ALERTA Incêndios no Pantanal podem piorar em 2021

De acordo com depoimentos no Senado, em 2020, a maioria dos mais de 22 mil focos de calor, podem ter sido provocados intencionalmente sem punição.

O Observatório Pantanal e todas as organizações que o compõem alertam que os incêndios ocorridos em 2020 podem voltar e até se intensificar em 2021 caso não sejam tomadas medidas necessárias rapidamente.

Recomenda-se a formação e manutenção de brigadas de combate ao fogo, aquisição de equipamentos adequados, antecipação na contratação e mobilização do Prevfogo, como também campanhas que orientem as comunidades pantaneiras, identificação e punição dos responsáveis pelos incêndios.

Além das sugestões levadas por institutos de pesquisa, governos, universidades e organizações da sociedade civil ao Congresso Nacional, incluem ainda a suspensão de licenças para implantação de novas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na Região Hidrográfica do Paraguai.

São cobrados pelas entidades aquisição de equipamentos e aeronaves com essa finalidade, além de treinamento em técnicas de controle de incêndios florestais pelas Forças Armadas e destinar recursos orçamentários para a realização de pesquisas sobre prevenção de fogo, recuperação ambiental, recursos híbridos e serviços ecos- sistémicos.

Observatório encaminha carta às autoridades

Parlamentares e representantes do Executivo: ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, receberam uma carta assinada pelo Observatório Pantanal com as reivindicações.

O documento também foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, e às autoridades regionais dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Observatório Pantanal, a organização contribui com informações, doações de equipamentos e cursos de capacitação para os componentes das brigadas de combate ao fogo do Pantanal.

“Fazemos esse alerta urgente agora em abril para evitar uma catástrofe ainda maior em 2021. Não podemos permitir que o bioma, rico em biodiversidade, abrigo de animais e plantas nativas, e subsistência de comunidades tradicionais seja novamente destruído”, afirma Cássio Bernardino, analista de conservação do WWF-Brasil.

Necessidade de ação coordenada

“Não há, até o momento, uma ação coordenada que reúna iniciativas necessárias por parte dos órgãos responsáveis. Falta um planejamento integrado de ações de prevenção, sensibilização e preparação frente à temporada de fogo que se aproxima. Transparência e participação social são fundamentais para que a sociedade civil possa contribuir de forma efetiva para a conservação do bioma. Por isso, viemos a público reafirmar a gravidade da situação que se aproxima e reivindicar do poder público que tome as providências necessárias para que se preserve a vida, a natureza e as pessoas do Pantanal”conclui Bernardino.

Em 2020, o fogo no Pantanal atingiu uma área semelhante a do estado do Rio de Janeiro – 38.600 km² consumindo desde campos naturais até florestas em escala sem previsão em todo o histórico de monitoramento do bioma. De acordo com depoimentos no Senado, em 2020, a maioria dos mais de 22 mil focos de calor, podem ter sido provocados intencionalmente sem punição. Uma grande perda da biodiversidade e de modos de subsistência das comunidades.

Em 2019 também ocorreram incêndios criminosos sem responsabilização. Foram consumidos 18 mil km² só na porção brasileira do Pantanal. E mesmo com cobranças às autoridades e às manifestações internacionais, ninguém foi punido.

Recomendações do Legislativo

A Comissão Temporária Externa (Senado) criada para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios e a Câmara dos Deputados, expediram no fim de 2020 recomendações a diferentes órgãos de governo, do judiciário, do Ministério Público e do Legislativo com o propósito de apurar responsabilidades pelo ocorrido no ano passado e criar as condições para não se repetir em 2021.

Recomendaram a criação de brigadas de incêndio. O Senado ainda recomendou a criação de reservatórios de água em áreas estratégicas e a permanência das brigadas.

A Câmara dos Deputados recomendou que os brigadistas sejam contratados “em tempo hábil para que novas tragédias sejam evitadas” e a criação de um “programa de recuperação de nascentes, cabeceiras e demais áreas críticas da Bacia do Alto Paraguai (BAP)”.

Sobre o Observatório Pantanal

Observatório Pantanal é um coletivo de 39 organizações da sociedade civil atuante em prol das questões socioambientais na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai na Bolívia, Brasil e Paraguai.

As acções podem ser acompanhadas pelas redes sociais.

Fonte: ANDA

ALERTA Mudanças climáticas favorecem a extinção de anfíbios e outros animais

Na América Central, três espécies de anfíbios desapareceram e muitas outras podem sumir em breve, vítimas de um fungo mortal cuja disseminação é favorecida pelas mudanças climáticas, segundo comunicado na última quinta-feira (10) pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

Essas três espécies, das quais se inclui o colorido Atelopus chiriquiensis, que vivia em locais de grande altitude na Costa Rica e no Panamá, mas que fora vista pela última vez em 1996, serão adicionadas, junto com outras 28 espécies, à categoria de extinção da “lista vermelha” da IUCN.

A lista inclui cerca de 128,9 mil espécies, dentre elas plantas e animais, das quais aproximadamente 35,7 mil estão classificadas em perigo de extinção.

“A lista de espécies extintas que aumenta é um lembrete brutal de que é urgente tomar mais medidas para a conservação da natureza”, ressaltou Bruno Oberlé, diretor-geral da IUCN, que reúne mais de 1,4 mil organizações e governos.

Outras 22 espécies de anfíbios encontradas na América Central e do Sul estão listadas como espécies “gravemente ameaçadas”, categoria que precede a extinção, na classificação da IUCN em nível internacional.

O responsável pelo desaparecimento das espécies, identificado há muito tempo, é um fungo que ataca a pele de rãs, sapos e outras rãs, impedindo-as de respirar, o que causa a morte das vítimas.

Grande crise

“É uma espécie invasora que afecta um grande número de anfíbios em diferentes partes do mundo: Europa, América do Sul, Ásia e África”, afirma Craig Hilton Taylor, responsável pela elaboração da lista vermelha da organização.

“A mudança climática parece ajudar a propagação do fungo e criar as condições para que ele se desenvolva, e então extermine as populações de sapos”, ele explica, informando sobre uma “grande crise” que afeta os anfíbios.

As 17 espécies de peixes que habitam o Lago Lanao, nas Filipinas, também compõem o grupo de espécies ameaçadas ou extintas. Os culpados, neste caso, são duas espécies de peixes predadores, as quais foram introduzidas acidentalmente na natureza há meio século.

Atualmente, 15 peixes considerados “indígenas” desapareceram e outros dois estão ameaçados.

Além disso, segundo Hilton Taylor, a pesca predatória, a poluição e o desmatamento “modificaram maciçamente” o ecossistema do lago localizado na ilha de Mindanao.

Golfinhos ameaçados

O golfinho do Orinoco, espécie Sotalia fluviatilis, também se encontra ameaçado junto às outras espécies de animais aquáticos. Esse mamífero está na categoria “ameaçada de extinção” porque sua população é vítima das redes de pesca, das instalações de barragens e da poluição.

Em nota, Craig Hilton Taylor declarou que as autoridades do Peru, Equador, Colômbia e Brasil estão se mobilizando juntas para salvar o golfinho do Orinoco.

Ainda na linha de otimismo, o bisão europeu acaba de passar da categoria “quase ameaçado” para a categoria “vulnerável”, regredindo uma instância na classificação. Considerado o maior mamífero da Europa, a espécie sobreviveu somente em cativeiro antes de ser reintroduzida na natureza, na década de 1950.

Hoje, um intenso esforço permitiu passar uma população de 1,8 mil cabeças em 2003 para 6,2 mil em 2019, com 49 retalhos em liberdade na Europa.

Fonte: ANDA

ALERTA Exploração de animais silvestres pela indústria da moda pode desencadear nova pandemia

Investigações revelam que os animais são obrigados a viver em águas pútridas em meio a excrementos e cadáveres de outros animais.

A organização em defesa dos direitos animais PETA alertou que a exploração e morte de animais selvagens para atender a indústria de peles pode ser responsável por novas pandemias. A ONG está pedindo a abolição mundial de “fazendas de peles” para evitar o surgimento de novas doenças transmitidas de animais para seres humanos.

A PETA usa como principal exemplo as fazendas de jacarés, muito comuns em países asiáticos, onde os animais são mantidos de forma confinada, superlotada e sem qualquer higiene. Investigações revelam que os animais são obrigados a viver em águas pútridas em meio a excrementos e cadáveres de outros animais.

Segundo a organização “isso cria um terreno fértil potencialmente sério para o surgimento de muito patógenos zoonóticos (agentes causadores de doenças que podem se espalhar de outros animais para o ser humano), incluindo salmonela, vibrio, Aeromonas spp.Pseudomonas spp.E. coli , trichinella, vírus do Nilo Ocidental e outros – todos os quais crocodilianos transportam e potencialmente transmitem aos seres humanos”.

A PETA afirma ainda que a visão de uma fazenda de crocodilos no Vietname é uma “reminiscência dos mercados onde os cientistas acreditam que o novo coronavírus se originou. Pesquisadores acreditam que o coronavírus tenha se originado em um mercado húmido – onde animais, principalmente espécies silvestres, são mortos e vendidos- em Wuhan, na China.

Fonte: ANDA

ALERTA Desmatamento tem relação directa com pandemias

Animais silvestres, seja por caça, comércio ou perda de habitat, entraram em contacto com os humanos, passando doenças que antes estavam restritas à selva

Artigo publicado pelo Fórum Económico Mundial diz que as pandemias, cada vez mais comuns e devastadoras, se devem à destruição das florestas fazendo escapar vírus e doenças que antes não alcançavam as populações humanas. Segundo pesquisa, 31% dos 12.012 surtos em todo mundo entre os anos de 1980 e 2013 estão ligados directamente a ambientes que foram devastados.

O cálculo é que 65% das doenças que surgiram nas últimas quatro décadas vieram de animais silvestres, seja por caça, comércio ou perda de habitat, que entraram em contacto com as pessoas passando doenças que antes estavam restritas à selva. Os cientistas dizem que foi assim com o ébola, zika, Aids e agora com o coronavírus cuja origem mais aceita é que tenha surgido no mercado de Wuhan, na China, que comercializava animais (vivos ou mortos) como morcegos, cobras, civetas, entre outros animais silvestres.

Segundo dados da ONG Renctas, o tráfico de animais silvestres movimenta cerca de US$ 10 a 20 biliões (entre R$ 52 e R$ 104 bi) em todo o mundo, colocando esse comércio ilegal na posição de terceira maior actividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. E o Brasil participa com 15% desse valor, aproximadamente US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,7 bi).

Os especialistas têm insistido  que variações climáticas, devastação de habitats, expansão de cultivos, estradas e garimpos em meio a florestas funcionam como gatilhos para surtos viróticos. A mudança no padrão de migração das aves pode ter sido responsável pelos casos de gripe aviária na Ásia. Patos selvagens, que são reservatórios do vírus, por exemplo, tiveram que abdicar de lagos naturais dominados pelos humanos e acabaram pousando em granjas passando a doença para aves domesticadas ou criadas para consumo. As informações são do UOL.

Fonte: ANDA

ALERTA Cerca de 900 mil pinguins-rei desapareceram do mundo

Uma das principais explicações para o desaparecimento das aves é que elas migraram pela rota marítima e não voltaram para a sua ilha de origem

Pesquisadores estão querendo entender o que causou o desaparecimento de 900 mil pinguins-rei da ilha vulcânica Île Aux Cochons, que fica localizada entre Madagascar e a Antárctica. Os profissionais realizaram uma expedição no local com o intuito de descobrir o que aconteceu. No entanto, nenhuma das hipóteses que haviam sido levantadas foi comprovada.

A expedição foi realizada no final de 2019 e garantiu a descoberta de diversos espaços vazios na ilha, que até então, segundo a revista Science, era a maior agregação da espécie do mundo nos últimos anos e a segunda maior colônia entre todas as 18 espécies de pinguins. Segundo os cientistas, uma das principais explicações para o súbito desaparecimento dos animais é que eles migraram pela rota marítima e não voltaram para a sua ilha de origem. O que leva a crer que foi dessa forma que a colónia foi dispersada, já que os animais não foram localizados em ilhas próximas.

No entanto, apesar da possível explicação, o mistério aumenta quando se coloca em evidência as características da espécie, já que normalmente os pinguins-rei são fieis ao local de nascimento e de primeira reprodução.

Durante a expedição, os cientistas instalaram na ilha armadilhas e câmaras de visão nocturna para procurar gatos e ratos, conhecidos por se alimentarem de ovos de filhotes de aves marinhas. Os pesquisadores também colectaram amostras de sangue de pinguim e desenterram os ossos de alguns para identificar doenças ou mesmo mudanças na dieta que poderiam sugerir alguma pista, no entanto nada foi identificado.

Sem qualquer evidência de erupção vulcânica ou tsunami, o desaparecimento causado por algum desastre ambiental também foi descartado. O facto é que muitos dados ainda precisam ser processados para que se saiba o que de facto ocorreu com as aves.

Fonte: ANDA

ALERTA Pesquisadores esperam mudança dramática no Árctico como consequência da crise climática

Menos gelo marinho, derretimento de neve e aumento de gases de efeito estufa são alguns dos efeitos já observados


Morsa em pequena plataforma de gelo mostra o desastre ambiental que o planeta enfrenta.

O século XXI será marcado por catástrofes produzidas pelas pessoas. O primeiro sinal de desordem tem surgido no Árctico, que está esquentando de uma forma mais rápida que o resto do mundo. Especialistas analisaram as temperaturas da água, níveis de gelo do mar e padrões de vida selvagem da plataforma marinha de Bering e Chukchi, localizada entre o Alasca e a Rússia, e concluíram que haverá uma mudança drástica, colocando em risco espécies marinhas e terrestres.

O estudo constatou que o aquecimento do Árctico tem resultado em menos gelo marinho, derretimento precoce da neve e derretimento do “permafrost” que libera gases do efeito estufa. Essa análise, focada entre os anos de 2017 e 2019, mostra que está por vir uma “mudança repentina e dramática” com consequências irreversíveis.

Devido a essas mudanças ambientais, as focas não estão se reproduzindo nas áreas de costume e outros animais marinhos estão morrendo em grande número. Henry Huntington, principal autor do estudo, disse ao site Daily Mail: “A taxa de mudança no período do estudo foi chocante. Ter uma equipe com a experiência necessária para reunir as peças em todo o ecossistema, simplesmente mostra como as mudanças são profundas e o quanto elas importam”.

A equipe descobriu que o recuo do gelo da primavera tem ocorrido mais cedo do que o normal nos últimos anos. E a falta de gelo e temperaturas quentes começaram a afectar drasticamente a vida selvagem que vive na região. O número de aves marinhas, por exemplo, diminuiu de 2017 a 2019.

“O que acontece nos mares do norte de Bering e Chukchi pode ser uma antecipação do que pode ser esperado em outros lugares e oceanos do mundo nos próximos anos e décadas”, afirmou Huntington.

O pesquisador da Universidade do Alasca Fairbanks, Seth Danielson, que também participou do estudo, descreveu as mudanças como um alerta: “Muitas vezes, quando reorganizações ecológicas significativas acontecem, só podemos tentar juntar a história depois do facto. Nesse caso, tivemos a oportunidade incomum de conhecer as mudanças enquanto elas estavam acontecendo, para podermos documentar propositadamente o processo à medida que ele se desenrolava”.

Fonte: ANDA

ALERTA Leões podem estar extintos até 2031 com um declínio de 97% da espécie

Já extintos em 26 países africanos, e com apenas 20 mil representantes remanescentes na natureza os reis da selva estão ainda resistindo, mas caso a velocidade e o volume de mortes não diminua a espécie não resistirá aos próximos 11 anos
Foto: Divulgação

Não é segredo que as populações de leões estão em declínio. Apenas no século passado, a população da espécie na África diminuiu quase 97%, muitos relatórios sugeriram que os leões selvagens poderiam ser extintos até 2020.

Na realidade, os leões já estão extintos em 26 países africanos, mas enquanto as espécies podem ter sobrevivido até um prazo iminente, com apenas 20 mil representantes remanescentes na natureza, a ONG internacional de protecção à vida selvagem, Born Free, está pedindo ao público que ajude a mudar essas estatísticas. Se o declínio das populações dos felinos continuar na mesma proporção e velocidade, os leões poderão ser extintos até 2031, alerta a entidade.

Mas nem tudo é desgraça, como parte de sua Campanha Últimos Leões de Meru, a Born Free está destacando como o apoio aos esforços de conservação pode fazer a diferença e nos salvar de um mundo sem os Reis da selva. Lar da famosa Elsa (a leoa cuja história foi contada no livro e filme originais da Born Free) o Parque Nacional Meru, onde ela morava, foi tragicamente dizimado por caçadores na década de 1980. Nos anos 2000, foram feitos esforços conjuntos para trazer novamente vida selvagem ao parque e tornar sua gestão efetiva. Em 2014, a Born Free, trabalhando ao lado do Kenya Wildlife Service (Serviço de Vida Selvagem do Quênia), lançou sua iniciativa “Pride of Meru” para revitalizar ainda mais o parque, agora não é apenas o lar de uma população estável de 60 a 80 leões, mas também uma série de outros animais selvagens, incluindo 35 mamíferos, 400 aves e 40 espécies de répteis.

Foto: Pinterest

O parque Meru ainda tem um longo caminho a percorrer, mas a Born Free procura aumentar a protecção, o monitoramento e o rastreamento da população de leões, além de expandir seu trabalho de conservação em toda a área protegida de Meru e “reacender” todo o ecossistema para que outras espécies possam florescer mais uma vez.

Will Travers OBE, presidente e co-fundador da Born Free, disse em um comunicado: “Nosso trabalho no Parque Nacional Meru é um exemplo maravilhoso de quão resiliente nosso mundo pode ser e de como a natureza se recuperará se todos trabalharmos juntos. Uma vez que a caça no parque foi controlada, a vida selvagem foi capaz de se restabelecer nos diversos habitats encontrados nesta área protegida única. Ao implementar nosso projecto de monitoramento de leões, trabalhando com comunidades locais e escolas próximas ao parque, educando e capacitando as pessoas e destacando a importância da conservação da vida selvagem, fomos capazes de incentivar a coexistência e promover meios de subsistência mais sustentáveis, que funcionem para as comunidades locais que vivem em torno de Meru e sua vida selvagem”.

“Mas este é apenas o primeiro passo. Nosso plano, baseado no sucesso de nosso trabalho de protecção e na próspera vida selvagem de Meru, é expandir nossos esforços em toda a Área de Conservação de Meru, abrangendo mais de 4.000 km2, incluindo o Parque Nacional Kora e as reservas nacionais de Bisinadi e Mwingi”.

Foto: Pinterest

“Começando com Meru, devemos redobrar nossos esforços para salvar e proteger os leões da África agora mais do que nunca – um mundo sem eles é simplesmente inimaginável”.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora de Born Free, acrescentou:

“É difícil acreditar que se passaram 56 anos desde que cheguei ao Quénia com meu marido Bill e nossa jovem família para filmar Born Free. Mal sabíamos que nossas vidas seriam mudadas para sempre pela história única e inspiradora de Elsa, a leoa, a incrível compaixão de George e Joy Adamson e os laços que formamos com alguns dos leões com quem trabalhamos no filme”.

“Naquela época, Meru era famoso por sua fauna abundante e, dizem alguns, até rivalizava com a famosa reserva de Maasai Mara. No entanto, tragicamente, na década de 1980, Meru foi invadida por caçadores e sua vida selvagem foi dizimada. Mas hoje Meru está revivendo”.

“Na Born Free, queremos um mundo em que os leões vaguem livremente, a salvo de caçadores e conflitos entre humanos e animais selvagens. Onde as pessoas ao redor do parque e a vida selvagem dentro dele possam coexistir pacificamente. Onde a natureza prospere”.

“Estou pedindo às pessoas que compartilham nossa visão que se juntem a nós e ajudem a garantir um futuro para os leões selvagens”.

Fonte: ANDA

ALERTA Populações de leões caem pela metade nos últimos 25 anos

Ameaçados por caças ao troféu, criados em cativeiro para venda, vítimas do tráfico internacional de partes de seus corpos para utilização na medicina chinesa, esses animais correm risco de extinção

Foto: Suzi Eszterhas

O recente lançamento de um livro atraiu atenção para a situação das populações de leões na savana africana. A publicação adverte que o rei da selva pode ser deposto e desaparecer da natureza para sempre, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para interromper a extinção desse belíssimo animal.

O alerta vem de fotógrafos da vida selvagem que capturaram mais de 70 imagens dos animais majestosos em parques e reservas nacionais no Quénia, Tanzânia e África do Sul.

“Remembering Lions” (Recordações dos leões, na tradução livre) foi idealizado pela fotógrafa britânica Margot Raggett e tem como objectivo arrecadar dinheiro e conscientizar o público da necessidade de proteger a espécie.

Foto: Marlon du Toit

Uma foto mostra 10 jovens leões desesperados por comida depois de perderem seus protetores adultos do sexo masculino. O leão mais famoso da África, batizado de Scar (Cicatriz) faz pose em outra imagem e um momento de ternura entre leoa e filhote é pego em uma terceira fotografia.

E na mesma reserva, Maasai Mara do Quénia, um filhote conhece seu pai pela primeira vez.

O número de leões diminuiu pela metade em 25 anos, restando 20 mil representantes da espécie na África e um pequeno grupo na Índia. Margot disse: “A redução rápida é uma das histórias menos conhecidas em conservação, porque a morte desses animais acontece fora da vista. Caçadas e criação em cativeiro podem ter impactos catastróficos nas populações de leões”.

Foto: Margot Raggett

Jonathan Scott, zoólogo e apresentador do Big Cat Live da BBC1, acrescentou: “Não pode haver desculpas, apenas vergonha se permitirmos que o grande e mais icónico felino desaparecer do nosso planeta”.

“Precisamos agir agora para que as gerações futuras possam apreciar o som de leões selvagens rugindo ao amanhecer”.

Ameaças e fazendas de criação em cativeiro

Perseguidos e mortos por partes de seus corpos, caçados por troféus, criados para serem vendidos e explorados pela indústria do turismo, os leões enfrentam ameaças sérias à sua sobrevivência.

O leão enfrenta muitas ameaças à sua sobrevivência, uma delas é o crescimento da presença humana em habitats selvagens, que causa o aumento da urbanização e em consequência disso, o número de animais selvagens diminui.

Foto: Chad Cocking

As “caçadas enlatadas”, vendidas como entretenimento para caçadores de troféus que pagam fortunas pela oportunidade de matar um leão, representam outra ameaça grave à espécie.

Movidas pelas possibilidade de lucro, fazendas de criação de leão tem surgido e se espalhado por toda a África do Sul. Nesses verdadeiros antros de crueldade os animais são forçados a se reproduzir, muitas vezes entre irmãos, com o risco de causar endogamia, ocasionando o nascimento de animais com defeitos congénitos sérios e irreversíveis.

Além de serem vendidos para caçadas cruéis onde o único destino possível é a morte, os leões mantidos nessas instalações muitas vezes são explorados pela indústria do turismo, que cobra valores dos visitantes ávidos por fotos, em troca da “oportunidade” de poder acariciar ou dar mamadeira a um filhote de leão.

Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP
Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros

O tráfico de partes de leão (ossos, pele, garras, cabeça) e a venda de animais também movimenta um mercado ativo e cuja demanda estimula a criação, caça e morte dos grandes felinos.

Embora o comércio internacional de partes de corpos de leões seja proibido pela CITES, a África do Sul tem permissão para estabelecer sua própria cota de exportação para leões cativos, cujos ossos são indistinguíveis de indivíduos selvagens. Quase duplicando desde 2017. Ano passado o governo aprovou uma cota de exportação de 1.500 esqueletos de leão em cativeiro.

A actual situação do leão, é a de uma espécie ameaçada de extinção, medidas urgentes precisam ser tomadas para a preservação da espécie, tanto pelo governo da África do Sul em prol da conservação e inibição de actividades que ameacem a sobrevivência da espécie, como as fazendas de criação e caçadas por troféus e a exportação de partes do corpo do animal, quanto pelos demais países que contribuem para que os números das populações do grande felino declinem, com o Reino Unido e os Estados Unidos como campeões de importação de troféus.

Dados sobre os leões

Os leões foram extintos em 12 países nas últimas décadas e agora ocupam apenas 8% do seu alcance histórico.

Foto: World Animal Protection

Na maioria das áreas onde eles são encontrados, as populações selvagens caíram cerca de 60% em pouco mais de 20 anos. Populações na África Ocidental são classificadas como Criticamente Ameaçadas.

Cerca de 20 mil leões permanecem em estado selvagem, em toda a África.

Desde 2008, 6 mil esqueletos de leões foram enviados para o leste da Ásia do Sudeste, provavelmente derivado de instalações de reprodução em cativeiro.

Em 2017, os EUA importaram mais de 230 troféus de leão, incluindo crânios, ossos, pele e garras (no Reino Unido, 20).

Cerca de 84% das instalações de leões em cativeiro na África do Sul estão envolvidas na venda de leões vivos e 72% venderam intencionalmente partes de corpos de leões.

Foto: Getty

Fonte: ANDA

ALERTA Relatório revela que mais de 28 mil espécies estão ameaçadas de extinção

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Do topo das árvores às profundezas dos oceanos, a destruição da vida selvagem pela humanidade continua a levar muitas espécies à extinção, é o que revela a última “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ressaltando que um terço de todas as espécies avaliadas está sob ameaça.

A destruição de habitats e a caça de animais selvagens agora levaram sete espécies de primatas a entrar em declínio, enquanto a pesca levou duas famílias de extraordinários arraias à beira do abismo.

Poluição, barragens e excesso de captação de água doce são responsáveis por graves quedas na vida selvagem fluvial do México ao Japão, enquanto a extracção de madeira está devastando o pau-rosa-de-madagascar e a doença está dizimando o olmo americano.

A lista vermelha, realizada pela IUCN, é a avaliação mais respeitada do status das espécies. A lista publicada na quinta-feira acrescenta quase 9 mil novas espécies, elevando o total para 105.732, embora esta seja uma fracção dos milhões de espécies que se imagina viver na Terra. Nem uma única espécie foi registada como tendo melhorado seu status.

Foto: Matt Potenski/IUCN

Um exame de referência da saúde do planeta publicado em maio já havia concluído que a civilização humana estava em perigo pelo declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida da Terra. As populações de animais silvestres despencaram 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas.

“A natureza declinando a taxas sem precedentes na história da humanidade”, disse Jane Smart, directora do grupo de conservação da biodiversidade da IUCN. Ela acrescentou que medidas decisivas são necessárias para deter o declínio, com a cúpula da convenção de biodiversidade da ONU no próximo ano na China como evento crucial para tomada de acções.

A lista vermelha destaca a situação dos peixes-espada e dos gigantes peixes-viola ou peixes-guitarra, eles são agora as famílias de peixes marinhos mais ameaçadas do mundo, com todas menos uma das 16 espécies criticamente ameaçadas – o que significa que elas estão a um passo da extinção.

A pesca intensificada e não regulamentada é a culpada, com as arraias geralmente capturadas “não intencionalmente”, sendo o alvo da pesca outra espécie.

Entre as sete espécies de primatas que estão mais perto da extinção, seis estão na África Ocidental, onde o desmatamento e a caça por carne são abundantes.

Actualmente, restam apenas 2 mil macacos-roloway (Cercopithecus roloway) na Costa do Marfim e em Gana, o que significa que sua população é precariamente pequena. Seu tamanho corporal relativamente grande e o valor de sua carne e pele fizeram deles um dos alvos preferidos dos caçadores.

Foto: Chong Chen/IUCN

A busca incansável da humanidade por água doce, particularmente para a agricultura, está tendo um impacto especialmente grande sobre a vida selvagem dos rios e dos lagos.

A atualização da lista vermelha revela que mais da metade dos peixes de água doce no Japão e mais de um terço no México estão agora ameaçados de extinção. Pesquisas recentes descobriram que dois terços dos grandes rios do mundo não fluem mais livremente.

“A perda dessas espécies de peixes de água doce poderia ter efeitos secundários em ecossistemas inteiros”, disse William Darwall, chefe da unidade de biodiversidade de água doce da IUCN.

A atualização da lista vermelha também incluiu 500 espécies de peixes ósseos de profundidade, como peixes-lanterna bioluminescentes, que enfrentam ameaças potenciais pela pesca profunda, perfuração de petróleo e gás e mineração no fundo do mar. O caracol é o primeiro molusco que vive nas fontes hidrotermais profundas a ser adicionado à lista e é avaliado como ameaçado de extinção.

A IUCN tem novas avaliações para a maioria das árvores da floresta seca em Madagascar, incluindo 23 espécies de jacarandá e palissandro, e descobre que 90% estão ameaçadas. Sua madeira é valorizada na construção de móveis e é o produto selvagem ilegal mais traficado do mundo. O olmo americano entrou na lista vermelha pela primeira vez como ameaçado. A árvore, que já foi comum, diminuiu ao longo de décadas devido a um patógeno fúngico invasivo, doença dos olmos holandeses.

“As doenças invasivas, juntamente com a poluição do ar e a mudança climática, dizimaram populações numerosas de espécies de árvores norte-americanas que antes ofereciam alimentos abundantes para a fauna nativa, assim como a beleza paisagem”, disse Healy Hamilton, da NatureServe, uma rede de cientistas da biodiversidade.

Os fungos são uma presença crescente na lista, com a atualização revelando que pelo menos 15 espécies que crescem tradicionalmente no campo de muitos países europeus estão agora ameaçadas de extinção. O fungo red waxcap (Hygrocybe coccínea), encontrado no Reino Unido e na Alemanha, é aquele que mais sofreu com as pastagens semi-naturais sendo convertidas em agricultura intensiva.

Outras espécies adicionadas incluem o rato-de-vidoeiro-húngaro (Sicista trizona), agora extinto em 98% comparado a sua antiga variedade devido à agricultura intensiva, e o sapo-de-poça do Lago Oku (Xenopus longipes), antes o sapo mais abundante no Lago Oku nos Camarões mas possivelmente extinto devido a um fungo devastador que tem amatado anfíbios em todo o mundo.

“A perda de espécies e a mudança climática são os dois grandes desafios que a humanidade enfrenta neste século”, disse Lee Hannah, da Conservation International. A lista vermelha aborda ambos, disse ele, ao incluir a ameaça do aquecimento global na avaliação do risco de extinção. “Os resultados são claros, devemos agir agora em ambos.”

Fonte: ANDA

Alerta Animais da Antártida poderão perder todo o continente até 2100‏

Depois do seu documentário “Uma verdade inconveniente”, foram mais do que muitos os cientistas que se atiraram contra ele. Ainda assim, há um grupo de cientistas que lhe dá razão.

Um pouco por todo o mundo, imensa gente procura desacredita-lo.

Só que o Al Gore, estava e está coberto de razão. As evidencias claras, dão-lhe total razão. Deixo aqui mais uma prova do quão o Al Gore, sempre esteve e está, absolutamente certo!

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Foto: Blickwinkel/Alamy

O gelo da região antártica está derretendo tão rápido que a estabilidade de todo o continente pode estar em risco até 2100, alertam os cientistas.

O colapso disseminado das plataformas de gelo da Antártida – extensões de gelo flutuante que se projetam para dentro do mar – pode pavimentar o caminho para elevações dramáticas no nível do oceano.

Uma nova pesquisa prevê uma duplicação do derretimento da superfície das plataformas até 2050. Até o fim do século, a taxa de degelo poderá ultrapassar o ponto associado ao colapso. Se isso ocorrer, uma barreira natural do fluxo de gelo das geleiras e camadas de terra cobertas de gelo para os oceanos será removida.

O cientista líder do estudo, Dr. Luke Trusel, da Woods Hole Oceanographic Institution em Massachusetts (EUA), disse ao The Guardian: “Nossos resultados ilustram o quanto o derretimento acelerado na Antártida pode intensificar o aquecimento global”.

“Isso já aconteceu em lugares como a Península Antártica onde nós observamos o aquecimento e colapsos abruptos de plataformas de gelo nas últimas décadas. Nossas projeções mostram que níveis similares de degelo podem ocorrer por toda a região costeira da Antártida até o fim deste século, aumentando preocupações sobre a estabilidade futura das plataformas”.

O estudo, publicado no jornal Nature Geoscience, foi baseado em observações  de satélite do derretimento das superfícies de gelo e em simulações climáticas até o ano 2100.

Ele mostra que se as emissões de gás de efeito estufa continuarem nos níveis atuais, as plataformas de gelo da Antártida deverão estar em risco de colapso em menos de 100 anos.

Por outro lado, se houver um cenário de redução de emissões, o degelo será trazido a uma situação de controle após 2050.

A Dra. Karen Frey, da Universidade de Clark em Massachusetts e co-autora do estudo, diz: “Os dados apresentados neste estudo revelam claramente que a política climática, assim como a trajetória das emissões de gás de efeito estufa no decorrer do século, terão enormes consequências sobre o destino futuro do derretimento das plataformas de gelo da Antártida, o que devemos considerar quando acessamos a sua estabilidade a longo prazo e as contribuições indiretas para o aumento do nível dos oceanos”.

Consequências para os animais

A notícia é deveras preocupante, pois se o degelo acelerado levar ao desaparecimento próximo de todo um continente – e um continente com todas as peculiaridades que tem a Antártida – isso representa uma catástrofe não só para a humanidade como um todo, mas também os animais, não só da região, como também do planeta.

Espécies nativas, das que apenas conseguem sobreviver em geleiras, como os ursos polares, focas e pinguins típicos do local, desaparecerão completamente. As outras espécies animais – nas quais pode-se incluir o homem – sofrerão em escala a elevação da temperatura global a um nível insuportável e sem precedentes.

Já estamos assistindo a esse movimento. Pouca gente consegue fazer a conexão, ao se deparar com uma foto que mostra bois que morreram secos no deserto do nordeste brasileiro, com o derretimento das geleiras. Até a desordem do clima, que pode ser percebida atualmente por qualquer indivíduo e, diga-se de passagem, em qualquer lugar do mundo, bem como o calor extremo que parece prevalecer, enquanto se sente a falta de chuvas, tem a ver em grande parte também com esse fato.

Mas esse fato não é algo casual, e sim provocado pela ação humana – e somente por ela. A queima de combustíveis fósseis, que só cresce a cada dia, e o desmatamento para a criação de pastagens para criação de bovinos, que por sua vez irão aumentar a emissão de gás carbônico e consequentemente de poluentes, são, pode-se dizer, os dois fatores que mais contribuem para a emissão de gases de efeito estufa e, por resultado, o degelo das calotas polares e o aquecimento global.

Nos últimos anos, imagens chocantes têm causado impacto nos noticiários, como a do urso polar que foi encontrado morto de fome na Noruega, conforme publicado pela ANDA em 2013.

Foto: Global Warning Images

Na ocasião, o pesquisador Ian Stirling, da Polar Bears International, e que vem estudando os ursos polares da região nos últimos 40 anos, afirmou que “a forma como o urso fora encontrado, deitado de barriga para baixo, aponta que ele estava bastante faminto e apenas soltou-se para o chão quando morreu”. Também não havia gordura alguma no animal, que fora reduzido a pouco mais que pele e ossos.

Segundo Stirling, os ursos usam o gelo polar para poderem caçar, e a falta do gelo provavelmente forçou o animal a seguir mais adiante – e ele viajou a distância considerável de 240 km, em busca de comida.

Corpo do urso foi encontrado a 240 km do seu habitat, o que leva a crer que ele peregrinou à procura de comida até se esgotarem as suas forças. Foto: Global Warning Images Corpo do urso foi encontrado a 240 km do seu habitat, o que leva a crer que ele peregrinou à procura de comida até se esgotarem as suas forças. Foto: Global Warning Images

Prova de que esses animais estejam percorrendo distâncias extensas é a repetição de notícias informando que cada vez mais ursos polares famintos estão sendo encontrados em regiões residenciais de cidades do Canadá, procurando por comida.

Em 2011, uma família de ursos polares foi encontrada revirando latas de lixo, também no Canadá. Na foto abaixo, um deles está sendo carregado por veículo para ser transportado de helicóptero como objetos, para locais chamados “prisões”.

A cidade canadense Churchill ganhou recentemente o apelido de 'capital mundial dos ursos polares' por causa da grande quantidade desses animais que chegam buscando comida. Foto: Caters

Ursos são carregados como objetos, por helicóptero, para fora da cidade onde chegaram procurando alimento. Foto: Caters

 

 

 

 

 

 

 

Ursos são carregados como objetos, por helicóptero, para “prisões”, onde são privados de alimento e até água para aprenderem a não voltar mais para a cidade.

Os que ficam nas prisões sofrem intimidação, sendo confinados, torturados e privados de comida e água para que aprendam – dessa maneira – a não retornarem mais para as cidades.

Outros não chegam a tal ponto, sendo antes alvejados e mortos por moradores e autoridades assim que entram no perímetro da cidade.

Ursos sendo capturados para serem levados à “prisão”. Foto: Getty Images/Yale Environment 360 Ursos sendo capturados para serem levados à “prisão”.

Em 2013, a ANDA publicou notícias sobre a diminuição das populações de pinguins na Antártida, e da ameaça sofrida pelas aves do continente, como o albatroz.

Foto: Getty Images

No ano seguinte, foi divulgado pela ANDA um vídeo comovente que mostrava ursos polares nadando grandes distâncias em busca do gelo
e também uma matéria tratava de um urso que foi filmado tendo dificuldades em andar sobre o gelo que derretia.

Foto: Explore.org/YouTube

Com a morte de inúmeros ursos polares adultos por conta da falta de alimento, muitos filhotes ficam órfãos, como este que foi resgatado sozinho e faminto, ainda em 2014.

Foto: Divulgação

Neste ano, uma imagem ainda mais perturbadora mostrava uma ursa raquítica que mal conseguia se manter de pé, na ilha de Svalbard. A imagem é daquelas que falam por si.

Foto: Extra Globo

A falta de opções tem levado os ursos polares a buscarem outras fontes de alimento. Uma reportagem recente da ANDA abordou o fato dos ursos polares estarem se alimentando de golfinhos.

Foto: Divulgação

Se essa notícia choca, é interessante relembrar uma ainda mais antiga, publicada em 2011, que falava sobre a prática já do canibalismo entre ursos polares, em sinal de desespero pela falta de alimentos.

Urso polar macho carrega carcaça de filhote morto: canibalismo estaria aumentando em razão do aquecimento global. Foto: Jenny E. Ross Urso polar macho carrega carcaça de filhote morto: canibalismo estaria aumentando em razão do aquecimento global.

Além dos ursos polares, a espécie cuja ameaça de extinção apresenta maior evidência devido ao seu porte, e dos pinguins, devido ao seu número, a Antártida é habitat de inúmeras espécies, como as focas, elefantes marinhos, e albatrozes já mencionados anteriormente, entre muitas outras, marinhas e aéreas

Elefante marinho faz pose para fotos.//Crédito: Michel Watson/Caters News Agency Elefante marinho faz pose para fotos.

A culpa é de todos nós

Se registros como os das fotos e vídeos trazidos pelas reportagens citadas acima já vêm sendo divulgados há anos, pouco se sabe sobre efetivas políticas mundiais adotadas por países e acordos entre diversas nações que tenham sido firmados para reduzir esse processo. Até mesmo em se tratando de países, individualmente, sequer parece que algo esteja sendo realizado para eliminar os fatores que ocasionam o degelo polar.

Quando se analisa quem é o responsável, de fato, por esse desastre – o desastre que está levando um continente inteiro a desaparecer – pode ser tentador à grande maioria das pessoas pensar que a responsabilidade deva ser atribuída aos governos e, em segundo lugar, às empresas que emitem poluentes.

Mas a responsabilidade, e o poder maior para mudar isso, está nas mãos de cada indivíduo que hoje usufrui da vida no planeta, e a mudança que poderá estancar esse desastre de maneira mais efetiva é de ordem cultural.

Quando aqueles que ainda se alimentam de carne – a maioria – colocam um pedaço de bife em seus pratos, também estão contribuindo para a morte dos ursos polares, pois esse bife é parte do corpo de um bovino, que foi reproduzido e criado para consumo humano, cuja pastagem – se houve – foi um dia uma floresta, e que emitiu gás carbônico para a atmosfera. A produção de um quilo desta carne exigiu o consumo de 14 mil litros de água. A alimentação desse animal foi à base de ração feita de grãos (detalhe: transgênicos), que foram cultivados em locais onde antes havia árvores, que neutralizavam as emissões. O mesmo vale para os laticínios.

Além do consumo de carne e derivados de animais, o consumismo exacerbado das sociedades modernas também causa danos incalculáveis.

Cada vez que optamos por pegar o carro para qualquer atividade para a qual poderíamos nos utilizar de outro meio, estamos queimando combustíveis fósseis e assim também fazendo a nossa parte para provocar as mortes de animais na Antártida e o iminente desaparecimento do continente. Da mesma forma cada cigarro que acendemos, cada bituca que jogamos no chão. Enfim, pode-se dizer que toda vez que consumimos qualquer coisa industrializada e além de nossas necessidades básicas, estamos igualmente colaborando para que mais tristes imagens como as que vimos acima continuem se reproduzindo, até que não haja mais animais para serem nelas retratados.

O pior de tudo, se é que assim se pode dizer, é que, ao aniquilar o planeta como estamos fazendo, atentamos não só contra a vida do urso polar, do pinguim, da foca, do golfinho e de todos os outros, e não só contra a existência de um continente. Estamos atentando contra a nossa própria vida, e as provas disso não têm demorado para se manifestar, vide as temperaturas mais altas de toda a história, assim como a falta de chuvas e de água. Além disso, a elevação do nível dos oceanos, com o degelo polar, levará a inúmeros cataclismas e a inundação de regiões litorâneas em todo o mundo, em um desequilíbrio que será difícil de ser revertido.

Eliminar o consumo de carne e laticínios, reduzir o consumo em geral (afinal, para que tantos smartphones? Tantas roupas? Pra que tanto consumo de energia?), repensar e reduzir a utilização de plásticos, embalagens e todo item cuja produção envolva o petróleo, e diminuir o uso de combustíveis, são mudanças de atitudes fáceis de serem implementadas, e absolutamente necessárias.

Cabe a cada um de nós fazer a escolha em cada ação que praticamos no dia a dia, e tentar convencer outros a fazerem o mesmo, lembrando que, infelizmente, não nos resta muito tempo.

Fonte: ANDA