CONTEÚDO ANDA Governo russo discute lei que proíbe criação de animais selvagens

Após anos de luta dos defensores da causa animal, um projeto de lei está sendo discutido na Rússia: a criação de animais selvagens.

A lei está sendo discutida pela Duma de Estado, que é Câmara dos Deputados na Rússia. O objetivo é criar um registro obrigatório dos animais e proibir a criação de leões, ursos e outros animais carnívoros de grande porte como animais domésticos.

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A nova lei busca também garantir os direitos aos animais exóticos e aumentar as penalidades em casos de exploração e maus-tratos.

Na Rússia, está se tornando comum a criação de animais selvagens. Algumas pessoas têm, inclusive, criado contas nas redes sociais dedicadas a ensinar os cuidados para manter animais exóticos em casa. Além disso, comprar filhotes de tigres, leões, linces, macacos e cobras está cada vez mais fácil e menos burocrático em Moscou, capital do país.

Pelo fato das leis russas não proibirem a adoção de animais selvagens, não existe nenhum tipo de fiscalização, tornando quase impossível provar e penalizar casos de maus-tratos.

Em 2011, a Câmara dos Deputados do país aprovou um lei que define o tratamento humano aos animais, mas nenhuma emenda foi feita ao texto. Já em 2015, o governo criou padrões oficiais para manter animais em zonas urbanas, contudo foi descrito apenas como “medidas consultivas”.

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Ativismo pelos direitos animais

Em abril de 2016, uma filhote de leões que vivia em uma residência em Saratov, fugiu de casa e atacou um adolescente que teve que ser hospitalizado. Segundo comunicado do Comitê de Investigação da Rússia, o animal foi devolvido aos tutores.

“Os filhotes de leão podem ser divertidos para brincar no início, mas, ao crescerem, precisam de mais espaço e comer mais”, diz Natália Dronova, especialista da WWF. “Após a puberdade, o comportamento pode mudar e eles se tornam mais agressivos.”

Dronova conta que nos últimos anos, os felinos de grande porte têm se tornado muito populares entre os russos, como animais domésticos. “São criados principalmente em instalações comerciais que se apresentam como viveiros, mas não tem regulação alguma”, analisa.

O projeto de lei que tramita na Câmara tem gerado muita discussão por parte dos mais de 2.800 moscovitas que se reuniram para debater o assunto. Os defensores da causa animal buscam, também a proibição da criação irregular de ursos, corujas, guaxinins e lêmures. Eles defendem ainda que, em casos de animais domésticos permitidos, o tutor deve se comprometer a cooperar com o Departamento de Conservação da Natureza do país para monitorar a saúde do animal.

Iliá Botchkarev, russo que participou do debate, afirma que “quer proteger os animais dos seres humanos e os seres humanos do animais”.

Fonte: ANDA

 

 

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CONTEÚDO ANDA Indústria turística alerta consumidores sobre tráfico de animais selvagens

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Três grandes grupos comerciais de turismo acabam de anunciar que irão tomar medidas para ajudar a impedir os viajantes desavisados de contribuir com o tráfico de animais selvagens.

A demanda global por produtos da vida selvagem levou a um nível sem precedentes de caça e mortes que têm ameaçado a sobrevivência futura de muitas espécies. Enquanto o foco ocorre muitas vezes em espécies carismáticas como elefantes e rinocerontes, o comércio de animais selvagens também prejudica muitos outros animais e plantas.

Infelizmente, turistas em todo o mundo contribuem para aumentar a demanda por produtos feitos com a vida selvagem, comprando uma variedade de itens que vão desde acessórios e roupas a medicamentos, lembranças, os próprios animais e alimentos.

Evidências continuam a apontar que os animais valem muito mais vivos do que mortos, o que dá à indústria do turismo uma grande ajuda para tentar ajudar a protegê-los.

A Adventure Travel Trade Association (ATTA), a American Society for Travel Agents (ASTA) e a Cruise Lines International Association (CLIA) anunciaram que farão parcerias com organizações públicas e privadas para ajudar a educar os viajantes sobre o comércio de animais selvagens em uma tentativa de acabar com a procura por esses produtos.

De acordo com uma declaração conjunta, as associações atendem mais de 25 milhões de viajantes por ano, o que lhes dá um enorme alcance.

“É emocionante ver a indústria de viagens dos EUA intensificar e usar seus relacionamentos profundos com o público viajante para aumentar a conscientização sobre a crise global do tráfico de animais selvagens e dar aos viajantes desavisados as ferramentas para tomar boas decisões de compra”, disse David J. Hayes, líder da U.S. Wildlife Trafficking Alliance.

“A Alliance aplaude a ATTA, a ASTA e a CLIA por sua liderança socialmente responsável, em conjunto com os setores sem fins lucrativos e governamentais, que têm trabalhado para fechar os mercados de vida selvagem que alimentam a matança de espécies ameaçadas em todo o mundo”, completou.

O anúncio ocorre no momento em que a U.S. Wildlife Trafficking Alliancenos Estados Unidos lançou um kit de ferramentas digital com material educativo para que as empresas de viagem compartilhem com o público e o ajude a garantir decisões de compra conscientes que não prejudiquem os animais.

Espera-se que este esforço acabe com a demanda por produtos que têm levado muitos animais à extinção, segundo o Care2.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Cerca para conter imigrantes na Europa pode provocar extinção de vários animais selvagens

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O número de mortes de animais mortos por uma cerca de arame farpado feita para barrar imigrantes na região dos Balcãs, na Europa, está aumentando e o que é pior: isto ocorre mesmo com os alertas de que ursos, linces e lobos podem ser extintos na região caso a barreira seja concluída e consolidada.

A Eslovênia começou a erguer uma barreira em frente à fronteira com a Croácia como uma medida temporária para refrear o fluxo de requerentes de asilo no país, a maior parte deles originária da Síria, Iraque e Afeganistão. Como resultado, isto criou um enorme obstáculo para os animais se deslocarem pela área, segundo o The Guardian.

Embora as migrações tenham diminuído drasticamente, o Ministério do Interior da Eslovênia está propondo uma mudança na lei para evitar que fatores ambientais desacelerem a extensão da barreira.

Pesquisadores da Universidade de Ljubljana encontraram várias toneladas de arame farpado armazenadas a céu aberto no quartel militar perto da fronteira croata.

A implantação dos arames poderia ser acelerada por meio de uma alteração que tem sido debatida na legislação de controle de fronteira do estado. A proposta isentaria as construções relacionadas à barreira de “regulamentos que regem a proteção do ambiente, assim como a conservação da natureza e da água”.

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Com o isolamento geográfico, os 10 lobos remanescentes na região dos Balcãs estão seriamente ameaçados, já que isso prejudica as rotas de migração para acasalamento dos animais, segundo um estudo publicado no PLOS Biology.

Outras espécies enfrentam uma situação ainda pior. “Os linces de Dinaric podem ser definitivamente extintos com a construção da cerca de arame farpado”, disseram os autores do estudo.

O felino só foi reintroduzido na cadeia montanhosa Dinaric em 1973 depois que foi prejudicado pela atividade humana.

Uma nova pesquisa ainda não divulgada por Slaven Reljic, um dos autores do estudo publicado no PLOS, adverte que os 1.500 ursos da região – já ameaçados pela brutal caça de ‘’troféus” – teriam um declínio irreversível.

Acredita-se que muitos cervos ficaram preso nas cercas enquanto procuravam alimento. Uma vez presos, eles se “enroscaram” ainda mais no arame farpado em uma tentativa desesperada de escapar de uma morte dolorosa causada pela extrema perda de sangue e exaustão.

Ainda que os números de animais mortos pela barreira sejam controversos, é evidente que, mais uma vez, espécies inocentes têm sido prejudicadas pelos seres humanos.

Um porta-voz do governo croata disse que a barreira era uma “reação de pânico” da Eslovênia que causou um grande dano nas relações políticas e nos meios de subsistência locais.

“Para os animais selvagens que moram em habitats da área, este arame farpado é um obstáculo intransponível que faz com que muitos deles sejam mortalmente feridos a cada dia. Se esta cerca permanecer por 10 anos ou mais, os animais serão prejudicados geneticamente”, afirmou o porta-voz.

Fonte: ANDA

Mais de 500 mil animais selvagens são explorados pela indústria do turismo

Foto: Reprodução/AFP Lakruwan

Em um mundo que respeite plenamente os direitos animais, é certo que os animais selvagens viverão livres em seu habitat, sem qualquer intervenção humana. Mas o caminho ainda é longo até que toda exploração animal seja abolida, e um dos grandes obstáculos para a liberdade da vida selvagem é a indústria do turismo.

Quase um quarto dessa indústria de trilhões de dólares é movido pelo chamado “turismo da vida silvestre”, segundo a World Tourism Organisation, e a maioria das pessoas desconhece o abuso que os animais usados em atrações turísticas sofrem.

Se você já pensou em montar um elefante, nadar com golfinhos, posar ao lado de um tigre acorrentado ou assistir a um encantador de serpentes, provavelmente não faz ideia da crueldade envolvida na exploração desses animais, que são submetidos a treinamentos violentos e degradantes para entreter turistas e gerar lucro aos seus captores.

Uma pesquisa realizada pela Unidade de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre da Universidade de Oxford (WildCRU), revelou o sofrimento global causado a 550.000 animais silvestres devido a atrações turísticas irresponsáveis.

As atrações foram avaliadas por especialistas em vida silvestre e comparadas com mais de 50 mil avaliações feitas por turistas no TripAdvisor. Isto revelou que 80% das pessoas fizeram críticas positivas a atrações que, na verdade, exploram animais selvagens.

Recentemente, ativistas pressionaram o TripAdvisor para vetar a divulgação de atividades turísticas que exploram animais, e cada vez mais denúncias surgem para conscientizar o público sobre a crueldade de aprisionar animais selvagens em nome do entretenimento.

Abaixo estão algumas das principais formas de turismo que exploram a vida selvagem, reunidas pela World Animal Protection, que jamais devem ser financiadas por qualquer pessoa que se preocupe com os direitos animais.

Foto: Reprodução/World Animal Protection

Passeio em elefantes

Para tornar elefantes submissos o bastante para serem montados por turistas, eles são levados de suas mães quando filhotes e forçados a passar por treinamento cruel. Os treinadores usam ganchos pontudos de metal para agredir os animais e eles são mantidos acorrentados na maior parte do tempo. O polo turístico mundial que explora elefantes em passeios é a Tailândia.

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Fotos com tigres

Filhotes de tigre são separados de suas mães em suas primeiras semanas de vida para que possam servir de aderços para turistas tirarem suas “selfie”, por horas a fio. Embora a Tailândia seja um centro de turismo cruel com tigres, a prática também é comum em partes da Ásia, Austrália, México e Argentina.

tartarugas

Segurar tartarugas marinhas

Segurar uma tartaruga marinha faz com que ela sofra uma grande quantidade de estresse, o que pode
enfraquecer seu sistema imunológico e aumentar a sua vulnerabilidade a doenças. O principal destino que explora tartarugas está nas Ilhas Cayman.

golfinhos

Apresentação de golfinhos

Milhões de turistas visitam tanques de golfinhos, mas eles não têm conhecimento da crueldade e abusos que estes animais suportam ao serem obrigados a executar truques diariamente. Eles passam a vida inteira em um espaço não muito maior do que uma piscina – completamente antinatural e restritiva em relação ao seu ambiente natural em mar aberto -, e são submetidos a treinamentos estressantes que os tornam depressivos e até violentos.

Fazendas de crocodilos

As fazendas de crocodilos existem, originalmente, para explorar e matar os animais para consumo e uso de suas peles. Mas agora, infelizmente, há uma experiência bastante comum de turismo em que as pessoas pagam para ver os crocodilos nessas terríveis condições.

Para ajudar a mudar essa triste realidade, assine a petição criada pela World Animal Protection para impedir que empresas de turismo como a TripAdvisor, Viator, Musement e GetYourGuide lucrem com o sofrimento e exploração animal.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA China proíbe consumo de animais selvagens protegidos pelo Estado

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O principal órgão legislativo da China aprovou uma atualização na lei sobre a proteção de animais selvagens, que proíbe a produção e compra de alimentos e produtos feitos com animais selvagens protegidos pelo governo.

Trata-se de um grande avanço em um país conhecido pelo tráfico da vida selvagem e partes de corpos de animais “exóticos” como tigres, rinocerontes e elefantes.

A lei foi aprovada em uma sessão bimestral do Comitê Permanente do Congresso Nacional (NPC) e entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2017, informa o China.org.

A lei revisada proíbe a produção e venda de alimentos e produtos à base de animais selvagens protegidos pelo Estado, bem como de alimentos feitos com animais que não estão sob proteção estatal e que há ausência de evidências sobre o abastecimento legítimo.

A lei também proíbe a compra de animais selvagens protegidos pelo Estado e produtos derivados para alimentação. Os infratores podem enfrentar sanções penais.

Segundo a nova lei, deve-se obter autorizações para a caça, criação em cativeiro, compra, venda e uso de animais selvagens protegidos pelo Estado ou produtos derivados.

A lei também fiscaliza a libertação de animais em cativeiro na natureza. Qualquer um que liberar animais em cativeiro de forma imprudente, causando danos ao animal ou comprometendo o ecossistema, será responsabilizado.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Índia legaliza o extermínio de animais selvagens como se fossem “pragas” e gera revolta

Reprodução/dailyO

O Ministério do Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas da Índia acaba de legalizar o assassinato de animais selvagens como se fossem “pragas”.

A ativista pelos direitos animais e ministra das Mulheres e do Desenvolvimento Infantil da Índia Maneka Gandhi e o ministro do Meio Ambiente do país Prakash Javadekar estão em guerra devido à decisão.

Recentemente, mais de 200 touros foram assassinados, o que causou revolta no país. Maneka, conhecida por sua diplomacia, acusou o ministério do país de ter um “desejo de matar”, informa o portal daily O.

A afirmação da ministra é uma resposta à autorização do ministério de Javadekar dada aos estados para matar os animais que considerados “vermes” ou pragas , causam danos à vida selvagem.

Porcos selvagens e nilgai estão entre os animais tidos como “vermes” que foram mortos nas regiões de Bihar e Uttarakhand. Em Himachal, são os macacos que estão ameaçados.

O ministério de Javadekar alega que as ações estão de acordo com a lei e as autorizações são respostas aos pedidos de vários estados.

Previsivelmente, o foco dos meios de comunicação tem sido a disputa entre os dois ministros e, por isso, o contínuo e crescente conflito entre humanos e animais selvagens não é abordada e nem o fato de que o assassinato de animais pode agravar a questão.

O problema entre seres humanos e animais selvagens é grave, pois as perdas por depredação eliminam os meios de subsistência. É por isso que há uma necessidade urgente de colocar em prática estratégias de curto e longo prazo para enfrentar e resolver o conflito, sem o uso de armas.

Na Índia, cerca de 40% dos tigres estão fora das áreas protegidas e de reservas, onde há ordens de atirar em suas presas, o que aumentaria o conflito, e causaria a trágica perda de humanos e de animais.

Vale observar que, se tigres e outros grandes predadores têm acesso a suas presas, eles evitam o confronto com os seres humanos e o ataque ao gado.

Outro grande problema é que não há nenhum esforço para abordar a raiz do conflito e proteger as florestas e os habitats desses animais.

As autorizações do ministério também violam a seção 51A da Constituição do país, que diz que é dever fundamental de todos os cidadãos melhorar o ambiente natural, incluindo florestas , lagos, rios e animais selvagens , e ter compaixão por outras criaturas vivas.

Fonte: ANDA