Activistas julgados em Luanda sob forte segurança e ameaça de protestos

Julgamento está a ser realizado à porta fechada.No banco dos réus estão 17 angolanos, 15 dos quais em prisão preventiva, acusados de actos contra o regime.

Um forte dispositivo policial envolve esta segunda-feira a 14ª secção do Tribunal Provincial de Luanda para o julgamento de 17 activistas angolanos, 15 dos quais em prisão preventiva, acusados de prepararem uma rebelião. No exterior, centenas de jovens estão concentrados numa rua próxima vestindo t-shirts brancas a dizer “Justiça Sem Pressão”.

O jornal “Rede de Angola” avança que estes jovens estão a postos para participarem numa manifestação, caso ocorra algum protesto por parte dos amigos e familiares dos activistas que estão a ser julgados, acusados de “actos preparatórios para prática de rebelião e atentado contra o Presidente da República”.

Os jovens, que negaram ser militantes do MPLA, chegaram ao local em autocarros e estão a ser distribuídos refeições no local.

O mesmo jornal, que cita as redes sociais, revela que apenas foi autorizada a entrada a dois familiares para cada um dos 17 réus.

“Anunciaram que seriam 90 lugares. Chegado ao local, os oficiais disseram que só haviam 40, sendo que dois lugares para cada um dos familiares dos detidos e os restantes 10 para a sociedade civil”, escreveu o activista Pedrowski Teca.

Representantes do corpo diplomático da União Europeia, Estados Unidos, Portugal e Noruega também foram impedidos de entrar no tribunal.

O julgamento arrancou sem os advogados de defesa terem acesso ao processo, um mês depois do despacho de pronúncia, o qual terá “mais de 1.500 páginas”, escutas e vídeos, lembra o “Rede de Angola”.

No exterior, os familiares confessam “ansiedade” com o anunciado início do julgamento, mas também alguma descrença num “julgamento justo”, descreve a agência Lusa.

Fonte: Renascença

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Estes 17 jovens não vão ter um julgamento justo. O fecharem a porta do tribunal e o impedirem que representantes do corpo diplomático da União Europeia, Estados Unidos, Portugal e Noruega estejam presentes no julgamento, diz bem que este julgamento, de justo não tem e não irá ter nada!

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