Poluição plástica afeta 88% das espécies marinhas

Informe da organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF), divulgado nesta terça-feira (8), afirma que dejetos plásticos já chegaram a todas as partes do oceano e que a contaminação afeta 88% das espécies marinhas, que trazem o material em seu organismo, incluindo animais amplamente consumidos pelo ser humano.

A entidade pede esforços urgentes para criar um tratado internacional sobre plásticos.

‘Ilhas de plástico’

Elaborado em colaboração com o Instituto Alfred Wegener da Alemanha, o relatório compila dados de 2.590 estudos científicos sobre o tema, medindo o impacto do plástico e do microplástico nos oceanos.

Conforme o documento, entre 19 milhões e 23 milhões de resíduos plásticos chegam ao mar anualmente. Gigantescas “ilhas de plástico”, compostas de dejetos flutuantes, foram encontradas nos oceanos Atlântico e Pacífico.
O relatório ressalta que o derivado do petróleo “alcançou todas as partes do oceano, da superfície do mar ao fundo do oceano, dos polos às costas das ilhas mais remotas, e é detectável desde no menor plâncton até a maior baleia.”

Pelo menos 2.144 espécies sofrem poluição plástica em seu habitat e algumas também acabam ingerindo o material. Este é o caso, por exemplo, de 90% das aves marinhas e 52% das tartarugas.

Ostras e sardinhas contaminadas

O WWF alerta que conteúdo plástico foi encontrado em moluscos, como mexilhões azuis e ostras, e um quinto das sardinhas enlatadas contém essas partículas.

O material se degrada em partículas cada vez minúsculas, até se converter em “nanoplásticos” inferiores a um mícron um (milésimo de milímetro).

A situação é tão grave, que mesmo que a produção de plástico fosse paralisada, o volume de microplásticos duplicaria até 2050, devido aos restos já presentes no meio ambiente. O mais inquietante, porém, é que a inundação não vai parar, já que a produção de novo material duplicará até 2040 e, com isso, os resíduos nos oceanos triplicarão.

“Ameaça para o ecossistema”

“Estamos chegando a um ponto de saturação em vários lugares, o que supõe uma ameaça não somente para as espécies, mas para todo o ecossistema”, explica Eirik Lindebjerg, responsável pelas investigações sobre resíduos plásticos no WWF.

Muito além das imagens impactantes de tartarugas ou focas presas em redes, contudo, o perigo se espalha por toda a cadeia alimentar: um estudo de 2021 sobre 555 espécies de peixes encontrou restos de plásticos em 386 delas.

Outros estudos sobre a pesca do bacalhau, um dos peixes mais comercializados, revelaram que até 30% dos espécimes do Mar do Norte tinham microplásticos no organismo. O mesmo se aplica a 17% dos arenques capturados no Mar Báltico.

Conforme a ONG, algumas das áreas marinhas mais ameaçadas são o Mar Amarelo, o Mar da China Oriental e o Mediterrâneo, que já atingiram seu limite de absorção de microplástico.

O problema do plástico descartável

O especialista do WWF, Eirik Lindebjerg, afirma que, embora a pesca seja um dos principais contribuintes para a poluição marinha, o principal fator são os plásticos descartáveis.

“Por o plástico ter ficado mais barato, os fabricantes o produzem em grandes quantidades, o que permitiu desenvolver produtos de uso único que depois acabam se tornando lixo.” Segundo o ambientalista, alguns lugares correm risco de “colapso do ecossistema”, afetando toda a cadeia alimentar marinha.

Lindebjerg pede uma diminuição maciça da poluição plástica, ressaltando que a quantidade de poluição que os ecossistemas marinhos podem absorver é limitada. “Precisamos tratá-lo como um sistema fixo que não absorve plástico, e é por isso que precisamos caminhar para zero emissões, zero poluição, o mais rápido possível.”

O WWF está convocando negociações para um acordo internacional sobre plásticos na reunião da ONU sobre meio ambiente programada para 28 de fevereiro a 2 de março em Nairóbi, capital do Quénia. A entidade quer um tratado que estabeleça padrões globais de produção e uma verdadeira reciclagem.

Fonte: ANDA

Elefante é resgatado após ser atacado com lanças por caçadores

Anualmente, 30 mil elefantes são mortos em razão da caça ou da destruição dos seus habitats. Quando há conflito com entre seres humanos e animais, geralmente, os humanos são os culpados, mas são os animais que sofrem as principais consequências. O elefante Sarara é um exemplo disso. Ele foi encontrado com uma lança cravada em seu estômago em outubro de 2021. O animal estava em uma área de conservação quando foi encontrado por caçadores.

Ele conseguiu fugir, mas ficou com o objeto perfurante em seu corpo, causando dor e sofrimento profundos. Uma equipe do Save The Elephants encontrou o elefante e o ajudou. O elefante precisava de atenção médica imediata para remover a ponta da lança e limpar a ferida, duas tarefas difíceis de fazer com um elefante selvagem enorme e muito estressado. Felizmente, a equipe tinha muita experiências com resgate e conseguiu ajudar Sarara.

Depois de alguns meses, Sarara se recuperou e voltou a andar e se alimentar sem ajuda. Em breve, ele será devolvido à natureza. O Save The Elephants usou o caso de Sarara para fazer uma postagem nas redes sociais denunciando o massacre de elefantes no Quênia em razão da invasão humana e destruição da natureza. O santuário pede fiscalizações e penalizações mais severas.

Fonte: ANDA

ECO-ANSIEDADE Novas gerações sentem medo e preocupação com futuro do planeta

A expressão “eco-ansiedade” foi apresentada ao mundo em 2017 pela American Psychology Association (APA — a associação de psicologia do EUA), descrita como: “medo crônico de sofrer um cataclismo ambiental que ocorre ao observar o impacto, aparentemente irrevogável das mudanças climáticas, gerando uma preocupação associada ao futuro de si mesmo e das próximas gerações”.

Apenas em outubro de 2021 que ela entrou oficialmente para o dicionário de Oxford como um “desconforto ou preocupação sobre o dano atual e futuro causado no meio ambiente pela atividade humana e a mudança climática”. Desde então, o termo tem aparecido com mais e mais com frequência, principalmente entre jovens.

Mas você sabe como identificar essa sensação tão nova? Ecoa conversou com especialistas e jovens que já sentiram na pele os efeitos da ansiedade climática.

O que é eco-ansiedade?

Para Maria Luiza Gastal, Psicanalista da Sociedade de Psicanálise de Brasília e membro do Comitê de Clima da International Psychoanalytical Society (Sociedade Internacional Psicanalítica), a ansiedade climática é uma expressão clínica do medo crescente dos desastres e cataclismas ambientais.

“A eco-ansiedade é um medo que surge a partir da nossa observação sobre os impactos das mudanças do clima. Vemos que os pacientes temem cada vez mais sobre o futuro, pelas gerações que virão e de como será o mundo. É uma ansiedade que se traduz, sobretudo, em perguntas sobre o que elas próprias podem fazer para evitar e prevenir tais desastres”, explica a profissional.

Já existe algum tratamento específico para lidar com essa sensação?

A psicanalista esclarece que por não se tratar de uma patologia específica, ainda não existe um tratamento personalizado, mas como todo sofrimento ela é sempre acolhida pela psicanálise.

“Primeiro fazemos a escuta analítica, e claro, a psicanálise mobiliza toda a sua estrutura conceitual para ajudar o sujeito a investigar essa sensação e a lidar com ela. Como todas as ansiedades, elas estimulam também os mecanismos primitivos de defesa, como por exemplo a denegação, que reconhece o problema, mas finge que não existe. Buscamos entender esses mecanismos inconscientes que se entrelaçam e amarram o mundo externo ao interno do sujeito”, finaliza.

Quem mais sofre com a eco-ansiedade?

De acordo com a Lancet Planetary Health, em uma pesquisa encomendada com aproximadamente 10.000 jovens de diferentes países, entre 16 e 25 anos, cerca de 75% deles disseram que enxergam o futuro como assustador. Além disso, o estudo mostrou que a maior concentração dos casos mais graves de ansiedade estão em ambientes onde há maior índice de eventos extremos relacionados aos problemas socioambientais.

Para o ambientalista e ativista climático do Fridays For Future Brasil, Dalcio Costa Rocha, 18, esse medo começou a partir de uma campanha contra um leilão da Agência Nacional do Petróleo e Gás.

“Sentia que todas as ações eram ineficazes e comecei a ter uma sensação muito intensa de que precisava fazer algo, mas não conseguia. Neste dia, uma lágrima escorreu e eu soube que estava com eco-ansiedade, a partir disso busquei ajuda para me tratar com um dos psicanalistas que acompanha o grupo onde faço parte”, relata.

Um outro exemplo aconteceu com Luiza Barenco Costa, 18, estudante universitária, que sentiu as sensações de uma crise de eco-ansiedade. Ela contou que não conseguia relaxar, que estava sempre pensando no assunto ao ponto de isso começar a atrapalhar a sua vida e o seu dia a dia.

“Tive a minha primeira crise durante uma conversa informal entre amigos. Estávamos conversando sobre as realidades de cada um e percebi que todos os meus companheiros de ativismo estavam passando por alguma consequência da crise climática e que não teria como ajudar a todos com campanhas ou algo assim”, ilustra a jovem.

O sentimento é parecido para Dalcio, que o descreve como agonizante e, de alguma forma, motivador para tentar mudar o planeta. “Não consigo ficar um momento sequer sem pensar em realizar ou fazer alguma coisa sobre [problemas ambientais], a sensação é de uma angústia enorme no peito, algo que não cabe no corpo, que obriga você a fazer a mudança para um mundo melhor”.

A pandemia pode ter acelerado essas crises de ansiedade?

Não há dúvidas de que a pandemia nos fez enxergar que vivemos diante de um limite, mas ela também nos colocou frente a frente com a nossa fragilidade perante a uma catástrofe ambiental, comenta Maria Luiza.

“O que parecia um problema distante, que se relacionava apenas aos povos da floresta, caboclos e indígenas, atingiu em cheio o nosso mundo tecnológico-urbano, que se supunha imune aos perigos das mudanças climáticas. A nossa arrogância foi seriamente atingida pela pandemia e ela nos obrigou a reconhecer a nossa fragilidade”, diz.

Mudanças climáticas são graves o suficiente?

Um dos maiores veículos de notícias do mundo, o “The Guardian”, escolheu usar editorialmente o termo “emergência climática”, ao se referir sobre as “mudanças climáticas”. De acordo com o jornal britânico, o uso da palavra ’emergência’ reforça que já estamos vivendo crises oriundas dos eventos extremos.

Recentemente o filme “Não Olhe Para Cima”, disponível na Netflix, colocou em pauta esse questionamento. Estaríamos negando que algo está errado em nosso planeta? O longa não trata exatamente sobre o aquecimento global, mas o tema pode ser observado nas entrelinhas da história.

A emergência climática não está somente na ficção, ela é real e está cada dia mais evidente, impactando a vida das populações, sobretudo as que estão em situação de vulnerabilidade, que são as principais afectadas pelos efeitos do clima se não contermos o aquecimento do planeta a 1,5°C.

Fonte: ANDA

RIO DE JANEIRO Girafas que seriam exploradas em zoo fogem em busca de liberdade e morrem

Dezoito girafas foram compradas pelo BioParque do Rio para serem exibidas, aprisionadas e exploradas como uma atração para visitantes. Os animais vinham de Joanesburgo, na África do Sul, e estavam em quarentena desde novembro no Portobello Safári, em Mangaratiba, litoral sul do Rio de Janeiro, onde seriam usadas para “pesquisas”. No entanto, no dia 14 de dezembro, veterinários tentaram tirá-las do galpão onde estavam sendo mantidas para levá-las para o solário, mas seis girafas conseguiram fugir em busca de liberdade. Todas foram recuperadas e aprisionadas novamente, mas três delas não sobreviveram. A causa da morte não foi revelada ainda.

Ontem (19), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acatou uma denúncia feita há seis dias pelo ambientalista Márcio Augelli. Segundo ele, os animais estavam sendo mantidos em um local pequeno, inadequado e sem higiene. O especialista também pontuou que os animais selvagens não tinha acesso à luz do sol e não podiam se exercitar, o que caracteriza maus-tratos. A denúncia traz ainda depoimento de testemunhas que optaram por não se identificar, mas que confirmam que as girafas estão sendo mantidas em um local insalubre, repleto de fezes e urina.

“As informações que recebi dão conta de que a limpeza do espaço é precária: o piso virou uma lama composta de urina e fezes. O cheiro de amônia no galpão é forte e o risco de doenças devido à falta de higiene é alto. Os animais não saíram para pegar sol desde que chegaram. Se não tem nada errado, por que esses animais estão escondidos? O inciso II do artigo 3º do decreto federal 24.645 é claro ao dizer que acomodar animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz é caracterizado como maus-tratos”, disse Augelli ao Globo.

A reportagem do jornal O Globo afirma que não encontrou os índices de maus-tratos que são pontuados nas denúncias, mas a causa da morte continua sendo um “mistério”, segundo veterinário do BioParque, Ramiro Dias Neto. “Elas foram resgatadas vivas. Esses animais selvagens, quando se estressam, têm muitas alterações metabólicas. Acredito que a causa tenha sido essa, mas só o laudo da necropsia vai poder confirmar. Eles estão sendo feitos por um laboratório independente e estão na iminência de serem entregues. Em seguida, os enviaremos ao Ibama”.

O biólogo e mestre em zoologia, Igor Morais alerta que a quantidade de animais de grande porte importadas pelo zoo chama atenção, pois no BioParque não há recintos adequados, com um tamanho mínimo de 900 metros, para abrigar 18 girafas. “Não entendo o motivo da quarentena não estar sendo feita diretamente no solário. Causa estranheza a chegada dessas girafas, até porque elas exigem espaço e têm uma série de peculiaridades no manejo do cativeiro. Nos zoos brasileiros, não há programa de manejo para essas espécies, que são de fora. Então, onde está o interesse na conservação? Qual é o propósito de trazer esses animais? Desde 2019, há um projeto de lei tramitando no Congresso que visa a atualizar a legislação dos zoológicos no país. Mas o projeto sofreu alterações e agora permite o comércio de animais dentro dos programas de conservação a nível nacional. Isso ocorreu, curiosamente, no mesmo momento em que houve essa importação”, questionou.

Investigação

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) afirma que vistoriou o empreendimento que abrigaria os animais antes da chegada das girafas e o considerou adequado. O órgão também afirma que analisará os laudos das autópsias dos três animais mortos. O Ibama informou em nota que “está ciente da situação e vai apurar eventuais irregularidades cometidas pelo importador, que está sujeito às medidas corretivas e sanções previstas pelo Decreto 6514/2008”.

Nota da Redação: zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. A vida em enclausuramento de animais selvagens servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém espécies em cativeiro apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

Fonte: ANDA

AUTO-DEFESA Veado assustado reage e cega caçador com seus chifres

A tauromaquia, os circos com animais não-humanos, os espetáculos com golfinhos, baleias e focas e a caça, já deveriam fazer parte do passado!

A lição que este monstro caçador recebeu foi bem dada. Teve o que mereceu!

Mário Amorim


Um veado assustado reagiu e atacou um caçador enquanto estava sendo acuado em uma mata em Chelm, na Polónia. Um dos chifres do animal atingiu em cheio o olho do caçador, que ficou cego. O homem, identificado como Leszek Kaminiski, filmava toda a ação na esperança de se vangloriar de ter matado o animal indefeso, mas gravou a investida do cervo contra ele.

As imagens mostram o homem com o rifle em punho mirando para uma área de vegetação rasteira onde o cervo, muito assustado, tentava se esconder. O cervo consegue fugir sem nenhum ferimento enquanto caçador se encolhe e agoniza em uma poça de sangue. Kaminiski está hospitalizado e os seus amigos decidiram publicar as imagens na internet.

Muitos espectadores criticaram o caçador e afirmam que a prática precisa ser abolida definitivamente, uma vez que não só ceifa a vida dos caçadores, mas tortura e causa sofrimento intenso para os animais. “Bravo para o veado! Desejo-lhe sucesso contínuo em bater em sádicos!”, disse um internauta. “Este cervo é meu herói do dia”, disse outro.
Fonte: ANDA

RECEPÇÃO Elefantes correm para cumprimentar e dar boas-vindas a activista

O canal ElephantNews postou um adorável vídeo no Youtube de um funcionário do Elephant Nature Park / Save The Elephant sendo cumprimentado por uma manada de elefantes.

Darrick estava longe do rebanho Kham Lha há 14 meses, segundo o portal Histórias com Valor. O homem estava no Camboja, trabalhando no Projecto Elephant Kavann.

Fonte: ANDA

CRISE CLIMÁTICA Leonardo DiCaprio faz mais pelo meio ambiente do que os líderes mundiais

Bem conhecido por seus papéis principais em filmes como O Lobo de Wall Street e Titanic (opinião popular: Rose totalmente poderia ter aberto espaço para ele naquela jangada …), Leonardo DiCaprio é mais do que apenas um ícone do cinema. Fora das telas, o ator é um fervoroso ativista pelo meio ambiente que dedicou seu tempo e recursos para salvar o planeta.

Desde a defesa de uma dieta baseada em vegetais até a conscientização sobre a crise climática, aqui estão sete maneiras pelas quais Leonardo DiCaprio usa sua plataforma para o bem do meio ambiente.

1. Ele usa o poder do filme para invocar a mudança

Tendo estado na indústria do cinema por quase três décadas, DiCaprio está bem ciente do poder do filme para aumentar a conscientização e criar mudanças. Então, quando não está na frente das câmeras, o premiado ator passa seu tempo produzindo documentários ambientais e de bem-estar animal.

Seu último filme, The Loneliest Whale , que ele co-produziu, segue a missão de encontrar 52-Hertz, uma baleia com uma canção única que viaja sozinha há anos, ganhando o apelido de titular. Por meio da busca por 52 Hertz, o filme relaciona questões que afetam a vida marinha, como aquecimento global, caça às baleias, poluição sonora e batidas de navios.

Em 2020, ele se juntou ao diretor e roteirista vencedor do Oscar Barry Jenkins (que escreveu e dirigiu o drama de 2016, Moonlight ) para criar uma versão cinematográfica do documentário de 2014 Virunga para a Netflix. O documentário aclamado pela crítica centra-se no trabalho de conservação dos guardas florestais no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, e em sua missão de proteger gorilas da montanha ameaçados de caça furtiva, empresas de petróleo e outros conflitos.

Seu filme de 2016, Before the Flood , que também conta com Martin Scorsese e o produtor de The Revenant Brett Ratner entre seus produtores, centrou-se na questão do aquecimento global. O filme apresenta DiCaprio com destaque enquanto ele viaja pelo mundo, entrevistando líderes mundiais, juntamente com imagens impressionantes dos efeitos que a crise climática já está tendo em todo o mundo.

DiCaprio produziu And We Go Green, de 2019 . O documentário de automobilismo é sobre a Fórmula E, um circuito automotivo totalmente elétrico e sustentável. Ele também produziu Ice on Fire , um documentário da HBO de 2019 sobre a crise climática, e também trabalhou como produtor executivo em vários filmes de longa-metragem, incluindo Cowspiracy e Sea of Shadows.

2. Ele defende a alimentação à base de vegetais

Não é estranho ver DiCaprio falar sobre os benefícios planetários de comer menos carne.

Em 2019, ele compartilhou um cargo da organização sem fins lucrativos Rainforest Alliance, pedindo às pessoas que reduzissem o consumo de carne bovina por causa dos laços da indústria com a destruição da floresta amazônica. No ano seguinte, ele jantou em um banquete vegano especial preparado pelo chef Wolfgang Puck no Oscars Governors Ball afterparty. “Ele queria vegan. Fizemos uma pizza vegana. Ele comeu tão rápido. Ele disse: ‘Oh, você pode trazer outro?’ ”Puck disse na época, acrescentando:“ Vamos colocá-lo no convés no domingo [noite do Oscar], com certeza ”.

Em março, ele acessou o Facebook e o Twitter para encorajar seus 37,5 milhões de seguidores a substituir carne por hambúrgueres vegetais uma vez por semana. “Cada pessoa pode ajudar o planeta e reduzir as mudanças climáticas com uma pequena escolha a cada semana. Junte-se a mim e à Beyond Meat em nossa missão de repensar o futuro dos alimentos ”, disse DiCaprio.

3. Ele investe em empresas veganas e sustentáveis

DiCaprio põe seu dinheiro onde está a boca. Ele investiu grandes somas em empresas veganas, incluindo a fabricante de leite vegetal Califia Farms e a marca de carne vegana Beyond Meat.

Seus outros investimentos incluem a fabricante de lanches veganos, Hippeas; marca de diamantes cultivados em laboratório, Diamond Foundry; empresa de energia solar fora da rede, Kingo; marca de chá sustentável, Runa; e desenvolvedor de tecnologia de reciclagem, Rubicon. Seus mais recentes bancos de investimento em carne cultivada . Mais recentemente, ele se tornou um investidor e conselheiro de duas startups de carne cultivada – a Mosa Meat, com base na Holanda, e a Aleph Farms, com sede em Israel.

5. Ele apoia o bem-estar animal e os esforços de conservação

O trabalho de DiCaprio para ajudar os animais é igualmente extenso. Por meio de seus projetos LDF, ele trabalhou para proteger espécies ameaçadas de extinção.

Em 2010, o LDF doou US $ 1 milhão para um projeto inovador de conservação do Nepal para preservar a população de tigres selvagens do país. O LDF também financiou projetos para proteger o Rinoceronte negro na Tanzânia, o gorila das planícies da África Central e o leopardo da neve na Ásia Central.

Em 2019, o ator co-fundou a organização sem fins lucrativos Earth Alliance para ajudar a proteger a vida selvagem ameaçada pelas mudanças climáticas. A organização fez parceria com a Comissão Europeia para lançar o Fundo Virunga de US $ 2 milhões.

Além de apoiar projetos dedicados à conservação de espécies ameaçadas de extinção, o LDF fez campanha para impedir o comércio desumano de produtos animais como o marfim. Em 2013, o LDF patrocinou uma petição fundamental para acabar com o comércio de marfim na Tailândia. A fundação também apóia o projeto WildLife Direct, que identifica rotas ilegais de comércio de marfim e cartéis usando rastreamento de DNA.

DiCaprio é certamente um peixe grande quando se trata de preservação marinha. O LDF prometeu US $ 7 milhões em fundos para iniciativas de conservação marinha na conferência Our Oceans 2014. Tal é o compromisso de DiCaprio em proteger a vida selvagem do planeta, que o ativista teve um besouro da Malásia e uma aranha dominicana com seu nome como homenagem a seu ativismo ambiental. Esse é um legado que poucas pessoas podem reivindicar.

Também não é surpresa que ele seja um admirador de longa data e amigo próximo da conservacionista de renome mundial, Dra. Jane Goodall. Em um ensaio de 2019, DiCaprio escreveu: “Eu admirava Jane Goodall muito antes de nos conhecermos. Eu sabia de seu trabalho marcante com chimpanzés em Gombe. Eu tinha lido sobre ela, lido livros escritos por

ela, mas foi só quando passei mais tempo com Jane, alguns anos atrás, que realmente senti que estava na presença de um dos líderes mais impactantes e importantes do planeta .”

6. Ele é um humanitário e filantropo

O trabalho de DiCaprio não se limita aos animais e ao meio ambiente. Filantropo, ele também está comprometido com causas humanas, como educação e proteção dos direitos das comunidades indígenas.

O LDF fez parceria com a Amazon Watch para promover os direitos e proteger as terras das tribos indígenas da Bacia Amazônica. O LDF também trabalha com projetos que preservam a história e a cultura do povo Chumash, da comunidade Alutiiq e da tribo Standing Rock Sioux.

Em 2016, DiCaprio e o ator ambientalista Mark Ruffalo mostraram seu apoio à Tribo Standing Rock Sioux em sua luta contra a instalação do Duto de Acesso Dakota.

Como se isso não bastasse para torná-lo um amante de Leão por toda a vida, DiCaprio também trabalhou com 24 crianças órfãs em Moçambique durante as filmagens do drama de Edward Zwick, Blood Diamond , em 2006 , e doou US $ 65.000 para o Children of Armenia Fund em 2016.

7. Ele usa as redes sociais para o bem

O ator conquistou um grande número de seguidores nas redes sociais e usa regularmente suas plataformas para falar sobre as causas pelas quais se preocupa.

As contas do ator no Instagram e no Twitter, que possuem mais de 50 milhões e 19 milhões de seguidores, respectivamente, são um mar de campanhas, repletas de postagens sobre mudanças climáticas, direitos das mulheres, conservação e proteção da vida selvagem. E DiCaprio não se esquiva de colocar as questões no centro das atenções.

Francamente, quando se trata de espírito comunitário, consciência ambiental e dedicação para promover mudanças positivas, DiCaprio é um exemplo para todos nós. Perto, longe, onde quer que você esteja, o trabalho de caridade de Leo continua e continua.

Fonte: ANDA

HABITATS DESTRUÍDOS Motoristas paralisam rodovia para proteger leão-marinho desorientado

Imagens capturadas por um motorista mostraram um leão-marinho perdido atravessando uma rodovia movimentada na cidade de San Diego, a apenas 6 quilômetros da baía. De acordo com o Mail Online, o momento inusitado aconteceu na rota estadual 94, e o animal recebeu ajuda de duas pessoas, que o escoltaram para longe do perigo dos carros.

Animal recebeu ajuda de pedestres para evitar que fosse de um lado pro outro.

Leslie Fernandes, uma das pessoas que aparece no vídeo, contou à FOX5 que eles estavam apenas tentando evitar que o animal fosse de um lado para o outro na rodovia. Segundo ela, o leão-marinho chegou a ficar agressivo em alguns momentos e tentando em direção ao tráfego, que vinha no sentido contrário ao dele.

O animal foi capturado pela equipe do SeaWorld, que o levou para as instalações de resgate. De acordo com a equipe, o leão-marinho, que pesa 113 quilos, já havia recebido uma identificação feita pela equipe das instalações de resgate de vida marinha. Um dos membros da equipe, Eric Otjen, disse que o animal foi resgatado no mês de novembro do ano passado em Harbour Island Drive e liberado logo depois, mas tem aparecido em lugares estranhos desde que isso aconteceu. No entanto para Eric, a rodovia foi o local mais estranho de todos.

As aventuras do leão-marinho “rebelde” podem acabar, já que segundo o SeaWorld, o Serviço Nacional de Vida Marinha dos Estados Unidos, considera a possibilidade de manter o animal em cativeiro permanente por temer pela segurança dele. O San Diego-Tribune relatou que ele já havia aparecido anteriormente no calçadão de Mission Beach, perto de um estabelecimento em Mission Bay, e também na base marinha em Point Loma.

Fonte: ANDA

DIREITOS ANIMAIS Espanha aprova lei que reconhece animais como membro da família

Animais domésticos deixaram de ser considerados como posse e passaram a ter direitos jurídicos na Espanha. Reconhecidos como seres sencientes, um estatuto jurídico os tirou da classificação de bens materiais, considerando-os como “seres vivos dotados de sensibilidade” e lhes conferindo status de familiar nas relações humanas.

A mudança veio com uma mudança no Código civil espanhol, da Lei Hipotecária e da Lei de Processo Civil, que foi aprovada pelo Congresso dos Deputados em 2 de dezembro e publicada em 16 de dezembro no Diário Oficial do Estado (BOE).

A legislação entrou em vigência ontem, 5 de janeiro. A norma regula a guarda de cães e gatos em caso de divórcio ou separação dos tutores, e os protege contra o abandono, maus-tratos e crueldade, lhes dando prerrogativa de pessoa jurídica.

A iniciativa legislativa, apresentada pelo PSOE no Congresso, dá continuidade a outros projectos de lei que estão em vigor no país. A medida demorou cerca de um ano para ser votada, pois a Comissão de Justiça suspendeu durante um ano os trabalhos, por conta das eleições gerais que foram antecipadas na Espanha.

A legislação entrou em vigência ontem, 5 de janeiro. A norma regula a guarda de cães e gatos em caso de divórcio ou separação dos tutores, e os protege contra o abandono, maus-tratos e crueldade, lhes dando prerrogativa de pessoa jurídica.

A iniciativa legislativa, apresentada pelo PSOE no Congresso, dá continuidade a outros projetos de lei que estão em vigor no país. A medida demorou cerca de um ano para ser votada, pois a Comissão de Justiça suspendeu durante um ano os trabalhos, por conta das eleições gerais que foram antecipadas na Espanha.

A ‘desobjetificação’ de animais se junta a outras conquistas dos direitos animais que já são vigentes em outros países da União Europeia, como a Áustria, Alemanha, Suíça, Bélgica, França e Portugal, assim como a Catalunha. Medidas semelhantes também já estão vigor no Canadá e na Nova Zelândia.

A lei insere no Código Civil, a condição de pessoa jurídica aos animais domésticos, imputando aos tutores o dever de garantir a segurança, alimentação e outras necessidades básicas de cães, gatos e outros animais, que devem ser atendidas e respeitadas.

Além disso, é possível em casos de separação, por exemplo, que o animal receba uma pensão alimentícia, podendo ser feita a guarda compartilhada do cão, gato ou passarinho, pelos tutores.

Em casos onde sejam identificados maus-tratos cometidos contra o animal, este terá o direito de ser libertado da guarda do tutor. Os juízes entendem que o animal pode ser usado em casos de divorcio como ferramenta de controle do cônjuge, infringindo abuso psicológico e físico nos animais, criando um impacto negativo no âmbito familiar.

O texto enfatiza que quem encontrar um animal perdido deverá entregá-lo ao seu tutor ou responsável, a menos que seja elucidado o crime de maus-tratos ou abandono. Nesses casos, é necessário realizar um boletim de ocorrência relatando a infração às autoridades.

Animais explorados pela indústria de alimentos em fazendas e granjas, como vacas, galinhas e porcos, não foram incluídos na nova lei, que designa a animais domésticos o status de animais de companhia, contrariando a própria disposição da legislatura, já os mamíferos, e todos os outros animais tem um sistema nervoso central e são sensíveis a situações de crueldade.

Nota da Redação:
 a nova lei espanhola que entrou em vigência marca um grande avanço em direção ao reconhecimento dos direitos animais. Contudo, o fato da lei se restringir apenas a animais domésticos, cria uma abertura que faz entender que determinados animais tem sensibilidade, enquanto outros podem ser massacrados massivamente em nome de uma indústria que só enxerga números e valores monetários, esquecendo que os bilhões de animais que morrem todos os anos na indústria da pecuária também sentem e sofrem muito com a indiferença e crueldade humana.

Fonte: ANDA

PESQUISA Erosão de geleiras está causando declínio global de oxigénio

Nos últimos 800.000 anos, o nível de oxigênio na atmosfera tem diminuído lentamente, e novas pesquisas realizadas na Antártica sugerem que a erosão glacial pode desempenhar um papel até então esquecido.

As geleiras trituram rochas e outras matérias à medida que se movem, esculpindo paisagens, produzindo minerais, e liberando o carbono orgânico que estava enterrado.

Uma vez realizado, o processo físico e químico de intemperismo – que decompõe rochas e minerais – consome oxigênio.

Os pesquisadores examinaram registros geológicos e descobriram que, na época em que os níveis de oxigênio começaram a cair, ocorreu uma mudança importante nos ciclos glaciais do mundo.

A equipe observou que a era do gelo em que a Terra se encontra hoje começou há cerca de 2,7 milhões de anos. Desde então, dezenas de ciclos glaciais se seguiram.

Em cada uma delas, as calotas polares crescem para fora até que um terço do planeta esteja coberto de gelo e, então, eventualmente recua em direção aos polos.

Cada um desses ciclos durou cerca de 40.000 anos até apenas 1 milhão de anos atrás. Então, mais ou menos na mesma época em que o oxigênio atmosférico começou a diminuir, os ciclos glaciais começaram a durar cerca de 100.000 anos – mais do que o dobro.

“Sabemos que os níveis de oxigênio atmosférico começaram a diminuir ligeiramente no final do Pleistoceno, e parece que as geleiras podem ter algo a ver com isso”, disse Yuzhen Yan da Rice University, um dos autores do estudo.

“A glaciação tornou-se mais expansiva e intensa quase ao mesmo tempo, e o simples fato de que há trituração glacial aumenta o intemperismo”.

O intemperismo se refere aos processos físicos e químicos que decompõem rochas e minerais, e a oxidação de metais está entre os mais importantes. A ferrugem do ferro é um exemplo. O óxido de ferro avermelhado se forma rapidamente em superfícies de ferro expostas ao oxigênio atmosférico.

“Quando você expõe superfícies cristalinas frescas do reservatório sedimentar ao O2, você obtém intemperismo que consome oxigênio”, disse o Dr. Yan.

Em um estudo anterior no qual trabalhou, o Dr. Yan usou bolhas de ar em núcleos de gelo retirados da Antártica para mostrar que a proporção de oxigênio na atmosfera da Terra diminuiu cerca de 0,2 por cento nos últimos 800.000 anos.

Neste estudo, junto com acadêmicos da Princeton University, Oregon State University, University of Maine e University of California, o Dr. Yan analisou bolhas em núcleos de gelo mais antigos para mostrar que a queda de O2 começou depois que a duração dos ciclos glaciais da Terra mais do que dobrou, há 1 milhão de anos atrás.

“O motivo do declínio é que a taxa de produção de O2 é menor do que a taxa de consumo de O2”, disse o Dr. Yan.

“Isso é o que chamamos de fonte e dissipador. A fonte é o que produz O2, e o sumidouro é o que consome ou arrasta O2. No estudo, interpretamos o declínio como um obstáculo mais forte ao O2, o que significa está sendo mais consumido”.

Os processos de glaciação e deglaciação têm dois impactos principais que influenciam o consumo de oxigénio do intemperismo. A primeira é pelas próprias geleiras, como já mencionamos. A segunda é através das subidas e descidas do nível do mar.

Os níveis globais do mar caem quando as geleiras estão crescendo e avançando, mas aumentam quando as geleiras derretem e recuam.

Quando a duração dos ciclos glaciais mais do que dobrou, o mesmo aconteceu com a magnitude das oscilações no nível do mar. À medida que mais terras foram expostas por águas em declínio, terras anteriormente cobertas por água teriam sido expostas ao poder oxidante do O2 atmosférico.

“Fizemos alguns cálculos para ver quanto oxigênio poderia consumir e descobrimos que só poderia ser responsável por cerca de um quarto da redução observada”, disse o Dr. Yan.

Isso deixa espaço para que o impacto das geleiras desempenhe seu papel no processo de consumo de oxigênio.

A extensão da cobertura de gelo não é conhecida com precisão para cada ciclo glacial, observaram os pesquisadores, mas disseram que permanece uma gama mais ampla de incertezas sobre a magnitude do intemperismo químico da erosão glacial.

Mas o Dr. Yan disse que as evidências que a equipe coletou sugerem que poderia atrair oxigênio suficiente para explicar o declínio.

“Em uma escala global, é muito difícil identificar”, disse ele.

“Mas fizemos alguns testes sobre quanto desgaste adicional seria necessário para explicar a queda de O2, e isso não é irracional. Teoricamente, pode ser responsável pela magnitude do que foi observado”.

A pesquisa está publicada na revista Science Advances.

Fonte: ANDA