(⊙︿⊙) Filipinas Águia é encontrada morta a tiros duas semanas após ser libertada

Foto: Care2

Uma rara águia-das-filipinas foi encontrada morta apenas dois meses após ter sido solta de volta à natureza. As informações são da Care2.

Pamana, cujo nome significa “herança” no idioma filipino, foi resgatada ainda filhote em 2012 e levada ao Philippine Eagle Center (PEF) com feridas de balas. Ela passou três anos em recuperação neste local.

No dia 12 de junho, o Dia da Independência das Filipinas, ela foi devolvida à floresta em Mount Hamihuitan, situada na extensa ilha de Mindanao. Dois meses depois, no dia 16 de agosto, foi descoberto o corpo do animal a cerca de 800 metros de onde havia sido solta, após a indicação por um rádio transmissor de que ela teria parado de se mover.

De acordo com o Philippine Inquirer, ela foi encontrada em estado avançado de decomposição, e deveria ter morrido há no mínimo cinco dias.

“Seu corpo tinha um ferimento de aproximadamente 5 milímetros e um pequeno fragmento de metal que se acredita ser o estilhaço de bala de uma arma de fogo também foi recuperado junto aos restos mortais. A veterinária Ana Lascano disse que o pássaro foi baleado e a ferida levou a um trauma subsequente.

“Infelizmente, uma pessoa com uma arma pode atirar em quem quiser”, disse o diretor executivo do Philippine Eagle Center, Joseph Salvador, acrescentando que ninguém foi preso desde o último incidente.

“O potencial para ensinar às pessoas a importância das águias para a vida selvagem e a biodiversidade está comprometido”.

Espécie criticamente ameaçada

A águia-das-filipinas é classificada como uma espécie “criticamente ameaçada”  pela International Union for the Conservation of Nature (IUCN). A morte de um desses pássaros é punível em até 12 anos de prisão e uma multa de mais de um milhão de pesos (21.600 dólares).

Salvador disse que a fundação irá pressionar para que haja punição, mas acrescentou que a proteção do animal era realizada por um sistema inadequado de guardas florestais, com apenas seis incumbidos de proteger a vasta área de Hamiguitan, em Mindanao.

Esta águia possui uma envergadura de asas de cerca de 2 metros e pesa em média 6 quilos. Na lista das 10 maiores águias do mundo, ela está na sexta posição.

No entanto, encontrar comida tornou-se cada vez mais difícil, graças ao desmatamento e também ao desenvolvimento das Filipinas. Atualmente, as que restaram lutam para encontrar alimento e habitat para sobreviver.

Conservacionistas como a PEF estão dedicados a prover à ave um lar seguro, através de esforços educacionais e de preservação. Oficialmente estabelecido em 1987, o programa de reprodução do centro procriou 21 dessas aves nas últimas décadas.

A recuperação da águia americana

Talvez se possa extrair uma lição com a história da águia americana. Em 1963, com apenas 487 ninhos restantes, a espécie estava em perigo de extinção, devido à perda de habitat, ao ataque por tiros e à intoxicação por DDT.

Com a entrada em vigor da Lei de Espécies Ameaçadas em 1973 (Endangered Species Act), o U.S. Fish and Wildlife Service (USFWS) listou a espécie em 1978 como em perigo de extinção em 48 estados.

Vinte anos depois, em julho de 1995, o USFWS anunciou que as águias nesses estados haviam se recuperado ao ponto de aquelas populações previamente consideradas em perigo passarem a ser classificadas como “apenas” ameaçadas e, em 2007, a águia-careca foi removida também desta classificação. Estima-se que agora haja cerca de 70.000 desses animais nos Estados Unidos.

É uma história de sucesso, e seria maravilhoso que a águia-das-filipinas também pudesse ser resgatada da extinção.

Enquanto isso, espera-se justiça para Pamana.

Fonte: ANDA

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