Caça e extinção Lei que impede o comércio de marfim dos elefantes pode mudar o foco dos caçadores para os hipopótamos

Muitos países tornaram ilegal o comércio das presas de elefante, na esperança de proteger a espécie. A transacção do marfim acontece há centenas de anos e é responsável pela ameaça de extinção de vários animais, inclusive os elefantes, segundo o World Animal News.

Marfim de elefante
O comércio do marfim é feito sem a noção do impacto que isso gera nos animais

A proibição do comércio de marfim é uma das maiores lutas mundiais, e felizmente se tornou lei no Reino Unido. The Ivory Act, a lei defendida pelo secretário britânico do meio ambiente, Michael Gove, entrará em vigor ainda este ano.

Infelizmente, há uma lacuna nessa lei, que ainda permite o comércio do marfim de hipopótamo.

Apesar de cada vez mais países lutarem contra a caça cruel dos elefantes, a demanda por produtos de marfim ainda é alta. Isso significa que, se a remoção das presas de elefante não for mais permitida, o foco será redireccionado para outros animais, incluindo os hipopótamos.

Atualmente existem cerca de 400 mil elefantes na natureza, e a população de hipopótamos é ainda menor: em torno de 130 mil. Estima-se que a proibição do marfim de elefante no Reino Unido aumentará, e muito, o assassinato de hipopótamos.

Hipopótamo com a boca aberta, mostrando as presas
O marfim de hipopótamo pode se tornar o novo alvo

O marfim de hipopótamo, material que forma os dentes do animal, se assemelha ao marfim de elefante e está sendo importado para o Reino Unido na forma de instrumentos e ornamentos – o que ainda é considerado legal.

Esse tipo de brecha na lei é um grave erro. Ao invés de proteger os animais dos assassinatos, apenas muda o foco dos caçadores para outra presa – que também corre risco grave de extinção. Para acabar com a destruição da vida selvagem em busca do marfim, a legislação deveria incluir todos os animais ameaçados pela caça.

O site Care2 fez uma petição pedindo para que os legisladores do Reino Unido protejam os hipopótamos, fechando a lacuna na lei. Você pode assinar também clicando aqui.

Fonte: ANDA

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