CONTEÚDO ANDA Mortes de ursos polares mostram efeitos devastadores causados pelas mudanças climáticas

Reprodução / Instagram

Enquanto incidentes meteorológicos são frequentemente divulgados pela mídia, o impacto que as mudanças climáticas causam à fauna planetária é pouco discutido. Cientistas acreditam que estamos no meio do sexto período maciço de extinção na Terra. Nós perdemos cerca de 52% da vida animal no planeta nos últimos 40 anos. Ao contrário de todos os outros períodos de extinção em massa no planeta, este é causado por nós.

É importante que a humanidade perceba o impacto que suas ações causam no meio ambiente. Com isso em mente, o fotógrafo da natureza e conservador Paul Nicklen postou uma mensagem e as seguintes fotos  no Instagram:

“Em 30 anos vivendo no Ártico, quatro deles como biólogo trabalhando em projetos sobre o urso polar e os últimos 20 como fotógrafo da vida selvagem, eu só vi um urso polar morto. No ano passado, em um período de 2 semanas, achamos dois que haviam morrido de fome. ”

Reprodução / Instagram

O urso polar é apenas uma das espécies que se tornou vítima da mudança climática. Esses animais dependem do gelo no mar para morar e caçar. Enquanto as temperaturas no Ártico sobem, o gelo quebra e se separa, criando distâncias muito vastas para que esses ursos atravessem. É desolador saber que nós podemos ter causado o declínio de um símbolo tão poderoso do grande território gelado do Norte. É algo que precisamos resolver se quisermos ajudar esses animais.

Enquanto a queima de combustíveis é um dos fatores que mais agrava o efeito estufa, há uma indústria responsável por mais emissões do que o setor de transportes: a agricultura animal.

De acordo com o One Green Planet, nosso sistema alimentar mundial dominado pela indústria de carne é o centro da nossa crise ambiental.

Essa indústria destrutiva ocupa mais da metade das terras aráveis, usa a maioria da água potável e emite gases poluentes. Em adição a isso, esse sistema causa poluição excessiva da terra e da água, desmatando e deixando várias espécies à beira da extinção.
A boa notícia é que, se agirmos, podemos pôr um fim nessa destruição. Simplesmente escolhendo parar de consumir carne e produtos derivados de animais você pode reduzir pela metade sua emissão de carbono, preservar a água e diversas espécies de animais. Com a variedade de produtos naturais disponível, nunca foi tão fácil se alimentar tendo o bem-estar do planeta em mente.

Fonte: ANDA

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Conteúdo ANDA Greenpeace ignora os direitos animais e apoia a indústria de peles de foca

Sea Shepherd luta para manter bebês foca a salvo
Sea Shepherd luta para manter bebês foca a salvo

Em uma matéria para o canal MSNBC, Jon Burgwald, representante do Greenpeace no Ártico, falou que a organização apoia roupas feitas com pele de foca “eco-friendly”, supostamente “sustentáveis”.

O capitão Paul Watson, fundador do Sea Shepherd, se posicionou esta semana contra a declaração. “O Greenpeace passou dos limites ao endossar a indústria de peles de foca”, disse ele nas redes sociais.

Para os ativistas de direitos animais, uma suposta indústria de pele de foca “sustentável” é inconcebível, cruel e enganadora. “As focas estão ameaçadas pela rápida diminuição das populações de peixes e pela poluição. Nosso oceano está morrendo e o Greenpeace parece neģar esta realidade”, disse Watson.

“Como co-fundador do Greenpeace, sinto-me enojado e traído por esta nova política do Greenpeace”, ressaltou o capitão.

O ativista falou ainda da época em que fazia parte do Greenpeace e lutava contra a indústria de peles na década de 1970. “Nós arriscamos nossas vidas para salvar as focas dos caçadores.”

O Greenpeace afirmou que é contra a matança de focas por grandes empresas de caça para o lucro, mas a favor da matança por povos indígenas, que dependem da caça para o seu sustento. Na matéria da MSNBC, no entanto, é evidenciada a venda de casacos de pele de foca como um artigo de luxo, não de subsistência.

Foto: Divulgação

No vídeo, a representante do Conselho de Ministérios Nórdicos, Nauja Bianco descreve o seu colete de pele de foca com um produto “sustentável” da Groelândia. Ela afirma que a compaixão por focas é “antiquado”, coisa dos anos setenta, e que focas bebês não são mais mortas. Entretanto, como lembra o capitão Paul Watson, 90% das focas mortas tem menos de três meses de idade.

Na entrevista, Nauja chega a afirmar que é “ok” usar peles e é um produto sustentável “legítimo” e até mesmo sugere (com uma risada) que as focas se voluntariam para serem mortas. Em seguida, o repórter entrevista o representante do Greenpeace que afirma que a organização pretende promover produtos “sustentáveis” derivados de foca.

Não é a primeira vez que o Greenpeace se omite ou vai na contramão dos direitos animais. A organização não se opõe à caça de animais, além de já ter justificado a matança de golfinhos no Japão. O Greenpeace também chegou a apoiar a caça de ursos polares no Alasca. Como lembra o diretor Kip Andersen no documentário Cowspiracy, o Greenpeace também não foca nos impactos ambientais do consumo de carne. De forma geral, a organização mantém uma postura omissa ou exploratória em relação aos direitos animais.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA