CONTEÚDO ANDA Tigresa é chicoteada 31 vezes por desobedecer adestrador em circo

Uma tigresa chamada Tora e explorada em um circo foi vista encolhendo-se apavorada enquanto seu adestrador a chicoteava repetidamente, de acordo com imagens de uma investigação secreta. Outro clipe mostra…

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Uma tigresa chamada Tora e explorada em um circo foi vista encolhendo-se apavorada enquanto seu adestrador a chicoteava repetidamente, de acordo com imagens de uma investigação secreta.

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Outro clipe mostra os tigres durante uma sessão de treinamento. Um deles olha para o treinador e, vendo o chicote em sua mão, apressa-se de tão aterrorizado.

Essas cenas terríveis parecem ser frequentes no Tigers ShowMe, uma performance itinerante que abusa de tigres e é dirigida por Ryan Easley que atua no Carden Circus e no Shrine Circuses de acordo com a Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), que realizou a investigação.

“Ryan Easley utiliza métodos de treinamento arcaicos que envolvem o medo, a força e a punição”, declarou Jay Pratte, especialista em comportamento animal, em comunicado divulgado pela HSUS.

De acordo com os investigadores, Easley chicoteou Tora repetidamente depois que ela o desobedeceu.
“Em minha opinião profissional, os tigres do ShowMe Tigers sofrem de negligência psicológica e trauma diariamente”, disse Pratte.

A investigação foi divulgada quando o circo Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus realizou seu último show. Isso mostra que, embora tenha havido progresso no fim de shows cruéis com animais, ainda há muito trabalho a ser feito.

“Qualquer pessoa que viva com um gato doméstico reconhecerá os sinais de estresse e trauma exibidos pelos tigres de Easley”, disse Lisa Wathne, gerente de vida selvagem em cativeiro da HSUS ao The Dodo.

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“Dói imaginar que tipo de coerção dolorosa seria necessária para fazer um felino – e muito menos um tigre que pesa centenas de quilos – a pular sobre as patas traseiras”, acrescentou.

Quando não participam de shows, os oito tigres explorados pelo ShowMe são mantidos em confinamento quase constante em suas jaulas de metal, que medem somente quatro pés de largura, quatro de altura e pouco de seis de comprimento. Os dois tigres machos, cada um pesa mais de 500 quilos, compartilham uma jaula de transporte.

“Exceto pelos poucos minutos de cada dia, quando os tigres faziam performances, eles eram mantidos exclusivamente em jaulas de transporte onde se alimentavam, dormiam, andavam, urinavam e defecavam nos aproximadamente 13 metros quadrados de espaço disponível para cada um”, diz o relatório da HSUS.

“Em nenhuma vez, eles tiveram a chance de se exercitar fora das jaulas. Na verdade, a jaula de exercícios dos tigres nunca foi descarregada do trailer”, completou.

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A investigação secreta ocorreu de 28 de dezembro de 2016 a 18 de janeiro de 2017 e acompanhou Easley na sua sede em Hugo, Oklahoma. Em seguida, o mostrou na estrada por nove dias conforme ele e os tigres viajavam com o Carden Circus para cidades em Oklahoma e no Texas.

Tora, que foi chicoteada 31 vezes em menos de dois minutos, sofria de uma ferida não tratada em seu rosto.

Infelizmente, esta não é a primeira vez em que ela enfrenta problemas de saúde: há cinco anos, o USDA, a agência governamental que implementa a Lei de Bem-Estar Animal, acusou Easley por não tratar uma ferida aberta na caixa torácica de Tora.

“Os tigres se encolheram, gemeram de angústia e achataram as orelhas em uma resposta amedrontada por serem chicoteados e atingidos com uma vara, um comportamento típico de tigres traumatizados e abusados. A mera presença dessas ferramentas durante as apresentações evocou sinais clássicos de medo e estresse comportamental”, escreveu a HSUS em seu relatório.

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Quando não são forçados a suportar as árduas sessões de adestramento, os tigres andam gemendo pelas minúsculas jaulas. Na sede, em Hugo, os tigres tentaram se manter aquecidos, com apenas uma polegada de roupa de cama, durante temperaturas congelantes.

Durante cinco dos 22 dias da investigação, não receberam nada para comer. A HSUS relatou as descobertas para o USDA, exigindo que a agência investigue o caso.

“Embora seja verdade que Ringling está saindo do negócio, outros circos ainda operam e usam métodos desumanos para lidar com animais selvagens”, disse Wayne Pacelle, presidente e CEO da HSUS, em um comunicado.

“Não há nenhuma razão para espancar tigres ou outros animais selvagens para essas performances sem sentido. Todos os circos devem acabar com shows de animais”, concluiu.

Fonte: ANDA

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