DIREITOS ANIMAIS Câmara aprova projecto de lei que proíbe zoológicos e aquários em SP

Além de proibir a instalação de novos estabelecimentos que aprisionem animais, a proposta também estabelece novas regras para os zoológicos e aquários existentes na cidade


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira (12), um projeto de lei, de autoria do vereador Reginaldo “Xexéu” Trípoli (PV), que proíbe a criação de novos aquários e zoológicos no município.

Com a aprovação, a proposta segue agora para análise do prefeito Bruno Covas, que decidirá pela sanção ou pelo veto.

Além da proibição, o projecto estabelece regras para o funcionamento dos zoológicos e aquários existentes na cidade, como a proibição da captura animais na natureza e de reproduzi-los em cativeiro. A medida determina ainda que esses locais eliminem progressivamente a exposição de animais e separem machos de fêmeas.

No que se refere à presença de visitantes nos zoológicos e aquários, a proposta torna obrigatória a presença de um monitor para acompanhá-los com o objectivo de promover educação ambiental e minimizar o stress dos animais.

“A população precisa entender o sofrimento dos animais encarcerados para entretenimento humano. Não dá mais para a gente trazer animais exóticos para expor no Zoológico de São Paulo, como rinocerontes, girafas, tigres e leões. E também não podemos mais deixar a procriação desses animais”, afirma o parlamentar à coluna Poder SP, da Veja.

Fonte: ANDA

MUDANÇAS POLÍTICAS Animais explorados em laboratórios podem ser adoptados nos EUA

Nova política foi instaurada na agência federal FDA em Outubro do ano passado


Uma recente mudança de política nos laboratórios de pesquisa regidos pela agência federal americana Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, permite a adopção de animais que foram utilizados em testes em laboratórios. A mudança entrou em vigor em Outubro de 2019, mas só foi divulgada agora. Até então, os animais eram mortos após os experimentos.

Segundo informações da porta-voz da agência, Monique Richards, os animais que se enquadram na regra são cães, gatos, coelhos, porco-espinho-da-índia e alguns animais de fazenda. Para a senadora republicana Susan Collins (Maine), “não há razão para que animais utilizados em pesquisas regulamentadas, em condições de serem adotados ou encaminhados aos abrigos, sejam mortos em nossas agências federais”.

Collins apresentou um projecto de lei federal semelhante à política instaurada pela agência, chamada de Lei de Liberdade Animal de Testes, Experimentos e Pesquisa (After), ao Parlamento em 2019. O projecto recebeu apoios de oito parlamentares,  incluindo a senadora democrata Elizabeth Warren (Massachusetts). O projecto de lei que tranmita na Câmara exige que laboratórios federais coloquem os animais em abrigos ou nos chamados “santuários de aposentadoria” após a conclusão das pesquisas.

Um dos co-patrocinadores do projecto, deputado democrata Brendan Boyle (Pensilvânia), afirmou estar muito feliz com a decisão e orgulhoso do projecto que vem sendo desenvolvido. Dentre os 60 parlamentares que o defendem, 13 são republicanos. Se aprovada, a medida estabeleceria políticas que abrangeriam outras agências, não apenas as federais.

Em 2018, a FDA utilizou 1.929 animais em testes de laboratório, regulamentados pelo Conselho de Bem-Estar Animal. De acordo com o relatório divulgado pela agência, 27% dos animais sentiram algum tipo de dor ou angústia durante o procedimento. Apesar disso, os animais possuem plena capacidade de ter uma vida longa e saudável, recuperando-se do trauma vivido nestes espaços – é o que afirma Justin Goodman, vice-presidente de advocacia e políticas públicas do projeto White Coat Waste. O grupo trabalha com o objectivo de interromper de uma vez por todas os experimentos envolvendo animais.

“Os animais que serão adoptados ou enviados para abrigos precisarão de tempo e paciência no período de adaptação”, orienta Goodman. Ele ainda afirma que o “FDA deve ser um modelo para outras agências federais que estão realizando testes em animais, mas ainda não concordaram em permitir que eles sejam libertados ao final do teste”. A Agência de Protecção Ambiental e o Departamento de Agricultura são citados por ele, de acordo com informações do site The Nill.

A primeira iniciativa de libertar os animais na FDA aconteceu em 2018, quando 26 macacos-esquilo envolvidos em um estudo sobre nicotina foram “aposentados”. Os macacos foram enviados para a Flórida e mantidos em ambientes vigiados até se adaptaram à mudança de estilo de vida. Eles serão realocados novamente para área aberta ainda no mês de Fevereiro.

É importante ressaltar que este é um passo pequeno em um longo caminho em busca da liberdade integral dos animais, até que eles deixem de ser alvos de testes. Diversas outras possibilidades já se tornaram viáveis, como a utilização de células humanas ou tecidos sintéticos, como defende a organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA). Este é o argumento central dos defensores de Projectos de lei que tramitam no país, mais rígidos que o apresentado por Collins, pedindo o fim dos testes em animais.

A senadora Collins afirma, também, ter recebido com horror a informação de quantos animais foram mortos. Ela se une aos inúmeros parlamentares que defendem o fim das experiências em animais “para acabar com os testes desactualizados do governo”. Objectivo pelo qual, ela afirma trabalhar durante anos.

Fonte: ANDA

DEFESA ANIMAL Activistas se reúnem para protestar contra a exploração de animais em circo

Os manifestantes disseram que organizaram o evento a fim de promover conscientização sobre as práticas terríveis de treinamento de animais como elefantes


Vários membros da comunidade de McAllen, no Condado de Hidalgo (EUA), se reuniram  para protestar contra o uso de animais em circos. O protesto ocorreu em frente ao circo, Carson & Barnes Circus, no sábado (8).

Segundo o site Valley Central (9), os  manifestantes disseram que organizaram o evento a fim de promover conscientização sobre as terríveis práticas de treinamento de animais do circo como os elefantes, uma vez que são cruéis aos animais, como a criação em cativeiro e as punições quando os animais não correspondem as expectativas dos treinadores.

“É desanimador porque podemos ver que os animais ficam presos por correntes”, disse Jacquline Reed, activista dos direitos dos animais.

Os activistas estão planeando uma reunião com a cidade de McAllen para discutir a situação dos animais, a fim de adquirirem a proibição dos circos com animais.

Confira o vídeo do protesto:

Fonte: ANDA

NOVAS LEIS Panamá avança no reconhecimento dos direitos animais

Na última semana, foram aprovados duas leis que estabelecem uma regulamentação mais severa para com os deveres e direitos dos tutores de animais domésticos e penalidades mais rígidas para quem abusar, maltratar ou abandonar um animal.

Segundo a MENAFN, a Sala de Redacção Panamá, a Lei 173 estende as proteções aos animais contidas na Lei 70 de 2012, e esclarece o papel das autoridades administrativas e judiciais nos processos por abusos contra animais domésticos.

Já o segunda, a Lei 39, tem por objetivo concretizar um sistema de departamentos de bem-estar animal em cada município do Panamá, a fim de utilizar 3% dos fundos do município, para os animais.

As iniciativas aprovadas no país foram fruto do idealismo e voluntariado promovidos por activistas de direitos animais, no entanto, segundo a MENAFN, a conquista mais importante de qualquer legislação é mudar a mentalidade de que os animais são coisas ou objectos, para que possam ser reconhecidos como seres com direitos e sentimentos que devem ser respeitados e valorizados.

Fonte: ANDA

QUASE HUMANOS O nascimento de dois novos bebes de gorila-da-montanha são uma vitória para a espécie

Entre a República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda existem apenas 1.063 gorilas-da-montanha e essa é população total da espécie em todo o planeta

Seminame deu à luz em Janeiro a uma menina.

Um beb

Um bebé nascido em Janeiro de 2020 e outro em Setembro do ano passado no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo (África), fez a população de gorilas-da-montanha subir para 1063 indivíduos. Ainda é pouco, afinal, em poucos metros andando pelas ruas de uma grande cidade cruzamos com mais pessoas do que o número total de gorilas-da-montanha existentes no planeta. Mesmo assim, esses dois novos bebes são uma vitória para uma espécie que é vítima da caça, do desmatamento, da agricultura, da guerra civil, extracção de carvão e doenças humanas como o Ebola.que é vítima da caça, do desmatamento, da agricultura, da guerra civil, extracção de carvão e doenças humanas como o Ebola.

Seminame é a gorila que deu à luz ao primeiro bebé de 2020 no início de Janeiro. Uma menina! Semminame tem 8 anos de idade e essa foi sua primeira gravidez.  A família de Seminame conhecida como “Munyanga” tem agora 10 indivíduos. As gorilas tornam-se sexualmente maduras entre 8 e 10 anos e então deixam a família para serem aceitas em outro grupo porque os gorilas não se reproduzem com parentes. O tempo de gestação é semelhante aos humanos, por volta de oito meses e meio.


Jicho deu à luz a um menino em Setembro de 2019. Ela tem 33 anos e é seu sétimo filho.

 

Em Setembro de 2019, a gorila Jicho deu à luz a um menino. Bem mais velha que Seminame, Jicho tem 33 anos e esse é seu sétimo filho. Ela é da família de gorilas conhecida como “Mapuwa” que aumentou para 25 membros. Uma curiosidade é que Jicho nasceu na família “Rugabo” que foi uma das primeiras a habitar o Parque Nacional de Virunga em 1984.

Existem hoje no Parque Nacional de Virunga 604 gorilas-da-montanha monitorados e protegidos por guardas florestais. Outros 459 gorilas dessa espécie habitam florestas de Uganda e Ruanda formando um complexo que conecta os três países por meio de suas fronteiras. Esse é o único lugar do mundo onde existem gorilas-da-montanha que ficaram conhecidos com o clássico “Na Montanha dos Gorilas”, estrelado por Sigourney Weaver  e que conta a vida da já falecida primatologista Dian Fossey, a maior responsável por essa espécie continuar viva até hoje.


Cena do filme “Na Montanha dos Gorilas”.

Muita gente confunde o gorila-da-montanha (Gorilla beringei beringei) com o gorila-da-planície (Gorilla gorilla gorilla), mas eles são muito diferentes. Na verdade, ambos são subespécies de gorilas. O da planície, além de não ser tão peludo quanto o da montanha e ter uma coloração mais amarronzada, conta com uma população muito maior (de milhares de indivíduos) e, infelizmente, já se tornou atracão de alguns zoológicos espalhados pelo mundo. Ainda não há nenhum gorila-da-montanha vivendo em zoo. Os gorilas não caçam e os únicos animais que comem são os cupins e alguns outros pequenos isentos. A alimentação é praticamente de folhas, brotos e bambus.

Para conhecer melhor o corajoso trabalho realizado no Parque Nacional de Virunga em defesa dos animais que lá habitam, acesse AQUI

Veja também fotos e notícias sobre os gorilas-das-montanhas pelo Instagram ou Facebook

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e actuante na causa animal

Fonte: ANDA

EXPLORAÇÃO ANIMAL Empresas de turismo são acusadas de maus-tratos a golfinhos

Os destinos dos animais são o entretenimento para turistas e o comércio de carne


Câmaras de activistas registaram momentos em que pescadores capturaram golfinhos e os carregaram em barcos pela enseada de Taiji, no Japão. Lutando para escapar da rede que os prendia, os animais se machucaram e deixaram um rastro de sangue pela água. Os destinos destes golfinhos podem ser os parques de entretenimento ou a morte para a venda da carne.

De acordo com Tim Burns, gerente de campanha do The Dolphin Project, ao qual pertencem os activistas que registaram as imagens, “a estimativa é de que, para cada mil mamíferos marinhos capturados, cerca de 200 entram em cativeiro e o restante tem sua carne comercializada”. A venda dos animais pode render aos pescadores até 190 mil libras.

Acredita-se que a empresa de viagens TUI seja o único grande empreendimento britânico a oferecer um pacote de férias para ‘experiências com golfinhos’. Ela possui parceria com o resort Atlantis Sanya, na China, que dispõe de um parque aquático para os hóspedes ‘conhecerem e interagirem’ com os golfinhos, enquanto os fotógrafos capturam o momento. A experiência custa 130 libras por dia.

O grupo britânico Dolphin Freedom UK pediu à agência de viagens que corte os laços com o zoológico SeaWorld e locais semelhantes. Apesar das acusações, o porta-voz da TUI afirmou que a empresa está “comprometida em trabalhar apenas com locais que concordem em apoiar a Orientação Global de Bem-Estar para Animais no Turismo, conforme formulada pela Associação de Agentes de Viagens Britânicos”.

Para Tim Burns, os turistas têm em suas mentes a imagem de que os golfinhos são ‘gentilmente recolhidos’ da costa e “desconhecem quantas criaturas morreram para que eles pudessem nadar com aquele golfinho que encontraram”, disse em entrevista ao Daily Mirror. Os animais são levados para a costa por caçadores que abaixam postes de aço na água e os atingem com martelos. Isso faz com que os mamíferos nadem para escapar do barulho e acabam presos pelas redes.

Aqueles que não vão para o comércio de entretenimento e sim para o comércio de carne são mortos com uma espiga de metal no pescoço. Vale ressaltar que o comércio é legal no Japão sob suas leis de pesca e está em vigor desde 1960.

Além dos pacotes de viagens para o oriente, a TUI também promove o Dolphin Discovery, que oferece programas de mergulho com golfinhos na América Central e nos Estados Unidos da América, além do SeaWorld. No entanto, ambas as empresas negam a compra de golfinhos nas caçadas de Taiji. A TUI informou que está em contacto com suas parceiras para melhorar o bem-estar dos animais e resolver os possíveis problemas.

Já o SeaWord, por meio de seu diretor, Chris Dold, negou relação com maus-tratos e afirmou que “o SeaWorld é reconhecido como líder na definição de padrões para o melhor tratamento de mamíferos marinhos”.

Fonte: ANDA

POLUIÇÃO Coca-Cola mantém o uso de garrafas plásticas e diz que a culpa é dos consumidores

Empresa é considerada a marca que mais produz poluição no mundo, segundo a BBC


A diretora de sustentabilidade da Coca-Cola, comunicou recentemente no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, que não deixará de usar as garrafas plásticas de uso único, isso porque a cúpula da empresa afirma que os consumidores ‘não querem’. 

De acordo com o site One Green Planet desta quinta-feira (23), Bea Perez, chefe de sustentabilidade da empresa, relatou à BBC : “Os clientes gostam das garrafas de plástico porque elas fecham e porque elas são leves”. Os negócios não estarão no mercado se não acomodarmos os consumidores”, defendeu ela. De acordo com a BBC, a empresa é responsável por produzir três milhões de toneladas de embalagens plásticas anualmente. Além disso, a estimativa é que a marca produza cerca de 200 mil garrafas por minuto.

Em contrapartida, a marca prometeu reciclar as garrafas de plástico até 2030. Segundo a BBC, a empresa é considerada a que mais produz poluição no mundo. Além do compromisso de reciclagem das garrafas, a empresa também afirmou que até 2030 reciclará 50% das embalagens das bebidas.

O gerente de campanhas da City to Sea, Steve Hynd, criticou a tentava da empresa para ‘reparar’ seus danos e explicou a questão do ‘uso único’ das garrafas: “Precisamos de acções verdes, não de lavagem verde para combater a poluição plástica. Só porque um produto pode ser reciclado, isso não significa que não é mais de uso único. Se a Coca Cola quiser garantir que suas garrafas não sejam de uso único, gostaríamos que introduzissem um sistema abrangente de recarga, onde o mesmo item seja limpo e reutilizado várias vezes”.

ALERTA

Actualmente, 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos por ano, sendo que, 78% não são recicláveis. Nos oceanos, cerca de 8,8 milhões de toneladas de lixo plástico são despejados anualmente e mais de  700 animais marinhos enfrentam extinção devido à ameaça que o plástico, por enroscamento, poluição ou ingestão. Além disso, a estimativa é que até 2050, 99% de todas as espécies de aves marinhas terão ingerido resíduos plásticos e que os plásticos sejam mais quantitativos do que os próprios peixes no oceano.

Fonte: ANDA