”, especificou.

Sob o lema “Integrando a Biodiversidade ao bem-estar”, mais de uma centena de ministros analisarão até este sábado como integrar a diversidade biológica em suas atividades e alinhar suas políticas, programas e planos com as da área de meio ambiente.

Fonte: ANDA

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