Poderão as touradas acabar por decisão dos tribunais?

O jornal “Público” avança que a alteração ao Código Civil declara os animais seres sensíveis e que os juízes podem usar a argumentação de sofrimento injustificado para proibir o espectáculo tauromáquico.

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Podem os tribunais proibir em definitivo as touradas? O jornal “Público” lança a questão na edição desta quinta-feira, um ano depois de ter entrado em vigor as mudanças no Código Civil, onde se declaram os animais como seres sensíveis. Tal como acontece noutros países da Europa que já adotaram esta lei, os animais ao serem considerados um ser vivo com sensibilidade passam a ter proteção jurídica.

Uma regulamentação própria no linear entre um objeto e uma coisa. É através desta fina linha que Fernando Araújo, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, defende a anulação automática de uma lei de 1995 que exclui as corridas de touros do quadro de maus tratos contra os animais.

Em fevereiro de 2018, numa ação de formação do Centro de Estudos Judiciários, Fernando Araújo afirmou ser “evidente que deixa de ser possível haver espectáculos baseados no sofrimento de seres vivos dotados de sensibilidade. Todas as normas que se opuserem a isto estão implícitas ou explicitamente revogadas”.

Em sentido contrário está Ricardo Pina Cabral, representante da federação portuguesa de tauromaquia Protoiro que defende em declarações ao “Público” que “a lei está em vigor há um ano, durante o qual já se viveu uma época tauromáquica com centenas de espectáculos pelo país, e as associações anti-touradas não agiram.

A grande questão deste debate está centrada na alínea a) do artigo 1305 do Código Civil, onde é referida que o direito de propriedade de um animal “não abrange a possibilidade de, sem motivo legítimo, inflingir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte”.

O lado para o qual a justiça vai pender só irá ser conhecido quando as primeiras ações entrarem nos tribunais. Cristina Rodrigues, jurista do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) sublinha que as contas ao nível dos municípios onde existe tauromaquia são favoráveis à causa do partido, já que “dos 308 municípios existentes no país só 40 têm actividade tauromáquica.”

Fonte: Jornal Económico

No Jornal Publico

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Los toros te necesitan el próximo 27 de mayo

El día 27 de mayo en Madrid debemos gritar bien alto que no queremos que se siga tolerando y subvencionando la tortura de estos animales. También tendremos una acción de alto impacto.

El próximo domingo 27 de mayo, en Madrid tendremos una gran manifestación contra la tauromaquia. Seremos miles de personas dando voz a los toros que mueren en las plazas.

Antes de la gran manifestación,realizaremos una acción de alto impacto en memoria de los toros fallecidos. Al grito de ‘tauromaquia abolición’ romperemos banderillas de las cuales saldrá un polvo rojo que representa la sangre derramada de los animales muertos..

Para que nadie falte, estamos organizando autocares desde muchas ciudades de españa: Barcelona, Zaragoza, Alicante, ElcheValencia, Castellon, Logroñoentre muchas otras.

Reserva ya

Fonte: ANIMANATURALIS

WHALES: FINAL PUSH TO STOP THE HUNT

To parties of the International Whaling Commission:
As citizens from around the world, we call on you to retain the international ban on commercial whaling as the core policy of the International Whaling Commission in its pursuit of conservation of whales.

 

Right now, the International Whaling Commission is meeting in Agadir, Morocco to vote on a proposal that would legalize commercial whale hunting for the first time since 1986.

The global public is against this proposal, but pro-whaling countries are pushing for it hard. Let’s make sure our voices are heard.

Avaaz has a team on the ground in Agadir setting up billboards, publishing front-page newspaper ads, and building a giant, constantly-updating petition counter to show that the world’s people oppose whale slaughter.

Let’s give this campaign a massive boost! Help reach 1.5 million signatures — sign the petition below, and pass it along to everyone you know:

SEGUNDA CHANCE Após 55 anos de escravidão, elefante é salvo na Tailândia

O animal abandonado foi descoberto amarrado, sem alimento, sem água e com uma perna infeccionada.

Um elefante foi encontrado amarrado em uma árvore na Ilha de Lanta, na Tailândia. Equipes de resgate do Santuário de Elefantes de Phuket, viajaram muitos quilômetros através do mar para encontrar e salvar o animal Phang Duan, de 55 anos de idade em necessidade.

A equipe foi acionada sobre o elefante por uma mulher chamada Khun Amy Bushell, que havia descoberto o animal em fevereiro. Ela viu Phang Duan amarrado a uma árvore, incapaz de encontrar abrigo contra o calor insuportável da região.

Animal preso debaixo de sol e sem qualquer recurso.
Animal preso debaixo de sol e sem qualquer recurso.

Khun Montree, fundador do santuário de elefantes e a equipe foram ao encontro do animal imediatamente. O elefante estava muito debilitado, magro, desidratado, tinha uma ferida infeccionada na perna.

Elefante sendo resgatado para o santuário de elefantes na Tailândia.
Elefante sendo resgatado para o santuário de elefantes na Tailândia.

Segundo denúncias, Phang Duan foi explorado na indústria madeireira no sul da Tailândia por muitos anos antes de ser transferida para Krabi, onde ele andava pelas ruas para vender bananas e tinha que suportar horas de banho com turistas todos os dias. Graças à equipe de resgate, o animal foi salvo e será encaminhado para um local seguro em que ficará livre de qualquer abuso.

Animal magro e debilitado por causa dos abusos que sofreu durante a vida. Animal magro e debilitado por causa dos abusos que sofreu durante a vida.

Phang Duan teve que suportar anos e anos de exploração e viveu em condições completamente inadequadas, mas o forte animal resistiu e terá agora o respeito que merece. Este gigante gentil foi libertado de suas correntes e finalmente terá a chance de desfrutar da liberdade.

Fonte: ANDA

REJEIÇÃO Gato caminha 19 km para encontrar tutores que o abandonaram

O gato percorreu 19 km e, ao voltar para casa, foi rejeitado pelos tutores, que decidiram levá-lo para ser sacrificado.

Uma família decidiu doar um gato tutelado por ela após concluir que não o queria mais. Entretanto, o animal sentiu falta dos tutores e conseguiu escapar da nova casa para procurá-los.

Toby, como é chamado o gato de sete anos de idade, partiu em uma jornada de volta para o antigo lar. O animal caminhou 19 quilômetros na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Infelizmente, ao invés de dar as boas-vindas ao gato, os antigos tutores de Toby decidiram oferecer a ele um destino cruel e o levaram para um abrigo de animais, onde pediram que o gato fosse submetido à morte induzida.

“Eles o levaram para o abrigo e pediram que o sacrificassem”, contou a diretora de comunicação da SPCA (Sociedade para a Prevenção da Crueldade aos Animais, em tradução livre) do Condado de Wake, na Carolina do Norte, Tara Lynn. “Foi tão doloroso saber que ele fez todo o caminho de volta para sua família e essa foi a sua resposta”, acrescentou.

O abrigo, entretanto, se negou a sacrificar o gato que foi, então, submetido a exames para que a saúde dele pudesse ser avaliada e, depois, ele tivesse condições de ser disponibilizado para adoção.

“Seus testes deram positivos para o vírus da imunodeficiência felina e também teve uma infecção respiratória”, disse Lynn. “Nós o tratamos para a infecção, o que demorou um pouco”, completou. A funcionária do abrigo conta que o gato se adaptou rapidamente ao local. “Ele foi muito amigável”, disse. As informações são do portal Histórias com Valor.

Depois que o animal se recuperou dos problemas de saúde, o abrigo divulgou imagens dele nas redes sociais na tentativa de encontrar um novo lar para ele. Foi então que Michele Puckett decidiu adotá-lo. “Ela não hesitou em nada. Ela estava em um local de trabalho e largou tudo para vir aqui”, contou Lynn.

Toby se acostumou em pouco tempo com o novo lar e passou a conviver com outros dois gatos. “Eu não entendo porque a outra família não o quis. Ele é tão doce, carinhoso e amoroso”, disse Puckett. “Ele gosta de relaxar e de se deitar debaixo de nossos travesseiros”, completou.

Sobre o cruel destino que a antiga família de Toby tinha escolhido para ele, Puckett afirma ter ficado chocada. “Nós estamos muito gratos que ele esteja a salvo”, afirmou.

O caso de Toby, entretanto, não é o único. Muitos outros animais são abandonados ou levados a abrigos para que sejam sacrificados, segundo Lynn. “Existem muitos animais que são facilmente descartados por suas famílias ou por um criador”, explicou. “Eu realmente espero que ele inspire outras pessoas a adotar”, acrescentou.

Fonte: ANDA

RESILIÊNCIA África: animais selvagens sobrevivem em zona de guerra

Segundo especialistas, a imensa área de migração dos animais não está sendo atingida por conflitos armados.

O país mais jovem do mundo, Sudão do Sul, é conhecido por ter suportado mais de duas décadas de conflito armado e também por sua famosa fauna. A nação sem litoral entre a África Oriental e Central é o lar de muitas maravilhas naturais incríveis, incluindo a segunda maior migração de animais terrestres do mundo e a maior área úmida da África, a Sudd. Este trecho pantanoso de 35 mil quilômetros quadrados ao longo do Nilo é considerado como um patrimônio da humanidade.

No meio do conflito armado, a caça de animais aumentou, e muitos conservacionistas pensavam que o Sudão do Sul estava indo em direção à extinção em massa. Mas eles estavam em uma surpresa quando a Wildlife Conservation Society e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional começaram a realizar avaliações aéreas do país, eles perceberam que a imensa migração secular entre o Sudd e o Parque Nacional de Bandingilo era praticamente intocada pela guerra.

Touros de elefante savana em movimento perto de Ayod, à beira do Sudd pântano, Sudão do Sul.
Touros de elefante savana em movimento perto de Ayod, à beira do Sudd pântano, Sudão do Sul.

Sua surpresa foi ainda maior quando, em 2015, câmeras colocadas por pesquisadores na área remota da Western Equatoria capturaram imagens de uma espécie de paquiderme ameaçada de extinção nunca antes vista no sul do Sudão: o elefante da floresta. Até então, esse primo menor e mais cabeludo do famoso elefante da savana vivia em apenas meia dúzia de outros países africanos.

“A descoberta expande significativamente o alcance conhecido desta espécie criticamente ameaçada e acrescenta outro grande mamífero carismático à impressionante lista de mamíferos no Sudão do Sul”, afirmou DeeAnn Reeder, professor de biologia da Bucknell University, que trabalhou no projeto juntamente com uma instituição de conservação ambiental e o serviço de vida selvagem do Sudão do Sul.

Reeder na verdade acredita que só começamos a arranhar a superfície do que poderia ser uma coleção muito maior de maravilhas zoológicas aqui. Dado o vasto tamanho do Sudão do Sul e a pequena população de 12 milhões de habitantes, a proporção de paisagem intocada é enorme em comparação com outros países da África Subsaariana. “Do planalto de Boma às montanhas de Imatong, ainda há muito a ser estudado”, declarou.

Um cervo de orelhas brancas deixa a cabeça cair para trás depois de ter sido arremessado com anestesia de um helicóptero ao norte de Nyat, no Parque Nacional de Boma.
Um cervo de orelhas brancas deixa a cabeça cair para trás depois de ter sido arremessado com anestesia de um helicóptero ao norte de Nyat, no Parque Nacional de Boma.

Proteger a vida selvagem do Sudão do Sul agora é crucial, não apenas para os animais, mas também para o futuro do país. O Ministério de Conservação da Vida Selvagem e Turismo da nação estima que a indústria do turismo poderia contribuir com até 10% do produto interno bruto do Sudão do Sul em apenas uma década. O Parque Nacional de Bandingilo, por outro lado, é o lar da imponente migração de animais e a uma curta distância de carro de Juba, a capital, tornando-se um refúgio perfeito para os turistas.

Guardas florestais locais e organizações sem fins lucrativos internacionais já estão comprometendo vastos recursos para o esforço de preservação da vida selvagem. Quanto a nós, podemos nos consolar sabendo que, apesar da propensão da humanidade à destruição ambiental, pelo menos no Sudão do Sul, a natureza ainda tem a vantagem.

Fonte: ANDA