Avanço Revista médica rejeita todos os estudos envolvendo experimentação animal

Capa da edição de setembro. Foto: Reprodução.
Capa da edição de setembro.

Ativistas de direitos animais há muito tempo argumentam que experimentos em animais não são éticos, resultados de estudos em animais não são aplicáveis ​​aos seres humanos e o desenvolvimento de novos métodos de pesquisa sem animais surpreendentes, como órgãos-em-chips, pode substituir o uso de animais. O ponto de vista é apoiado pela Revista Turca de Gastroenterologia (Turkish Journal of Gastroenterology).

No editorial da edição de setembro, “Moving Beyond Animal Models”, o editor-chefe Dr. Hakan Şentürk afirmou:“Desde que me tornei o editor-chefe do Turkish Journal of Gastroenterology, há 18 meses, esta publicação tem aceitado apenas manuscritos de relatórios de pesquisa que não envolvem diretamente o uso de animais. Esta política ainda está em vigor e continuará a ser, porque ela incorpora os elevados padrões científicos e éticos que os pesquisadores esperam de nossa revista.”

Dr. Şentürk explica que “os animais são modelos pobres para fisiopatologia humana” e cita casos em que confiar em estudos com animais têm levado cientistas a enganos e fracassos em pacientes humanos desesperados por novas drogas e tratamentos para acidentes vasculares cerebrais, doenças inflamatórias, HIV, e mais. “A lista continua”, escreve ele.

Ele conclui: “Dadas as limitações dos modelos animais, a publicação de estudos com animais seria enganar a comunidade científica com pequisas fúteis e dar falsa esperança ao público em geral. Isso é antiético. … O Turkish Journal of Gastroenterology é uma revista livre de crueldade, para animais humanos e não-humanos. Acreditamos que esta política promoverá mudanças positivas no atual sistema de pesquisa e facilitará o progresso da medicina.

Outras publicações médicas devem seguir o Turkish Journal of Gastroenterology. As vidas de animais e os avanços da medicina dependem disso.

Fonte: ANDA

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Avanço Onda anti-touradas suspende eventos em diversos municípios na Espanha

Foto: Rodrigo García

Os pré-contratos feitos com empresários dos eventos que exploram touros estavam assinados há dias ou até meses antes das eleições, mas isso não foi obstáculo para que as autarquias recém-eleitas suspendessem as corridas e outros eventos relacionados a esse tipo de crueldade inseridos nas festas locais. Os cancelamentos do eventos aconteceram durante a semana passada em municípios como A Coruña, Gandía, Mancor de la Vall, Pinto e Alzira. Cidades como Huesca e Alicante também planejam seguir o mesmo caminho, mas somente a partir do ano que vem e após a realização de um referendo. A nova prefeita de Madrid também prometeu não destinar ¨nem um euro público¨ para eventos que exploram os animais. As informações são do site de notícias 20 Minutos.

Galiza

O município de A Coruña decidiu a semana passada suspender a Feira Taurina, apesar do pré-contrato assinado com um empresário. O prefeito de A Coruña, Xulio Ferreiro (Marea Atlántica), prometeu durante a campanha eleitoral ¨não financiar a exploração de touros, nem outros espetáculos de maltrato animal¨. A plataforma abolicionista ¨Galicia, Mellor Sen Touradas¨ aplaudiu a medida e destacou que esta decisão pode abrir o debate sobre a possibilidade de impulsionar uma iniciativa legislativa popular sobre a abolição das corridas de touros.

Comunidade Valenciana

É a região onde mais tem aparecido novos municípios anti-touradas. Em Gandía – localidade da Comunidade Valenciana onde não foram realizadas corridas de touros durante 24 anos, até 2012 – as coligações políticas que atualmente governam a região, PSOE e Mes Gandía, decidiram eliminar as festividades taurinas sob os argumentos de que ¨Gandía é contra o maltrato animal¨e porque ¨é uma despesa que não pode ser assumida atualmente¨. Em Alzira, onde os chamados ¨bous al carrer¨começaram a ser celebrados há sete anos com o apoio do PP (Partido Popular) também teve tais celebrações canceladas pelos novos governantes (Compromís), com o argumento de que a maioria da população não aprova tais práticas na localidade. Além desses, outros municípios valencianos, como L’Horta, Xàtiva e Aldaia planejam realizar referendos sobre a organização de eventos que exploram touros. Em Alicante, por sua vez, o tripartido PSOE, Guanyar e Compromís prevê retirar o apoio financeiro e ajudas públicas à praça de touros, e em 2017 acabarão definitivamente tais festividades.

Ilhas Baleares

Mancor del Vall (Maiorca) é, desde o dia 1 de Julho, o povo balear número 18 na lista dos declarados ¨municípios anti-touradas¨, a pedido do novo prefeito, de Mes per Mancor. A capital, Palma de Maiorca, poderá também integrar a lista, debate previsto para o próximo dia 30 de Julho, o primeiro da legislatura. Com o propósito de pressionar as autoridades, a associação ¨Mallorca sin sangre¨(Maiorca sem sangue) convocou uma manifestação para o sábado dia 25 de Julho. A lista de municípios anti-touradas na Espanha abriga atualmente um total de 101 localidades. A primeira a encabeçar a lista foi Tossa del Mar (1989) e a última a se juntar aos demais foi Ariany (Maiorca), em Janeiro de 2015.

Aragão

O município de Huesca também está suscetível a questionar seus cidadãos sobre a celebração dessas cruéis festividades. O prefeito, Luis Felipe (PSOE), disse recentemente que ¨não proibirá nada¨, mas abrirá uma via de diálogo para que as pessoas decidam o modelo de festas que querem para a Feira de São Lourenço. ¨Se houvesse o ‘não’ como proposta para o espetáculo de touradas, seriam os cidadãos que decidiriam, pois haveria um referendo para isso¨, garantiu à mídia local.

Comunidade de Madrid

Em Madrid, os ganhadores do município de Pinto, Ganemos Pinto, também decidiram deixar de financiar as largadas e corridas de touros. O último plenário municipal foi celebrado no final de Junho. Por sua vez, a prefeita de Madrid, Manuela Carmena, também tinha em seu programa de governo deixar de financiar as touradas. O grupo governamental ¨Ahora Madrid¨renunciou o seu espaço na platéia da Praça de Touros Las Ventas e não financiará a escola de toureiros. Somos Alcalá optou por sair da comissão de festividades para evitar ter que colocar touros na programação habitual.

Os abolicionistas vêem estes tímidos primeiros passos como um ¨avanço positivo porque demonstra que os partidos perceberam que há uma necessidade da população de acabar com o drama que vivem os animais nessas festividades¨, nas palavras de Amanda Luis, do Pacma. Ela considera que o não financiamento destes eventos ainda não é o suficiente. ¨Se o que queremos é construir uma sociedade mais justa e ética, os eventos taurinos não só devem deixar de ser subsidiados, como também devem ser proibidos. Ou a tortura deixa de ser humilhante quando é paga com o dinheiro privado?”, disse. Sua proposta é uma¨proibição, gradual, mas proibição¨, sem deixar de lado outros ¨maus-tratos a animais como a caça e o abandono de cães¨, acrescenta.

Fonte: ANDA

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Foi com grande alegria que li este artigo. Estas notícias são muito motivantes para todos nós, que ao redor do globo, lutamos contra a tauromaquia, contra a tortura, contra a morte de animais não-humanos, para divertimento publico.

Assiste-se, a uma cada vez maior consciência contra a tauromaquia, em Espanha. Cada vez são mais os Municípios espanhóis, que se declaram anti-touradas.

Mais rapidamente do que se pensa, a Tauromaquia, será abolida por toda a Espanha.

Mais rapidamente do que se pensa, o Estado espanhol e os Municípios, deixarão de financiar a Tauromaquia. 

Mas no caso português, é uma vergonha, que o Estado português e os Municípios, não deixem de financiar a Tauromaquia (16 Milhões de Euros, ano).

É uma vergonha, os Municípios portugueses, não seguirem os mesmos passos dos seus congéneres espanhóis, e não se declarem Municípios anti-touradas!

Mais rapidamente do que se pensa, e Tauromaquia, vai ser abolida, em todos os países, onde ainda existe!