AVANÇO Cidade do México proíbe aprisionamento de golfinhos em aquários

Depois de banir shows com os animais em 2017, a capital obriga os golfinhários a realocarem em até 6 meses os golfinhos mantidos em cativeiro

Uma ótima notícia foi divulgada na semana passada. A Cidade do México proibiu oficialmente a existência de “golfinhários” (aquários para golfinhos) na capital do país.

Os passos iniciais em rumo a essa decisão foram dados em 2014, quando a capital – e logo em seguida todo o país – aboliu a exploração de animais em apresentações circenses. No ano passado, a proibição do turismo envolvendo performances artísticas e programas para nadar com golfinhos foi outra medida crucial para isso.

De acordo com a ONG PETA, a lei aprovada determina que os “golfinhários” serão obrigados a realocar todos os golfinhos que foram mantidos em cativeiro até então.

Os impactos do enclausuramento em golfinhos

Golfinhos são animais sociáveis. No mar, eles vivem em harmonia uns com os outros, em grupos sociais grandes e complexos. Precisam de amplos espaços para nadar e entrar em contato com outros golfinhos.

Manter animais selvagens em cativeiro, de uma forma geral, traz uma série de consequências, que vão desde problemas psicológicos e podem resultar até mesmo em morte.

Com animais marinhos, não é diferente. Golfinhos explorados em performances aquáticas são mantidos presos nos tanques, longe da família, sendo obrigados a executar movimentos repetitivos, que não possuem qualquer sentido para eles, e a nadar sempre em círculos, sem chegar a lugar algum.

Por essa razão, a maioria deles morre muito antes do que o esperado.


Parece até uma “selfie” entre amigos

Novo caminho sendo traçado

Além do México, outros países têm seguido no mesmo sentido: também na semana passada, Barcelona proibiu a exploração de golfinhos em aquários e exibições, e a República Dominicana aprovou uma lei que torna ilegal o comércio dos animais no país.

A ONG PETA comemora as decisões, e enxerga nelas um caminho sendo traçado nesses países, em que os animais aquáticos deixarão de ser vistos como meros ornamentos. É também uma oportunidade para que os governos ao redor do mundo percebam que o lugar deles, definitivamente, não é presos em tanques e, sim, soltos no oceano.

Fonte: ANDA

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Avanço Revista médica rejeita todos os estudos envolvendo experimentação animal

Capa da edição de setembro. Foto: Reprodução.
Capa da edição de setembro.

Ativistas de direitos animais há muito tempo argumentam que experimentos em animais não são éticos, resultados de estudos em animais não são aplicáveis ​​aos seres humanos e o desenvolvimento de novos métodos de pesquisa sem animais surpreendentes, como órgãos-em-chips, pode substituir o uso de animais. O ponto de vista é apoiado pela Revista Turca de Gastroenterologia (Turkish Journal of Gastroenterology).

No editorial da edição de setembro, “Moving Beyond Animal Models”, o editor-chefe Dr. Hakan Şentürk afirmou:“Desde que me tornei o editor-chefe do Turkish Journal of Gastroenterology, há 18 meses, esta publicação tem aceitado apenas manuscritos de relatórios de pesquisa que não envolvem diretamente o uso de animais. Esta política ainda está em vigor e continuará a ser, porque ela incorpora os elevados padrões científicos e éticos que os pesquisadores esperam de nossa revista.”

Dr. Şentürk explica que “os animais são modelos pobres para fisiopatologia humana” e cita casos em que confiar em estudos com animais têm levado cientistas a enganos e fracassos em pacientes humanos desesperados por novas drogas e tratamentos para acidentes vasculares cerebrais, doenças inflamatórias, HIV, e mais. “A lista continua”, escreve ele.

Ele conclui: “Dadas as limitações dos modelos animais, a publicação de estudos com animais seria enganar a comunidade científica com pequisas fúteis e dar falsa esperança ao público em geral. Isso é antiético. … O Turkish Journal of Gastroenterology é uma revista livre de crueldade, para animais humanos e não-humanos. Acreditamos que esta política promoverá mudanças positivas no atual sistema de pesquisa e facilitará o progresso da medicina.

Outras publicações médicas devem seguir o Turkish Journal of Gastroenterology. As vidas de animais e os avanços da medicina dependem disso.

Fonte: ANDA

Avanço Onda anti-touradas suspende eventos em diversos municípios na Espanha

Foto: Rodrigo García

Os pré-contratos feitos com empresários dos eventos que exploram touros estavam assinados há dias ou até meses antes das eleições, mas isso não foi obstáculo para que as autarquias recém-eleitas suspendessem as corridas e outros eventos relacionados a esse tipo de crueldade inseridos nas festas locais. Os cancelamentos do eventos aconteceram durante a semana passada em municípios como A Coruña, Gandía, Mancor de la Vall, Pinto e Alzira. Cidades como Huesca e Alicante também planejam seguir o mesmo caminho, mas somente a partir do ano que vem e após a realização de um referendo. A nova prefeita de Madrid também prometeu não destinar ¨nem um euro público¨ para eventos que exploram os animais. As informações são do site de notícias 20 Minutos.

Galiza

O município de A Coruña decidiu a semana passada suspender a Feira Taurina, apesar do pré-contrato assinado com um empresário. O prefeito de A Coruña, Xulio Ferreiro (Marea Atlántica), prometeu durante a campanha eleitoral ¨não financiar a exploração de touros, nem outros espetáculos de maltrato animal¨. A plataforma abolicionista ¨Galicia, Mellor Sen Touradas¨ aplaudiu a medida e destacou que esta decisão pode abrir o debate sobre a possibilidade de impulsionar uma iniciativa legislativa popular sobre a abolição das corridas de touros.

Comunidade Valenciana

É a região onde mais tem aparecido novos municípios anti-touradas. Em Gandía – localidade da Comunidade Valenciana onde não foram realizadas corridas de touros durante 24 anos, até 2012 – as coligações políticas que atualmente governam a região, PSOE e Mes Gandía, decidiram eliminar as festividades taurinas sob os argumentos de que ¨Gandía é contra o maltrato animal¨e porque ¨é uma despesa que não pode ser assumida atualmente¨. Em Alzira, onde os chamados ¨bous al carrer¨começaram a ser celebrados há sete anos com o apoio do PP (Partido Popular) também teve tais celebrações canceladas pelos novos governantes (Compromís), com o argumento de que a maioria da população não aprova tais práticas na localidade. Além desses, outros municípios valencianos, como L’Horta, Xàtiva e Aldaia planejam realizar referendos sobre a organização de eventos que exploram touros. Em Alicante, por sua vez, o tripartido PSOE, Guanyar e Compromís prevê retirar o apoio financeiro e ajudas públicas à praça de touros, e em 2017 acabarão definitivamente tais festividades.

Ilhas Baleares

Mancor del Vall (Maiorca) é, desde o dia 1 de Julho, o povo balear número 18 na lista dos declarados ¨municípios anti-touradas¨, a pedido do novo prefeito, de Mes per Mancor. A capital, Palma de Maiorca, poderá também integrar a lista, debate previsto para o próximo dia 30 de Julho, o primeiro da legislatura. Com o propósito de pressionar as autoridades, a associação ¨Mallorca sin sangre¨(Maiorca sem sangue) convocou uma manifestação para o sábado dia 25 de Julho. A lista de municípios anti-touradas na Espanha abriga atualmente um total de 101 localidades. A primeira a encabeçar a lista foi Tossa del Mar (1989) e a última a se juntar aos demais foi Ariany (Maiorca), em Janeiro de 2015.

Aragão

O município de Huesca também está suscetível a questionar seus cidadãos sobre a celebração dessas cruéis festividades. O prefeito, Luis Felipe (PSOE), disse recentemente que ¨não proibirá nada¨, mas abrirá uma via de diálogo para que as pessoas decidam o modelo de festas que querem para a Feira de São Lourenço. ¨Se houvesse o ‘não’ como proposta para o espetáculo de touradas, seriam os cidadãos que decidiriam, pois haveria um referendo para isso¨, garantiu à mídia local.

Comunidade de Madrid

Em Madrid, os ganhadores do município de Pinto, Ganemos Pinto, também decidiram deixar de financiar as largadas e corridas de touros. O último plenário municipal foi celebrado no final de Junho. Por sua vez, a prefeita de Madrid, Manuela Carmena, também tinha em seu programa de governo deixar de financiar as touradas. O grupo governamental ¨Ahora Madrid¨renunciou o seu espaço na platéia da Praça de Touros Las Ventas e não financiará a escola de toureiros. Somos Alcalá optou por sair da comissão de festividades para evitar ter que colocar touros na programação habitual.

Os abolicionistas vêem estes tímidos primeiros passos como um ¨avanço positivo porque demonstra que os partidos perceberam que há uma necessidade da população de acabar com o drama que vivem os animais nessas festividades¨, nas palavras de Amanda Luis, do Pacma. Ela considera que o não financiamento destes eventos ainda não é o suficiente. ¨Se o que queremos é construir uma sociedade mais justa e ética, os eventos taurinos não só devem deixar de ser subsidiados, como também devem ser proibidos. Ou a tortura deixa de ser humilhante quando é paga com o dinheiro privado?”, disse. Sua proposta é uma¨proibição, gradual, mas proibição¨, sem deixar de lado outros ¨maus-tratos a animais como a caça e o abandono de cães¨, acrescenta.

Fonte: ANDA

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Foi com grande alegria que li este artigo. Estas notícias são muito motivantes para todos nós, que ao redor do globo, lutamos contra a tauromaquia, contra a tortura, contra a morte de animais não-humanos, para divertimento publico.

Assiste-se, a uma cada vez maior consciência contra a tauromaquia, em Espanha. Cada vez são mais os Municípios espanhóis, que se declaram anti-touradas.

Mais rapidamente do que se pensa, a Tauromaquia, será abolida por toda a Espanha.

Mais rapidamente do que se pensa, o Estado espanhol e os Municípios, deixarão de financiar a Tauromaquia. 

Mas no caso português, é uma vergonha, que o Estado português e os Municípios, não deixem de financiar a Tauromaquia (16 Milhões de Euros, ano).

É uma vergonha, os Municípios portugueses, não seguirem os mesmos passos dos seus congéneres espanhóis, e não se declarem Municípios anti-touradas!

Mais rapidamente do que se pensa, e Tauromaquia, vai ser abolida, em todos os países, onde ainda existe!