BUSCA POR ABRIGO Colônia de pinguins desconhecida é descoberta pela NASA via satélite

O reconhecimento foi feito por cientistas que identificaram uma mancha cor de rosa na Península Antártica como sendo o rastro das fezes dos pinguins.

A NASA descobriu numa investigação sobre o continente da Antártica uma colônia de aproximadamente 1,5 milhão de pinguins-de-adélia. A descoberta foi devido a uma mancha rosa identificada via satélite por cientistas como rastros das fezes dessas aves. Os cientistas estão tentando analisar as alterações na dieta dos pinguins como uma consequência das mudanças climáticas.

Um pinguim-de-adélia andando na neve, virado para a direita Ele está com as asas levantadas para trás e uma de suas patas está levantada para dar o próximo passo.
Colônia de pinguins-de-adélia é descoberta pela NASA.

Essa tal mancha rosa, conhecida como guano, origina-se do acúmulo de fezes e cadáveres das aves oceânicas. E os cientistas dizem que pode-se determinar o que os pinguins estão comendo com base na observação do guano.

“O guano pode mudar de branco para rosa e para vermelho-escuro”, disse Heather Lynch, uma professora associada da Universidade de Stony Brook. “O guano branco ocorre quando a dieta é baseada em peixes, e fica rosa e vermelho quando os pinguins se alimentam de krill.”

Numa reunião da União de Geofísica dos Estados Unidos em Washington, pesquisadores revelaram que a super-colônia de pinguins residia na Ilha do Perigo há aproximadamente 2.800 anos. Mas foi somente após a criação de um algoritmo da NASA que permitia identificar o guano nessas áreas que os cientistas se deram conta da existência dessa colônia.

De acordo com Lynch, a surpresa foi em grande parte “porque não esperávamos encontrá-los.” Os pesquisadores dizem que as descobertas podem esclarecer questões sobre a mudança na disponibilidade de presas, entre outras mudanças ambientais na área.

Pesquisadores dos Estados Unidos e da Europa fizeram uma viagem até as ilhas para fazer uma contagem dos pinguins habitantes da ilha. Com a ajuda de um drone, contaram ao todo 750 mil casais, 1,5 milhão de indivíduos.

Agora, a população mundial de pinguins-de-adélia chega aos 4 milhões de pares, uma marca que dobrou nas últimas quatro décadas, apesar da queda substancial de indivíduos na Península Antártica Ocidental — um dos locais que mais sofrem com o aumento global da temperatura.

“Essa novas colônias mudaram totalmente nosso apreço pelas Ilhas do Perigo como um point de pinguins”, declarou Heather Lynch ao The New York Times. Após esta descoberta, os cientistas esperam receber mais apoio em relação a conservação da Antártica.

Fonte: ANDA

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