CONTEÚDO ANDA Leões-marinhos morrem após ingerir algas tóxicas geradas pela poluição dos oceanos

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Algas tóxicas têm provocado danos cerebrais fatais em leões-marinhos da Califórnia (EUA), dificultando as operações de resgate de animais oceânicos ao longo da costa do Pacífico.

A intoxicação é uma das principais ameaças para os animais que ingerem a toxina enquanto ingerem peixe e outras espécies marinhas que se alimentam de algas, alertam as organizações de resgate do sul da Califórnia. Alguns pássaros e golfinhos também foram afetados pelas algas. Os cientistas explicam que o desenvolvimento da toxina é um subproduto do aumento da poluição do oceano e das temperaturas mais altas da água. Com chuvas pesadas neste ano, mais fertilizantes e águas residuais entram nos mares.

A neurotoxina produzida pelas algas Pseudo-nitzschia pode destruir o cérebro de leões-marinhos até que eles não consigam mais usar funções básicas de sobrevivência como evitar predadores e encontrar alimento. Segundo o Huffington Post, os animais podem ter convulsões e paralisia e um dos principais sinais da demência é quando eles são vistos rolando as cabeças repetidamente.

Um porta-voz do Instituto das Marinhas e Vida Selvagem da Ilha da Mancha disse ao Ventura County Star que este é o “pior ano de sempre” para casos de intoxicação por ácido domoico.

O Resgate de Animais Marinhos informou ter encontrado, apenas no último mês, 33 leões-marinhos desorientados que sofriam dos sintomas.

Em Laguna Beach, o Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico relatou 14 mortes de leões-marinhos até agora devido à intoxicação por ácido domoico. Muitos dos animais afetados eram fêmeas grávidas principalmente porque estão se alimentando mais durante o período de gestação.

Centros de resgate tentam liberar a toxina do sistema dos animais, mas às vezes seus cérebros estão significativamente prejudicados para serem salvos.

O Coastal Ocean Observing Systems do Scripps Institution of Oceanography emitiu um alerta sobre o ácido em Orange County.

A intoxicação por ácido domoico também foi um grande problema há 10 anos, quando 175 leões-marinhos foram afetados. Porém, o grande número de animais mortos em tão pouco tempo neste ano tem chocado grupos de proteção animal.

Lauren Palmer, veterinária do Centro de Cuidados de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, disse que o grupo cuidou de 15 leões-marinhos adultos durante o período de 10 dias que tinham mostrado sinais clínicos da intoxicação. “É incomum ver isso em um período de 10 dias”, afirmou ela ao Orange County Register.

Keith Matassa, diretor-executivo do Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico, descreveu os animais como “canários do ambiente marinho” porque eles são indicadores da saúde de um oceano.

“Sabemos que a sociedade está criano as algas prejudiciais. Estamos provocando um efeito, vendo mais delas, maiores e mais tóxicas”, disse Clarissa Anderson, chefe da operação Scripps.

Fonte: ANDA

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