Simplesmente abominável: 540 animais chacinados em montaria na Azambuja

Isto acontece em Portugal, um país que diz ter leis de Protecção Animal. Mas uns, são mais animais do que outros. E uns, são também mais bárbaros do que outros

O “massacre” da Azambuja envolveu a maior parte dos veados e gamos que viviam na Quinta da Torre Bela e também de uma quantidade considerável de javalis, e tal carnificina está a gerar uma revolta generalizada de autarcas locais, forças partidárias, ambientalistas e defensores dos animais.

Cerca de 540 animais foram mortos por 16 caçadores, durante uma montada, numa iniciativa promovida por uma empresa espanhola, que todos os anos promove esta prática bárbara na Península Ibérica.

Eis a posição do PAN sobre o massacre destes animais:

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Uma imagem que corre nas redes sociais e envergonha Portugal

De acordo com as informações recebidas pelo PAN – Pessoas-Animais-Natureza, foram abatidos 540 animais numa montaria realizada na Quinta da Torre da Bela, em Aveiras de Cima (concelho de Azambuja). No entender do PAN, matar por regozijo e desporto é simplesmente desumano e representa um grave retrocesso civilizacional

O PAN tem defendido uma regulamentação apertada para o sector da caça decorrente dos visíveis impactos negativos para a biodiversidade, protecção e bem-estar animal e ainda que as propostas apresentadas por este Partido não tenham tido acolhimento parlamentar até à data, não deixarão de pugnar por uma legislação mais apertada e justa.

Por outro lado, refere o comunicado, ninguém sabe com exactidão qual é o estado de conservação das populações de espécies classificadas como cinegéticas. Os dados existentes resultam da contabilização dos animais mortos e não do número efectivo. Daí que, no entender do PAN, a realização de censos é fundamental. Foi nesse sentido que apresentaram uma proposta para que o Governo procurasse assegurar a realização de um censo e a monitorização das espécies sujeitas a exploração cinegética, a qual foi, contudo, rejeitada com os votos contra do PSD, PS, CDS-PP e PCP [sempre os mesmos atrasos de vida, uns que se dizem de esquerda, outros que se dizem de direita, unidos para viabilizarem massacres de seres vivos, para divertimento de uns poucos. Não esquecer disto na hora de votar]

Sobre esta questão em concreto, na zona da Azambuja, o PAN já questionou o Governo, através do Ministério do Ambiente e Acção Climática, liderado por João Pedro Matos Fernandes, com vista a apurar o que levou à autorização desta montaria, numa zona de grande sensibilidade ecológica, envolta em polémica, para onde está, inclusivamente, prevista a instalação de uma central fotovoltaica com 775 hectares e cujo Estudo de Impacte Ambiental (EIA) encontra-se ainda em fase de consulta pública até 20 de Janeiro de 2021. Para além disso, o PAN requereu também hoje uma audição ao Ministro do Ambiente com carácter de urgência para esclarecer esta situação.

O que aconteceu na Azambuja é absolutamente repugnante. Os responsáveis por este massacre deviam ser acusados de biocídio.

O PAN promete investigar o caso e exigir responsabilidades sobre o sucedido.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

SENHOR VEREADOR DA CM DE AZAMBUJA, ACHA QUE OS PORTUGUESES SÃO ASSIM TÃO PARVOS?

Eles não têm a noção do ridículo. Não é que tenhamos alguma coisa contra os parvos, até porquê parvos sempre os teremos entre nós, enquanto o mundo não chegar a uma etapa de evolução mais elevada.

Mas somos absolutamente contra a mania dos políticos quererem fazer de nós parvos.

O Município de Azambuja pretende “elevar” a selvajaria que vemos neste vídeo, a património imaterial, obviamente, só se for a património imaterial da mais colossal estupidez, que é uma praga urbana que se desenvolve a partir da classe política e se alastra descontroladamente por todo o País, abrangendo a população menos esclarecida.


Depois ficam muito ofendidos se dizemos que o indivíduo que ficou gravemente ferido, quando tentava puxar o rabo ao Touro, estava mesmo a pedi-las…

E como é que o município de Azambuja justifica a candidatura desta selvajaria?

Justifica-a de um modo inacreditável, apresentando um argumento socialista: a ancestralidade taurina, como se a ancestralidade de uma prática bárbara pudesse pertencer à categoria de argumento válido.

Mas o mais espantoso foi o que o vereador do pelouro da cultura (será mais a pender para a coltura) da Câmara Municipal de Azambuja, António José Matos, do muito monarquista PS (algo deveras inconcebível num partido que se diz socialista) disse em declarações à Lusa: «Foi feito um levantamento intenso e percebeu-se que já vem de há muito a nossa génese no que diz respeito à tauromaquia, no que diz respeito ao adorar o touro, à diversão com o touro, à divindade do touro. Há uma trilogia touro, cavalo e campino que representam muito daquilo que somos».

Pois senhor vereador, não duvidamos que tivessem feito um levantamento intenso, e que tivessem chegado à conclusão de que a vossa génese selvática tem uma certa ancianidade, que remonta aos finais do século XVI, quando o Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, introduziu este costume bárbaro monárquico no nosso País. Quanto ao resto: adorar o Touro (o que dizer se não adorassem!) divertirem-se com o sofrimento atroz do Touro, divindade ao Touro (e adora-se uma divindade atacando-a barbaramente), e trilogia de Touro, Cavalo e carrasco (de Touro e Cavalo), na verdade, isto diz muito do monumental atraso civilizacional, não só de Azambuja, como de todos os municípios alentejanos que, unicamente por interesses económicos e absolutamente nada culturais mantêm esta prática selvática.

Mas o autarca foi ainda mais longe na sua estultícia, como se todos fôssemos muito estúpidos. Disse ele que uma das particularidades do município, relativamente a outros com ligações taurinas, é que os seus habitantes “mesmo que não sejam dos mais aficionados às corridas de touros são em relação à figura do touro“.

Então não são? Eles gostam tanto, mas tanto, dos Touros, que se divertem a torturá-los com toda a brutalidade dos que não têm um pingo de bom senso e sensibilidade civilizacionais.

E o vereador da coltura de Azambuja disse mais: «Ninguém no actual executivo municipal é anti-touradas, o que também facilita a elaboração do processo de candidatura», que será submetido à Direcção-Geral do Património Cultural.

No executivo camarário de Azambuja não existe senso comum? Nem civilidade? Nem bom senso? Logo, o município de Azambuja diz que vai avançar sozinho nesta candidatura (pasmemo-nos) reivindicando particularidades e uma ancestralidade taurina, e que não sendo um concelho taurino de agora, mas de há muito tempo, está na génese dos azambujenses divertirem-se a torturar Touros, em pleno século XXI D.C.

Isto não é de mentes socialistas brilhantes!

Bem podem candidatar-se ao que quiserem, ao prémio Nobel da Estupidez, bem podem até elevar a selvajaria que se vê no vídeo a património, porque essa elevação valerá zero aos olhos do mundo civilizado, contribuirá para o empobrecimento cultural do nosso País, e deixará muito mal na fotografia o Partido Socialista, o governo português e o ancestral povo de Azambuja, os quais não acompanharam o evoluir dos tempos!

Isabel A. Ferreira


Fonte: 

https://www.publico.pt/2018/07/27/local/noticia/camara-quer-candidatar-tauromaquia-a-patrimonio-imaterial-1839345

Fonte: Arco de Almedina

Tourada Azambuja prepara candidatura para tauromaquia passar a património imaterial

Este texto contem uma pérola de hipocrisia..
Este senhor quer fazer das pessoas da Azambuja que não gostam de tauromaquia, estúpidas!


O vereador, António José Matos, espera concluir o processo até ao final do ano. O autarca reconheceu que a sua materialização “não será fácil, mas não impossível”.

Capturar-publico
O município de Azambuja justifica esta candidatura, reivindicando particularidades e uma “ancestralidade taurina”

A Câmara de Azambuja, no distrito de Lisboa, reivindica uma “ancestralidade taurina” e pretende ver a tauromaquia reconhecida como património imaterial, estando a preparar uma candidatura, disse esta sexta-feira fonte da autarquia à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Azambuja, António José Matos (PS), explicou que a autarquia ribatejana espera concluir até ao final do ano o processo de candidatura da tauromaquia a património imaterial. “Foi feito um levantamento intenso e percebeu-se que já vem de há muito a nossa génese no que diz respeito à tauromaquia, no que diz respeito ao adorar o touro, à diversão com o touro, à divindade do touro. Há uma trilogia touro, cavalo e campino que representam muito daquilo que somos”, justificou.

Nesse sentido, o autarca sublinhou que uma das particularidades do município, relativamente a outros com ligações taurinas, é que os seus habitantes “mesmo que não sejam dos mais aficionados às corridas de touros são em relação à figura do touro”. “Não somos fundamentalistas, embora haja um grande sentimento de pertença ao touro”, apontou. António José Matos destacou ainda o facto de “ninguém no actual executivo municipal ser anti-touradas, o que também facilita a elaboração do processo de candidatura”.

Relativamente ao processo de candidatura, que será submetido à Direcção-Geral do Património Cultural, o autarca reconheceu que a sua materialização “não será fácil, mas não impossível”. O município de Azambuja vai avançar sozinho nesta candidatura, reivindicando particularidades e uma “ancestralidade taurina”. “Não somos um concelho taurino de agora, mas de há muito tempo. Está na nossa génese”, atestou.

Fonte: Publico

Nota: O negrito e sublinhado é da minha responsabilidade!

Um morto nas largadas de touros de Azambuja

Que tristeza 😦

Um homem, com cerca de 60 anos, faleceu na madrugada de sábado durante uma das largadas de touros da Feira de Maio, que termina esta segunda-feira, 1 de junho, em Azambuja.

Contactado pela Rede Regional, o presidente da autarquia, Luís Sousa, confirmou a morte que ocorreu quando a vítima sofreu uma forte cabeçada de um dos touros da noite na zona do coração. O impacto provocou um derrame interno na artéria aorta, um ferimento fatal para o sexagenário.

Luís Sousa lamenta esta morte, a que se juntam mais 6 feridos, 2 deles em estado grave, mas recorda que o perigo está sempre subjacente à festa brava e, nesse aspeto, diz este ano os touros têm merecido fortes elogios pela sua bravura.

A Feira de Maio de Azambuja iniciou-se na quinta-feira, dia 28 de maio, e tem sido uma das mais concorridas dos últimos anos. O presidente da autarquia fala mesmo “numa enorme adesão” a todas as iniciativas e acredita que na tarde deste domingo o cenário se vai repetir.

O momento alto deste penúltimo dia de feira (último dia de maio) vai ser a tradicional corrida de toiros à portuguesa na praça Ortigão Costa, marcada para as 17h00.

Fonte: http://www.rederegional.com/index.php/sociedades/12681-um-morto-nas-largadas-de-touros-de-azambuja

Via Marinhenses Anti-Touradas