O SUBMUNDO DA TAUROMAQUIA

(Recordando um texto escrito em 11 de Abril de 2012)

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/95384.html

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A imagem da tal “identidade nacional” de um Portugal pequenino, que ainda persiste, com o aval de legisladores portugueses que sofrem de cegueira mental

Já tudo foi dito sobre a tauromaquia.

Esgotaram-se todas as palavras para definir esta “coisa” a que teimam em chamar “arte” e “cultura” e “identidade nacional”, que deve manter-se por ser tradição.

Ora, arte até pode ser, sim, a “arte” covarde de torturar Touros e Cavalos com requintes de malvadez, numa luta absolutamente desigual, onde a covardia do torturador contrasta com a heroicidade do animal, previamente enfraquecido, o qual, ainda assim, luta valorosamente pela sua vida, enquanto é cruelmente flagelado física e psicologicamente, até à extrema exaustão, quando finalmente desiste de viver, e o torturador aproveita para vangloriar-se, levantando os braços, triunfante, como se fosse ele o herói, numa cena sinistra e patética.

Será a tauromaquia cultura?

Na Universidade aprendi que Cultura é o resultado da acção positiva do Homem sobre a Natureza; é a actividade preparatória que conduz o espírito do Homem a produzir frutos; é a realização de valores espirituais; é o conjunto orgânico dos valores expressos pela actividade intelectual do Homem na sua faceta construtiva.

Cultura é posse espiritual; é conquista interior; é a grandeza moral do Homem irradiada no seu agir construtivo; é a capacidade de escolher entre o saber e a erudição, e de ser capaz de utilizar positivamente esse saber.

A Cultura produz valores; é o conhecimento elaborado; é a assimilação do saber pela inteligência. Como formação, Cultura é a agilidade do espírito; é capacidade de síntese, de apreciar, de criticar e seleccionar os valores que nos são apresentados.

Cultura é, em suma, a atitude positiva do Homem em relação ao mundo.

Enquadrar-se-á a tauromaquia neste conjunto de significações de Cultura?

Quanto à tradição, só é válido manter uma tradição quando esta dignifica a Humanidade e está conforme a atitude positiva do Homem em relação ao mundo. Estará a tauromaquia dentro deste parâmetro?

Dalai Lama diz o seguinte: «A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o Homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo». E isto é tão verdade que basta conviver com qualquer animal, qualquer um que seja, para aferirmos esta certeza.

Então por que hão-de os tauricidas achar-se no direito de torturar Touros e Cavalos para se divertirem e ganharem dinheiro à custa desta tortura?

Nazaré Oliveira, uma abolicionista activista, no seu excelente Blog denominado Suricatina, escreveu um artigo intitulado «A Internet = arma contra as ditaduras», que podem ver neste link:

http://suricatina.blogspot.pt/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00Z&updated-max=2013-01-01T00:00:00Z&max-results=41

Neste artigo, Nazaré Oliveira aborda a informação global e refere: «Não há desculpa para o que desculpa nunca terá: a cumplicidade com os usurpadores do poder e para com a barbárie».

E não há mesmo.

Sabemos que a tauromaquia é uma prática cruel, que não tem lugar no mundo moderno, e as pessoas que ainda teimam em dirigir-se a uma arena para aplaudir esta barbárie e aquelas que a praticam, não têm desculpa alguma para dizerem «eu não sabia», quando se toca na questão da dor e do sofrimento dos animais.

Também não há razão para que os governantes sejam cúmplices desta barbárie.

Está tudo escrito e dito e falado e gritado na Internet. Só não sabe quem não quer ou quem é analfabeto ou não tem capacidade intelectual para compreender as palavras que se escrevem e se gritam.

No Facebook, esta matéria é tratada por um grupo de cidadãos portugueses, que, não sendo jornalistas, não têm obrigação de informar formando as pessoas, mas fazem-no, por se sentirem insultados na sua humanidade, pela prática subhumana da tauromaquia, fazendo aquilo que os órgãos de comunicação social deveriam fazer, e não fazem. (E até podemos imaginar porquê)!

Foi no Facebook que encontrei um texto magnífico da autoria de Luís Martins que, em poucas palavras, nos conduz ao submundo da tauromaquia.

Escreveu ele:

«Os aficionados tentam de formas cada vez mais desesperadas, tornar a defesa da tauromaquia num reduto inexpugnável. Sabem perfeitamente que não há argumento algum que possa justificar a tortura e o sofrimento de seres vivos sencientes, e isso assusta-os.

Primeiro tentaram de todas as formas colar a tourada à tradição, julgando ser esse o tal argumento que lhes iria proporcionar segurança no seu mórbido reduto. Enganaram-se! Agora, depois de terem comprado a dignidade da Canavilhas, afirmam que o Estado Português considera a tourada como uma forma de Arte, e que a Arte é indiscutível. Segundo os torcionários é apenas uma questão de gosto… ou se gosta ou não!!!

Não é preciso muito esforço para desmontar tão débil argumentação. Em primeiro lugar, o Estado é o Povo, e é patente a condenação do Povo Português a essa forma legalizada de tortura em que consiste a tourada.

No último inquérito conhecido, 71% dos portugueses manifestou-se contra a tourada! Mais expressividade que isto? O facto da tauromaquia ter conquistado um lugar na Secretaria da Cultura, mais não torna evidente, que os poderes obscuros dos seus defensores, que conseguiram comprar a dignidade de Canavilhas. E fosse ou não a tourada, uma forma de arte!

Justifica tal designação o uso da tortura? Quantas formas de violência foram já consideradas formas de arte? Os espectáculos com gladiadores foram durante centenas de anos, considerados formas de arte. Os vestígios que chegam até nós são muitos e variados, como se pode ver pelas fotos.

Deveremos exigir a reposição de tais espectáculos?

Ou devemos concluir que a designação de forma de arte, em espectáculos que promovem a violência, em vez de classificar o espectáculo, desqualifica quem a faz?

Bem podem os torcionários continuar a buscar nas suas mentes reduzidas e limitadas, justificações que só existem nos seus delírios. Essa argumentação caduca só nos ajuda, pela ignorância que traduz, pelo desconforto que revela. Em vão tentam recrutar mais apoiantes para as suas empobrecidas hostes. Não é de certeza com argumentos tão ridículos

O que será necessário dizer mais?

Ah! Sim! Falta falar nos subsídios que a tauromaquia recebe para poder manter-se neste país, onde não há dinheiro para o que faz falta, mas para torturar Touros e Cavalos há sempre dinheiros públicos.

Isto não será insultar o Povo Português?

E aquela iniciativa caricata, de alguns municípios (Barrancos, Sabugal, Vila Franca de Xira) terem elevado a tauromaquia a Património Cultural Imaterial? O que será isso? Uma anedota de mau gosto?

Talvez, mas é também o Portugal pequenino, no seu pior.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

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A tauromaquia em Portugal e nos restantes sete países onde ainda existe

Sondagem A favor ou contra a tauromaquia

Sondagem Abolição da tauroma em Portugal, sim ou não

Por muito que os Pró-touradas não o aceitem, a verdade é que a tauromaquia em Portugal e nos restantes países onde ainda existe, está em claro declínio, está a caminho da abolição!

Os Pró-touradas não o querem aceitar. Mas quer em Portugal, quer nos restantes sete países, cada vez são mais as pessoas, que vêm a tauromaquia, por aquilo que ela é, um espetáculo de horror, um espetáculo bárbaro.

Nos oito países onde a tauromaquia ainda existe, cada vez são mais as pessoas, que não aceitam que dois seres sensíveis sejam barbaramente torturados, física e psicologicamente, para que uma cada vez mais reduzida minoria se possa divertir.

A barbaridade não é diversão.

Por outro lado, ao contrário do que os pró-touradas afirmam, a tauromaquia não é uma tradição, pois a violência não é tradição, a barbaridade não é tradição. O que é tradição, é uma prática que transmite bons sentimentos ás pessoas. A tradição é uma prática que transmite ás pessoas sentimentos como bondade; compaixão e altruísmo. Por tanto; nenhuma prática que não transmita sentimentos como bondade; compaixão e altruísmo, e que transmita violência, é tradição.

A consciência de tudo isto, vai sendo cada vez mais crescente nos oito países onde a tauromaquia ainda existe. A consciência de tudo isto vai afastando cada vez mais pessoas, da barbárie que acontece nas praças de touros.

Devido à cada vez maior tomada de consciência de tudo isto, a tauromaquia está cada vez mais perto de abolição, em Portugal, e nos restantes sete países, onde ainda existe!

Mário Amorim

Independentemente do que me digam, ou que leia, não entendo

Artigo

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Independentemente do que me digam, ou que leia, não entendo, como há pessoas, em pleno século 21, que vão a uma praça de touros, para assistir à dor, ao sofrimento, á tortura e à morte, de seres sensíveis.

Não entendo, como é que há pessoas capazes de sentir satisfação com a dor, com o sofrimento, e com a morte de seres sensíveis, nesse espetáculo bárbaro, chamado tauromaquia, em pleno século 21.

Há muitos, muitos, muitos séculos a traz, os romanos deliravam nos circos, com o sofrimento e com a morte de animais não-humanos e de animais-humanos.

Mas passados tantos, e tantos séculos, em pleno século 21, o prazer sádico dos romanos está presente, nas mentes daqueles que se dirigem a uma praça de touros, para ver um espectáculo tauromáquico.

Só seres humanos, que são completamente vazios de sentimentos, como a empatia, como a bondade, e como a compaixão, deliram com a dor, com o sofrimento, com a tortura e com a morte de seres sensíveis.

Estes vazios e tristes seres humanos, não são capazes de perceber, que o touro e o cavalo, têm o mesmo direito que eles, a serem felizes.

Estes vazios e tristes seres humanos, na sua maldade mental, não são capazes de perceber que o espetáculo tauromáquico nada tem de positivo, nada tem de festa, como eles o apelidam. Não capazes de perceber, que o espetáculo tauromáquico, apenas tem dor, sofrimento, tortura, sangue e morte. E a dor, o sofrimento, a tortura, o sangue, e a morte, não são festa. A dor, o sofrimento, a tortura, o sangue e a morte, na tauromaquia, são, isso sim, o pior das mentes daqueles que com ela deliram.

Não entendo, como é que em pleno século 21, alguém pode gostar de presenciar tão vil prática.

Não entendo, como é que, em pleno século 21, há quem, ao invés de querer ver o touro e o cavalo, a correrem e a pastarem livres e felizes, no campo, na natureza, desde o seu nascimento à sua morte, preferem vê-los a serem vitimas de tortura, física e psicológica, numa praças de touros.

Basta de tauromaquia. Basta de tauromaquia, seja onde for!

Mário Amorim

E QUANDO PENSAMOS QUE ISTO (A TAUROMAQUIA) NÃO PODE PIORAR…

19 de Setembro de 2015

Durante uma corrida em Logroño (Espanha), o rejoneador (matador de Touros a Cavalo) Sergio Domínguez deixou o touro paraplégico. O animal arrastou-se pela arena até que o mataram a pontapés.

«Ah, como é estupenda a tauromaquia. Composta de imagens tão bonitas. Isto é pura arte, senhores. Pura arte.

Post maravilhoso criado por Tourinho à(s) 17:37»

Fonte:

http://farpasecornadas.blogspot.pt/2015/09/durante-uma-corrida-em-logrono-o.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+FarpasECornadas+(Farpas+e+Cornadas)

Fonte: Arco de Almedina

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BRUTALIDADE
MONSTRUOSIDADE, PERPETUADA POR ASSASSINOS, PSICOPATAS, SOCIOPATAS!

A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público…

A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura… Até quando estes espectáculos públicos, violentos e sangrentos, são considerados ‘cultura’ pela força da tradição?

Cândido Coelho

Tauromaquia

Nenhum motivo é válido para manter o cruel espectáculo da tauromaquia, visto ser uma actividade de culto do sangue e de violência sobre os animais. Na Humanidade sempre existiram tradições, cultos e crenças cruéis, mas não devemos persistir no erro da sua manutenção pois são retrógradas e cruéis.

Cândido Coelho

 

 

 

 

 

O que está a acontecer

Imagem para blog

A tauromaquia, semana após semana, está mais perto do fim.
São cada vez mais as pessoas, ao redor do globo, que exigem a abolição desta selvajaria.

Estamos assistir, em Espanha, e na América Latina, a um crescente numero de Municípios, que se declaram anti-tourada. Em Espanha, só Maiorca, já conta com 17 Municípios, que se declararam anti-tourada.

Os únicos países, dos oito países que têm esta selvajaria, em que não acontece o que está a acontecer cada vez mais crescentemente, em Espanha e nos países da América Latina, é França e Portugal. É uma vergonha. É uma vergonha, que França e Portugal, não queiram perceber que a tauromaquia, é um espetáculo selvático, e que mancha o nome de ambos os países, pelos quatro cantos do mundo.

Até ao próximo mês de Julho; Maiorca, em Espanha, declarar-se-á anti-tourada. Maís rapidamente do que se pensava, Espanha, está cada vez mais contra a Selvajaria da Tauromaquia. O país dos oito países que têm tauromaquia, que tinha a tauromaquia, mais enrizada, é o país, em que mais rapidamente está a abolir está Salvajaria, o que mostra que os nossos irmãos espanhóis, estão cada vez mais fartos desta brutalidade. E está na hora de Portugal olhar para o seu país vizinho e irmão e aprender…!

Mário Amorim