Dia Mundial dos Animais: segue viva a luta por justiça e compaixão por todas as espécies

Imagem de Gerhard Gellinger por Pixabay

O Dia Mundial dos Animais é celebrado anualmente em 4 de Outubro. A data foi escolhida em 1931 durante um congresso ambiental em Florença, na Itália. A escolha foi feita em homenagem a São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais, cujo dia é celebrado em 04 de Outubro.

A data é celebrada em vários países como uma oportunidade de reflexão sobre a forma como tratamos os animais, e as possíveis maneiras de melhorar a vida destes seres sencientes em todo o mundo. Para comemorar este dia, indivíduos, comunidades e organizações não-governamentais se reúnem para celebrar todas as espécies de animais que são companheiros de planeta dos seres humanos, porém tidos como inferiores, explorados e mortos indiscriminadamente.

A cada ano, cerca de 70 biliões de vacas, porcos, galinhas, perus e outros animais sencientes são enjaulados, amontoados, privados, drogados, mutilados e macerados nas fazendas industriais de criação de animais do mundo todo, os dados são da ONG FARM. Como se isso não fosse sofrimento o bastante, eles são brutalmente mortos para servir de alimento aos humanos. Inúmeros animais aquáticos são capturados e sufocados por imensas redes de arrasto, para que os mercados possam vender e os restaurantes possam servir filé de peixe ou atum.

Esses números significam que muito mais animais são mortos por seres humanos para alimentação do que por todas as outras razões combinadas, incluindo caça, experimentação (testes em animais) e abrigos que praticam eutanásia.

A maioria desses animais é criada em fazendas industriais, onde passam a maior parte de suas vidas confinados, mutilados e alimentados artificialmente para crescerem tanto e tão depressa, que muitos deles literalmente sofrem até a morte. Mesmo os animais criados em pequenas fazendas familiares sofrem muitos desses abusos, e todos os animais criados para alimentação enfrentam uma morte horrível.

Galinhas criadas em granjas são alimentadas com hormônios químicos tão potentes que suas articulações não suportam o peso que essas aves atingem. Por isso muitas ficam paraplégicas ou se arrastam para andar. Elas mal podem se mover, tornando os 20 dias que dura em média sua curta visa, de puro sofrimento e tortura.

Porcos e porcas são confinados em espaços mínimos, onde quase não conseguem se mover. Inseminadas artificialmente, essas mães mal podem ver seus filhos que mamam entre grades afastados do corpo da mãe.

Vacas exploradas até a exaustão para produzir leite, vivem grávidas, passando o dia com máquinas de sucção instaladas em suas mamas e quando dão a luz, caso sejam bezerros fêmeas serão condenadas a uma vida de exploração e no caso de machos o final é pior ainda, pois são mortos por não poderem gerar lucro (leite) ou mortos pela indústria de vitela (carne de bezerro).

Isso sem falar nos animais que são explorados na indústria do entretenimento como baleias e golfinhos em parques aquáticos, elefantes dando passeios em suas costas, sendo abusados por circos, “treinados” com choques e ganchos afiados. Esses animais são obrigados a fazer truques anti-naturais para entreter uma plateia de turistas ávida por diversão sádica.

Leões são catalogados e precificados por agências de viagens que promovem caças ao troféus e após seleccionados por seus algozes, são soltos em campo para serem perseguidos e mortos em um jogo frio e cruel, onde o animal sempre perde.

Cada um desses animais, torturados e assassinados, é capaz de experimentar prazer, afeto e alegria, além de tristeza, solidão e dor. Eles compreendem o mundo ao seu redor e sentem todo o peso de uma existência condenada ao sofrimento.

Que este Dia Mundial dos Animais possa trazer um pouco de compaixão ao coração dos homens e mais justiça e paz para a vida desses animais, que subjugados pela espécie humana, sofrem em silêncio e indefesos todos os tipos de atrocidades.

Fonte: Anda

‘No rodeio, o público se diverte às custas da dor de animais’, diz ex-locutor de rodeio Asa Branca

Asa Branca, que foi o maior locutor de rodeios do Brasil, concedeu entrevista por meio da qual assumiu os maus-tratos aos quais submeteu animais explorados por rodeios e disse estar arrependido.

“No rodeio, o público se diverte às custas da dor de animais”, disse o ex-locutor à revista Veja.

Aos 57 anos de idade e com a saúde bastante debilitada, Asa Branca acredita que está sofrendo com um câncer terminal na garganta para pagar pelo sofrimento que impôs aos animais.

“Eu peço perdão a Deus, porque eu cheguei a machucar animal, cheguei a cortar animal”, disse Asa Branca. “Eu não queria ser um bezerro laçado e puxado pelo pescoço, eu acho que é maus-tratos”, afirmou.

O ex-locutor contou que feriu animais com esporas, que jogou pneus com arame farpado em cavalos para ensina-los a pular e que, ao se tornar locutor, incentivou práticas cruéis, como choques dados na pele dos animais.

Sem esperança de cura, Asa Branca está recebendo cuidados paliativos.

Confira, abaixo, a entrevista de Asa Branca, na companhia da activista Luísa Mell.

Fonte: Anda

Circo transporta elefantes por 16 mil km através do gelo siberiano para realização de shows

O circo Togni mudou-se para a Rússia depois que animais foram proibidos em shows de circo na Itália e está na estrada há dez meses desde então, viajando por uma distância de mais de 10 mil milhas

Foto: The Siberian Times

Elefantes explorados por um circo itinerante foram forçados a viajar mais de 16 mil km pela Sibéria para se apresentar nas cidades russas onde animais em circos não são proibidos.

Activistas pelos direitos dos animais expressaram revolta e indignação sobre a jornada tortuosa em que elefantes, tigres e outros animais são transportados pela Rússia em caminhões apertados num frio para o qual não estão adaptados.

Uma petição contra a crueldade e abuso praticados pelo circo já reuniu quase 100 mil apoiadores.

Foto: The Siberian Times

No entanto, os directores do circo dizem que os animais “amam o que fazem” e insistem que os caminhões são aquecidos e os elefantes são limpos e alimentados regularmente.

O circo Togni mudou-se para a Rússia depois que animais foram proibidos em shows de circo na Itália e está na estrada há dez meses desde então, viajando por uma distância de mais de 10 mil milhas (cerca de 16 mil km).

Ano passado, o circo viajou de Kazan para se apresentar em Krasnoyark, Irkutsk e no posto avançado de Vladivostok, já no Pacífico, entre outras cidades.

Alguns dos elefantes foram vistos enquanto o circo passava pela cidade de Yakutsk, uma das cidades mais frias do mundo.

“Alguns países europeus como a Itália proibiram todos os animais em circos itinerantes porque essas apresentações são cruéis – mas o circo deu um jeito e chegou à Rússia, onde as tortuosas distâncias percorridas são ainda maiores, as mais longas do mundo”, disse um activista pelos direitos animais.

Foto: The Siberian Times

“Proibindo a crueldade na Itália, eles pioraram a situação na Rússia para os mesmos animais”, lamentou ele.

Irina Novozhilova, do grupo de direitos animais VITA, disse ao Siberian Times: “As condições não serão humanas em nenhum circo, por uma simples razão. O treinamento anda de mãos dadas com a crueldade”.

“No caso dos elefantes, isso significa usar ganchos e máquinas de choques eléctricos. Essas descargas de electricidade causam pequenos ataques cardíacos nos animais”, diz a activista, “Os animais nessas trupes itinerantes enfrentam espancamentos e fome, os circos que fazem passeios viajam centenas de quilómetros de uma só vez”, continuou ela.

Foto: The Siberian Times«

Outro facto menos conhecido é que existe uma cota de anestesia de animais em caso de acidente, mas se algo acontecer, a cota existente não será suficiente para um único elefante.

“Digamos que, se um elefante quebrar sua perna, não haverá como anestesiá-lo”.

“Não dúvidas de que os circos são sempre cruéis além dos limites. E circos com animais devem ser proibidos” ressaltou a activista.

A distância percorrida pela trupe de Togni – de uma das maiores dinastias de circo do mundo – é o equivalente a uma viagem de Londres ao posto avançado mais oriental da Rússia, Pevek, segundo o Siberian Times.

Mas o director de arte russo do circo Togni rejeitou as reclamações.

Foto: The Siberian Times

 

“Esses circos são tradicionais”, disse Sergey Bondarchuk ao Siberian Times, “Nós amamos muito nossos animais, eles são nossa família”.

“Eles também amam o circo, ficam entediados sem trabalho. Nossos animais viverão e morrerão connosco, não sobreviverão na natureza”.

“Mover o circo para Yakutsk era uma ambição de longa data para toda a trupe”, disse ele.

“Tanto os italianos quanto eu estávamos sonhando em nos apresentar em Yakutsk, estávamos sonhando com essa viagem porque o circo de Yakutsk é o mais setentrional de todos”, disse director do circo.

Foto: The Siberian Times

“Os caminhões têm ar condicionado e aquecimento e, nas estradas da Sibéria, paramos a cada três horas para limpar e alimentar os animais”, ele insistiu.

“Viajar pelas vastas distâncias da Sibéria foi ‘difícil’, mas os animais são como crianças para nós”, continuou ele, “Se algo acontecer com eles, perdemos nossos empregos”.

O circo está actualmente em Kemerovo, uma capital famosa pela actividade de mineração de carvão.

Fonte: Anda