BOTSUANA Rinocerontes negros podem estar extintos até 2021

Aumento da caça este ano no país, que apresenta uma taxa de um animal morto por mês na já enxuta população de menos de 400 animais, representa um risco real e iminente

Foto: AFP

Nove rinocerontes foram caçados e mortos em Botsuana desde abril, informou o governo do país na quarta-feira (9), uma taxa sem precedentes de um animal por mês que pode levar a extinção da espécie africana até 2021.

Os milhares de rinocerontes que antes percorriam a África e a Ásia foram mortos por caçadores ou vítimas da habitat. Muito poucos são encontrados fora dos parques e reservas nacionais, onde permanecem ameaçados.

Botsuana abriga pouco menos de 400 rinocerontes, de acordo com a Rhino Conservation Botswana, a maioria dos quais percorre as planícies gramadas do norte do Delta do Okavango.

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Uma declaração do Ministério do Meio Ambiente do país afirma que dois rinocerontes foram mortos em cinco dias por caçadores na região do rio Okavango só no final do mês passado, aumentando o número total de animais mortos para nove desde abril.

“Perdemos cerca de um rinoceronte por mês devido à caça”, disse Mmadi Reuben, coordenadora de rinocerontes do departamento de vida selvagem de Botsuana, no comunicado.

“Se a caça continuar nesse ritmo, não haverá rinocerontes em Botsuana em um ano ou dois, especialmente o rinoceronte negro”.

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Enquanto os rinocerontes brancos do sul foram resgatados da extinção, os rinocerontes negros ainda são considerados criticamente ameaçados, com apenas cerca de 4.200 deles vivendo em estado selvagem.

Menos de 20 vivem em Botsuana, que também abriga a maior população de elefantes do continente.

Botsuana tem uma abordagem de tolerância zero à caça e já trabalhou com uma política de “atirar para matar” contra os caçadores.

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“As forças anti-caça agora colocam a proteção dos rinocerontes e a localização dessas quadrilhas como sua maior prioridade”, disse o comunicado, acrescentando que dois caçadores foram mortos em operações recentes.

Mas a caça está aumentando na região, impulsionada pela demanda por chifres de rinoceronte nos países asiáticos, e as autoridades estão sobrecarregadas.

“O delta do rio Okavango é uma área muito grande, com um terreno difícil e pantanoso, que esses caçadores estão usando a seu favor”, disse o ministério.

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Vendido por até 55 mil euros (cerca de 248 mil reais) por quilo no mercado paralelo, o chifre de rinoceronte é usado na medicina tradicional ou como símbolo de riqueza e sucesso.

A África do Sul vizinha do Botsuana perdeu mais de 7.100 rinocerontes na última década, incluindo 769 animais em 2018.

A Namíbia também registou incidentes recentes de caça de rinocerontes, casos de caçadores que deixam o animal sangrando até a morte depois que seu chifre é cortado.

Fonte: ANDA

Notícias Botsuana se prepara para retomar a caça aos elefantes

O governo vai leiloar licenças para permissão de atirar em 158 elefantes, disse Kitso Mokaila, ministro do Meio Ambiente do país

Uma elefanta africana e seu filhote | Foto: REUTERS/Baz Ratner
Uma elefanta africana e seu filhote

Após a suspensão da proibição da caça de elefantes por cinco anos, a nação sul-africana de Botsuana reintroduz a prática no país precificando a morte dos animais com o claro objectivo de lucrar com sua fauna endémica.

O governo leiloará licenças para operadores de caça pelo direito de atirar em 158 elefantes, mas ainda não decidiu o preço mínimo que fixará nas vendas, disse Kitso Mokaila, ministro do Meio Ambiente do país.

Serão vendidas também licenças de caça designadas a estrangeiros pelo valor de 20 mil pula (1.830 dólares) por cada autorização, de acordo com documentos do governo vistos pela Bloomberg. No país vizinho Zimbábue cobra-se 21 mil dólares pelo direito de matar um elefante.

Botsuana tem a maior população de elefantes do mundo, com cerca de 130 mil dos animais circulando livremente em todo o país.

Sob a óptica distorcida de que as vidas dos animais estão à venda e podem ser comercializadas, Dries van Coller, presidente da Associação Profissional de Caçadores da África do Sul disse à Bloomberg: “É um preço muito razoável, as autoridades preferem agir com cautela e ver como as coisas acontecem”.

O presidente Mokgweetsi Masisi colocou os paquidermes no centro da política do país antes das eleições de Outubro, mudando os compromissos assumidos por seu antecessor, Ian Khama, e irritando conservacionistas, dizendo que os elefantes são muito numerosos e ameaçam os moradores. Embora sua posição tenha conquistado amplo apoio rural, activistas dos EUA se manifestaram alertando de que turistas podem ir a outro lugar.

Infelizmente, ao suspender a proibição de caça, Botsuana se alinhou com seus vizinhos. O número de licenças de caça está abaixo do limite de 400 estabelecido e se compara a 500 licenças no Zimbábue e 90 na Namíbia. No SA, caçadores estrangeiros geraram R1.95bn em 2017. Menos de 50 elefantes são mortos no SA anualmente e a Zâmbia colocou à disposição 37 licenças para este ano.

O custo total de uma caça ao elefante normalmente envolve várias centenas de dólares por dia para os caçadores profissionais que acompanham os turistas, bem como taxas de acomodação e taxidermia. As caçadas podem durar de 10 a 18 dias em média. A maioria dos caçadores de troféus no sul na África vem dos EUA.

O presidente descreve a estratégia do pais para os animais como um “começo cauteloso e firme” da liberação da caça e que esteja “alinhado com os interesses económicos no país”.

“As vendas começarão em breve”, acrescentou Masisi .

O turismo, principalmente na forma de safáris fotográficos nas regiões Okavango e Chobe do país, representa um quinto da economia do Botsuana.

Fonte: ANDA

O Governo de Botsuana voltou a permitir a caça de elefantes no país, levantando a suspensão anteriormente imposta, anunciou hoje o Ministério do Meio Ambiente.

Botsuana volta a permitir caça de elefantes no país

A proibição de caça que vigorava até agora foi introduzida no país em 2014, pelo anterior Presidente, Ian Khama, um grande defensor da conservação dos elefantes.

O actual Presidente, Mokgweetsi Masisi, foi eleito em Abril do ano passado e começou a rever a lei que proibia a caça de elefantes cinco meses depois, o que causou atritos com o seu antecessor Khama.

Um comunicado do Ministério do Meio Ambiente, Conservação de Recursos Naturais e Turismo do Botsuana, justifica que com a suspensão da caça “o número e os altos níveis de conflitos entre humanos e elefantes e o consequente impacto sobre os meios de subsistência estava a aumentar”.

O documento acrescenta que a caça passará a ser permitida de acordo com as leis e regulamentos que regem a conservação da vida selvagem, a caça e o licenciamento.

O ministro do Meio Ambiente do Botsuana, Onkokame Kitso Mokaila, anunciou para comprometeu-se a dar mais informações sobre os novos desenvolvimentos na quinta-feira.

O Governo do Botsuana – que apresentou hoje, oficialmente, o levantamento da suspensão – defende que a população rural é a favor desta medida, por se confrontarem regularmente com a destruição de campos agrícolas por manadas de elefantes.

O Botsuana tem a maior população de elefantes da África, estimada em 160.000. O número de elefantes no país quase triplicou nos últimos 30 anos, segundo especialistas.

Fonte: Sapo24

Quase 100 elefantes mortos nas últimas semanas no Botsuana

Pelo menos 90 elefantes foram encontrados mortos nas últimas semanas no Botsuana, denunciou hoje uma organização não-governamental (ONG) que participou, em colaboração com o Governo local, num recenseamento aéreo da população de paquidermes naquele país africano.

Quase 100 elefantes mortos nas últimas semanas no Botsuana

Segundo o relato da ONG Elefantes sem Fronteiras, citado pelas agências internacionais, os animais em questão foram encontrados sem as respetivas presas de marfim, tendo sido vítimas de uma das mais recentes e mortíferas vagas de caça furtiva registadas no continente africano.

Esta descoberta foi feita durante um recenseamento aéreo da população de elefantes conduzida pelo Ministério da Vida Selvagem e dos Parques Nacionais do Botsuana.

“Começámos o nosso recenseamento a 10 de julho e já contabilizamos 90 carcaças de elefantes”, referiu, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), o responsável pela ONG, Mike Chase.

“E encontramos todos os dias mais elefantes mortos”, prosseguiu.

De acordo com Mike Chase, a maioria dos animais foi morta com “balas de grande calibre” perto de pontos de água na reconhecida reserva do Delta do Okavango, no norte do Botsuana.

“Este é o pior episódio de caça furtiva em África de que alguma vez tive conhecimento”, afirmou o defensor da vida selvagem.

O ministro do Turismo, Tshekedi Khama, confirmou igualmente a dimensão desta situação, qualificada como um massacre.

“Sei que o balanço atinge um número de dois dígitos, muito alto para o Botsuana”, afirmou o ministro, também em declarações à AFP.

“Estou muito preocupado, muito preocupado”, reforçou.

Mike Chase apontou que estas mortes estão a acontecer algumas semanas depois da decisão controversa das autoridades de Gaborone de desarmar os guardas florestais especializados no combate à caça furtiva.

País da África Austral, o Botsuana, que faz fronteira com a África do Sul, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué, acolhe a maior população de elegantes em liberdade no continente africano, estimada em 135.000 animais em 2015.

A riqueza da fauna tornou o país um santuário muito popular entre os adeptos de safaris.

Esta área também se transformou num dos grandes polos de desenvolvimento da economia do Botsuana, que até à data tinha uma estratégia de combate contra a caça furtiva considerada como exemplar.

Fonte: SAPO24