MASSACRE Dezenas de gazelas ameaçadas são mortas por caçadores na Nigéria

Cerca de 40 gazelas-dorcas (Gazella dorcas), espécie criticamente ameaçada de extinção, foram cruelmente mortas por caçadores na Reserva Nacional Termit e Tin-Toumma, no Níger, uma das maiores reservas naturais da África. O local possui mais de 100 mil quilómetros quadrados de habitats desérticos.

O episódio está sendo considerado, junto ao massacre de elefantes em Botsuana, uma das maiores tragédias conservacionistas de toda a história de todo o continente africano. Quatro homens estão sendo apontados como responsáveis pelas mortes das gazelas e são acusados de preparar a carne dos animais para exportação.

Mamane Hamidou, directora ambiental da região de Zinder, segunda maior cidade de Níger, aponta que a morte em massa das gazelas é um desastre conservacionista. “É o pior massacre cometido na reserva. Antes, era em pequena escala, uma gazela aqui, uma gazela ali”, disse a especialista.

Fonte: ANDA

FINAL FELIZ Cão e tutora vivem reencontro emocionante após animal desaparecer por dois anos

Enquanto a tutora chorava de felicidade, o cachorro abanava o rabo e pulava em seu colo, demonstrando que também sentiu saudades

Lágrimas no rosto da tutora e um rabinho abanando freneticamente. Esse é o resumo do momento em que Linda Harmon reencontrou Twixx, o amado cão de sua família que havia desaparecido há dois anos.

O labrador escapou de casa após cavar um buraco embaixo da cerca do quintal. Na época, a tutora fez buscas pelo bairro, colocou posteres em vários locais e iniciou uma campanha nas redes sociais. Nada surtiu efeito.

A única notícia que Linda recebeu foi a de que o cachorro havia morrido em decorrência de um atropelamento. A informação chegou até ela através de uma mulher que acompanhava a história do cão no Facebook.

A tutora, então, informou à empresa de microchips, que forneceu o chip de identificação do cão, que o animal tinha morrido. Ela, no entanto, não aceitava a notícia. “Nunca acreditei verdadeiramente em meu coração. Meu marido disse: ‘Você precisa deixar isso para lá. Você está sofrendo por ele’. Mas eu disse que nunca conseguiria outro cachorro e não o fiz por dois anos”, contou.

Uma ligação inesperada, recebida por Linda no início de Julho, provou que ela estava certa. O labrador não tinha morrido e um abrigo para animais a contactou dizendo que o havia resgatado.

“Eu apenas comecei a chorar. Eu estava chorando sem parar, e eu estava com alguns membros da igreja e eles correram para mim, pensando que eu tinha más notícias. Mas quando eles me olharam eu estava sorrindo”, relatou.

Com medo de que o cachorro não lembrasse dela, Linda bolou um plano junto ao abrigo: decidiu que chegaria ao local e chamaria por ele enquanto o labrador ainda estivesse dentro de sua baia, para não correr o risco de assustá-lo.

Mas Twixx não só reconheceu sua tutora, como ficou muito feliz ao vê-la. Quando Linda chegou ao local, o chamou por seu apelido – “Tootaroota”. O cão, então, passou a farejar o cheiro dela.

“Finalmente, quando eu berrei ‘Twixx’, ele correu para o portão e ficou atento”, disse. “E ouvi uma senhora dizer: ‘Deixe-o sair porque ele está tentando encontrá-la’”, acrescentou.

Ao ser solto, o cachorro correu para os braços de sua tutora, que chorou de emoção. “Ele não parava de se mexer – oh meu Deus – e simplesmente pulou em cima de mim”, contou Linda. “Então ele colocou a cabeça nos meus braços e me olhou directo nos olhos, como se estivesse dizendo: ‘Tenho que ver que essa é realmente você’”, concluiu.

O reencontro emocionou os voluntários do abrigo, que ficaram felizes com o retorno do cachorro ao seu lar, de onde ele jamais deveria ter saído.

Veja o momento em que o cão revê sua tutora:

Fonte: ANDA

Emmanuel Macron promete €15 biliões para combater a crise climática

Presidente francês anuncia medidas de “onda verde” em eleições locais

Imagem da Torre Eiffel, em Paris, na França

Emmanuel Macron prometeu um orçamento extra de €15 biliões (cerca de R$90,3 biliões) para combater as mudanças climáticas nos próximos dois anos e estuda a possibilidade de criar um referendo para incluir o crime de “ecocídio” na constituição francesa.

As medidas foram anunciadas algumas horas depois que outros candidatos provocaram uma onda verde em toda a França, conquistando os eleitores locais que o presidente não havia cativado.

Na reunião com os membros da Comissão de Cidadãos pelo Clima – um comitê com 150 franceses – Macron prometeu um fundo extra e medidas urgentes. Ele aceitou 146 das 149 recomendações propostas pela comissão.

Macron disse que espera implementar as medidas imediatamente e que a nova lei estaria em vigor antes do final do verão. Além disso, ele deu os parabéns à comissão por “fazer a escolha de colocar o meio ambiente no centro do nosso modelo económico”, mas rejeitou a
sugestão de um imposto sobre investimento e adiou o debate sobre o limite de velocidade em estradas francesas.

A Comissão de Cidadãos pelo Clima é a parte de um experimento democrático na França onde um grupo de cidadãos variados foi convidado para definir a política ambiental dos últimos dois anos do governo de Macron – e especificamente como diminuir em 40% a
emissão de carbono no país até 2030.

As propostas do grupo foram elaboradas em cima de cinco temas: transporte, habitação, trabalho e produção, alimentação e consumo de recursos naturais.

Os resultados das eleições municipais na França, nas quais o partido ambientalista Europe Écologie Les Verts obteve ganhos significativos em uma votação marcada pela nova crise do Coronavírus e pela abstenção histórica, tornou a resposta de Macron crucial para o seu partido centrista La République en Marche (La REM).

A votação foi um golpe previsível para o partido La REM, que se fracturou no cenário nacional político francês mas fez pouco sucesso nas eleições locais fora de Paris.

Os ecologistas dominaram as maiores cidades incluindo Lyon, Bordeaux, Strasbourg, Marseille and Besançon e outras grandes cidades na votação. Em Paris, onde a prefeita de esquerda, Anne Hidalgo, em aliança com EELV, foi reeleita com um número grande de votos que priorizava combater a poluição, a crise climática e o maior uso de energia limpa.

O ambientalista Yannick Jadot disse que os resultados significam um “novo desenho de uma paisagem política” em torno de problemas ecológicos.

“As pessoas estão tentando fazer sentido as coisas, nosso modo de viver, nossa casa, a densidade da cidade, comida, viagem, solidariedade, novos métodos de democracia… Parte dessa população tem um desejo, uma vontade, por mudanças reais na nossa sociedade, que seja social e económica”, disse Jadot para o jornal “Ouest-France”. “Obviamente, haverá uma antes e depois das eleições locais de 2020. É uma verdadeira virada política no nosso país”, completou ele.

O Greenpace acusou Macron de diluir as propostas da comissão usando piadas para evitar medidas importantes. “A mensagem enviada para as eleições municipais são claras: meio
ambiente e a crise climática não são as únicas preocupações do povo francês, mas uma prioridade política que deve resultar em atos, medidas concretas e um objectivo geral seguindo o acordo climático de Paris. A Comissão de Cidadãos disse a mesma coisa e precisará de mais do que um adorável discurso para satisfazer as expectativas”, diz Jean-François Julliard, diretor da Greenpeace France.

Clément Sénéchal, responsável pela campanha climática do Greenpeace France, disse que o governo poderia fazer as suas acções corresponderem às palavras ditas pelo presidente, fazendo auxílios estatais a empresas atingidas pelo Coronavírus, incluindo montadoras e companhias aéreas, dependendo da sua disposição de introduzir medidas sociais e ambientais. “Isso forçaria as empresas poluidoras a mudarem o seu modelo e
ficar para trás do acordo de Paris”, diz Sénéchal.

É fato que o presidente está considerando uma mudança em seu governo, incluindo a demissão do seu primeiro-ministro Édouard Philippe, que foi eleito prefeito de Le Havre.

Fonte: ANDA

 

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL França quer introduzir ecocídio na constituição

Os cidadãos franceses encarregados de fazer propostas em favor do clima votaram a favor da organização de um plebiscito para introduzir a luta contra a mudança climática na Constituição francesa e criar o delito de ecocídio (sobre-exploração de recursos não-renováveis)

ANDA

A Convenção do Cidadão pelo Clima (CCC), encarregada de propor medidas destinadas a reduzir em 40% das emissões de gases de efeito estufa, adotou pela maioria pedir em plebiscito à introdução no prefácio e artigo 1 da constituição as noções de proteção do meio ambiente, a biodiversidade e a “luta contra a desordem climática”. Entre as propostas, também pensam em criar o delito de ecocídio.

Os participantes, escolhidos por sorteio, rejeitaram a mudança. A ideia de utilizar o plebiscito para interrogar os franceses sobre outras medidas específicas, o que parece contrariar ao presidente Emmanuel Macron, que mostrou esta semana que deseja organizar na medida do possível uma consulta sobre diferentes assuntos.

A CCC rejeitou assim a ideia de submeter o plebiscito 10 series de medidas sobre assuntos que vão desde a renovação térmica obrigatória aos edifícios à limitação da publicidade ou medidas para reduzir o espaço dos veículos.

“Constituição, ecocídio, ok para um plebiscito. Para o resto, o poder que assuma suas responsabilidades”, disse um dos participantes, antecipando resumidamente os argumentos pela maioria dos participantes.

Macron havia decidido organizar este exercício de democracia participativa inédita na França à raiz da crise dos “coletes amarelos”, activada precisamente pela introdução de uma taxa de carbono aos combustíveis. O dia 29 de Junho foi a previsão de receber os participantes para dar a eles as “primeiras respostas”.

A CCC não voltou a introduzir imposto aos combustíveis, mas propôs outras 150 medidas. Uma das mais polémicas é a redução do tempo de trabalho a 28 horas por semana, que foi descartada com 65% dos votos.

Uma medida que sem dúvida dividirá a opinião pública é a redução da velocidade na auto-estrada de 130 a 110 km/h, que recebeu 60% dos votos. A proposta irritou as associações de automobilistas, que ainda não havia se recomposto da redução de 90 a 80 km/h nas estradas nacionais.

Fonte: ANDA

ESTUDO Destruição de ecossistemas naturais aumenta o risco de pandemias

As pandemias podem se tornar cada vez mais prováveis à medida que a destruição de ecossistemas naturais remove as barreiras entre humanos e animais silvestres, mostrou um estudo.

Mais de seis em cada dez doenças infecciosas vêm de animais, por exemplo a tuberculose que veio de vacas, a influenza que veio de suínos e galinhas, e o HIV vindo dos chimpanzés.

Os cientistas têm argumentado que o desmatamento, a mudança do uso da terra e a intensificação agrícola, entre outros factores, estão aumentando os riscos de que doenças ainda mais letais acabem chegando até os seres humanos.

A Covid-19, que causou um confinamento quase global e mudou o modo de vida em todo o planeta, chegou em humanos depois que foi transferido de morcegos por meio de um animal intermediário.

Estudos anteriores identificaram morcegos como a origem do Ebola, do vírus Nipah, de alguns tipos de raiva além de várias outras doenças.

Acima está um modelo que mostra que os serviços ecossistêmicos diminuem à medida que cresce a degradação, com isso, o risco de uma pandemia emergir entre os seres humanos é drasticamente aumentado

“Os ecossistemas naturalmente restringem a transferência de doenças de animais para humanos, mas esse serviço diminui à medida que os ecossistemas se degradam”, disse o principal autor do estudo, Dr. Mark Everard, da University of West England (Inglaterra).

“Ao mesmo tempo, a degradação do ecossistema prejudica a segurança hídrica, limitando a disponibilidade de água adequada para uma boa higiene, saneamento e tratamento de doenças”.

“O risco de doenças não pode ser dissociado da conservação do ecossistema e da protecção dos recursos naturais.”

O estudo, publicado na revista Environmental Science and Policy, também argumenta que a destruição ambiental “mina” a disponibilidade de recursos naturais, o que significa que pode não haver água suficiente disponível para actividades que protegem contra doenças, como lavar as mãos, por exemplo.
“Os riscos de doenças zoonóticas estão, em última análise, interligados com crises de biodiversidade e insegurança hídrica”, escrevem no estudo.

O estudo estabeleceu a importância da preservação dos ecossistemas para prevenir uma pandemia utilizando uma estrutura complexa, defendida pelas Nações Unidas e pela Agência de Protecção Ambiental dos EUA, para analisar o risco de doenças “zoonóticas” – ou de origem animal.

A estrutura levou em conta as actividades humanas que tensionam o meio ambiente; as mudanças nas condições dos habitats naturais; e os efeitos da degradação ambiental sobre ecossistemas e seus serviços.

Eles usaram a estrutura para analisar as ligações entre humanos e o meio ambiente, revelando a elevação no risco de degradação ambiental, além de respostas que poderiam ajudar os seres humanos a evitar outra pandemia.

O grupo de cientistas, que inclui uma equipe do Greenpeace, também previu que, à medida que as medidas de isolamento sejam suspensas, a destruição dos ecossistemas acelerará devido às forças de mercado de curto prazo, aumentando os riscos de uma nova pandemia.

O Dr. David Santillo, dos laboratórios de pesquisa do Greenpeace em Exeter (Inglaterra), um dos autores do estudo, pediu que atitudes sejam tomadas para impedir a destruição do ecossistema.

“A velocidade e a dimensão das acções radicais que foram tomadas em tantos países para limitar os riscos à saúde e financeiros provocados pela Covid-19 demonstram que também seria possível realizar mudanças sistémicas radicais para lidar com outras ameaças existenciais de escala global, como a emergência climática e o colapso da biodiversidade”, disse ele.

Estudos anteriores descobriram que risco de transmissão de vírus é maior em espécies animais que aumentaram suas populações e/ou expandiram sua área de abrangência por se adaptarem melhor às regiões dominadas pelo homem.

Animais domesticados, primatas e morcegos, foram identificados como os que carregam o maior risco de transferir uma nova doença para humanos, potencialmente desencadeando uma nova pandemia.

Evidências genéticas confirmaram que o Coronavírus, ou SARS-CoV-2, foi transmitido para humanos a partir de morcegos.

Na foto acima está um mapa da estrutura que os cientistas usaram para identificar ligações entre os humanos e o ambiente, e analisar o risco de outra pandemia

Uma pesquisa publicada no The Lancet revelou que os morcegos são o hospedeiro original “mais provável” do vírus, depois de analisar amostras retiradas dos pulmões de nove pacientes em Wuhan.

E cientistas da Academia Chinesa de Ciências, do Exército Popular de Libertação e do Institut Pasteur de Xangai, também apontaram para morcegos como a provável origem.

No entanto, o ponto onde o vírus foi passado para humanos ainda não foi descoberto.

Relatórios iniciais sugerem que isso aconteceu em uma “feira de alimentos frescos” em Wuhan, China, onde os humanos são expostos a carne animal, sangue e excrementos.

No entanto, as autoridades chinesas têm procurado “colocar panos quentes” sobre isso e rotular o mercado como uma vítima em vez de um “super-difusor” de doenças.

Eles disseram que exames realizados nos animais do mercado mostraram que “nenhum” tinha Covid-19.

Isso desafiou pesquisas de cientistas de Harvard, MIT e da University of British Colúmbia (Canadá), que examinaram quatro amostras do mercado e encontraram traços do vírus ‘99,9% ‘ idênticos aos retirados de um paciente em Wuhan, China.

O primeiro caso de coronavírus foi relatado em Wuhan em Dezembro de 2019.

Fonte: ANDA

CRUELDADE Fim da indústria de pele de vison custa a vida de milhares de animais na Holanda

A pandemia de coronavírus adiantou o fechamento das indústrias de pele nos Países Baixos

Activistas pelos direitos animais acreditam que até o final deste ano a indústria de pele de vison chegue ao fim na Holanda. O fim dessa prática cruel, no entanto, custará a vida de milhares de animais.

Os Países Baixos planeavam encerrar essa indústria em 2024. O fechamento das fábricas, porém, foi adiantado pela pandemia de coronavírus. Isso porque as taxas de infecção entre visons são crescentes e os animais podem ter transmitido o vírus para dois funcionários. Diante da situação, o Parlamento votou pelo banimento da criação de visons o mais rápido possível e pela indemnização dos proprietários de fazendas que exploram e matam esses animais para extracção de sua pele.

A decisão – que não estabeleceu prazo para fechamento, nem valor das indemnizações – só levou em consideração aqueles que exploram esses animais, sem levar em conta o direito à vida dos visons. Até o momento, quase 600 mil dos 800 mil visons dos Países Baixos foram mortos asfixiados. De maneira cruel, eles foram expostos ao gás monóxido de carbono. A matança foi confirmada pela Fur Europe, grupo com sede em Bruxelas que representa fabricantes de peles e criadores de visons.

A exploração de animais para fabricação de pele foi proibida por oito países europeus desde 2000. Criados em condições deploráveis, os visons são mantidos em minúsculas gaiolas, nas quais vários animais são amontoados. ONGs de protecção animal criticam essa indústria e pedem seu banimento. As informações são de Dina Fire Maron, da National Geographic.

A votação do Parlamento foi elogiada pela parlamentar holandesa Esther Ouwehand. “É um grande avanço. A matança de animais para uso de peles nos Países Baixos está finalmente chegando ao fim”, disse Ouwehand, em comunicado. “Além de moralmente questionável, a criação de visons agora é simplesmente insustentável porque representa uma ameaça à saúde pública”, completou.

No entanto, para que se torne lei, a aprovação parlamentar precisa ser promulgada pelo rei e pelo ministro ou secretário de estado revelante. A previsão de encerramento deve ser elaborada pelas autoridades apenas se a medida se tornar lei – o que a Humane Society International acredita ser provável.

Há discordâncias, porém, sobre a questão das indemnizações. Parlamentares que consideram a exploração de animais para fabricação de pele uma prática anti-ética discordam. Isso porque a decisão de encerrar a indústria em 2024 não incluía indemnizações e destinar o dinheiro da população para isso gerou polémica.

Países como Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Eslovénia, Croácia, República Tcheca, Eslováquia e Reino Unido já proibiram as indústrias de peles. Irlanda está em processo de proibição. Propostas legislativas nesse sentido foram apresentadas também na Bulgária e Lituânia.

Na Alemanha, as indústrias não foram proibidas, mas acabaram fechando após o país exigir o cumprimento de normas rigorosas de bem-estar animal, que, segundo o diretor de política de moda da Humane Society International, PJ Smith, tornaram a atividade inviável.

Smith lembra, porém, que essa prática cruel não foi proibida apenas na União Europeia. “Próximo às fronteiras da União Europeia, a Noruega, Sérvia, República da Macedônia e Bósnia e Herzegovina também proibiram a produção de peles.”

Com o fechamento das fábricas de visons nos Países Baixos, quatro milhões de peles a menos serão comercializadas. Lamentavelmente, isso será feito sob o custo do sofrimento de milhares de visons, que após viverem vidas miseráveis não terão a oportunidade de ter um recomeço digno.

Fonte: ANDA

DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL Desmatamento está ligado ao aumento nos casos de malária, revela estudo

Outras doenças, como a leishmaniose e a febre amarela, também estão ligadas ao desmatamento

Um estudo realizado por pesquisadores da FSP-USP (Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo) e publicado recentemente na renomada Revista Nature provou, mais uma vez, a relação entre o desmatamento e o surgimento de doenças. O alerta já foi feito, inclusive, pela OMS e pela ONU.

Os pesquisadores mostraram a relação entre o desmatamento e o aumento nos casos de malária e apontaram a responsabilidade de países que adquirem commodities como madeira, café e tabaco, que causam destruição ambiental. As áreas desmatadas para esse fim são responsáveis por 20% do risco de surgimento da doença, segundo o estudo, realizado entre 2010 e 2020.

“Diversas perturbações ambientais, como o desmatamento e a instalação de pessoas nessas áreas criam o habitat ideal para o mosquito”, afirmou à Agência Einstein o doutor em Ciências pela FSP-USP Leonardo Suveges, um dos autores do estudo.

A pesquisa foi baseada em dados da Universidade de Sydney, na Austrália, obtidos sob a condução de Manfred Lenzen, professor de Análise Integrada de Sustentabilidade, que cruzou, com sua equipe, dados das rotas comerciais dos mais importantes fornecedores de commodities, taxas de desmatamento e índices da enfermidade.

O estudo é o primeiro a relacionar a compra de commodities, feita por países desenvolvidos, com o aumento dos casos de malária. Um risco de 10% no aparecimento de novos casos da doença por conta do desmatamento é, segundo os cientistas, de responsabilidade dos seguintes países: Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, China, Itália, França, Espanha, Bélgica e Países Baixos. A situação coloca 10 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente na África Subsaariana.

A Nigéria está entre os países mais afectados, com 6 milhões de casos da doença ligados ao desmatamento em 2015, além da Tanzânia, onde 5,6 milhões de pessoas foram infectadas por conta da proximidade de seus lares com as áreas devastadas.

A China é a nação mais rica a contribuir com o aumento da malária em 2015, tendo sido responsabilizada por 1,7 milhão de casos. Em segundo lugar está a Alemanha, com 1,5 milhão, e depois o Japão, com 986 mil.

No Brasil, mais de mil casos foram registados no primeiro trimestre de 2020 em seis do sete estados amazónicos. Cada quilometro desmatado na Amazónia é responsável pelo surgimento de seis novos casos da doença, segundo pesquisa da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

Outras doenças, como a leishmaniose e a febre amarela, também estão ligadas ao desmatamento. Além disso, a monocultura, a pecuária e a mineração facilitam o surgimento de novas doenças infecciosas e epidêmicas, segundo estudo feito para a elaboração do Relatório de Biodiversidade das Organizações das Nações Unidas (ONU) de 2018. A conclusão chegada pela ONU foi estabelecida após análise de 15 mil pesquisas sobre o tema.

Fonte: ANDA

IMAGENS INCRÍVEIS Baleias cachalotes dormem verticalmente para se proteger

Imagens incríveis captadas por pesquisadores mostram baleias cachalotes dormindo verticalmente no oceano. Segundo cientistas, é comum que baleias escolham uma posição em “forma de vagem” para tirar pequenos cochilos durante longas viagens. As sonecas das baleias duram aproximadamente 12 minutos.

Outro facto interessante é que as baleias desligam apenas metade do cérebro para dormir. Assim, elas conseguem descansar, mas manterem-se em alerta contra predadores e ainda focar na respiração. Ao contrário dos sistemas respiratórios em humanos, o sistema respiratório de um golfinho ou baleia é voluntário.

Isso significa que as baleias devem manter pelo menos parte de seus cérebros acordados para “accionar” cada respiração. Dormir na vertical auxilia tanto a captura de oxigénio quanto favorece reacções de defesa rápidas. As baleias passam cerca de 7,1% do tempo dormindo.

Estudos indicam que apesar de adormecer apenas metade do cérebro, baleias podem exibir sinais de sono REM, fase do sono em que seres humanos sonham. Veja abaixo cachalotes dormindo:

Fonte: ANDA

LUZ NO FIM DO TÚNEL Dezenas de cães que seriam mortos no Festival de Yulin são salvos por activistas

 

Dezenas de cães que estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas imundas e apertadas foram salvos por activistas em defesa dos direitos animais. Eles seriam mortos para consumo durante o Festival de Yulin em um mercado de carne de cães em Nanning, capital da província de Guangxi, no sul da China.

A Ativista Du Yufeng, uma das principais activistas em defesa dos animais da China, afirma que encontrou os cães aprisionados na secção de “aves vivas”. Ela disse que os animais ficavam em exposição para serem escolhidos pelos clientes. Os cachorros seriam mortos na hora e na frente do comprador.

Ela conseguiu negociar com o comerciante e salvou cerca de 30 cães. Ela rapidamente acionou contactos e conseguiu alugar uma minivan para transportar os animais em segurança para um abrigo em Guangyuan. Eles receberão cuidados e serão encaminhados para lares temporário até serem adoptados.Fonte: ANDA

CHINA Treinador é criticado por abusar de beluga em parque aquático

Todos os espectáculos que usam e abusam de animais não-humanos, para entreter o animal-humano, são crueldade, são tortura, psicológica e física!

Mário Amorim


O treinador de baleias beluga de um parque aquático da China está sendo duramente criticado por internautas de todo mundo após a divulgação de um vídeo que mostra o homem montando no animal enquanto a treina para uma atração. Ele é acusado de tortura e crueldade contra animais e está sendo considerado por jovens chineses como o símbolo do porquê atrações que exploram animais devem ser boicotadas.

O episódio ganhou uma repercussão tão grande nas mídias sociais do país que o aquário publicou um comunicado tentando esclarecer os maus-tratos e justificar a atitude do treinador afirmando que as belugas são muito “apegadas emocionalmente” ao funcionários do local e para elas esse tipo de prática é considerada como “carinho” e “brincadeira”. No entanto, a desculpa não surtiu efeito.

Um internauta aponta que não é ético banalizar a submissão de animais que sofrem com profundos traumas psicológicos. “[Ele] geralmente se exibe em pé em cima das baleias beluga postando vídeos em uma plataforma de transmissão ao vivo. [Os vídeos] têm um impacto social extremamente terrível e esperamos que os departamentos relevantes prestem muita atenção”, disse em uma rede social.

Outro internauta chinês criticou também a retirada de animais marinhos de seus habitats com intuito de seres explorados apenas para entreter seres humanos. “Isso é prisão e crueldade para com os animais. Baleias e golfinhos deveriam viver no mar, mas agora estão confinados em pequenas prisões. Eles são forçados a realizar e trabalhar em aquários todos os dias. É tudo crueldade e tortura”, salientou.

O parque aquático Luoyuanwan fica localizado em Fuzhou, província de Fujian. O local aprisiona golfinhos, belugas e tubarões e os obriga a participar de espectáculos e a aprender truques e performances anti-naturais apenas para o deleite do público. Após as críticas, o parque excluiu vários vídeos que reuniam comentários e reacções de repúdio.

Fonte: ANDA