«Não Queremos Migalhas, Queremos a Abolição das Touradas!»

«O programa do governo contempla aumentar a idade mínima para assistir a touradas. Para já não se sabe se a idade será 16 anos ou como recomenda a ONU 18 anos.

Por mais que tentemos ver algo positivo nesta medida não conseguimos e sabem porquê? Porque a actual lei proíbe os menores de três anos de idade de assistir a touradas, e no entanto, as autoridades não a fazem cumprir. A título de exemplo eis a filha do tauricida Rui Fernandes na praça de touros de Alcochete.»

Bebés em touradas.jpg

«Se a lei vigente é sistematicamente violada pelos aficionados com a conivência das autoridades e dos delegados da IGAC que garantias temos que a nova também não será? Nenhumas a não ser que se ponham polícias a fiscalizar a GNR das vilórias que fecha os olhos à entrada de menores, e nem mesmo assim teríamos qualquer garantia porque também existem polícias aficionados.

Pois é mais uma lei para enfeitar o Diário da República porque na prática ninguém a vai fazer cumprir como acontece com imensas leis neste país.

Senhores governantes encaixem de uma vez por todas nessas cabecinhas ocas que a solução para o problema dos menores em touradas não passa por mais uma lei, a solução é a ABOLIÇÃO e é isso que a maioria dos portugueses querem!

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

in Blogue

Prótouro
Pelos touros em liberdade

https://protouro.wordpress.com/2019/10/29/nao-queremos-migalhas-queremos-a-abolicao-das-touradas/

Fonte: Arco de Almedina

EM SEGURANÇA Leão que seria morto em caça ao troféu é resgatado por activistas e enviado a santuário

Após sobreviver a uma caçada encomendada e ter sido baleado por duas vezes por um caçador que queria ter o “prazer” de acertar o animal majestoso e registar o acto em fotos, Simba finalmente está seguro e livre

Quando foi resgatado, Simba estava maltratado, desnutrido, drogado e claramente tinha sido vítima de abuso. O leão estava destinado a se tornar o troféu de algum caçador em uma “caça enlatada”: aquela em que o leão é baleado em um espaço propositalmente pequeno e fechado, onde não tem chances de escapar.

O leão maltratado foi salvo da morte certa quando vagava em uma área de caça na beira do deserto de Kalahari, na África do Sul.

Simba foi resgatado pela equipe de investigação disfarçada da ONG Lord Ashcroft, criada pelo político e filantropo Michael Ashcroft, que é formada por ex-agentes das Forças Especiais, e especialistas no resgate de animais selvagens.

O animal havia sido criado por uma das várias fazendas de reprodução de leões em cativeiro, prática cada vez mais comum na África. Essa indústria envolve milhares de leões criados artificialmente que acabam sendo mortos pelo comércio de ossos, principalmente para o mercado do Extremo Oriente, ou como troféus de caça, geralmente para o mercado dos EUA e da Europa.

Um leão macho adulto com uma juba grande pode ser vendido por mais de 40 mil libras (cerca de 200 mil reais).

Semana passada, o leão foi finalmente transferido definitivamente para um local secreto na África do Sul, depois de passar um tempo em alojamentos temporários. Agora ele tem um novo lar, espaçoso e permanente, segundo informações do Daily Mail.

Acredita-se que o leão tenha cerca de 11 anos e agora finalmente viverá em paz e segurança pelo resto de seus dias.

Segundo a ONG, o paradeiro de sua nova casa deve permanecer em segredo porque, mesmo agora, aqueles que participam do desprezível sector de criação de leões podem tentar prejudicá-lo ou matá-lo.

Simba foi descrito como um animal “profundamente traumatizado” imediatamente após seu resgate. No entanto, ele deve agora viver por mais dez anos, possivelmente mais, e, com esperança, o tempo será um grande curador de suas feridas emocionais e físicas.

Foto: Lord Ashcroft

Um de seus novos cuidadores, que pediu para não ser identificado, disse ao Daily Mail: “Ele é um verdadeiro cavalheiro. Mesmo nas poucas semanas em que ele esteve connosco, houve uma enorme diferença em seu comportamento”.

“Quando ele chegou, vivia escondendo-se e rosnando. Agora, pouco a pouco, ele está mais confiante e nos permite estar a 30 pés (cerca de 9 metros) dele”.

“O melhor é que os leões perdoam e se atrevem a confiar novamente e a amar incondicionalmente. É nesse ponto que os humanos tem muito a aprender com os animais”, diz o cuidador.

“A criação de leões, por outro lado, expõe o lado mais sombrio da humanidade: essa actividade cruel é puramente ligada ao ego humano, dinheiro, ambição e ganância”.

Simba agora vive sozinho em um recinto cercado de dois acres e meio onde ele é alimentado e pode circular livremente. Ele tem uma área elevada, um platô, onde pode tomar sol, mas também tem a sombra das árvores para descansar. Alguns doadores anónimos fizeram uma doação substancial para garantir que Simba seja bem cuidado pelo resto de sua vida.

Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft
Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado

Apesar dos anos de abuso e da recente provação enfrentada, Simba recebeu um atestado de saúde emitido por um veterinário. Mesmo antes do resgate, Simba já havia sido baleado duas vezes por um morador da região que queria “ter o prazer de acertar o animal” com dardos tranquilizantes.

O britânico, Miles Wakefield, pagou milhares de libras pela “oportunidade”, que a equipe da ONG disfarçada filmou, para poder junto balear o leão junto com seus cúmplices. Os caçadores foram mostrados rindo e fazendo piadas, enquanto Simba cambaleava após ser ferido com os dardos e drogado.

Com a repercussão do caso, Wakefield disse na época que foi enganado e acreditava estar participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”, acrescentando que nunca havia participado de uma caçada ao leão e que não tinha “absolutamente nenhum interesse em fazê-lo”.

Quando o leão estava semiconsciente, seus agressores posavam para fotos manipulando-o, mantendo a cabeça do animal erguida, em uma pose que os caçadores chamavam de “o tiro mortal”.

Simba teve sorte de escapar ao destino que seus algozes planeavam para ele – muitos não partilham do mesmo final feliz. Agora ele se tornou um símbolo da campanha em que a ONG e outras instituições de caridade, organizações e indivíduos criaram para lutar contra a criação de leões.

Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft
Miles Wakefield com Simba drogado

Simba é um dos 12 mil leões que as estimativas apontam como animais criados em cativeiro mantidos nas mais de 200 fazendas e complexos na África do Sul.

Ele fez parte de uma indústria cruel, abusiva e mal regulamentada. Incrivelmente, agora existem quase quatro vezes mais leões criados em cativeiro no país do que leões selvagens.

A indústria de criação de leões, unicamente baseada em dinheiro, coloca as fortunas que os caçadores pagam para matar esses animais indefesos, nas mãos de um pequeno número de “empresários” que criam leões em cativeiro e organizam as “caçadas enlatadas”.

Isso significa que os benefícios económicos para o estado, a sociedade em geral e a conservação são insignificantes.

Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft
Simba em seu novo lar

Howard Jones, executivo-chefe da Born Free Foundation, organização internacional de defesa de animais selvagens que busca acabar com a criação de leões e a caça enlatada, disse ao Daily Mail: “Esta é uma indústria brutal e desprezível que esconde o que está fazendo”.

O activista pediu ao governo da África do Sul que seja honesto e transparente: “Por que as autoridades do pais estão vinculadas a uma indústria corrupta e cruel?”

As autoridades sul-africanas recusaram um convite para uma reunião com o patrono da ONG, Michael Ashcroft, mas o político e filantropo afirma que esta fazendo lobby junto ao governo britânico para que o Reino Unido acabe com sua cumplicidade com essa indústria bárbara.

Em um recente discurso da rainha, o governo britânico anunciou sua intenção de proibir a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido. Os Estados Unidos e o Reino Unido são os dois maiores importadores mundiais de troféus de caça.

A África do Sul, por outro lado, anunciou recentemente que os leões agora são um dos 33 animais selvagens que serão classificados no futuro como “animais de fazenda”, dessa forma haverá menos restrições legais à sua protecção e bem-estar.

Fonte: ANDA

Atualização do Evento e o Portal 11:11 de 11 de Novembro 2019

Decidi partilhar, também aqui neste meu blog, um vídeo Maravilhoso e muito importante, sobre o EVENTO, que já está a acorrer e as energias do importantíssimo portal 11:11 de 11 Novembro de 2019.

Vitória da Luz!
Muito Amor, Paz e Luz para sempre!
Mário Amorim


Manifestações anti-touradas em Albufeira: activistas são movidos por razões de ciência, compaixão, ética e civilização

Mais um esclarecedor texto do Dr. Vasco Reis (Médico-Veterinário)

«Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica.» (*)

ALBUFEIRA.jpg

«A praça de touros de Albufeira é a arena que maior número de corridas organiza no país, o que acontece semanalmente durante a longa temporada»

«Este espectáculo visa, essencialmente, a venda de bilhetes e a presença de turistas, que continuamente aqui se renovam.
Para os atrair servem-se de publicidade enganosa apregoada por carro de som em vários concelhos do Algarve e publicitada em cartazes no espaço público e em anúncios na comunicação social e por informação em quiosques, hotéis, postos de turismo, empresas de turismo e não só, numa larga rede de lobby tauromáquico.

Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica. Realmente, a tourada é um show de violência exercida sobre touros e cavalos, seres sencientes dotados de sistema nervoso semelhante ao humano, o que provoca a estes animais enorme sofrimento psicológico e físico e o abate do touro. Trata-se, vergonhosamente, de uma montra de tortura animal. autorizada, exercida e apregoada como tradição de Portugal, no entanto, essa pertença só foi votada positivamente pelas Assembleias Municipais de 40 entre os 308 concelhos do país. A tourada não é tradição no Algarve!


Há 7 anos foi criada a CAAT – CIDADE DE ALBUFEIRA ANTI TOURADA – e desde então, sob a sua bandeira activistas abolicionistas vêm lutando pelo fim das touradas neste concelho, de maneira absolutamente voluntária e suportando todos os custos. Os activistas são movidos por razões de ciência, compaixão, ética, civilização.

Manifestações têm sido organizadas, sempre autorizadas e pacíficas, foram até há pouco acompanhadas por agentes da autoridade. Deixou este acompanhamento de suceder ultimamente. É invocada como razão a falta de pessoal, o que é lastimável, até pelo risco que essa ausência acarreta para os manifestantes, que ficam vulneráveis à possível violência de aficionados como já sucedeu. Houve manifestações com forte presença (já contámos com cerca de 80 demonstrantes). Têm vindo a diminuir. Temos tido a solidariedade forte, até presencial, de abolicionistas do Norte e do centro do país, nossos irmãos na nobre luta. E muitos apoios nos chegam através da Internet. É claro que a maneira insubstituível de chegar aos turistas e de os informar e impressionar é com a presença de pessoas e com a apresentação de mensagens elucidativas nos protestos.

As nossas acções vão para além das manifestações. Lançámos: uma petição; 2 Outdoors; cartas a hotéis, empresas de turismo e não só, denunciando, informando, apelando, sugerindo alternativas viáveis e lucrativas; artigos na comunicação social nacional e internacional em vários idiomas, cartas a entidades oficiais e políticas, etc.. Pretendemos assim apoiar a evolução de mentalidades. Estamos convictos de que a presença solidária de cidadãos em protestos contribui para esse progresso. Infelizmente, a persistência de manifestantes não é muito forte, por dificuldades várias. Mas mantemos um núcleo forte, decidido e coeso, apesar de tudo! Certamente, que nós, activistas obrigados a denunciar maus comportamentos e infracções, merecemos todo o apoio e protecção nesta nobre causa pelos animais e pela sociedade e é a isso que apelamos!!!

Vasco Reis

Outubro 2019

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2507863529304012&set=a.349975685092818&type=3&theater&ifg=1

***

(*) Governo quer subir a idade mínima, para se assistir a touradas, dos 12 para os 16 anos.

Esta medida só pretende atirar areia para os olhos dos cerca de 90% dos portugueses que abominam estas práticas, e pedem a ABOLIÇÃO desta selvajaria.

De acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia Geral da ONU, em 20 de Novembro de 1989, é considerado como criança todo o indivíduo com menos de 18 anos de idade.

Criança é, pois, todo o ser humano dos zero aos 18 anos.

A racionalidade recomenda a ABOLIÇÃO desta prática medievalesca, e não o aumento da idade para assistir à tortura de animais sencientes, onde a crueldade, a violência e uma desalmada carnificina prevalece.

Este governo de António Costa pretende enganar quem?

Evoluam. Já vão no segundo mandato. É tempo de evoluir, e não de andar a marcar passo, e fazerem-que-fazem. 

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

RETROCESSO África do Sul reclassifica 33 espécies selvagens como animais de fazenda

Especialistas afirmam que a alteração na lei pode tornar mais fácil o tráfico de ossos de leões e outras práticas condenáveis de criação de animais em cativeiro

Fazendas de criação de leões | Foto: FERGUS THOMAS
Fazendas de criação de leões

O jornalista ambiental Don Pinnock diz que a lei pode “facilitar” o comércio de ossos de leão e outras práticas controversas de criação.

Conservacionistas alertam para o fato de que a protecção de animais selvagens pode estar em perigo após a África do Sul ter reclassificado 33 espécies selvagens como animais de fazenda, incluindo leões, guepardos, rinocerontes e zebras.

Em maio, o Parlamento aprovou uma emenda à Lei de Melhoria Animal (AIA), que é responsável pela criação de animais no país – e recategorizou vários animais ameaçados de extinção como animais de criação (pecuária).

A lei actualizada agora permite “a criação, identificação e utilização de animais geneticamente superiores, a fim de melhorar a produção e o desempenho dos animais no interesse da República”.

“Práticas controversas de criação”

De acordo com o jornal Cape Talk, Pinnock disse: “A legislação claramente tem algo a ver com a criação de leões e rinocerontes. Esses criadores tendem a chamar atenção e, por alguma razão, o governo os ouve”.

“Uma vez classificados como animais de criação, os fazendeiros poderão criar e reproduzir animais selvagens como bem entenderem”, alerta o jornalista.

Lizanne Nel, gerente de conservação da SA Hunters, também se opôs à alteração: “Práticas de criação como manipulação genética e cruzamento de animais silvestres estão em conflito directo com a legislação existente de conservação da biodiversidade que protege a fauna indígena e mantém a integridade genética das espécies silvestres para as gerações actuais e futuras”.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Urso explorado por circo se revolta contra treinador e leva choque eléctrico na frente da plateia

Obrigado a fazer truques anti-naturais por meio de treinamentos cruéis e dolorosos, o animal selvagem abandona a performance e ataca o treinador enquanto a plateia foge apavorada
Foto: Anna Liesowska/east2west news
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento terrível em que um urso explorado por um circo se revolta contra seu treinador no meio de uma performance e é cruelmente electrocutado. O incidente ocorreu na Rússia.

O urso pardo estava no meio de um dos inúmeros truques anti-naturais que era obrigado a fazer, empurrando um carrinho de mão durante o show, que acontecia na região oeste da Carélia, quando se lançou contra o treinador, derrubando-o no chão.

O animal pode ser visto tentando morder a cabeça e o pescoço do homem, enquanto as crianças sentadas a poucos metros de distância gritam desesperadamente, sem qualquer barreira de segurança entre elas e o palco.

A plateia pode ser ouvida gritando no vídeo, quando outro funcionário do circo aparece e chuta o animal.

O enorme urso de 600 libras ainda foi ferido por um dispositivo de choque eléctrico em seguida, enquanto o público fugia para a única saída disponível no circo itinerante.

O treinador atacado pelo urso foi considerado “ferido”, mas nenhum detalhe sobre a gravidade dos ferimentos foi dado, segundo informações do Daily Mail.

Os pais que levaram seus filhos para assistir a tal espectáculo de exploração e crueldade, expondo-os a riscos desnecessários, mostraram-se assustados com a situação.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
Galina Gurieva, 27, mãe de uma criança que assistia ao show e que foi quem filmou a cena angustiante na cidade de Olonets, disse: “Meus joelhos ainda estão tremendo. Fiquei chocada por não haver cerca para a segurança dos espectadores, dado o tamanho do urso”.

Outro pai disse: “Os espectadores correram para fora em pânico, inclusive eu”.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
Mais um visitante postou: “Era um urso enorme e eles perderam o controle dele”.

Outro disse: “No começo, por alguns segundos, durante a gravação do vídeo, todos pensaram que aquilo tudo fazia parte do show. Mas quando o assistente começou a chutar o urso e puxou a arma de choque, o pânico começou. As pessoas se levantaram e correram para a saída”.

Testemunhas contam que após o choque eléctrico, o pobre urso ainda caminhou em “um estado desesperado pela arena, sem saber para onde ir”.

Foto: Anna Liesowska/east2west news
O urso é usado como atracção principal no Anshlag Tent Circus e a participação dele foi anunciada como “Truques espectaculares com arco e carrinho de mão”.

Um pai disse: “Esperávamos ver filhotes fofinhos e eles trouxeram um enorme urso pardo. Não havia protecção para crianças e adultos”.

Autoridades policiais e de segurança estão investigando o incidente.

Os circos itinerantes com performances de animais vivos continuam populares na Rússia, apesar das crescentes campanhas de proibição ou restrições em tais shows pelo mundo todo.

Os circos itinerantes com performances de animais vivos continuam populares na Rússia, apesar das crescentes campanhas de proibição ou restrições em tais shows pelo mundo todo.

Foto: east2west news
O lugar de animais selvagens como leões, ursos e elefantes é na natureza, onde nasceram e onde vivem em seu habitat ideal. Afastar um animal selvagem do seu ambiente natural é uma violência contra esses seres livres, que em cativeiro podem se tornar violentos e agressivos.

Animais explorados para entretenimento são treinados sobre métodos de intensa crueldade, submetidos a todo tipo de sofrimento que envolvem fome, sede, frio, espancamentos, choques e surras com chicotes.

Assistir ou levar crianças para assistir esse tipo de abuso é alimentar essa indústria cruel que funciona por meio do sofrimento desses seres inocentes.

Fonte: ANDA

Foto: east2west news

EXPLORAÇÃO Orangotangos são treinados para fazer gestos obscenos em fotos com turistas

A imagem, que viralizou nas redes sociais sociais, esconde o lado negro da indústria do turismo, com animais sendo explorados para fazer truques anti-naturais em troca de dinheiro
Foto: Supplied
Um turista australiano compartilhou na redes sociais uma selfie que tirou com um orangotango enquanto visitava um zoológico em Bali, na Indonésia. A foto foi postada como um momento de descontracção, porém esconde uma verdade cruel por trás da imagem “divertida”.

Milhões de animais pelo mundo todo são explorados pela indústria do turismo e do entretenimento, obrigados a aprender truques antinatural para divertir plateias e trazer lucro para seus inescrupulosos algozes.

Os treinamentos para esse tipo de “truque” envolvem choques, espancamentos, fome, sede, confinamento e todo tipo de crueldade para conseguir obediência desses animais.

No caso da selfie com o orangotango, a história se passou com Ian Roles, 42, que estava no zoológico de Bali, com sua família no sábado (19 de outubro), quando parou para tirar uma foto com o animal.

Foto: Supplied
Foi só quando ele parou para olhar a foto mais atentamente que percebeu que o enorme macaco estava fazendo um gesto obsceno com o dedo para ele.

“Tirei a foto e me sentei para tomar café da manhã e, quando olhei para a foto, pensei que bela foto, depois ampliei o zoom e consegui ver o que ele estava fazendo”, disse ele ao Daily Mail Australia.

“Ele não parecia muito feliz de estar ali. As pessoas costumam dar comida para ele quando ele tira uma foto, mas eu pulei essa parte e tirei a foto sem ter dado comida, então acho que ele não gostou muito”, especulou o turista.

A foto rapidamente se tornou viral depois que Roles a compartilhou nas mídias sociais, com dezenas de pessoas comentando a imagem inusitada.

Enquanto muitas pessoas se divertiam com a fotografia, Kobe Steele, presidente da fundação australiana de orangotangos, disse que a imagem na verdade era o retrato da “face sombria da indústria do entretenimento”.

Foto: Facebook/Ian John Roles
A especialista disse que o orangotango provavelmente teria aprendido o gesto de um criador, que explorava sua imagem para poder ganhar dinheiro à custa do animal: “Essas criaturas são tão inteligentes. Aprender um gesto como este não significa nada para ele, é algo muito simples perto da capacidade desses primatas”.

Ela ainda disse que os orangotangos em cativeiro geralmente são forçados a aprender gestos e comportamentos para fins de entretenimento.

“É sempre tão triste ver bebes tão pequenos sendo usados em atracções turísticas. Em particular, sabendo que provavelmente sua mãe foi morta para que eles pudessem ser vendidos. Esses animais estão destinados a uma vida em cativeiro, sendo comercializados como produtos por meio do tráfico de animais”.

Foto: dogcatselfie
Os orangotangos são nativos da Indonésia e da Malásia e compartilham 97% de seu DNA com os seres humanos.

Eles são estudados há décadas por suas habilidades de aprendizado e inteligência.

Infelizmente, os especialistas prevêem que os grandes símios serão extintos na natureza dentro de 10 anos em Sumatra e logo depois em Bornéu.

Extração de madeira, incêndios, plantações de óleo de palma e caçadores furtivos representam as maiores ameaças para os belos animais.

Foto: WORLD ANIMAL PROTECTION/ANDI S
Fonte: ANDA

DIREITOS ANIMAIS Activistas lutam na justiça para libertar elefanta cativa há mais de 40 anos

Capturada ainda um bebé na selva, tudo que Happy conheceu da vida foi o cativeiro, após a morte de seu companheiro, a elefanta vive há treze anos sozinha e apresenta sinais de depressão e apatia
Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

Advogados que actuam pelos direitos animais em Nova York, nos Estados Unidos, estão pedindo no tribunal por personalidade jurídica para sua cliente, Happy, uma elefanta. Segunda-feira (21), ele argumentaram perante o juiz que ela está muito infeliz vivendo cativa no zoológico do Bronx.

Seu advogado principal, Steven Wise, presidente do Nonhuman Rights Project (Projecto de Direitos Não-Humanos), um grupo sem fins lucrativos, acredita que a elefanta de 48 anos é um ser autónomo que foi detido ilegalmente em cativeiro – devido à sua personalidade – e deve ser libertado imediatamente.

Como resultado, Wise está argumentando que a personalidade jurídica é uma “capacidade de direitos” e está pleiteando um habeas corpus – ou o direito de contestar o confinamento de um indivíduo no tribunal.

Foto: Corbis/Via Getty Images
O Nonhuman Rights Project espera que, através do caso de Happy, possa ocorrer um avanço legal que elevará o status dos elefantes, que o grupo chama de seres complexos e extraordinários, e assim como seres humanos, deveriam ter o direito fundamental à liberdade.
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Esta não é a primeira vez que o grupo busca conseguir personalidade jurídica para o animal, tendo falhado em várias ocasiões diferentes nos últimos anos.

Tentativas semelhantes incluíram argumentar que os cães também podem ser “pessoas jurídicas”, além de dois chimpanzés.

Neste último caso, um tribunal de apelações de Nova York decidiu em 2017 que Kiko e Tommy, dois chimpanzés de 30 anos mantidos em cativeiro no estado, não poderiam ser considerados pessoas para invocar o habeas corpus.

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

O juiz decidiu que, embora os chimpanzés compartilhem características fundamentais com os humanos, seria quase impossível responsabilizar qualquer macaco por sua personalidade, prendendo e processando-o por um crime, por exemplo.
Outro golpe para a campanha ocorreu em um caso em Connecticut, em agosto, onde, assim como o caso de Happy, um juiz decidiu que três elefantes – Beulah, Minnie e Karen – não poderiam ser considerados pessoas.

Mas indiferente às sucessivas falhas, Wise agora está lutando em nome de Happy, determinado a ver a elefanta se mudar para um santuário depois de passar quase toda a sua vida fechada em um recinto de um hectare no zoológico do Bronx. Happy foi capturada junto com outros seis filhotes – Sleepy, Grumpy, Sneezy, Doc, Dopey e Bashful – na Tailândia na década de 1970, todos eles trazidos posteriormente para os EUA.

Happy e Grumpy viveram juntos até 2002, quando foram realocados para um outro cativeiro com outros dois elefantes, Maxine e Patty. No entanto, o novo arranjo habitacional provou ser um erro fatal, já que Grumpy foi morto por Maxine e Patty em um ataque.

Happy nunca foi capaz de conviver com a dupla a partir de então, com uma recente tentativa de reconciliação falhando terrivelmente.

Advogado de Happy Steven Wise | Foto: AP
Advogado de Happy Steven Wise 

Nos últimos 13 anos, ela vive sozinha, separada dos outros elefantes por uma barreira.

Wise está argumentando que o arranjo é prejudicial porque os elefantes são criaturas sociais e Happy deve ser transferida para um santuário muito maior na Califórnia, que tem outros elefantes com quem ela pode conviver.

“Isso não seria como uma prisão maior?”, disse Alison Tuitt, juíza da Suprema Corte do Bronx, acrescentando que Happy mora no recinto há décadas e nunca parou de comer, o que seria um sinal de depressão.

“É um pouco como dizer que a Terra é uma prisão”, respondeu Wise, continuando: “Para enfiar um elefante em 1 hectare de terra, é como viver na cela de uma prisão”.

Wise disse que em um santuário os animais são livres para escolher amigos e viver a vida como um ser autónomo.

Fonte: ANDA

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro | Foto: AP

Durante um longo testemunho, Wise comparou a situação da elefanta à dos escravos nos EUA, que não eram considerados totalmente humanos, e apontou que partes da floresta amazônica foram protegidas por direitos humanos.

“Ela é um elefante deprimido”, disse Wise sobre Happy. “E está sendo prejudicada todos os dias”.

Uma porta-voz da Wildlife Conservation Society, que é responsável pelo zoológico do Bronx, disse que Happy não está definhando, nem isolada.

Jim Breheny, diretor do zoológico, chamou o processo de “ridículo” em depoimento ao jornal Guardian e disse que o Projeto de Direitos Não-Humanos está “explorando os elefantes do zoológico do Bronx para promover sua própria causa”.

Por enquanto, o juiz Truitt ordenou que Happy ficasse no zoológico do Bronx, os próximos argumentos serão ouvidos na audiência do dia 6 de janeiro de 2020.

Wise disse que é do interesse do elefante permanecer lá por enquanto, para que os procedimentos sobre o habeas corpus possam continuar.

Wise acrescentou que o Nonhuman Rights Project está pronto para agir com eficiência se Happy for transferida para o santuário de animais determinado pelo grupo na Califórnia ou, alternativamente, outro no Tennessee.

ABUSO E MAUS-TRATOS

Tutor tinge cachorros de preto e branco para deixá-los parecidos com pandas

Os seis cães da raça chow chow tiveram o pelo todo colorido de forma a atender aos caprichos do tutor que diz sentir que tem uma “ligação especiais com os pandas”
Foto: Asia Wire

O tutor de seis cães da raça chow chow se tornou alvo de uma onda de revolta nas redes sociais após ter pintado os cães de preto e branco para fazê-los parecer pandas gigantes.

Dono de um café e pet shop na China, onde reside, o tutor postou as fotos dos animais no estabelecimento, já “transformados” em pandas na internet, o que atraiu críticas ferozes do público. O proprietário da loja, contudo, disse que todos os animais domésticos estavam “muito felizes e saudáveis”.

O tutor disse ao Daily Mail que os animais foram “pandarizados” com corantes orgânicos.

Foto: Cute Pet Games

“Pintar cães para fazê-los parecer pandas é muito popular no exterior”, acrescentou o tutor dos cães. “É controverso na China porque não é comumente visto”;

Relatórios anteriores mostraram que sua loja cobrava dos clientes 1.500 yuanes (cerca de 854 reais) para transformar seus cães em “pandas”, mas o proprietário do café negou as acusações.

Chow Chow é uma raça de cães de pelo comprido nativos do Tibete, os cães são normalmente dóceis e cheios de energia.

O café, que permite a entrada de animais domésticos, chamado Cute Pet Games, abriu no mês passado e está situado em um shopping em Chengdu, capital da província de Sichuan, na China.

Foto: Reuters

A onda de críticas começou quando os funcionários da loja começaram a enviar imagens dos “cães panda” para as plataformas de mídia social chinesas para atrair atenção.

Muitos usuários das redes sociais criticam o tutor, acusando-o de abuso e maus-tratos com os cães.

No Weibo, uma rede social chinesa parecida com o Twitter, um usuário com o nome “MichiyoWang” disse: “Quem realmente ama cães não deixa que eles sejam tingidos. Já vi cães perdendo a orelha como resultado disso”.

Foto: VCG via Getty Images

Outro usuário da web conhecido como “Wenenky” criticou o café e o tutor: “Eu tenho um cachorro. Nunca tingirei meu cachorro porque não será bom para ele”.

Um terceiro comentário feito por um usuário chamado “Luo Jia Tong” acusava o dono da loja de prejudicar os cães “apenas para se divertir”.

A PETA condenou o ato do tutor dos animais. Um porta-voz da entidade disse: “Pintar os pelos dos cães pode estar na moda, mas apenas para os seres humanos que de bom grado o fazem”.

Foto: VCG via Getty Images

“Sempre há riscos com o uso de corantes nos animais, nos pelos, na pele, no nariz e nos olhos. Os animais não devem ser um brinquedo para que as pessoas os pintem”.

O dono do café insistiu que seus cães eram “muito saudáveis” e que o corante não causou danos aos pelos ou à pele dos animais: “Nosso corante foi importado do Japão e é muito caro. Só um tubo de corante custa 800 yuanes (cerca de 453 reais)”.

Ele alegou que gastou 1.500 yuanes (aproximadamente 854 reais) em cada um dos cães para transformá-los.

Ele disse que decidiu comprar seis “cães panda” para a loja, porque Chengdu era conhecida como a cidade natal dos ursos panda e ele “sentia uma conexão especial com o animal”.

Foto: VCG via Getty Images

“Embora os cães não sejam pandas de verdade, esperamos que nossos clientes possam experimentar a cultura dos panda em nossa loja”, disse ele. “O corante usado nos cães foi feito sob medida para eles e é 100% seguro. Portanto, compramos o corante e contratamos especialistas para colocá-los nos cães”.

Cães não são produtos para serem pintados por seres humanos conforme sua vontade ou suas aspirações superficiais de transformá-los em seres que não são. Cães são vidas, seres sencientes que amam, sentem, sofrem e compreendem o mundo ao seu redor.

Fantasiá-los ou submetê-los a esses tratamentos artificiais e cruéis por mera vaidade é um atentado à sua dignidade.

Fonte: ANDA

DENÚNCIA Investigação secreta revela morte em massa e abuso por trás das corridas de cavalos

A rede de notícias ABC News descobriu que cerca de 300 cavalos de corrida passaram por um único matadouro em apenas 22 dias
Foto: ABC News

A indústria de corridas de cavalos é uma das mais cruéis formas de exploração de animais já registadas. Cavalos são submetidos a métodos de criação dolorosos para que possam ganhar mais velocidade nas pistas onde muitas vezes são vítimas de acidentes fatais ou que deixam sequelas permanentes. Tudo pelo entretenimento e ambição humanas.

Mas o sofrimento desses animais não termina com a aposentadoria. Recentemente, foi revelado pela mídia australiana que um treinador de cavalos “campeão” no país acusado de crueldade com os animais, falou sobre a realidade sombria por trás do glamour do “desporto”.

Protesto contra corridas em frente ao matadouro de cavalos | Foto: ABC News
Protesto contra corridas em frente ao matadouro de cavalos 

Os cavalos da indústria são criados de forma artificial para ter certas “formas corporais” (como tornozelos mais finos) que lhes permitem adquirir mais velocidade, mas que não são saudáveis para eles. Eles recebem medicamentos para melhorar o desempenho e são forçados a se submeter a procedimentos cruéis, como o “soring” (prática que consiste em causar dor intencional nas pernas e nos cascos de cavalos para que toquem menos o chão e assim melhorem seu desempenho). Então, quando deixam de ser úteis ou lucrativos são enviadas para serem mortos em matadouros.

O site de notícias australiano ABC realizou uma investigação secreta para descobrir a verdade sobre a morte de cavalos que não podiam mais participar das corridas. O que eles descobriram em um matadouro australiano foi considerado pela equipe algo absolutamente devastador, com potencial para abalar totalmente a indústria das corridas de cavalos.

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“A visão obtida pela ABC também mostra funcionários de matadouros maltratando animais antes de serem mortos. As câmaras secretas registam cavalos sendo espancados e abusados, recebendo pancadas na cabeça repetidas vezes e mortos de forma cruel e lenta. Outros são chutados e sofrem choques eléctricos enquanto estão confinados na ‘caixa de morte’ (local onde os animais são imobilizados para não poderem se mexer ou fugir durante o golpe fatal). Um trabalhador pode ser visto batendo repetidamente um portão de ferro em um grupo de cavalos, enquanto outro acerta os animais com uma mangueira”, publicou a rede de notícias.

Contrariando directamente as informações dos líderes da indústria de corridas de cavalos que afirmam não enviar cavalos para matadouros, a ABC descobriu que “cerca de 300 cavalos de corrida passaram por um matadouro chamado Maramist em apenas 22 dias”.

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Em uma reviravolta repugnante que envolve duas indústrias cruéis de corridas de animais, a investigação também confirmou que, enquanto parte da carne dos cavalos mortos em matadouros era vendida para consumo humano, a Luddenham Pet Meat fornece carne de cavalo picada para a indústria de corridas de galgos.

As datas de grandes eventos de corrida de cavalos estão chegando na Austrália, como a Melbourne Cup e o Everest, onde será possível observar o impacto da investigação, e os desenvolvimentos associados a ela, sobre a indústria das corridas e se a repercussão do assunto já está produzindo resultados positivos. De acordo com a ABC, “o ministro da Agricultura ordenou que oficiais de biossegurança investigassem as denúncias de crueldade contra animais no matadouro Meramist”.

Para se manifestar contra os horrores da indústria de corridas de cavalos, assine esta petição exigindo o fim das corridas de cavalos na Austrália!

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Fonte: Anda