EXPLORAÇÃO Égua obrigada a participar de corrida foge em desespero de hipódromo

Uma égua de apenas dois anos fugiu em desespero de um hipódromo no Kentucky, Estados Unidos, após ser forçada a participar de sua primeira corrida. Quando estava próximo à largada, o animal se assustou com os fogos e os auto-falantes e foi em direção a uma rodovia movimentada em busca de liberdade. O jóquei que montaria na égua, Miguel Mena, não conseguiu segurá-la.

Motoristas e pessoas que passavam pelo local registraram vídeos e imagens e compartilharam nas redes sociais. Enquanto fugia, a égua lesionou uma das patas, mas não diminuiu a velocidade. Ela correu tanto que chegou até o estado vizinho, Indiana, quando foi cercada por um grupo de policiais e uma equipe de resgate. O animal estava exausto e desidratado.

O treinador de cavalos Jack Hancock ajudou no resgate e disse em uma entrevista ao Sports Illustrated que nunca viu um cavalo correr na velocidade que a égua fugia. “Estive aqui toda a minha vida e nunca vi ninguém correr assim, não tão longe e nem tanto assim”, revelou. A temperatura do animal estava extremante elevada e ela estava próxima a entrar em estado de choque.

A égua recebeu atendimento veterinário. A lesão na pata era grave e profunda. Além de desidratação, a égua também estava sofrendo com cólicas, calor e estresse. Ela ainda está internada sob observação recebendo fluídos. Após a recuperação, ela voltará a ser treinada para participar de corridas se a lesão não causar danos permanentes.

Crueldade intrínseca

Cavalos explorados em provas de hipismo são submetidos a condições que superam os seus limites físicos. Muitos deles são obrigados a competir desde os dois anos de idade, quando os sistemas ósseo e muscular do animal ainda não está completamente formados. Lesões, fraturas e dores, que logo se tornam crônicas, são comuns.

Pressionados por seus adestradores e pelas altas quantias de dinheiro envolvidas, esses animais são obrigados a participar de treinamentos longos e exaustivos que têm como única função prepará-los para torneios, para que todo o investimento financeiro gere lucro. Cavalos e éguas que participam de provas de equitação não são atletas, são escravos.

Estudos apontam que o esforço das corridas leva a sangramento nos pulmões e na traqueia (HPIE – Hemorragia Pulmonar Induzida por Exercício), além de claudicação, dor intensa nas patas causadas por baixo fluxo sanguíneo que também pode estar associada a doenças cardíacas. Quando sofrem fraturas, o ossos podem se partir em vários fragmentos.

A morte de cavalos feridos é sempre a primeira opção, mesmo quando há sugestões de tratamento. Um cavalo ferido, mesmo recuperado, não poderá mais participar de corridas e gerar lucro aos seus algozes, então os gastos veterinários são minimizados e dispensados. Quando não são mortos a tiros, são encaminhados para matadouros.

A prova disso foi uma investigação recente feita pela BBC que descortinou os bastidores do destino de cavalos explorados em corridas. Cavalos que ajudaram jóqueis a ganhar troféus e muito dinheiro no passado, são enviados para frigoríficos para serem mortos para a fabricação de ração ou para consumo humano.

O hipismo não é diferente de nenhuma outra indústria que abusa, maltrata e explora animais. O glamour das competição de equitação é apenas uma alienação elitizada que não encontra mais espaço na sociedade contemporânea e precisa ser descontruído, combatido e proibido. Infelizmente, provas disso não faltam.

Fonte: ANDA

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