Bancada do Bloco solidária com presos políticos em Angola

O arranque da nova sessão parlamentar ficou marcado por uma ação de solidariedade dos deputados do Bloco com Luaty Beirão e os restantes 16 presos políticos em Angola.

Os 19 deputados do Bloco juntaram-se para uma ação de solidariedade com os presos políticos angolanos no primeiro dia do seu mandato.

Os 19 deputados bloquistas vestiram t-shirts com as caras dos 17 ativistas presos em Angola, pedindo “Liberdade Já” para Luaty Beirão e companheiros.

“Decidimos neste dia de tomada de posse na AR lembrar os presos políticos em Angola”, explicou Catarina Martins. “Se a situação de Luaty Beirão nos preocupa, defendemos cada um dos presos políticos em Angola e lembramos que há presos políticos que não são luso-angolanos, são só angolanos, que estão a a ser torturados pela polícia”, acrescentou a porta-voz do Bloco.

“Quem no nosso país calar o que está a acontecer em Angola com estes 17 ativistas pela liberdade é cúmplice do atentado aos direitos humanos e do desfecho que esta situação possa ter. No nosso país ninguém pode ficar calado. O silêncio é cúmplice”, prosseguiu Catarina Martins.

“Quem em Portugal sabe do valor da democracia, quem sabe como se lutou pela liberdade de expressão, não pode, quando toma posse a Assembleia da República que é símbolo maior dessa democracia, ficar calado quando em Angola há 17 presos políticos cujo crime foi estarem a ler um livro”, defendeu a porta-voz bloquista.

“Levamos a liberdade muito a sério. Levamos os direitos humanos muito a sério. E queremos a libertação imediata dos 17 presos políticos em Angola e que muito rapidamente se saiba das condições de todos estes presos, porque sabemos da tortura e da violência a que estão a ser sujeitos”, concluiu.

Em Angola, os advogados dos detidos insistiram junto do Presidente do Tribunal Supremo por ainda não terem recebido resposta ao pedido de habeas corpus entregue há 21 dias. Os requerentes dizer verificar “com perplexidade” que essa garantia consagrada constitucionalmente – e que que em muitos países tem de ser decidida num prazo de oito dias – não teve ainda resposta da justiça angolana.

Fonte: Esquerda.net

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