🐶 Cães compreendem entoação e vocabulário humano, diz estudo

Ao ouvir os humanos falar, os cães conseguem não só compreender a entoação utilizada, como também percebem as palavras usadas. O estudo publicado ontem na revista Science afirma que, à semelhança das pessoas, os cães usam o hemisfério esquerdo do cérebro para processar palavras, e a parte direita para descodificar a entoação.

“O cérebro humano, para além de analisar separadamente o que dizemos e como dizemos, relaciona os dois tipos de informação para chegar a um resultado unificado. A nossa descoberta sugere que os cães também conseguem fazer isso, utilizando mecanismo cerebrais bastante semelhantes”, afirmou o autor do estudo, Attila Andics, da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, Hungria.

Segundo Andics, quando em ambiente rico em palavras, como aquele em que vivem os cães em nossas casas, a representação das palavras acontece no cérebro destes animais, mesmo que depois não sejam capazes de falar.

A etologista Márta Gácsi, também autora do estudo, analisou os cães através de ressonância magnética funcional, medindo a actividade cerebral dos animais enquanto ouviam os donos falar, dizendo variadas palavras e com diversas entoações. Os donos tinham sindo previamente instruídos a dar elogios aos animais, ora com um tom de entusiasmo ora com um tom neutro.

As reacções demonstram que os cães activaram uma área do hemisfério direito do cérebro para diferenciar a entoação da aprovação e reprovação. Esta região é a mesma usada pelos cães para processar sons ligados à emoção, provenientes tanto da fala humana como de outros cães. Também o centro de recompensas – a área do cérebro que responde aos estímulos ligados ao prazer – era activada pelas palavras de aprovação dos donos.

“Isso mostra que, para os cães, uma boa palavra de aprovação pode funcionar como uma recompensa. Mas funciona melhor se a palavra também for dita com uma entonação de aprovação. Os cães não processam apenas o que dizemos e como dizemos, eles entendem o que estamos a dizer.”

Para os autores, o estudo é um importante dado na descoberta de como os cães interpretam o discurso humano e um primeiro passo para tornar a comunicação entre cães e humanos mais eficiente.

Fonte: Greensavers

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Conteúdo ANDA Orcas são afetadas pela velocidade dos navios, diz estudo

Baleias-assassinas

Os cientistas descobriram que a velocidade dos navios que operam perto de orcas ameaçadas de extinção é o fator mais influente na quantidade de ruído dos barcos que atinge as baleias.

A frota de observação de baleias aumentou de menos de 20 barcos comerciais na década de 1980 para cerca de 80 barcos que servem cerca de 500.000 pessoas por ano. No passado, a NOAA Fisheries (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) identificou o tráfego e ruído de navios como uma das três principais ameaças à recuperação da população ameaçada de orcas residentes, que agora conta com cerca de 80 animais. Agora, os pesquisadores descobriram uma maneira de possivelmente reduzir esse ruído.

Os pesquisadores coletaram dados sobre a distância até a baleia de cada navio na área para ver como eles contribuíam para a exposição ao ruído. Eles também compararam as características dos barcos na área com sons gravados por hidrofones para ver quais fatores mais influenciaram o ruído que atinge as baleias. No final, os pesquisadores descobriram que tem a ver em grande parte com a velocidade.

“Definitivamente parece que a velocidade é o indicador mais importante da experiência de níveis de ruído”, disse Juliana Houghton, principal autora do novo estudo, em um comunicado à imprensa. Limitar a velocidade da embarcação nas proximidades das orcas poderia reduzir a exposição ao ruído para a população. No entanto, o ruído não é o único fator que determina como navios próximos afetam as baleias, o que significa que a limitação do tráfego de navios pode ser importante para ajudar a recuperação da espécie.

Fonte: ANDA