ABUSO E CRUELDADE Explorado ao extremo, cavalo fractura o quadril durante corrida na Austrália

Esgotado pelos esforços extremos e açoites sobre seu corpo, o cavalo terminou a corrida em último lugar e mancando severamente. Segundo relatos, ele mal podia sustentar seu próprio peso

Rostropovich antes do acidente | Foto: Tattersalls

Corridas de cavalo são um dos exemplos mais cruéis e fatais da exploração animal pelos seres humanos. Criados com o único fim de competir, submetidos a técnicas que alteram sua estrutura física em prol de maior velocidade, canelas mais finas e cascos que mal toquem o chão, esses animais muitas vezes morrem ou ficam aleijados para sempre nas competições, organizadas apenas com objetivo de lucrar com as apostas dos frequentadores.

Um desses animais miseráveis é o cavalo que ficou em último lugar na última Copa de Melbourne (corrida de cavalos), na Austrália em 05 de Novembro: Rostropovich, que foi levado às pressas para o veterinário com suspeita de fractura na pélvis, segundo o responsável pelo animal.

A entidade organizadora da corrida, Racing Victoria, confirmou que ele foi examinado pelos veterinários após a corrida de 3200 m e foi considerado “manco”.

O “treinador” do animal, David Hayes, disse à News Racing que o cavalo está “recebendo tratamento” em uma clínica em Werribee, no sudoeste da cidade.

“Ele não suportava seu próprio peso”, disse Hayes.

Os estábulos da Lindsay Park Racing, que pertencem ao responsável pelo cavalo, twittaram que Rostropovich “está em óptimas mãos no U-Vet Werribee Equine Center”.

Rostropovich | Foto: Getty Images

“O prognóstico para uma recuperação completa é bom”, dizia o post na rede social.

O Racing Victoria disse que o cavalo foi transferido para o Centro Equino da Universidade de Melbourne para uma “avaliação adicional”.

O jockey Dwayne Dunn, que montava o cavalo na hora do acidente, disse aos repórteres após a corrida: “Infelizmente, ele não se saiu muito bem”.

Rostropovich, o último colocado (circulado) na Melbourne Cup de 2019, foi levado às pressas a um veterinário de Werribee após ferir sua pélvis | Foto: Channel 10Rostropovich, o último colocado (circulado) na Melbourne Cup de 2019, foi levado às pressas a um veterinário de Werribee após ferir sua pélvis | Foto: Channel 10

A lesão e o sofrimento do animal foram severamente criticados por activistas dos direitos animais e políticos anti-corrida.

A Coalition for the Protection of Racehorses (Coalizão para a Protecção dos Cavalos de Corrida) postou uma pergunta provocativa no Facebook “Rostropovich será o próximo?”, referindo-se ao número de cavalos mortos em corridas.

“Realmente esperamos que o cavalo irlandês Rostropovich não seja a próxima fatalidade da Copa de Melbourne, mas há relatos de que ele se feriu gravemente”.

Ativistas pelos direitos animais combinaram roupas da moda com manchas de sangue falso para protestar contra a crueldade nas corridas de cavalos | Foto: AAPIMAGE
Activistas pelos direitos animais combinaram roupas da moda com manchas de sangue falso para protestar contra a crueldade nas corridas de cavalos 

A Coalizão apontou que a lesão geralmente termina com a eutanásia dos cavalos de corrida.

O partido Animal Justice NSW twittou: “Estes são os tipos de ferimentos horríveis que os cavalos sofrem ao serem forçados a correr na cruel #MelbourneCup”.

“Esperamos sinceramente que ele possa ser salvo”.

O senador Mehreen Faruqi, do Partido Green (Verde), twittou: “Eu realmente espero que ele esteja bem. Quando os animais e o jogo se misturam, os animais sempre sofrem mais”.

“Isso é tão tragicamente previsível. Ano após ano, vemos o sofrimento desnecessário dos cavalos, mas nada muda”.

Rostropovich terminou em quinto lugar na corrida do ano passado.

A Melbourne Cup deste ano teve um grande número de manifestantes pelos direitos animais, condenando as seis mortes de cavalos de corrida no evento anual desde 2013 | Foto: EPA
A Melbourne Cup deste ano teve um grande número de manifestantes pelos direitos animais, condenando as seis mortes de cavalos de corrida no evento anual desde 2013 

Seis cavalos de corrida morreram nas Copas de Melbourne desde 2013, provocando um aumento do sentimento anti-corrida e o lançamento da hashtag #NupToTheCup sobre o tema este ano.

No ano passado, o cavalo Cliffsofmoher foi sacrificado em frente às multidões em Flemington, depois que quebrou o ombro.

A corrida deste ano, palco do incidente, foi vencida pelo cavalo Vow e Declare.

Tragédias de Cavalos: A história das mortes da Copa de Melbourne

Activistas dos direitos animais apuraram que seis cavalos morreram na Copa de Melbourne desde 2013.

2013: Égua francesa Verema é morta por indução após quebrar um osso da perna e não conseguir terminar a corrida

2014: Admire Ratki desmaia e morre em seus estábulos após a corrida. Enquanto isso, Araldo quebra a perna e é sacrificado.

2015: Cadeaux Vermelho sofre uma fractura óssea. O cavalo foi sacrificado uma quinzena depois.

2017: Regal Monarch é sacrificado depois de cair na quarta corrida da Copa

2018: Cliffsofmoher é sacrificado em frente às multidões em Flemington depois de quebrar o ombro.

A Austrália tem actualmente 30 mil cavalos sendo treinados para competir em corridas segundo a News Austrália.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Chimpanzé é filmado fumando cigarro jogado por visitante em sua jaula em zoo

O vídeo gravado no Hefei Wildlife Park causou revolta nas redes sociais chinesas
Foto: AsiaWire

Um chimpanzé foi flagrado fumando um cigarro em um zoológico chinês depois que um visitante o jogou no recinto do animal.

O clipe, publicado nas mídias sociais chinesas, foi gravado no Hefei Wildlife Park, na província de Anhui, leste da China.

Imagens do primata de 15 anos pegando o cigarro e fumando criaram polémica e revolta online.

O animal pode ser visto segurando o cigarro antes de dar uma tragada depois que turistas o jogaram no recinto.

Um funcionário do zoológico disse ao jornal chinês The Paper que “turistas não civilizados” costumavam jogar cigarros no cativeiro do animal.

O funcionário que não quis se identificar também disse que a saúde do animal não seria afectada por um cigarro: “Era apenas um cigarro. Nada de ruim virá disso. Os seres humanos fumam por dezenas de anos”.

O trabalhador acrescentou que é difícil para o zoológico acompanhar e vigiar o grande número de visitantes.

Foto: AsiaWire

Milhares de turistas visitam o parque todos os dias, mas existem apenas cerca de 100 trabalhadores.

Zhan, diretor do zoológico, disse ao Daily Mail que o chimpanzé fumante é do sexo feminino, tem 15 anos e se chama Wan Xing e que, embora o vídeo tenha viralizado nas redes sociais, ele não é tão recente.

O director disse que a primata nasceu no zoológico em 2004 e agora vive lá com o pai e o parceiro.

Em julho, o parceiro de Wan Xing, Yang Yang, causou o caos no zoológico depois de escapar de seu recinto usando um bambu de uma árvore.

O animal foi subjugado após ser baleado com tranquilizantes pela polícia e agora vive no zoológico, segundo Zhan.

Foto: AsiaWire
Foto: AsiaWire

Os visitantes do Hefei Park podem alimentar os animais, além de assistir a shows e apresentações com eles. Uma exploração clara, cruel e diária.

Zoos, prisões silenciosas

Animais presos em zoológicos, estão afastados de seu habitat natural, da companhia de outros da mesma espécie e espécies diferente, do convívio que só a natureza pode proporcionar. Nascidos para ser livres esses seres sencientes sofrem severamente o efeito de seu cativeiro.

Muitos desenvolvem doenças de fundo mental, causadas pelo extremo sofrimento, chamadas de zoocoses. Essas doenças se caracterizam por comportamentos compulsivos, incontroláveis e repetitivos por parte dos animais, tais como, bater a cabeça contra árvores, grades ou paredes no cativeiro, auto-mutilação, comendo pedaços do rabo ou patas, apatia extrema e abandono da alimentação.

Como não podem falar, esses animais confinados demonstram por meio de seu corpo o tamanho e a gravidade do sofrimento porque passam, muitas vezes tentando escapar de sua prisão, como no caso no chimpanzé da matéria, Yang Yang, que foi capturado e novamente aprisionado.

Muitos ainda são obrigados a realizar truques e performances para entretenimento humano, onde são subjugados por treinamentos cruéis para que obedeçam aos seus algozes, além de ficarem  sujeitos à fome e ao espancamento.

Frequentar zoológicos é colaborar com essa exploração.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Filhotes de elefantes são criados e treinados para abastecer a indústria do turismo na Tailândia

O berçário de elefantes Maesa Elephant Nursery mantém mais de 80 animais em suas instalações, todos explorados em shows para turistas. As elefantas vivem grávidas e os filhotes seguem o mesmo destino dos pais
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Dezenas de elefantes estão sendo cruelmente abusados e mantidos em cativeiro em um acampamento no norte da Tailândia, onde são criados com o objectivo de se tornarem “artistas” lucrativos.

Os filhotes são retirados de suas mães quando têm apenas dois anos de idade e forçados a aprender truques para apresentações no berçário de elefantes Maesa Elephant.

Filmagens feitas no interior da instalação pela ONG Moving Animals – para um projecto de foto-jornalismo e filmagem que trabalha na exposição das indústrias de animais em todo o mundo – mostra os jovens elefantes sendo atingidos e furados por ganchos agudos de metal (bullhooks), puxados pelos ouvidos e acorrentados, balançando em perigo.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Esse tipo de abuso faz parte do “phajaan” – um processo tradicional de quebrar o espírito (por meio de sofrimento, humilhações, dores e privações) de um jovem elefante.

Os elefantes são amarrados com cordas, confinados em cercados de madeira apertados, passam fome e são espancados repetidamente com ganchos, pregos e martelos até que sua vontade seja esmagada e destruída.

A activista Amy Jones disse que as investigações do grupo em toda a Ásia mostraram repetidamente elefantes enfrentando um sofrimento físico e emocional “implacável”.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

“É de partir o coração pensar que esses bebes inocentes do Maesa Elephant Nursery estão no início de uma vida inteira de cativeiro que vai incluir serem espetados com ganchos agudos, performances cruéis e estresse psicológico severo”, disse ela.

“As empresas de viagens enganam os turistas e os fazem apoiar o abuso de animais ao pagar por esse shows onde imperam o abuso e a crueldade”.

“Para salvar outra geração de filhotes de elefantes de uma vida de miséria, as agências devem ser proibidas de vender ingressos para as ‘atracções com elefantes’.”

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Mais de 80 elefantes vivem em cativeiro no local, que funciona há mais de 40 anos.

O objectivo é que os elefantes entretenham os turistas que vem ver os filhotes no berçário e assistam aos animais mais velhos fazendo os “shows”.

Eles são ensinados a pintar quadros com suas trombas, jogar dardos afiados em balões de gás e chutar bolas de futebol em golos.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles também são forçados a puxar e empilhar troncos pesados.

Mais de 20 animais participam das apresentações que são executadas três vezes ao dia.

O acampamento é um dos muitos em que os filhotes são maltratados e explorados por dinheiro.

Este ano, o elefante bebê baptizado de Dumbo, do zoológico de Phuket (Tailândia), ganhou as manchetes quando foi forçado a se apresentar até que suas pernas se quebrassem. Ele morreu.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Preocupações sobre os sistemas de criação existentes em muitos viveiros de elefantes vieram à tona com a divulgação das imagens.

Uma elefanta adulta que vive no local já havia dado à luz seis bebes.

Como os elefantes passam de 18 a 22 meses na gravidez, a mãe geralmente passa a maior parte de sua vida grávida.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles são frequentemente forçados a continuar trabalhando e se apresentando durante a gravidez.

A Moving Animals e a Save the Asian Elephants – uma associação sem fins lucrativos – estão pedindo que sejam implementadas leis que tornem ilegal para as empresas anunciar ou lucrar com a venda de ingressos para lugares como o berçário de elefantes Maesa.

Para expressar seu apoio, assine a petição aqui.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Porcos são usados como cobaias em simulações de colisão de veículos em alta velocidade

Dos quinzes animais que tinham entre 70 e 80 dias de idade e não receberam comida ou água por 24 horas antes do experimento, sete morreram na hora do impacto

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Ativistas pelos direitos animais descobriram e denunciaram o abuso extremo e a crueldade absurda que pesquisadores chineses estão praticando ao usar porcos vivos como manequins em testes de colisão.

Quinze porcos jovens foram presos a bancos de carros em simulações de impacto de alta velocidade em um teste que matou sete deles imediatamente.

Os animais não receberam comida e água por horas antes dos testes e sofreram uma série de lesões, incluindo sangramento, laceração e hematomas internos.

Porcos e outros animais já foram usados anteriormente em testes de colisão nos Estados Unidos, mas a prática foi encerrada na década de 1990.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Na quinta-feira última (31), Zachary Toliver, da ONG PETA, condenou a prática que chamou de atitude “cruel” e “injustificável” de desrespeito à vida.

“Apesar da existência de modelos para teste sofisticados e livres de animais, os pesquisadores continuam a prender animais indefesos e assustados em assentos de carro para colidir com muros de concreto até que seus corpos estejam sangrando, machucados e mutilados”, disse ele.

“Os porcos que saem vivos das colisões são severamente prejudicados nesses testes, que os deixam com ossos quebrados e ferimentos internos graves antes de serem mortos e dissecados posteriormente”.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Toliver revela que os porcos não se sentam naturalmente em assentos de carro. Sua anatomia também é muito diferente da dos seres humanos, portanto, os dados obtidos nessas horríveis experiências com animais não são aplicáveis a vítimas de acidentes de carro em humanos.

“As empresas de automóveis descobriram, anos atrás, que esse tipo de experimento é inútil e não nos diz nada sobre uma experiência humana em um acidente de carro”, afirma o activista. “O uso de animais sencientes nos testes de batidas de carro é cruel, arcaico e injustificável”.

A PETA informou ter escrito ao Instituto de Medicina de Trânsito da China para pedir que parem de usar animais em seus testes.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Os pesquisadores justificaram o uso de porcos dizendo que sua estrutura anatómica era “semelhante” à de crianças humanas.

Os porcos eram usados com a intenção de “imitar crianças de seis anos”, explicaram os pesquisadores em seu artigo no International Journal of Crashworthiness.

Os cientistas insistiram em seguir as diretrizes dos EUA para o uso de animais de laboratório e disseram que o estudo havia sido aprovado por um comitê de ética.

No experimento, quinze porcos no total foram amarrados a vários tipos de cintos de segurança em banco de carros e submetidos a testes de alta velocidade até 50 km/h.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Os animais foram posicionados e amarrados em um assento montado em mecanismo tipo um trenó de arranque, feito para bater com toda violência em uma parede.

Os porcos tinham entre 70 e 80 dias de idade e não receberam comida por 24 horas antes do experimento.

Eles também tiveram água negada por seis horas antes, mas receberam anestesia para reduzir a “excitação e o stress”.

“Dos animais testados, sete morreram imediatamente após o impacto e o restante sobreviveu seis horas após o teste”, disseram os cientistas.

Em seguida, os especialistas realizaram “necropsias” detalhadas para determinar exactamente como os porcos foram feridos e mortos.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

“Os tipos comuns de lesões incluem abrasão, contusão, laceração, sangramento e fractura”, acrescentaram os cientistas no estudo que foi publicado online no início deste ano.

A PETA promove protestos contra esses experimentos nos Estados Unidos há muitos anos, o que levou a General Motors a anunciar o fim dos testes em animais em 1993.

“É horrível olhar para trás agora e imaginar que os animais foram deliberadamente atirados nas paredes em alta velocidade nos testes de colisão de carros”, disse o grupo que atua em defesa dos direitos animais.

A empresa admitiu ter usado milhares de cães, coelhos, porcos, furões, ratos e camundongos em seus laboratórios nos últimos 10 anos.

Os manequins modernos de teste de colisão são altamente avançados e podem custar centenas de milhares de dólares.

Equipados com gravadores de dados que medem o impacto de um acidente, os manequins também foram adaptados a formas e tamanhos maiores para refletir com maior precisão a população moderna.

Foto: Qiaolin Wang, Hongyi Xiang, Sishu Guan, et al.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Nove tigres explorados por circo foram encontrados famintos, desnutridos e doentes

Um dos animais já estava morto e permanecia confinado na jaula entre os demais. Os tigres estavam sem comida ou água. As autoridades que os descobriram impediram que os felinos prosseguissem viagem
Foto: TVN24/AFP via Getty Images

Nove tigres que estavam sendo transportados da Itália para um circo na Rússia foram encontrados na fronteira da Polónia com a Bielorrússia em condições lastimáveis: magros, desnutridos, maltratados e presos em pequenas gaiolas imundas onde mal podiam se mexer há dias.

Os enormes felinos foram descobertos famintos, doentes e cobertos por seus próprios excrementos em jaulas apertadas e insalubres, pelas autoridades polacas.

Um vídeo chocante, filmado pelas autoridades mostra que um dos animais do grupo já havia morrido e permanecia entre os demais. Mais fotos e filmagens revelam as condições horríveis em que os animais eram mantidos.

O vídeo, que foi publicado pelo jornal polaco Gazeta Wyborcza, mostra o corpo magro e fraco de um animal caído no chão, aos pés das autoridades polacas atónitas.

A morte de um dos tigres foi causada provavelmente por problemas no estômago, segundo o oficial veterinário da guarda da fronteira Eugeniusz Karpiuk.

Os animais foram levados para tratamento veterinário na cidade de Poznan. Campanhas pedindo doações urgentes para ajudar a salvar a vida dos tigres foram iniciadas e actualizações sobre o estado dos animais foram postadas nas mídias sociais. O estado de deterioração e o abandono de qual foram vítimas, deixaram os tigres em condições críticas de saúde.

Foto: Autoridades da fronteira da cidade de Posnan na Polônia

“Por favor, ajude os tigres mantidos em gaiolas na fronteira da Polónia!”, dizia uma mensagem publicada quarta-feira (30), na conta do Facebook da equipe de veterinários de Poznan. “Os tigres podem morrer em breve! Por favor nos ajude!”.

As autoridades da Bielorrússia se recusaram a deixar o caminhão a entrar no país, dizendo que os cuidadores italianos não têm visto e não possuem os documentos veterinários necessários para o transporte dos animais.

A equipe de resgate viajou mais de 500 km na terça-feira (29) à noite para tentar encontrar os animais impedidos de entrar no país, depois que o inspetor-chefe da fronteira pediu ajuda.

Tigre morto | Foto: Autoridades da fronteira da cidade de Posnan na Polônia
Tigre morto 

“Há mais de uma semana eles estão em gaiolas minúsculas que os impedem de se mover, se alimentar e beber água”, disse o director da equipe de veterinários Ewa Zgrabczynska.

“Eles passaram muita fome e sede, eram mantidos junto aos seus próprios excrementos. Não sabemos quantos deles vão sobreviver ainda”, disse o membro a equipe de veterinários responsável pelos animais.

Segundo a TVN24, a viagem de transporte dos tigres começou em 22 de Outubro, perto de Roma, com destino a uma companhia de circo na Rússia, mas os animais ficaram presos no sábado (26) na fronteira, quando as autoridades se recusaram a permitir a entrada no país.

Foto: Autoridades da fronteira da cidade de Posnan na Polônia

As autoridades polacas disseram que tem sido difícil dar aos tigres comida e água suficientes em suas gaiolas, e estão enfrentando uma corrida contra o tempo para garantir a segurança dos animais.

Alarmados com a condição dos enormes felinos, as autoridades de Poznan permitiram que o zoológico da cidade acolhesse temporariamente os tigres. Infelizmente esse foi o único local que possuía as instalações, especialistas, medicamentos e condições necessárias para receber animais selvagens desse porte.

Zgrabczynska disse que os animais permaneceriam em Poznan até receberem os documentos necessários para serem transportados para uma reserva de animais na Espanha.

Tigre morto | Foto: Autoridades da fronteira da cidade de Posnan na Polônia
Tigre morto 

Em uma actualização publicada recentemente pela equipe de veterinários responsável pelos tigres, eles afirmam que os animais finalmente receberam a liberação das autoridades para serem transportados e receber o cuidado necessário, mas agora começa uma corrida desesperada para salvar a vida dos felinos.

A declaração, publicada em polaco no Facebook, diz: “Este é apenas o começo da luta para mantê-los vivos, mas as expectativas dos animais, de escapar da morte, foram reduzidas”.

“Não sabemos quanto tempo ou se eles sobreviverão, mas não desistiremos, a vida de um animal não tem preço para nós”, disse a equipe de veterinários.

Foto: Repórter/AFP via Getty Images
Fonte: ANDA 


Nota: Obviamente que não poderia postar este artigo aqui no meu blog, sem corrigir os erros que nele existem: POLÔNIA, POLONESAS, POLONESA, POLONESES entre outros erros.

Apenas estes exemplos que dei, em português correcto, é: Polónia, Polacas, Polaca, Polacos!

Fico estupefacto. Não sei como a ANDA posta artigos, que sejam previamente corrigidos, para português correcto. POLÔNIA, POLONESAS, POLONESA, POLONESES? -Sinceramente. Tenham mais atenção no português empregue!

Mário Amorim

ABUSO E CRUELDADE Urso explorado por circo se revolta contra treinador e leva choque eléctrico na frente da plateia

Obrigado a fazer truques anti-naturais por meio de treinamentos cruéis e dolorosos, o animal selvagem abandona a performance e ataca o treinador enquanto a plateia foge apavorada
Foto: Anna Liesowska/east2west news
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento terrível em que um urso explorado por um circo se revolta contra seu treinador no meio de uma performance e é cruelmente electrocutado. O incidente ocorreu na Rússia.

O urso pardo estava no meio de um dos inúmeros truques anti-naturais que era obrigado a fazer, empurrando um carrinho de mão durante o show, que acontecia na região oeste da Carélia, quando se lançou contra o treinador, derrubando-o no chão.

O animal pode ser visto tentando morder a cabeça e o pescoço do homem, enquanto as crianças sentadas a poucos metros de distância gritam desesperadamente, sem qualquer barreira de segurança entre elas e o palco.

A plateia pode ser ouvida gritando no vídeo, quando outro funcionário do circo aparece e chuta o animal.

O enorme urso de 600 libras ainda foi ferido por um dispositivo de choque eléctrico em seguida, enquanto o público fugia para a única saída disponível no circo itinerante.

O treinador atacado pelo urso foi considerado “ferido”, mas nenhum detalhe sobre a gravidade dos ferimentos foi dado, segundo informações do Daily Mail.

Os pais que levaram seus filhos para assistir a tal espectáculo de exploração e crueldade, expondo-os a riscos desnecessários, mostraram-se assustados com a situação.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
Galina Gurieva, 27, mãe de uma criança que assistia ao show e que foi quem filmou a cena angustiante na cidade de Olonets, disse: “Meus joelhos ainda estão tremendo. Fiquei chocada por não haver cerca para a segurança dos espectadores, dado o tamanho do urso”.

Outro pai disse: “Os espectadores correram para fora em pânico, inclusive eu”.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
Mais um visitante postou: “Era um urso enorme e eles perderam o controle dele”.

Outro disse: “No começo, por alguns segundos, durante a gravação do vídeo, todos pensaram que aquilo tudo fazia parte do show. Mas quando o assistente começou a chutar o urso e puxou a arma de choque, o pânico começou. As pessoas se levantaram e correram para a saída”.

Testemunhas contam que após o choque eléctrico, o pobre urso ainda caminhou em “um estado desesperado pela arena, sem saber para onde ir”.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
O urso é usado como atracção principal no Anshlag Tent Circus e a participação dele foi anunciada como “Truques espectaculares com arco e carrinho de mão”.

Um pai disse: “Esperávamos ver filhotes fofinhos e eles trouxeram um enorme urso pardo. Não havia protecção para crianças e adultos”.

Autoridades policiais e de segurança estão investigando o incidente.

Os circos itinerantes com performances de animais vivos continuam populares na Rússia, apesar das crescentes campanhas de proibição ou restrições em tais shows pelo mundo todo.

Os circos itinerantes com performances de animais vivos continuam populares na Rússia, apesar das crescentes campanhas de proibição ou restrições em tais shows pelo mundo todo.

Foto: east2west news
O lugar de animais selvagens como leões, ursos e elefantes é na natureza, onde nasceram e onde vivem em seu habitat ideal. Afastar um animal selvagem do seu ambiente natural é uma violência contra esses seres livres, que em cativeiro podem se tornar violentos e agressivos.

Animais explorados para entretenimento são treinados sobre métodos de intensa crueldade, submetidos a todo tipo de sofrimento que envolvem fome, sede, frio, espancamentos, choques e surras com chicotes.

Assistir ou levar crianças para assistir esse tipo de abuso é alimentar essa indústria cruel que funciona por meio do sofrimento desses seres inocentes.

Fonte: ANDA

Foto: east2west news

ABUSO E CRUELDADE Urso é cruelmente amarrado em grade para servir de propaganda para circo

No vídeo o urso pode ouvido gemendo, uivando enquanto tenta se libertar das cordas que o prendem, as imagens comoventes causaram revolta no mundo todo

Urso preso chora por socorro | Foto: The Siberian Times
Urso preso chora por socorro

Um vídeo comovente de um urso negro gemendo enquanto é usado como um anúncio para um circo causou indignação na Rússia.

O animal jovem estava amarrado pelas patas traseiras a uma cerca do hospital local como propaganda de um circo itinerante que estava na na cidade de Bodaybo, conhecida como centro de mineração de ouro.

O urso-negro asiático, também conhecido como urso do Himalaia, parecia angustiado e gemia lamentando-se e tentando se libertar bem diante dos habitantes locais.

O vídeo gerou uma onda de fortes protestos online. “Este ursinho está chorando, ele não está feliz”, disse um comentário.

“Pessoas, acordem, o que vocês estão fazendo?” disse outro.

Houve também denúncias de que o animal estaria com fome ou ferido.

“Isso é pura crueldade e os circos devem ser proibidos”, disse uma pessoa.

Urso preso chora por socorro | Foto: The Siberian Times
Urso preso chora por socorro

Mas a autoridade local responsável, Elena Stepanova, chefe do departamento de cultura da cidade, riu dos gritos do urso e defendeu o circo itinerante e seus animais selvagens.
Ela até alegou que o animal estava “cantando” e se comportando como uma “garotinha”, negando que estivesse em perigo ou sofrendo.

Stepanova alegou que as crianças ficaram encantadas com o show de circo e os vários ursos presentes nele – incluindo o urso “alegre” e chorão.

O direCtor de circo, Evgeny Zakharov, afirmou que o urso amarrado estava “conversando” com as pessoas.

Caminhão do circo itinerante | Foto: The Siberian Times
Caminhão do circo itinerante

“Não achei que esse vídeo causasse tanta negatividade”, afirmou ele.

“Naquele exato momento, um treinador estava ali por perto, prestes a dar salsichas para os ursos”.

Vergonha e pesar

Cenas grotescas como essas, onde um animal é tratado com total desrespeito, amarrado a uma cerca, e mantido como propaganda para um circo são resultado de crenças como o especismo, em que o ser humano se coloca como centro do planeta, superior aos demais seres, e por isso livre para fazer o que desejar seus companheiros de planeta “inferiores” a ele.

Isso inclui, matar, vender, comer como alimento, explorar, ferir, expor, e dispor como lhe for conveniente.

Animais são seres sencientes, eles sentem, amam, sofrem, compreendem o mundo ao seu redor. Reduzir um ser belo, livre e selvagem como um urso negro, a uma marionete caricata de circo, fazendo truques anti-naturais por comida, sendo chicoteado para obedecer aos caprichos do “treinador” e divertir uma plateia é uma tentado a dignidade e a vida desses animais.

Longe de motivos de aplausos, esse tipo de exploração é uma mancha na história da humanidade que causa apenas vergonha e pesar.

Fonte: ANDA