CONTEÚDO ANDA Caça de elefantes e girafas financia ação de grupos militares africanos

A República Democrática do Congo (RDC) é um dos países mais pobres do mundo, onde um número sem precedentes de animais é vítima de caçadores

Um novo relatório da TRAFFIC, a rede global de monitoramento do comércio de animais selvagens, documenta os maiores problemas enfrentados pela vida selvagem da RDC. Entre eles estão os caçadores locais, os pastores e o grupo militar e cristão Exército de Resistência do Senhor.

Infelizmente, isso não impediu a crueldade de Joseph Kony, líder do Exército de Resistência do Senhor, que visa “limpar” a população e instalar uma teocracia.

O grupo tem usado estratégias avançadas para caçar elefantes, como, por exemplo, atirar nos animais de helicópteros. Eles transportam e comercializam marfim para comprar armas. Diversos outros grupos militarizados perseguem os animais para também lucrar com o tráfico.

De acordo com a Newsweek, outra ameaça observada no relatório são os pastores de animais que também caçam, pois o comércio de partes dos corpos de animais selvagens é muitas vezes mais lucrativo do que o pastoreio.

Há também os caçadores africanos, que matam animais legalmente protegidos por uma série de razões. Alguns fazem isso sob o pretexto de proteger suas plantações ou pela carne.

Surpreendentemente, algumas pessoas até matam girafas raras apenas para arrancar seus rabos, que são vendidos para serem utilizados para dotes. O problema ficou tão sério que, em 2016, a National Geographic informou que apenas 40 de 350 restavam no Garamba National Park.

No entanto, Liz Williamson, bióloga que participou do relatório da TRAFFIC, observou que a população girafa teve um pequeno aumento. Desde então, houve sete nascimentos de girafa e não ocorreram assassinatos recentes. Williamson atribui isso ao fato de que muitas delas têm usado coleiras de rastreamento.

Fonte: ANDA

 

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