Uma verdadeira Plataforma contra a tauromaquia, não tem o direito de ultrapassar o risco, chamado vida privada das organizações Anti-Tauromaquia, que também a compõem!

Vou começar este texto com um exemplo:
– Imaginem que uma organização, a organização X, dirigisse à Plataforma Anti-tauromaquia, da qual faz parte, e comunica à Plataforma que deseja organizar uma Manifestação Anti-tauromaquia. E a resposta que lhe é dada, é que contraproducente. E que por essa razão, não podem organizar a Manifestação que pretendem organizar. – E independentemente das razões que estiveram na base da resposta que lhe foi dada, a Plataforma, não pode, não tem o direito de se intrometer, num assunto que não lhe diz respeito; a vida privada da organização que de si faz parte. A Plataforma, não pode, não tem o direito, de querer impedir, que a organização X, ou qualquer outra organização que a compõe, queira realizar uma Manifestação, ou qualquer outra atividade, contra a tauromaquia. O único direito que a Plataforma tem, é de apoiar, com a Plataforma, a Manifestação, que a organização X quer realizar, e que está no seu pleno direito querer realiza-la. E se assim não for, não só a Plataforma, não é uma Plataforma, como a sua atitude, é absolutamente Anti-democrática.

Uma Plataforma, por ser uma Plataforma, não pode achar, que por ser uma Plataforma, isso lhe dá o direito de querer impedir que as organizações que a compõem, queiram organizar Manifestações, ou quaisquer outras actividades contra a tauromaquia, pois a Plataforma, achar que tem esse direito, é Anti-democraticamente, ultrapassar o limite, que não pode ultrapassar; a vida privada das organizações que a compõem!

Mário Amorim

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