PRESERVAÇÃO Países reinstalam Parlamento Amazónico para estabelecer políticas em prol da floresta

Fundado em 1989, o Parlamento Amazônico foi desmobilizado após alguns anos

O Parlamento Amazónico (Parlamaz) foi reinstalado na última segunda-feira (21) para garantir a promoção de políticas integradas que promovam o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O grupo é integrado por representantes do Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname e Equador.

Eleito para presidir o Parlamaz, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal brasileiro, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), pediu que os membros indiquem candidatos à vice-presidência até 21 de janeiro. Solicitou ainda que os apontamentos para o plano de trabalho do grupo sejam apresentados.

Fundado em 1989, o Parlamento Amazônico foi desmobilizado após alguns anos. A proposta de trazê-lo à ativa surgiu em 2019, após reunião dos países-membros na Embaixada do Equador. As informações são da Agência Câmara de Notícias e da Agência Senado.

“Nossa intenção é dar voz às populações nativas, oferecer não uma obra passageira, mas uma contribuição definitiva que se perpetuará no tempo. A reinstalação do Parlamaz significa um passo importante, e os resultados poderão impactar de modo decisivo e firme o nosso futuro”, disse Nelsinho Trad.

Na opinião do deputado brasileiro Léo Moraes (Pode-RO), é fundamental que o Parlamento Amazónico ouça as populações que vivem na floresta. “Temos que cuidar e aliançar o interesse pelo desenvolvimento e pelo progresso pensando, sobretudo, na nossa soberania. Ninguém melhor que os moradores e desbravadores dessa região para nos transmitir as experiências inerentes a esse rincão e estamos à disposição para promover esse bom debate”, observou.

Para o deputado colombiano Juan David Velez, é importante que os países-membros sugiram ações de preservação ao meio ambiente de forma geral. “Para nós, o Parlamaz trará sinergia para a região [amazônica], visando ações que gerem produtividade sustentável e riqueza. Não queremos seguir com a pobreza, e precisamos tratar desse tema de modo responsável”, afirmou.

O presidente da Assembleia Nacional da Guiana, Manzoor Nadir, alertou ainda para a responsabilidade sobre a legislação ambiental e a necessidade de combater as mudanças climáticas. “Estamos falando de uma lei que tem um poder único de apresentar números e trazer soluções. Nosso tempo de agir é agora”, disse.

A consolidação de políticas públicas em prol da Amazônia e a valorização dos habitantes locais devem ser premissas do Parlamento Amazónico, segundo Carlos Alberto Lázare Teixeira, da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Otca).

“Nosso grande esforço é para difundir todos os elementos fundamentais para a região, baseado na centralidade do ser humano, já que há ali cerca de 35 milhões de habitantes. Também é importante que todos os membros mostrem seu apoio ao tratado, com a missão de levar em frente toda essa agenda de cooperação”, afirmou.

Fonte: ANDA

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