REFLEXÃO SOBRE O DIREITO À VIDA DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS

Hoje, na Assembleia da República, vai discutir-se se menores de idade devem ou não assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar de “espectáculo” tauromáquico.

O PEV (partido Os Verdes) quer até que o que chamam de “artistas tauromáquicos” (insultando deste modo iníquo os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tenham o 12º ano, como se instrução combinasse com atraso civilizacional.

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Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI da era cristã, ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

O que deveria hoje estar a ser discutida na Assembleia da República era a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito tristes países que ainda mantém esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

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Todos os animais não humanos têm um direito inapelável à vida uma vez que para viver nasceram. Tal como nós.

Todos os animais não humanos merecem o nosso respeito.

Mas haverá um limite?

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar. Ou eu ou ele.

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas… Bem como assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

Também aqui ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

Tudo isto é muito complicado.

A vida é complicada, e é muito difícil viver.

MAS…

Existe um MAS…

Todos os animais têm um direito inapelável à vida. Devem ser protegidos através de uma lei, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos.

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade mental.

E uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade mental, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente perante a vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti».

E esta é que é a grande questão.

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Dinheiro (pouco) de tortura animal para divertir um punhado de sádicos serviu para fazer caridadezinha para o Hospital de Angra do Heroísmo. O objectivo deles foi cumprido: divertiram-se às custas do sofrimento e morte de animais sencientes indefesos.

O porta-voz dos adeptos da tortura, o jornal Diário Insular limitou-se a publicar, no dia 31 de Maio, um texto intitulado “Objectivo Cumprido”, o que, diga-se em abono da verdade, espelha o pretendido pelos organizadores, isto é, divertir-se com o sofrimento e a morte desnecessária de animais.

De acordo com o texto referido, o balanço do evento foi o seguinte: os espectadores nem encheram metade da praça, segundo o autor, devido ao estado do tempo que “não ajudou a que os indecisos de última hora rumassem à Monumental de Angra”, um forcado, Carlos Vieira, ficou lesionado e “os valores apurados, sendo muito ou pouco, serão sempre reconhecidos”.

Face ao exposto, as seguintes hipóteses poderão ser levantadas:

1 –  Os ditos espectáculos de cravar ferros em animais, fazendo-os sangrar antes de serem mortos depois dos mesmos, já não têm os adeptos que tinham;

2 –  As pessoas que pretendem colaborar acham que o podem fazer ajudando directamente as instituições, considerando que a solidariedade faz-se sem torturar animais;

3 –  Os contribuintes consideram que apoiar a entidade escolhida seria o mesmo que pagar mais um imposto, pois tratava-se de um serviço de um hospital público e que o governo já cobra impostos mais do que suficientes para financiar todos os serviços sob a sua responsabilidade.

(*)Vídeo promocional:

https://www.youtube.com/watch?v=OqsGyyi7NWQ&feature=youtu.be

Vídeo da tourada:

http://www.rtp.pt/acores/sociedade/tourada-polemica-entrega-receita-ao-hospital-da-ilha-terceira-video_50502

José da Agualva

Fonte: Arco de Almedina

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O quê que resultou o lobby político, nestes dois exemplos…

O quê que resultou o lobby político, nestes dois exemplos: qual foi o resultado do lobby político, na recente aprovação do novo regulamento tauromáquico??? – Resultou na aprovação de um regulamento, ainda mais Monstro, Bárbaro e Psicopata do que o anterior.

Qual foi o resultado do lobby político para a nova lei aprovada na semana passada, sobre os maus tratos aos animais??? – O resultado foi o que se viu…

E agora pergunto: Vale a pena insistir no erro do lobby político? – Não, não vale. Não vale a pena insistir no lobby político, porque 90% dos nossos deputados, na Assembleia da República, estão completamente controlados pelo dinheiro manchado de dor, de sofrimento, de tortura, e de sangue, dos Mafiosos Tauromáquicos.

Pensemos nisto, e paremos de insistir no Lobby político, na Assembleia de República. Pois será continuar a cair sempre no mesmo erro. A não ser, que ao mesmo tempo, se exerça uma enorme pressão publica, a partir das ruas, para exigir o fim da tauromaquia e dos circos com animais não-humanos. Se assim for, o lobby político, pode resultar. Mas lobby político, por si só, sem ao mesmo tempo uma enorme pressão publica, nas ruas…, não resulta e nem irá resultar!

Mário Amorim

Tourada, circo e agropecuária escapam à criminalização de maus-tratos a animais

Alteração foi apresentada pelo CDS, que estava preocupado que a lei pudesse aplicar-se a explorações agropecuárias, touradas ou circos.

O CDS-PP introduziu esta quinta-feira um artigo ao diploma que criminaliza dos maus-tratos a animais de companhia que salvaguarda as suas preocupações de que a lei pudesse de alguma forma aplicar-se a explorações agropecuárias, touradas ou circos. O diploma deverá ser aprovado sexta-feira, no último plenário da actual sessão legislativa.

Um texto de substituição, que deu entrada na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, acrescenta um artigo que estabelece que a criminalização dos maus-tratos “não abrange os animais utilizados em exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, assim como os utilizados para fins de espectáculo comercial ou outros fins legalmente previstos”.

Nos outros “fins legalmente previstos” inclui-se sobretudo a investigação médica, explicou à agência Lusa fonte da maioria PSD/CDS-PP.

A criminalização dos maus-tratos a animais de companhia já tinha sido aprovada na especialidade, na semana passada, numa votação artigo a artigo na qual a deputada do CDS-PP Teresa Anjinho tinha votado contra o artigo de alargamento dos direitos das associações zoófilas.

Este artigo equipara as associações zoófilas a organizações não-governamentais ambientais, dando-lhes o direito a constituírem-se assistentes em processos e dispensadas do pagamento de custas judiciais.

Fonte do grupo parlamentar do CDS-PP disse na altura à Lusa que, como aquela parte do articulado se referia à protecção animal, em geral, e não apenas aos animais de companhia, tinha dúvidas quanto uma eventual futura “apresentação de queixas, designadamente a explorações agropecuárias, com isenção de custas”, por parte das associações zoófilas.

Os artigos da criminalização dos maus-tratos a animais de companhia foram aprovados com os votos favoráveis do PSD, PS, CDS-PP e BE e os votos contra do PCP.

O projecto de lei estabelece que “quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”.

Em caso de abandono, está prevista uma “pena de prisão até seis meses de prisão ou com pena de multa até 120 dias”.

Se dos maus-tratos resultar a morte do animal de companhia, “a privação de importante órgão ou membro ou a afectação grave e permanente da sua capacidade de locomoção, o agente é punido com a pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”.

Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=156825

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Será que percebem, finalmente?

-No que diz respeito a Portugal, lobby político sem ao mesmo tempo fazer uma forte pressão de fora…, não iremos lá.
-Não acredito, e depois disto, ainda menos acredito, que sem uma luta conjunta, de todos os países que têm tauromaquia, e em conjunto, com a opinião publica fazendo-se ouvir e forçando os deputados dos diversos países a agir, tão cedo a tauromaquia acabará, nos países aonde existe.
-E no que diz respeito a Portugal, os circos com animais não-humanos só serão proibidos, quando a opinião publica, fazer-se ouvir e forçar os deputados, na Assembleia da República a acabar com os circos com animais não-humanos!

Tal como os direitos-humanos, a luta pelo fim do massacre e morte dos golfinhos; a luta pelo massacre e morte das baleias; das focas; a erradicação de espectáculos com baleias, golfinhos e focas; o fim da caça; o fim da caça de Elefantes; de Rinocerontes; o fim da Tauromaquia; dos Circos com animais não-humanos, e muitos outros exemplos que poderia dar, todas são lutas que não pertencem a um só país; a uma região, mas pertencem, todas ao mundo. Por tanto, a luta para erradicar todas estas práticas barbaras e outros exemplos que poderia dar, tem de ser Universal!

 

Mário Amorim