CONTEÚDO ANDA Bebês mortos: orfanato de rinocerontes fecha após ser brutalmente atacado por caçadores

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O Fundimvhelo Thula Thula Rhino Orphanage é reconhecido pelos inúmeros bebês rinocerontes que salvou na África do Sul. Em fevereiro, o orfanato foi vítima de um ataque de caçadores que claramente provocou grandes impactos sobre a equipe do local.

O orfanato decidiu fechar e publicou uma declaração em sua página no Facebook, no qual explica a decisão: “O FTTRO experimentou um brutal ataque de caçadores em fevereiro que atentou contra a equipe e resultou na trágica perda de dois bebês rinocerontes que foram baleados e tiveram seus chifres removidos. Desde o ataque, a organização Lawrence Anthony Earth, que administra a instalação, se concentrou na segurança imediata do pessoal, dos voluntários e dos animais restantes no local, além de prestar apoio à polícia e aos especialistas em segurança que investigam o incidente”.

“Em uma declaração recente que explicou o próximo caminho, os diretores do LAEO detalharam um plano para transferir os animais e a equipe para fora do local a fim de dar à equipe a oportunidade de se recuperar do trauma e permitir a realização de avaliações de segurança independentes e de conclusões da investigação criminal. É responsabilidade do LAEO assegurar que avaliemos meticulosamente todos os fatores dos relatórios de investigação e segurança. Nosso foco é garantir que a instalação seja segura para as pessoas e animais, gerenciada de acordo com os melhores protocolos de reabilitação de animais, e seja sustentável”, completou o orfanato.

De acordo com o The South African, o Thula Thula também explicou que sua análise de segurança encontrou problemas que deixariam sua equipe e os voluntários em risco e que o custo de ter seguranças 24 horas por dia, sete dias por semana, seria muito alto e afetaria a continuidade da organização.

As doações restantes serão transferidas para “as instalações que assumiram o cuidado dos bebês rinocerontes”. Embora este seja um dia muito triste para os esforços locais de proteção de rinocerontes, o Thula Thula adotou todas as medidas necessárias para transferir os animais para um novo lar.

“Todos os animais foram transferidos juntamente com seus cuidadores para garantir a continuidade do trabalho e todos os bebês rinocerontes, assim como Charlie, o hipopótamo, estão indo bem e se estabeleceram em seu novo ambiente”, disse o orfanato.

Fonte: ANDA

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Vergonha vinda da África do Sul! CONTEÚDO ANDA África do Sul legaliza comércio de chifres de rinocerontes e coloca espécie no caminho da extinção

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Depois que os caçadores invadiram um orfanato de rinocerontes na África do Sul e mataram dois deles por seus pequenos chifres, lamentavelmente o país legalizou o comércio interno de chifres da espécie.

Isso ocorreu porque John Hume, proprietário da maior fazenda de rinocerontes do mundo (com mais de mil rinocerontes que ele criou) processou o governo para obter a moratória de 2009 sobre o comércio proibido e ele venceu.

Os chifres de rinocerontes valem mais do que o peso dos animais em ouro e são feitos de queratina, que é o mesmo material que há nas unhas dos seres humanos. Porém, os grupos do crime organizado lucram com o tráfico de queratina dos chifres por meio das fronteiras para a Ásia devido à superstição equivocada de que a queratina é capaz de curar tudo, desde ressaca até o câncer.

Hume alega que a única maneira de manter seus rinocerontes é vender seus chifres para pagar o custo de protegê-los. “Para mim, as pessoas que me impedem de vender meu chifre de rinoceronte e proteger meu rinoceronte podem também se unir aos caçadores”, declarou ao The Dodo.

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O comércio de chifres de rinoceronte tem sido proibido internacionalmente desde 1977 porque a alta demanda pelos chifres estimula a caça e ameaça os animais de extinção.

Agora que a moratória sobre o comércio interno foi aprovada, os sul- africanos podem obter uma licença para vender os mesmos chifres que impulsionam a matança dos animais. Algumas pessoas dizem que  o comércio interno poderia facilitar o tráfico dos chifres para fora do país.

“Legalizar o tráfico doméstico de chifres de rinoceronte na África do Sul abre a porta para mais exportações. Não existe demanda doméstica por produtos feitos com chifres de rinoceronte e, como o lobby pró-comércio sabe muito bem, a razão pela qual a moratória foi implantada em primeiro lugar era impedir que o comércio doméstico fosse usado como cobertura para o tráfico”, disse Susie Watts, do Programa África da WildAid, em um comunicado.

Em 2016, em torno de 1.100 rinocerontes foram mortos na África do Sul, que contém 70% da população mundial de rinocerontes. O ano anterior foi ainda pior: 1.175 rinocerontes foram assassinados pelos seus chifres na África do Sul – uma média de três rinocerontes exterminados diariamente. Estima-se que existam apenas 29.500 rinocerontes no mundo.

“Não há uma maneira realista de manter a custódia sobre chifres de rinocerontes e impedi-los de serem traficados no exterior. Não deve haver um mercado de chifres legalizado, já que a caça de rinocerontes, o comércio e a demanda dos consumidores estão fora de controle”, concluiu Watts.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Reserva sul-africana concede licença para caçadores matarem elefante de presas gigantes

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Uma licença para caçar um suposto elefante de presas gigantes foi concedida pela Timbavati Private Nature Reserve, que faz fronteira com o Kruger National Park, na África do Sul.

A caça é uma séria ameaça ao futuro dos elefantes africanos. Dezenas de milhares de elefantes são assassinadas anualmente para abastecer a demanda por marfim.  Mais de 80 elefantes foram mortos no Kruger National Park desde setembro de 2015 sugerindo que a caça epidêmica está se espalhando em direção ao sul, conforme apontado pela organização de proteção animal Born Free.

Os elefantes chamados “super tuskers” são aqueles cujas presas são grandes o suficiente para chegar ao chão. Cada uma de suas enormes presas pode pesar tanto quanto uma pessoa comum e elas são valorizadas por caçadores de “troféus”. Estes animais mais velhos são altamente ativos do ponto de vista reprodutivo e os elefantes que possuem entre 40 e 55 anos são considerados mais propensos a ter filhotes semelhantes.

Podem existir apenas 20 elefantes de presas gigantes vivos em toda a África. O Kruger National Park e as reservas privadas circundantes são um dos últimos lugares a abrigar a espécie no continente.

O diretor associado da Born Free, Mark Jones, disse: “A Born Free se opõe à matança de qualquer animal por esporte ou prazer. Entretanto, vender uma licença para que um caçador de ‘troféus’ possa alvejar um elefante de presas gigantes é particularmente prejudicial, numa época em que os elefantes em todo o continente africano estão sob enorme pressão devido à caça de marfim”.

“Há muito poucos [elefantes] de presas gigantes deixados em África e sua proteção é vital para que seu conhecimento e seus genes possam ser passados para futuras populações de elefantes. Esta decisão cínica é claramente focada no lucro em curto prazo e só pode prejudicar a reputação de Timbavati e da África do Sul e o futuro dos elefantes restantes. Isso deve ser revertido”, acrescentou.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Foca e tartarugas são torturadas e mortas em rituais de curandeiros da medicina africana

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Ativistas pelos direitos animais e inspetores da SPCA do Cabo da Boa Esperança (África do Sul) estão preocupados com o aumento do número de animais mortos para serem usados pela medicina tradicional africana (muti).

Inspetores da vida selvagem observaram vários casos de abuso de animais, incluindo o caso de uma foca capturada na região nos últimos dias. A SPCA suspeita de um curandeiro tradicional – que atua na residência onde a foca foi encontrada – e deve acusá-lo de crueldade contra animais.

Os inspetores foram alertados sobre a foca mantida ilegalmente na propriedade, possivelmente com a finalidade de ser usada na medicina tradicional. “Quando chegamos à cena, ela estava deitada na areia quente sob a luz solar. Ela teve um grave trauma na cabeça que causou inchaço em um olho e estava tendo convulsões”, disse a inspetora Janet van der Vywer.

O tratamento veterinário falhou e a equipe não teve escolha a não ser induzir a morte da foca. Belinda Abraham, porta-voz da SPCA, afirmou que a organização estava confusa sobre como o animal foi transportado ou sedado.

Foi a primeira vez em que ela viu uma foca usada na medicina tradicional africana. No entanto, ela disse que eles estavam cientes de que a medicina tradicional oriental faz o mesmo com a espécie.

Segundo Abraham,  há leis específicas que podem ser usadas contra os suspeitos deste caso. A Lei de Proteção de Aves Marinhas e de Focas de 1973 estabelece que “ninguém deve perseguir ou atirar ou perturbar deliberadamente, matar ou capturar qualquer ave marinha ou foca”.

Se a foca foi removida de uma área protegida marinha, então os suspeitos também poderiam ser acusados por violação da Lei de Recursos Marinhos  Vivos de 1988. Eles também poderiam igualmente ser acusados pela infração da Lei de Proteção dos Animais nº 71 de 1962.

Em outro caso em Phumlani, perto de Grassy Park, um morador foi pego vendendo uma serpente ferida. “Ao examinar a cobra, descobrimos que ela parecia ter uma parte traseira quebrada – provavelmente como resultado de ser golpeada em toda a sua espinha, a fim de ser subjugada”, disse a instrutora de vida silvestre da SPCA, Minette Pieterse.

A organização de resgate de animais Tin Can Town também resgatou duas tartarugas em Blikkiesdorp. Clarina Hanekom, desenvolvedora de recursos da Tin Can Town, disse que uma das tartarugas, de uma espécie em perigo, foi encontrada morta. Já a outra estava fraca e com sangue sob seus escudos.

“Acredita-se que estas duas tartarugas deveriam ser usadas para muti”, explicou Town. Os residentes disseram às organizações que as tartarugas tinham a habilidade de protegê-los de espíritos maus e que gostaram de mantê-los como animais domésticos.

Hanekom disse que uma tartaruga seria liberada de volta ao seu habitat natural, uma vez que se recuperou. Abraham relatou que as tartarugas eram às vezes usadas como um afrodisíaco. Segundo ela, muitas tartarugas foram encontradas com suas conchas perfuradas.

Abraham pediu para as pessoas não apoiarem os curandeiros que prejudicam animais e a SPCA também receia que os burros se tornaram as últimas vítimas do comércio de partes de animais para uso médico no Extremo Oriente.

A organização contou que houve um aumento no sequestro de burros devido ao aumento da demanda dos animais  usados como subprodutos na Ásia, reportou o IOL.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Treze leões e dois tigres são envenenados em rituais de magia negra

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Leões foram envenenados e mutilados em uma série de assassinatos terríveis que fazem parte de rituais de magia negra na África do Sul.

Os detalhes da matança foram divulgados quando uma conferência sobre animais em extinção no país recusou-se a proibir o comércio de partes dos corpos de grandes felinos criados em fazendas.

Treze leões e dois tigres foram envenenados, sendo que quatro animais morreram e um deles foi decapitado no mais recente ataque.

Os “feiticeiros” utilizam os animais mortos para o Muthi, uma prática tradicional de usar partes de seus corpos para medicamentos. Há também a possibilidade da venda dos corpos para o lucrativo mercado de medicina chinês.

“Se as cabeças, os pés e os rabos são removidos, é provável que exista uma conexão com qualquer medicina tradicional chinesa ou com o comércio Muthi”, explicou Kelly Marnewick do Endangered Wildlife Trust.

A venda de partes do corpo de leões selvagens já é proibida. Porém, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) em Joanesburgo não estendeu a proibição para animais explorados em fazendas apesar dos apelos de países africanos.

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Ativistas pelos direitos animais receiam que isso irá alimentar a demanda pelas espécies em toda a Ásia. “Felinos grandes da África do Sul estão sob ameaça de todas as maneiras imagináveis e com muito pouca proteção. A extinção dos leões africanos é iminente”, afirmou Christine MacSween do grupo LionAid. sediado no Reino Unido.

Um tigre e seu filhote estavam entre os grandes felinos assassinados. Dois leões foram mortos em um ataque anterior por envenenamento, que foi interrompido, e os assassinos fugiram. Uma leoa de 15 anos e um leão de nove anos morreram e os veterinários ainda lutavam para salvar três leões envenenados em uma fazenda na área de Groblersdal, apesar do aumento da segurança no local.

Sarah Creighton, que administra uma fazenda cujos felinos foram mortos, insiste que não pratica a chamada caça enlatada onde leões criados em cativeiro são vendidos para serem caçados e partes de seus corpos são exportadas como “troféus”.

O ataque em sua fazenda ocorreu depois que dois leões brancos foram envenenados em um alojamento próximo e 11 crocodilos foram encontrados decapitados em um rio nas proximidades.

Atualmente há menos de 20 mil leões na natureza, sendo que na década de 1960 havia 200 mil. Entre 2008 e 2014, comerciantes da África do Sul venderam os esqueletos de 4981 leões selvagens e em cativeiro para a Tailândia, Laos, Vietnã e China, informou o Mirror.

Nota da Redação: É repugnante observar a que ponto chega a crueldade dos seres humanos. Estes assassinatos bárbaros foram cometidos por pessoas egocêntricas e completamente desprovidas de qualquer consideração por outras espécies. Infelizmente, as vidas destes animais mortos de maneira tão cruel não podem ser recuperadas. Que as autoridades punam os criminosos e proíbam a perpetuação deste horror.

Fonte: ANDA

Boa notícia, vinda de África do Sul! Ambiente África do Sul reduz caça furtiva de rinocerontes em quase 12%

O número de rinocerontes abatidos por caçadores furtivos na África do Sul diminuiu quase 12 por cento em relação a 2015, de acordo com números do Ministério sul-africano do Ambiente.

O número de rinocerontes abatidos por caçadores furtivos na África do Sul diminuiu quase 12 por cento em relação a 2015, de acordo com números do Ministério sul-africano do Ambiente divulgados esta segunda-feira pela imprensa local.

No total, morreram 702 rinocerontes às mãos dos caçadores furtivos entre janeiro e julho desde ano, 94 animais a menos do que no mesmo período no ano passado.

O número confirma a tendência de redução da caça furtiva para comércio do corno de rinoceronte, depois de 2015 ter marcado uma inversão no número de mortes que vinha a crescer desde há oito anos.

Com cerca de 20 mil animais, a África do Sul alberga 80% da população desta espécie, e é a origem do principal das vendas de corno de rinoceronte para países como a China e o Vietname, onde o seu consumo tem um enorme êxito social por lhe atribuírem propriedades curativas e afrodisíacas.

De acordo com a ministra do Ambiente sul-africana, Edna Molewa, este novo balanço positivo deve-se ao maior número de detenções e de condenações pelos tribunais, resultante de uma campanha contra a caça que envolve a polícia, exército, Justiça e autoridades dos parques naturais.

Desde janeiro último, foram detidas 414 pessoas por atividades relacionadas com a caça furtiva, às quais foram confiscadas 94 armas de fogo.

Alguns dos suspeitos foram detidos com dezenas de cornos de rinoceronte — que em um dos casos iam ser enviados para Hong Kong por um cidadão chinês — e agora aguardam em detenção a conclusão das investigações e subsequente julgamento em tribunal.

Mas, se a caça dos rinocerontes está a ser contrariada, já a dos elefantes apresenta uma tendência inversa. De acordo com a ministra do Ambiente, só no Parque Kruger, onde mais rinocerontes são tradicionalmente abatidos, foram mortos 36 elefantes desde janeiro, mais 24 animais do que em todo o ano passado e mais 34 do que em 2014, números que comparam com um registo de zero animais abatidos durante 14 anos seguidos.

Estas estatísticas são publicadas 12 dias antes do início em Joanesburgo da 17ª conferência da Convenção Internacional de Espécies Ameaçadas, assinada por 182 países e que regula o comércio internacional da fauna e da flora.

Fonte: OBSERVADOR